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Cuba

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Roteiros

Trinidad, minha cidade favorita em Cuba

É difícil dar esse veredito, mas posso dizer que Trinidad foi a cidade que eu mais gostei em Cuba, e eu já sabia que ia ser assim antes mesmo de ir.

Pense num lugar onde você encontra casinhas coloniais, ruas de pedra, em um ambiente bucólico quase rural, embalado pela salsa dos bares e, além de tudo isso, a 15 minutos de praias maravilhosas. É isso.

Passei dois dias na cidade e poderia facilmente ter ficado mais.

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Quando chegamos no terminal rodoviário da Viazul fomos prontamente assediados por pessoas oferecendo transporte, hospedagem e restaurantes. Já tínhamos a nossa hospedagem reservada na casa do Pupito e da Carmen, então seguimos adiante.

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Após conhecermos o simpático casal que seria o nosso anfitrião nesses três dias, fomos procurar um lugar para comer e acabamos optando pela Bodeguita del Medio, já que em Havana ela estava sempre lotada, seria uma boa oportunidade de conhecê-la. Pagamos cerca de 10 cucs pela refeição, que estava boa, mas nada de demais, mas valeu a pena para curtir a música ao vivo que estava rolando lá dentro.

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Passamos o resto do dia caminhando com calma pelas ruas da cidade, assistindo aquelas cenas típicas de domingo no interior, quando as pessoas deixam as portas das casas abertas, sentam na calçada, conversam com os vizinhos, as crianças brincam na rua e os cachorros ficam na janela tentando aliviar o calor.

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No domingo, topamos com uma feirinha de artesanato pelas ruas da cidade, com muitos artigos em madeira para vender (e muito assédio, por supuesto)

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À noite, Trinidad é mais incrível ainda,  você caminha pela cidade e vai escutando a música ao vivo dos restaurantes e barzinhos.

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Destaque para o Casa de la Musica, que fica em uma escadaria, rodeada por bares e restaurantes, lotada a noite inteira de turistas e locais dançando salsa, tomando um mojito na calçada, ou simplesmente usando o wi fi, já que esse é um dos pontos de rede da cidade.

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No dia seguinte, pegamos um taxi pela manhã para a Playa Ancón e já combinamos com o taxista um horário para o retorno, já que não sabíamos se ia ter taxi fácil na praia para voltar (e realmente não tinha).

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A Playa Ancón pode até não ter aqueles tons azuis esverdeados a la Caribe (apesar de estar, sim, virada para o mar do Caribe, ao contrário das praias do Cayo Santa María que eu mostrei aqui), mas tem um mar calmo e uma atmosfera bastante tranquila. Mesmo não estando hospedado em nenhum dos hotéis, é possível negociar para alugar um guarda-sol e usufruir do bar e do restaurante.

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É simplesmente perfeita para aliviar o calor de Trinidad durante o dia (à noite, não resta opção senão lidar com ele haha)

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Na beira da praia existem vários hotéis para quem quiser se hospedar pertinho da praia. Mas, sinceramente? Trinidad oferece tanta diversão à noite e fica tão pertinho que nem faz sentido se hospedar na praia.

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Voltamos para Trinidad por volta das 16h e aproveitamos que o sol havia dado uma trégua para terminar de ver a cidade.

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E, à noite, repetimos o mesmo roteiro do dia seguinte: jantar e ficar nas escadarias do Casa de la Musica admirando as pessoas que sabem dançar salsa (o que não era nosso caso).

Por motivos de preguiça optamos por jantar no restaurante que fica aos pés da escadaria, cujo nome eu já me esforcei para lembrar, mas não consegui (isso é que dá esperar 5 meses para escrever o post).

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Mas a localização é inconfundível, o menu era bem variado e tanto os drinks como a massa com frutos do mar estavam ótimos.

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A sensação do jantar foi essa torta de chocolate com coco, o chocolate é produzido em Baracoa, no Oriente do país, e é bem diferente do nosso. Nada melhor para se despedir da cidade que me tratou tão bem, né?

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Roteiros, Viagens

Cayo Santa Maria: um paraíso para chamar de seu

Após alguns dias em Havana, é claro que a ansiedade para conhecer as famosas praias cubanas estava grande. Meu grande sonho dourado era ir para Cayo Largo, já tinha até negociado comigo mesma que valeria a pena enfrentar o meu pânico de voar em avião pequeno para conhecer esse pequeno paraíso. Mas, como os preços das passagens estavam muito caros, optamos por ir para algum cayo por via terrestre mesmo. Escolhemos Cayo Santa María por ser o mais próximo de Havana e, ao mesmo tempo, próximo de Santa Clara, outra cidade que queríamos visitar.

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Organizamos a viagem já em Havana, com uns dois dias antecedência reservamos um pacote com a Cubatur, que incluía o traslado  e 2 duas diárias no Melia las Dunas.

O traslado saiu as 5h da manhã do Hotel Nacional e chegou por volta das 12h no Meliá Las Dunas, com duas paradas no caminho. O ônibus era muito bom, certamente foi o meio mais prático e mais barato de chegar ao cayo. Pelo google maps, eu havia visto que uma espécie de ponte conectava a ilha aos cayos. Na verdade, não é exatamente uma ponte, mas sim uma estrada bem estreita que vai avançando sobre o mar até chegar ao cayo, com vistas lindíssimas.

A minha grande preocupação ao pesquisar os resorts era a alimentação, já que havia lido muitos relatos de pessoas que não gostaram da comida. Mas, como nunca havíamos ficado em  um resort antes, era difícil dizer se as pessoas não gostaram da comida por gosto pessoal ou em comparação à outros resorts mundo afora ou se a comida, de fato, não era boa.

Eu era daquelas que dizia que não via graça em resort, achava um esquema muito parado passar dias na mesma praia só curtindo a infraestrutura do hotel e me empanturrando 24 horas por dia.

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Mas, confesso, que fui obrigada a pagar a língua e rever meus conceitos e, diga-se de passagem, assim que puder ($$$), adoraria voltar a um resort.

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A estrutura do hotel era muito boa, havia uma zona voltada para famílias com crianças e outra para adultos, vários bares e lanchonetes, sorveterias, restaurantes do tipo buffet e alguns restaurantes a la carte.

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A estrutura próxima ao mar também era ótima, nunca tivemos dificuldades em conseguir um bom espaço na faixa de areia e havia opções de bares e lanchonetes próximas.

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Havia também um lojinha com itens de primeira necessidade para emergências, uma agência de turismo e uma banca de artesanato.

A internet funciona da mesma forma que nos outros lugares do país, a propriedade conta com um ponto de wi fi, então você só precisa adquirir o cartão com os dados de login na recepção, que custavam 3 cucs por hora.

Sem contar que os jardins do resort eram uma lindeza.

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Agora vamos a parte controversa, a comida. O buffet, em todas as refeições, era sempre muito variado, peixes, carnes, frango, massas, omeletes, pizzas, frutas e sobremesas. As lanchonetes ainda contavam com outras opções com sanduiches e petiscos. As opções de bebidas alcoólicas e não alcoólicas também eram bem variadas.

Deixamos para última hora então só conseguimos provar um dos restaurantes, a pizzaria a la carte, a comida estava boa, mas nada excepcional. Alguns dos restaurantes à la carte exigem roupa social para entrar, então é bom ficar ligado.

Apesar da variedade, achei a comida muito gordurosa e sem sabor, o que não faz jus de forma alguma à comida cubana, muito provavelmente porque o hotel busca apresentar opções internacionais que agradem os turistas estrangeiros, mas que de forma geral são bem diferentes do paladar brasileiro. Porém, o fato de haver muita variedade facilita bastante, pois você sempre pode achar algo que seja do seu agrado.

De toda forma, isso não atrapalhou de forma nenhuma a experiência, adorei o resort e voltaria com certeza.

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Comer bem

Comer bem em Havana

Se tem uma coisa que não falta em Havana é restaurante. Desde 2012, além dos estabelecimentos estatais, Cuba também conta com os restaurantes privados. São tantos estabelecimentos que o mais complicado é decidir onde comer.

Além das opções da culinária local – que, por sinal, é ótima – em Havana, é possível encontrar vários restaurantes com comida espanhola, italiana, russa e até japonesa.

Os preços também são variados – vão de mais de 30 CUCs nos restaurantes dos hotéis mais chiques a 2 CUCs em alguns restaurantes estatais.

O preço mais comum de um prato principal (ou de um combo prato principal + sobremesa + bebida) nos restaurantes voltados para turistas é 10 CUCs, ou seja, praticamente 10 euros. Acho que por isso ouvi muitos relatos das dificuldades de economizar com as refeições em uma viagem ao país.

No entanto, com um pouco de perspicácia, é possível comer bem e gastando pouco em restaurantes locais, muitas vezes pagando em pesos locais (CUPs). Por exemplo, uma refeição com arroz congri (uma mistura de arroz e feijão típica cubana), com uma fatia de carne de porco e vegetais custa cerca de oito reais em alguns restaurantes locais. O ideal é pedir algumas dicas dos restaurantes locais mais próximos para o seu anfitrião ou hotel.

Além disso, é possível encontrar opções “fast food” como cachorro quente e pizza de rua custando menos de dois reais.

Selecionei as opções que mais gostei em Havana para vocês:

O bom e barato – El Carmelo (Vedado, Calle 23, entre G y F)

É um restaurante estatal que fica em Vedado, a decoração é toda inspirada no cinema clássico. Eles oferecem algumas opções de menu do dia (prato principal + bebida + sobremesa) por menos de 5 CUCs. O prato principal é uma proteína (carne, porco, frango ou peixe), além de outras duas guarnições (em geral, um tipo de arroz, banana frita e salada). A bebida pode ser um refrigerante nacional ou até uma cerveja.

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Além do menu do dia, o restaurante é famoso pela paella e pelos coquetéis (destaque para a jarra de mojito e a piña colada gigante servida no próprio abacaxi 😎)

A melhor vista – Nazdarovie (Malecón, 25)

O Nazdarovie é um restaurante de comida russa – uma espécie de homenagem ao laço cultural entre o povo cubano e soviético – gerido por russos e seus filhos.

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O restaurante é cuidadosamente decorado com peças de propaganda soviética retrô, dá quase para fazer uma viagem no tempo. Até o garçom estava vestido à caráter com uma ushanka, aqueles gorros peludos russos em pleno calor cubano, que dó!

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O cardápio conta com as opções mais icônicas da gastronomia russa (como o strogonoff), mas também tem opções de outros países soviéticos e pratos cubanos.

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Nazdarovie é a expressão utilizada para brindar em russo, que significa “à sua saúde”, nada mais apropriado para o local que tem uma vista privilegiada para o Malecón e é perfeito para tomar uns bons drinks vendo o entardecer. Provei o mojito eslavo, feito com vodca em vez de rum.

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Confesso que quis conhecer o restaurante muito mais pela minha nostalgia eslava do que pelo meu apreço à gastronomia russa, mas a experiência foi super positiva e a comida superou as minhas expectativas.

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Pedi algumas entradinhas, o palmeni (uma espécie de ravióli russo) e umas linguiças típicas. Depois provei o shashlik, uma espécie de churrasquinho de origem geórgia, que também estava muito bom.

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Pratos principais por volta de 10 CUCs por pessoa.

O menu mais variado – La Cocina de Esteban (Vedado, Calle L y 21)

Achei o La Cocina enquanto estava procurando outro restaurante, mas a fome apertou e eu lembrava de ter lido sobre ele em algum lugar. O estabelecimento é bem simples, poucas mesas em um espaço aberto para o jardim da casa.

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À primeira vista fiquei impressionada com a variedade do menu, entradinhas, opções de frutos do mar, carne, porco, frango e vegetarianas.

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Pedi um peixe e uma porção de legumes para acompanhar e fiquei espantada com o tamanho das porções.

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Acabou sendo o restaurante favorito da viagem, voltei várias vezes no jantar e aprendi a não pedir muita coisa pra não morrer de comer. Minha única frustração foi não ter comido a torta tres leches de sobremesa, já que nunca sobrou espaço depois da fartura do jantar.

Pratos por volta de 10 CUCs por pessoa.

Uma ostentação – Bellaciao (Playa, calle 19 y 72)

O bairro de Playa abriga as embaixadas e fica na contramão das atrações turísticas de Havana, mas se estiver passando pelas redondezas, vale a pena provar esse restaurante italiano. O ambiente é bem simples e rústico, com mesas de madeira rodeadas pelo jardim. O menu é composto de massas, carnes e pizzas e tem boas opções de vinhos e coquetéis. Provei o tagliatelle com pesto e camarões e estava sensacional. O serviço é rápido é as porções são generosas.

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O preço é um pouco mais salgado, os pratos custam uma média de 15 CUCs por pessoa, mas comida vale a pena. Difícil mesmo é existir no calor cubano depois de comer uma massa dessas, né não?

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Roteiros, Viagens

8 coisas imperdíveis para fazer em Havana

1- Flanar por Habana Vieja

Habana Vieja – o centro histórico de Havana – foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1982.

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Nela você encontrará antigas fortalezas, igrejas, palácios e museus. As praças charmosas – algumas delas meticulosamente restauradas, costumam ser ocupadas pelas feirinhas de livros.

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Sugiro aproveitar o final do dia, quando o calor começa a dar trégua e a luz fica mais bonita, e flanar pelas ruelas.

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Parar para tomar um mojito ou um daiquiri em algum dos bares icônicos de Havana, como o La Floridita ou La Bodeguita del Medio, e depois escolher um lugar para jantar.

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Diferente de outras mundo afora, a cidade velha de Havana não é apenas um lugar histórico, mas sim um lugar vivo, onde vários habaneros de fato moram.

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Então você certamente vai encontrar as pessoas voltando do trabalho, comprando frutas ou jogando xadrez nas calçadas.

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2- Ver o pôr do sol no Malecón

O Malecón é provavelmente a avenida mais famosa de Havana, que se estende por 8km da orla da cidade, indo região do portuária até o bairro de Vedado. É nessa avenida  que você vai encontrar vários turistas fazendo passeios em carros antigos – os almendrones.

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Point dos pescadores, no final do dia, as muretas do Malecón ficam cheias de jovens, que se reúnem para beber e conversar. É um ótimo lugar para curtir o pôr do sol depois de caminhar por Habana Vieja.

3- Ir a uma praia

Convenhamos, ainda que não esteja nos seus planos se deslocar até Varadero ou até um dos Cayos, praia é que não pode faltar na ida à Havana. A menos de 1h de distância, as praias do leste (Santa Maria del Mar, Guanabo, entre outras) são uma excelente opção para quem não quer perder a chance de conhecer o litoral cubano.

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É tão pertinho que é possível fazer um bate e volta hospedando em Havana.

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Ou, se quiser passar mais dias, é possível comprar pacotes nas agências de turismo dos hotéis em Havana e até ficar em casa de família.

4- Jazz na Zorra y el Cuervo

Havana é provavelmente um dos lugares mais musicais do mundo, a música está nas ruas, nos restaurantes, é difícil se sentar para tomar algo e não ser agraciado com uma apresentação musical.

Mas, além disso tudo, tem um lugar que é imperdível: La Zorra y el Cuevo. Esse club de jazz, cuja fachada imita um pub inglês, fica no epicentro do burburinho da noite na avenida 23 em Vedado, onde ficam várias casas noturnas e é possível ver aglomerações de jovens fazendo esquenta nas calçadas.

Mas, toda essa atmosfera agitada desaparece quando você desce as escadarias do pub, que é bem pequeninho e te permite acompanhar bem de perto a atração musical. A entrada custa 10 Cucs e te dá direito a duas bebidas.

5- Tomar cerveja no Antiguo Almacén del Tabaco y de la Madera 

A essa altura, você certamente já deve ter provado as cervejas cubanas, a Bucanero – a forte – e a Cristal – a leve. Além dessas opções, um lugar legal para aliviar o calor em Habana Vieja é a Cervecería del Antiguo Almacén del Tabaco y de la Madera. O galpão do antigo armazém deu origem a uma cervejaria com ares modernos na beira da baía de havana. Além das 3 opções de cerveja, é possível beliscar uma parrilha ou um sanduiche.

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Aproveite a visita para conhecer também os Antiguos Almacenes San José, depósito construído em 1885, que hoje abriga a maior feira de artesanato da cidade.

6- Museu da Revolução

Havana tem vários museus, mas certamente o Museu da Revolução é o mais importante para aqueles que querem entender melhor a história do país.

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Localizado no antigo Palácio Presidencial, construído entre 1913 e 1920, e utilizado por vários presidentes Cubanos, o museu conta a partir de fotos, objetos e documentos a história da luta revolucionária contra o governo de Fulgêncio Batista.

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Atrás do Palácio Presidencial, encontra-se o Pavilhão Memorial Granma, sobre o episódio de traslado de Fidel Castro e Che Guevara e outros revolucionários do México para Cuba em 1956.

7- Tomar um batido de helado

Quer desculpa melhor para ingerir 500 calorias de puro açúcar do que esse calor caribenho todo que faz em Havana? Pois então, o batido de helado é uma ótima opção para dar uma refrescada.

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8- Comer arroz moro e chicharrita de plátano

O arroz moro (ou congri) é um tipo de arroz cozido juntamente com o feijão preto, que constitui uma das guarnições mais populares dos pratos cubanos e é simplesmente delicioso.

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Já as chicharritas de plátano são fatias finíssimas de banana frita com sal, que geralmente acompanham o arroz e feijão ou substituem as batatas fritas nos sanduíches. Esbalde-se!

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Planejamento de viagem, Roteiros

O que você precisa saber para planejar a sua viagem à Cuba

Lembro como se fosse hoje que na véspera do meu embarque para Cuba eu estava sofrendo crises de ansiedade por não ter praticamente nada reservado no país, a exceção da hospedagem em Havana. É claro que eu já havia lido a internet inteira sobre o destino, mas para quem é adepto do overplanning como é o meu caso, não ter tudo certinho gerava uma grande insegurança. No fim das contas, acho que foi um ótimo assim, chegando lá tudo foi resolvido e a viagem foi excelente.

Porém, isso funcionou para mim porque fui ainda na baixa temporada (maio de 2016), sendo assim, reuni algumas dicas gerais para facilitar o planejamento de viagem sobretudo de quem viaja em períodos mais concorridos e precisa garantir hospedagem e transporte com antecedência:

Como ir

Infelizmente ainda não existem voos diretos do Brasil para Havana, mas várias companhias (Avianca, Taca, Latam, Copa Airlines, etc) oferecem esse trajeto com uma ou mais conexões. Eu viajei de Copa Airlines com uma conexão rápida no Panamá e foi super tranquilo.

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Quando ir

De forma geral, faz sol e calor o ano todo, mas para evitar a chuva e o calor extremo,  a melhor época é a estação seca, que vai de dezembro à abril. A estação dos furacões é de junho a novembro. Além disso, o período de julho a setembro coincide com as férias do hemisfério norte e, portanto, com um fluxo maior de turistas. Agosto é o mês de férias em Cuba, então espere praias cheias.  Fui na segunda quinzena de maio e peguei dias muito quentes e algumas chuvas de verão nos últimos dias de viagem.

Precisa de visto?

Sim. Para quem viaja pela Copa Airlines é possível adquirir o visto com a companhia. Para quem quiser antecipar esse processo ou for viajar com outra companhia, é preciso solicitá-lo à Embaixada de Cuba. Clique aqui para saber mais sobre o visto e outros requisitos.

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Como se locomover

De avião

Não se deixe enganar, Cuba é um país relativamente grande, a maior ilha caribenha, então considere utilizar o avião para deslocamentos maiores, como é o caso de uma viagem entre Havana e Santiago de Cuba. Para esses casos, vale a pena conferir os voos oferecidos pela Cubana. Já  se você for ao paradisíaco Cayo Largo, confira o site da Aerogaviota.

Existem muitas opções de destinos no país, mas são poucos voos e nem todos destinos tem voos diários, então é importante comprar com antecedência, sobretudo na alta temporada. Se não conseguir comprar no site das companhias, tente as agências de viagem, como a Cubatur.

Não fiz nenhum deslocamento interno de avião pois o meu itinerário envolvia destinos com distancia média (algo em torno de 6h) de viagem, então julguei que o ônibus saíria mais em conta.

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De ônibus

Os trajetos entre as principais cidades cubanas é feito pela Viazul, que costuma ter um terminal próprio em cada cidades. Os ônibus são confortáveis e o serviço é pontual, mas a compra da passagem pode ser bem cansativa, já que em geral ela só é vendida no dia da viagem com antecedência de 1h. Em alguns casos, é possível reservar a passagem com antecedência e pagar no dia. Fui de Santa Clara até Trinidad de Viazul e, à exceção das complicações para adquirir a passagem, a viagem foi bastante tranquila.

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Outra forma de viajar de ônibus é por meio dos ônibus fretados pelas agências de turismo, como é o caso da Transgaviota, que eu utilizei para ir de Havana até Cayo Santa María.

De taxi

Em Havana, existe taxi para todos os gostos e bolsos, carro novo com ar condicionado, carros antigos, taxis coletivos, coco taxi e até bicitaxi nas distâncias mais curtas. Os preços variam, o importante é já deixar acertada a tarifa no começo da corrida. A corrida do Aeroporto José Marti até Habana Vieja ou Vedado gira em torno de 25 CUCs. Essa foto aí de baixo é com o seu Ávila e o seu Lada, que nos levou para vários lugares em Havana.

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Nas cidades pequenas, em geral, existem menos taxis “tradicionais” e mais taxis alternativos como mototaxi, bicitaxi e os preços são bem melhores.

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Considere utilizar também os taxis para o deslocamento entre as cidades, existe muita oferta e é possível se juntar com outros viajantes e negociar um bom preço. A princípio, pode parecer complicado, mas como existe pouca oferta de horário de ônibus, essa opção se torna bastante atrativa, muitas vezes os motoristas cobram o mesmo preço por pessoa da passagem de ônibus de Viazul. Fizemos isso para voltar de Trinidad para Havana e compensou bastante, já que de carro o tempo de viagem acaba sendo um pouco mais curto.

Aluguel de carro

Sim, é possível alugar carros em Cuba e, não, eu não estou falando de um Lada de 1970. Mas prepare o bolso, não é um serviço muito barato. Faça as cotações nas agências de turismo.

Onde se hospedar

Hotéis/Resorts

O país conta com hotéis/resorts estatais e semi estatais nas suas principais cidades e também em várias praias. É possível fazer a reserva no próprio site do hotel ou por intermédio de agências de viagens, como a Cubanacan e Cubatur.

Fiquei no Melia Las Dunas em Cayo Santa María, fiz a reserva em Havana na Cubatur, localizada no lobby do Hotel Nacional. Vou contar essa experiência nos próximos posts.

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Algumas praias, como é o caso de Cayo Santa María, possuem muitos resorts, então o Tripadvisor é um ótimo aliado para saber como é o hotel antes antes de fechar o seu pacote nas agências de turismo.

Casas particulares

Certamente é um dos meios mais econômicos e interessantes de se hospedar no país. O preço médio da hospedagem em quarto duplo é 25 cucs, o café da manhã (3- 5 cucs) e/ou jantar (10 cucs) é oferecido à parte pela maioria delas.

O serviço é profissional, as casas precisam de licença para funcionar e parecem pequenas pousadas.

Para escolher uma casa, basta olhar as avaliações no Tripadvisor ou em sites como o mycasaparticular.com, cubacasas.net e cuba-particular.com. Alguns deles permitem fazer a reserva e, em alguns casos, será necessário mandar email para a família. É costume também confirmar a reserva com alguns dias de antecedência, para que eles saibam que você não desistiu. Em geral, cada casa dispõe de poucas vagas, mas em compensação, existem muitas casas que ofertam esse serviço.

Eu fiz a reserva por telefone já em Cuba com alguns dias de antecedência, o que eu acho que funciona bem fora da alta temporada. Outra opção é fazer a reserva da casa do seu primeiro destino e pedir uma indicação para a família para o próximo destino ou, ainda, procurar uma casa ao chegar no próximo destino.

Fiquei em casa particular em Santa Clara e Trinidad e ambas foram ótimas experiências, os quartos eram novos, bem equipados e ficavam em uma parte separada da casa, assim, você tem a oportunidade de interagir com os moradores ao mesmo tempo em que mantém a sua privacidade.

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Aluguel de apartamento

Já é possível alugar apartamentos e quartos pelo Airbnb. Em Havana ficamos no apartamento do Aldo e da Vanessa, localizado em Vedado, e tivemos uma ótima experiência, com direito a essa vista aí da foto.

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E o dinheiro?

Cuba tem duas moedas, o Peso Cubano (CUP) – a moeda que a população usa cotidianamente, e o Peso Convertível (CUC), a moeda turística. Muitos estabelecimentos aceitam pagamento nas duas moedas e tem até tabelas de conversão para isso. Alguns serviços podem ter preços diferenciados para locais em CUPs e para turistas em CUCs, como é o caso de alguns museus e cinemas.

Parece complicado, mas não é. O viajante deve levar apenas Euros do Brasil, já que o dólar é taxado para fazer a conversão (é possível trocar reais, mas eu realmente não saberia dizer se compensa). Chegando lá, é necessário converter os Euros em CUCs. A casa de câmbio – a CADECA, é estatal e não tem diferença de cotações. Recomenda-se trocar apenas nesses estabelecimentos oficiais para evitar eventuais fraudes.

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1 Euro equivale a cerca de 1,10 CUCs, então a conversão das transações é fácil – é só pensar em Euro.

Troquei uma pequena quantia em CUPs pois é possível efetuar algumas despesas cotidianas na moeda local, como comprar um lanche em um quiosque, frutas, coisas do tipo.

Não conte de forma nenhuma com o cartão de crédito, pois a quase totalidade dos estabelecimento não aceita esse meio de pagamento.

Existem caixas eletrônicos e consegui efetuar com êxito a retirada de CUCs com o cartão de crédito, mas acredito que as taxas não compensem, seria mais para uma emergência.

Como acessar a internet

O acesso à internet já foi dificultoso na Ilha, mas há cerca de seis meses tudo se tornou bem mais fácil com a criação de zonas de wi-fi nas ruas e praças. Funciona assim: primeiro você compra um cartão de internet (1 h) nas lojas da ETECSA (2 CUCS) ou de ambulantes (3 CUCS). Então, em um desses pontos de wi fi, é só se conectar à rede da ETECSA e logar com a senha e usuário do cartão. Depois é só lembrar de se desconectar da rede para poder usar o resto do tempo em outro momento. Achar um dos pontos de wi fi é muito fácil, nas cidades pequenas eles estão geralmente nas praças principais (ou onde você avistar uma concentração de pessoas com smartfones e laptops hehe).

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Até o momento, não há restaurantes nem hotéis com wi fi grátis. Em geral há pontos de wi fi nos hotéis, mas ainda assim você vai precisar comprar o cartão.

De resto, a internet tem boa velocidade de forma geral e não tive problemas em acessar a maioria dos sites (facebook, instagram, whatsupp, tripadvisor, tudo liberado).

A despeito dessas facilidades, viajar para Cuba te faz desenvolver uma nova relação com a internet, já que não é possível estar conectado a todo tempo. Hoje em dia ficamos muito dependentes do celular para resolver as coisas durante a viagem, então é importante pesquisar os restaurantes e atrações com antecedência, baixar mapas e salvar reservas offline para não passar nenhum aperto.

Espero que tenham curtido as dicas!