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Coréia do Sul

Comer bem

Mercados em Seul: a minha experiência no Gwangjang

Desconfio que ainda que você gaste uma semana passeando pelos mercados seulitas, ainda assim não conseguiria ver todos. A cidade abriga inúmeros mercados, que atendem todos os gostos: tem mercado de comidas, de tecidos, de roupas, de eletrônicos, entre outros.

Visitar esses espaços vai muito além do desejo de fazer compras ou não, eles são um componente importante do cotidiano local e o simples ato de flanar por eles já é uma experiência cultural bastante rica.

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Como eu já contei para vocês, a minha estada em Seul foi bem curta – apenas 3 dias – então tive que eleger apenas um mercado e optei pelo Gwangjang.

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O Mercado de Gwangjang tem mais de 100 anos de história e atualmente emprega cerca de 20 mil pessoas, que trabalham com a venda de produtos têxteis e de comida – os dois nichos principais do mercado.

Cheguei no mercado ao fim do dia, quando os vendedores de tecidos já fechavam as suas barracas, mas ainda assim deu para apreciar a variedade de texturas e cores dos tecidos coreanos, a maior parte deles usados para costurar os hanbok, as vestimentas tradicionais coreanas (falo um pouco sobre o hanbok nesse post aqui).

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Mas, se por um lado, quase não havia mais movimento nos corredores de tecido, por outro, a aglomeração nas barracas de comida só estava começando. O mercado parecia um point de happy hour para os coreanos após o trabalho irem petiscar e beber.

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A variedade de pratos e petiscos é impressionante. Dá para começar com opções mais familiares ao nosso paladar como o mayakgimbap – uma espécie de rolinho de arroz, alga e vegetais que parece visualmente o sushi japonês – ou o mandu, que lembra bastante o gyoza chinês ou japonês.

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E depois partir para opções mais ousadas, como os frutos do mar curados e o polvo vivo picadinho. Ou não, né?

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Além disso, o Mercado de Gwangjang é um ótimo lugar para provar o Soju, uma bebida destilada de arroz,  com teor alcoólico e sabores variados (pode ser natural, ou saborizada com limão, maçã, etc). Outra bebida típica é o Makgeolli, uma bebida fermentada de arroz, chamada de cerveja de arroz.

Para quem quiser conhecer melhor as opções de comida de rua de Seul, indico esse texto do Alexandre Disaro, do Viver a Viagem. Aliás, o blog como um todo tem dicas maravilhosas da Coréia.

Comer bem

Ver´s – Garden Cafe em Seul

A minha lista de lugares legais para comer em Seul era interminável, mas quando eu cheguei em Hongdae, o bairro onde me hospedei, encontrei tantos restaurantes e cafés interessantes, que nem lembrei mais o que tinha planejado.

Cada esquina era uma nova descoberta, e a mais legal de todas foi o Ver´s.

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 A princípio pensei que fosse um bar/restaurante em uma floricultura, algo como a Florería Atlantico em Buenos Aires.

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Mas, na verdade, o Ver´s me pareceu mais um dessert bar – um lugar onde você pode comer sobremesa tomando coquetéis, cafés ou chás. Eu não sei o que vocês pensam, mas eu acho que um lugar que serve açúcar em todos os estados da matéria, seja na forma de tiramisu, cheesecake, vodka ou gin tônica, não tem como ser ruim, né?

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E tudo isso cercado de flores e mais flores. É por isso que o Ver´s também pode ser classificado como um garden cafe – um café dentro de um jardim ou floricultura. Eles, inclusive, vendem arranjos e flores por lá.

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É tudo tão lindo que você entra em uma espécie de epifania no lugar, fiquei boquiaberta por um bom tempo, observado cada detalhe.

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O único defeito desse lugar é que ele fica em Seul, e Seul fica super longe de mim.

 

 

 

 

Comer bem

Thanks Nature Cafe – o café mais “fofo” de Seul

Antes de viajar, eu sempre varro a internet em busca de restaurantes legais e cafés fofos. No caso da Coréia, o conceito de “fofo” ganhou outras conotações (literais, inclusive): achei um café de ovelhas.

Cafés com bichos não são uma novidade, muito menos na Ásia, onde os cat cafes e dog cafes são tão comuns, mas ovelhas era algo realmente inusitado.

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O Thanks Nature fica em Hongdae, bairro universitário onde me hospedei durante a minha estada em Seul.

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Ao contrário dos cafés com bichos que eu conheço, no Thanks Nature as ovelhas não ficam passeando entre as mesas como a minha fértil imaginação supunha.

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Existem dois espaços, um é o café propriamente dito, que é muito bom, tem várias opções de chás, infusões, cafés, waffles, panquecas e toasts.

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E, do lado de fora, existe um cercadinho para o casal de ovelhas, onde você pode interagir com elas.

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Ah, antes que eu me esqueça, o casalzinho de ovelhas se chama Lala e Lulu e são super bem cuidados pelo dono do café.

E, ai, quem já foi num pet cafe?

 

Roteiros

A Seul tradicional: os cinco palácios reais  

Logo quando comecei a ler sobre as atrações de Seul, a primeira coisa que me chamou a atenção foram as minuciosas e coloridas pinturas dos palácios reais. A cidade conta com cinco palácios remanescentes do tempo em que Seul foi a capital da dinastia Joseon, entre 1392 e 1910 (e, não, eu não sabia da existência da dinastia Joseon até ir para lá).

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Os palácios são um ótimo lugar para ver os coreanos com as vestimentas tradicionais – o Hanbok, de cores vibrantes e linhas simples. A sua origem remete à dinastia Joseon, quando os plebeus costumavam usar roupas brancas e a nobreza utilizava o hanbok. Atualmente, ele é utilizado em comemorações formais, como formaturas e casamentos.

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Muitas pessoas utilizam também para tirar fotos ambientadas nos palácios. Quando eu estive por lá, havia muita gente fazendo isso, mas curiosamente, a maioria eram turistas estrangeiros (é possível alugar o hanbok por lá).

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No começo, você fica deslumbrado com a beleza dos trajes, quer bater foto de todo mundo, mas no segundo dia eu já estava meio incomodada com as multidões de adolescentes com trajes tradicionais tentando tirar mil fotos e selfies nos monumentos. Mal sabia eu que iria enfrentar o mesmo fenômeno no Japão com as adolescentes de quimono.

Uma opção para quem deseja visitar todos os palácios é comprar o Royal Palace Pass, que custa 10.000 wons (cerca de 10 dólares) e dá acesso aos Palácios Gyeongbokgung, Changdeokgung, Changgyenggung e Deoksugung. A entrada para o Palácio Gyeonghuigung precisa ser adquirida separadamente.

Com a minha sanha de ver tudo, o plano original era visitar com mais calma os Palácios Gyeongbokgung e Changdeokgung e, ao menos, visitar brevemente os outros. Por conta de alguns perrengues, acabei visitando apenas os dois primeiros.

O Palácio Gyeongbokgung foi o primeiro da dinastia Joseon a ser construído, em 1395. Esse belo e sonoro nome significa algo como “palácio abençoado pelo paraíso”. Acreditava-se que as montanhas eram uma fonte de proteção e, por isso, ele foi construído próximo aos monte Namsam e Bugaksan.

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Durante a invasão japonesa de 1592, todos os palácios da cidade foram queimados, e o Gyeongbokgung deixou de ser o palácio principal para ser reconstruído apenas em 1867. Os esforços para recuperar ao menos em parte a sua arquitetura original continuaram até a década de 1990.

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Já o Palácio Changdeokgung foi o segundo a ser construído, em 1405. Era onde os reis e ministros discutiam os assuntos de Estado e também onde vivia a família real.

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Após a invasão japonesa, esse foi o primeiro palácio a ser reconstruído, por volta de 1610, tornando-se o palácio principal do reino.

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O Changdeokgung também é cercado de montanhas e sua arquitetura é reconhecida por prezar a harmonia com a paisagem natural. É o único dos palácio que faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO.

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Além da visita ao Palácio (também tem tour gratuito disponível), é possível fazer uma visita guiada pelo Jardim Secreto, que dura cerca de 1h30.

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É preciso reservar com antecedência no site e retirar o ingresso mediante pagamento e apresentação do voucher na bilheteria. Para quem adquiriu o Royal Palace Pass também é preciso reservar o tour e pagar na bilheteria.

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Como eu visitei Seul em março, portanto, ainda inverno, a visita ao Jardim Secreto ficou aquém das minhas expectativas, porque estava tudo bem sequinho e sem vida ainda, mas dá para notar que durante as outras estações o lugar tem muito potencial para ser bonito.

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E, ai, gostaram? No próximo post tem mais dicas de Seul 😉

 

 

 

Roteiros, Viajando sozinha

Seul: meu primeiro destino asiático

Seul foi o primeiro lugar no continente asiático que eu pus os pés. Isso, por si só, já é suficiente para dar uma ideia da minha empolgação e encantamento ao conhecer a cidade, a todo tempo ficava “me beliscando” para lembrar que estava na Ásia.

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Passei três dias na cidade, mas poderia facilmente ter ficado mais, não só em Seul, mas em outras regiões do país. A Coréia tem várias outras cidades e atrações naturais que merecem ser visitadas e, nesse curto período, fiquei com a sensação de que, nós, brasileiros, ainda não descobrimos quanta coisa bonita tem para ver por lá. A infraestrutura turística é impecável, foi muito fácil se locomover por toda a cidade usando metrô, que tem todas as sinalizações com tradução em inglês.

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A organização das ruas é um tanto complexa, mas o google maps tá aí pra isso, né? Muitos estabelecimentos possuem wi-fi, mas é possível também comprar um simcard ou alugar um wi-fi portátil no aeroporto para ter internet ao longo da viagem. Como ia ficar apenas 3 dias, eu decidi me virar com o wi-fi público e foi super tranquilo.

O clichê de que o país combina modernidade com tradição é apropriado. Em meio aos arranha-céus, a cidade conserva construções com grande importância histórica, como os 5 palácios de Seul (Changgyeong, Gyeongbokgung, Changdeokgung, Deoksugung e Gyeonghuigung), muralhas e templos.

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Além dos palácios e templos, outro lugar que te faz voltar no tempo em Seul é o Bukchon Hanok Village, um bairro que preserva centenas de casas coreanas tradicionais – as hanok. Apesar de parecer cenográfico, o Hanok Village é também um bairro residencial, existem até alguns monitores pelas ruas tentando impedir as hordas de turistas de fazer muito barulho pelas ruas. Nem preciso dizer que não dá muito certo, né?

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O Hanok Village fica próximo dos palácios Gyeongbokgung e Changdeokgung, então uma boa pedida é combinar esses três lugares num dia só.

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Ao lado do Hanok Village, fica Samcheong-dong, um bairro jovem e super descolado, cheio de restaurantes, cafés e lojinhas de moda e design.

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Eu pesquisei diversas opções de hospedagem, desde os hotéis internacionais nos bairros mais turistões até as pousadas tradicionais coreanas em Hanok Village. Acabei optando ficar em em Hongdae, porque queria ficar em uma região menos séria e empresarial, um lugar que tivesse opções para bater perna à noite. Hongdae abriga a Universidade de artes de Hongik e tem uma atmosfera bastante jovem, com muitas opções de restaurantes, cafés, bares e comércio popular voltado para estudantes (leia-se, mais barato). O bairro não é central, mas o metrô de Seul é bastante capilar e eficiente, então foi bem fácil chegar aos pontos turísticos. A vantagem, por outro lado, é que tanto o aeroporto de Gimpo como o de Incheon estão muito próximos de Hongdae.

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Nas próximas semanas vou postar algumas dicas do que fazer na cidade. Aguardem 🙂