Browsing Tag

Colômbia

Comer bem, Roteiros

Cartagena: o que fazer na cidade mais colorida da costa colombiana

Cartagena é seguramente um dos destinos mais desejados na Colômbia. E não é para menos, a cidade fortificada é deslumbrante com seus casarões coloridos, igrejas bem conservadas, restaurantes e lojas de artesanato. Tudo isso sem esquecer que muito próximo de lá é possível desfrutar de praias com azul caribenho.

Processed with VSCO with c1 preset

Mas, por outro lado, ao passar pela cidade, é impossível não reparar como esse cantinho tão bem conservado é, na verdade, apenas uma parte de uma cidade grande e muito desigual.

Definir em qual bairro se hospedar em Cartagena foi fácil, segui prontamente o conselho do Viagem na Viagem, que dizia ser essencial ficar na cidade fortificada. A oferta de estabelecimentos é bem ampla e os preços também são variados. A maioria dos hotéis são casarões coloniais reformados, com quartos com varandas para a rua ou janelas voltadas para o interior do casarão, alguns não tem elevador, então vale observar todos esses detalhes na hora de escolher.

Ficamos no Hotel Casa India Catalina e tivemos uma boa experiência. Era uma das opções mais em conta e, ao mesmo tempo, muito bem avaliada. É um hotel simples, bem localizado na cidade fortificada, mas fica em uma rua tranquila, sem muito barulho à noite. O quarto é básico, mas o ar condicionado era muito bom, o que é fundamental na cidade.

E, sim, hoje posso concordar que ficar na cidade fortificada é o ideal, pois praticamente tudo o que você vai ver em Cartagena está lá e pode ser acessado caminhando, ter que pegar taxi todos os dias torna tudo mais caro e mais demorado. A única exceção seria o bairro de Getsemani, que fica ao lado da cidade fortificada, tem restaurantes, opções noturnas e muitos hotéis e albergues mais em conta.

Processed with VSCOcam with c3 preset

Agora vamos a listinha do que  mais curtimos por lá:

Arquitetura

Lembro de tomar conhecimento da existência de Cartagena nos idos de 2012, quando começaram a pipocar pacotes turísticos para lá e, sem dúvida, o que chamou a minha atenção nas fotos foi a arquitetura da cidade, tão colorida e tão preservada.

Processed with VSCO with c3 preset

Para desfrutá-la, basta apenas andar loucamente pela cidade fortificada, cada esquina é um flash, impossível não voltar com milhares de fotos de fachadas e varandas.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Tomar sorvete

Certamente é uma das coisas mais apropriadas a se fazer na cidade. Por sorte, a cidade é bem servida de bons sorvetes. Para sabores exóticos, vale a pena conhecer a Gelateria Paradiso, provei o sorvete de hibisco (flor de Jamaica) e de manjericão e estavam ótimos. Agora para tomar um gelato tradicional, a melhor pedida é a Gelateria Tramonti, que ainda por cima fica aberta até 1h, viabilizando aquele sorvete pré balada.

Processed with VSCO with c1 preset

Comer ceviche

Como não dá para viver só de sorvete, uma boa pedida na cidade é aproveitar a abundância de ceviche da cidade, uma opção fresquinha para dar conta do calor de Cartagena. É possível encontrar restaurante especializados no prato, como é o caso do La Cevicheria. Só não vale deixar de provar também outras delícias da culinária dessa região.

Processed with VSCO with c1 preset

Visitar o Museo Historico de Cartagena de Indias

Eu confesso, entrei no Museo Historico de Cartagena porque tinha ar condicionado e, graças a isso, fui parar em um ótimo lugar para entender um pouco da história de Cartagena e o seu importante papel na história da Colômbia.

Processed with VSCO with c1 preset

O Museu está localizado em frente à Plaza Bolívar, no que foi um dia o Palácio da Inquisição, construído no Século XVIII para o funcionamento do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição e recentemente restaurada com a recuperação total de todos os seus valores originais.

O Palácio da Inquisição é considerado o mais importante exemplar da chamada Casa Colonial Cartagenera, na qual se mesclam influências milenares da arquitetura do sul da Espanha com a visão popular dos alarifes colombianos.

Sem dúvida, as salas de exposição mais impactantes são as que mostram o funcionamento do Tribunal do Santo Ofício em Cartagena e contam um pouco da história anônima daqueles tantos “outros” que foram perseguidos e torturados no século XVII por acusações de heresia, bruxaria, etc.

O ingresso custa 19 mil pesos, algo em torno de 19 reais

Conhecer a Igreja e Monastério de San Pedro Claver

A Igreja e o monastério foram construídos no começo do século XVII pelos jesuítas e, posteriormente, foi batizada em homenagem a San Pedro Claver, conhecido pela luta pelos oprimidos, em especial pela liberação dos escravos.

Processed with VSCO with c1 preset

Além de visitar a Igreja e o Monastério, é possível conferir a exposição que conta a história da vida e da obra de San Pedro Claver.

Processed with VSCO with c1 preset

O local abriga também exposições temporárias relacionadas ao tema de Direitos Humanos.

8FEF5E41-BFA4-4924-B4AE-DE1899CBCFAC

 Dançar Salsa (ou ver os outros dançarem)

O título de capital da salsa é de Cali, mas em Cartagena é possível encontrar vários locais dedicados a esse ritmo musical. Tivemos a ótima experiência de conhecer o Café Havana com o pessoal do Viver Uruguai.

11E5A621-B0F4-4AE6-BC70-CA85DFE070CF

A casa fica no bairro de Getsemani  e é bastante cheia vale a pena reservar e/ou chegar cedo se quiser uma mesa.

Pegar uma praia

Na cidade de Cartagena as praias não possuem aquele mar azul Caribe, como muitos imaginam. Mas é possível passar o dia em praias próximas da cidade, como é o caso da Playa Blanca. Várias agências oferecem esse passeio, que pode ser feito de barco ou de van. O itinerário dos pacotes é variado, no meu caso, optei por fechar um pacote terrestre direto para a Playa Blanca para poder aproveitar bem o dia por lá, mas existem passeios de barco que passam por outras praias e um aquário antes.

Processed with VSCO with c1 preset

Ao chegar lá, o guia da agência nos conduziu para uma barraca de praia onde seria servido o almoço. O local é usufruído tanto por turistas como locais. Havia lido relato de muitos ambulantes, mas não achei que prejudicou o passeio.

Fazer um tour de arte de rua em Getsemani

Getsemani é um bairro popular, localizado ao lado da cidade fortificada. Historicamente, foi o local onde moravam as classes populares no período de domínio espanhol, sendo palco de luta pela independência de Cartagena no final do período colonial. Na Plazuela de la Trinidad está localizado o monumento de três estátuas em memória a Pedro Romero, mulato cubano que liderou o movimento de artesãos que lutaram nas primeiras manifestações independentistas de Cartagena.

O desenvolvimento recente do bairro é polêmico, o crescimento turístico e comercial de Getsemani acaba por expulsar para as zonas periféricas os seus antigos moradores. É fácil notal que o bairro parece ser o local preferido dos mochileiros, já que o preço das acomodações é mais em conta do que na cidade fortificada.

Processed with VSCO with c1 preset

As ruas de Getsemani são cheias de graffitis e arte rua. Aos domingos é possível fazer um tour para conhecer melhor essas obras.

Processed with VSCO with c1 preset

Nós não fizemos o tour por falta de tempo, mas conseguimos dar uma volta no fim do dia para apreciar alguns dos murais.

Processed with VSCO with c1 preset

Essas são apenas algumas opções do que se ver e fazer Cartagena. Nessa curta visita não conseguimos visitar o Castillo de San Felipe e o Convento de La Popa, duas atrações muito importantes da cidade. Mas é sempre bom ter uma desculpa para voltar, não é?

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Taganga

Taganga é uma pequena vila praiana que fica ao lado de Santa Marta (cerca de 5km). Muitos viajantes passam por lá para pegar o barco para o Parque Tayrona. Eu já contei que tenho terror e pânico de barco-pequeno-chacoalhando, então ir por Taganga nunca foi uma opção. O roteiro de viagem estava apertado para passar um dia por lá, mas só tinha uma coisa que eu fazia muita questão de ver após deparar com um monte de fotos lindas: o pôr do sol na praia.

Como eu contei para vocês nos posts passados, acabamos esticando a nossa estada em Santa Marta para conhecer outras atrações próximas. Logo pela manhã fizemos um passeio em Minca e depois fomos conhecer a Quinta de San Pedro Alejandrino. Com o tempo que sobrou no fim da tarde, decidimos correr para passar o entardecer na praia em Taganga.

Chegar lá é bastante fácil, basta pegar um ônibus no centro de Santa Marta (carrera 5), que leva cerca de 15 minutos para chegar no centro da vila.

img_6419
Curtimos as últimas horas de sol e aproveitamos para dar continuidade ao projeto “uma vida baseada em arroz de coco e patacones”. Afinal, quando é que eu ia poder comer essa delícia de novo?

0403ff45-c389-4098-9b72-d8554dee6b9a

O tempo nublou no fim do dia, então o pôr do sol não fez jus ao que eu tenho certeza que Taganga é capaz de oferecer.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Ainda assim foi lindo, um belo encerramento de um dia mega produtivo que começou na Sierra Nevada e terminou no mar. E que viajante compulsivo não adora um dia que rende bastante, hein?

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Quinta de San Pedro Alejandrino

No post anterior, eu contei sobre a nossa visita à vila de Minca, próxima à Santa Marta. Como o nosso passeio acabou sendo encurtado pela chuva, decidimos aproveitar o tempo livre para conhecer a Quinta de San Pedro Alejandrino em Santa Marta.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Fundada em 1608, essa fazenda teve vários donos ao longo de sua história, mas ganhou notoriedade por ser o local onde Simón Bolívar, ator chave nas guerras de independência da América Latina, viveu seus últimos dias antes de falecer.

Processed with VSCOcam with c1 preset

O ingresso na Quinta custa 20 mil pesos para estrangeiros (cerca de R$ 20,00). Estudantes ficam à disposição para fazer uma visita guiada no local mediante contribuição voluntária. Além de apoiar o trabalho desses estudantes, a visita foi uma ótima oportunidade para conhecer a história e os detalhes do local.

Processed with VSCOcam with c3 preset

A visita começa pela Antigua Hacienda e a Casa Principal, local onde Simón Bolívar viveu os seus últimos dias. É difícil expressar a importância e o simbolismo desse lugar na história da Colômbia. Ao renunciar à Presidência da Gran Colombia, Simón Bolívar foi convidado pelos então donos da Quinta para se hospedar lá.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Conta-se que durante os quatro primeiros dias, Bolívar percorre toda a Quinta e, em seguida, fica de cama e nunca mais sai de seu quarto até a sua morte em 17 de dezembro de 1830.

Processed with VSCOcam with c3 preset

 É do seu quarto na Quinta que Bolívar enviou às recém libertas nações latino-americanas uma mensagem de liberdade, união e fraternidade.
Processed with VSCOcam with c1 preset

Além da Hacienda Antigua e da Casa Principal, é possível também visitar o Altar da Patria e o Museo Bolivariano de Arte Contemporanea, que conta com uma coleção permanente de cerca de 200 obras, além das mostras temporárias.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Os jardins da Quinta são uma atração à parte. É, na verdade, um Jardim Botânico com várias espécies de vegetação típicas do bosque seco tropical.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Lá é possível contemplar árvores imensas e seus mais ilustres moradores, os iguanas.

Tudo isso faz com que uma passeio pela Quinta de San Pedro Alejandrino seja uma atração imperdível pra quem gosta de história, de arte e de natureza. No final do passeio, agradeci pela chuva de Minca ter nos levado até lá.

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Minca

Como eu contei no post passado, decidimos esticar a nossa estada em Santa Marta para conhecer algumas atrações próximas. Começamos o dia com um passeio até Minca, uma pequena vila localizada aos pés da Sierra Nevada.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Para chegar até Minca é necessário percorrer uma estrada bem estreita que vai contornando a Serra. À medida que se ganha altitude, o calor da costa vai ficando para atrás e o clima fica cada vez mais fresco. A nossa primeira parada foi na Compañia Cafetera La Victoria, fundada em 1892.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Lá é possível fazer um tour guiado para conhecer o processo de plantio, colheira e estocagem do café orgânico produzido na Finca. Aprendemos também sobre as diferenças entre o café colombiano e o brasileiro.

Processed with VSCOcam with c1 preset

E, como não poderia deixar de ser, no final, é possível provar o café da Finca e comprá-lo para levar para casa.

Processed with VSCOcam with c3 preset

Ainda na Finca, começou a chover, o que prejudicou o nosso segundo passeio, que era nas cachoeiras de Minca.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Seguimos, então, para a vila e ficamos um tempo na pracinha contemplando o cotidiano tranquilo de Minca e morrendo de arrependimento de não reservado alguns dias para ficar por lá.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Minca tem recebido cada vez mais viajantes (mochileiros principalmente) e conta com bares, restaurantes, hotéis e albergues. Destaque para o albergue Casa Elemento que tem uma rede com a vista mais cobiçada da região.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Além dessas atividades, é possível também fazer hikings na Sierra Nevada, passeios de bike e observação de pássaros  – existem mais de 300 espécies nativas nessa região!

Roteiros

Santa Marta, uma grata surpresa no caribe colombiano

Santa Marta surgiu no meu roteiro como a porta de entrada para o Parque Tayrona, já que o meu voo de Bogotá era para o aeroporto Simón Bolívar.

Tinha ouvido ótimas referências de lá, mas até chegar não tinha entendido a mágica do lugar. O plano era passar apenas uma noite por lá no caminho para Cartagena, mas a experiência foi tão positiva que acabamos esticando a estada por mais um dia e uma noite na cidade.

Santa Marta foi a primeira cidade espanhola fundada na Colômbia. Seu centro histórico é bem mais modesto se comparado ao de Cartagena, mas a cidade sabe muito bem aproveitar o grande fluxo de turistas que desembarca por lá, seja para conhecer o Parque Tayrona ou para fazer a trilha até a cidade perdida.

207306e6-a99e-41b0-bab4-b0b6ce70ef0e
A cidade conta com uma ótima infraestrutura hoteleira. Sério, são tantos hotéis boutique lindos (e com preços de pousada no Brasil) que eu queria passar uma noite lá só para ficar em um deles.

A dúvida foi grande, mas acabei escolhendo o La Casa del Piano, localizado bem próximo da Carrera 5, a avenida comercial da cidade, mas em uma rua de pedestres bem tranquila e super próxima das atrações históricas da cidade e da vida noturna.

6c0bb4c2-b119-4a02-b7e2-f0acf118dd15
A decoração do hotel é fofíssima, toda inspirada em grandes pianistas.

Processed with VSCOcam with c2 preset

O point noturno da cidade é o Parque de Los Novios, uma praça muito bem conservada que é cercada de bares e restaurantes. É uma área bem animada, calçadas abarrotadas mesas com pessoas jantando, bebendo, curtindo a música e as apresentações de artistas de rua.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Estávamos cansados depois das trilhas do Tayrona e da viagem até Santa Marta, então acatamos a sugestão do hotel e fomos no restaurante do hotel La Casa del Farol.

Processed with VSCOcam with c2 preset

O restaurante é recém-inaugurado, então ainda estão fazendo alguns ajustes no menu, mas mesmo assim, foi uma ótima experiência.

Processed with VSCOcam with c2 preset

A decoração do hotel é linda, com várias citações do Gabriel García Marquez pelas paredes. O restaurante fica em um pátio ao ar livre, rodeado de plantas, luzinhas e boa música.

Processed with VSCOcam with c3 preset

Além do Parque Tayrona e da cidade perdida, Santa Marta é a base ideal para conhecer as vilas de Minca, Taganga e a Quinta de San Pedro Alejandrino, que serão assunto dos próximos posts!

Roteiros

Parque Tayrona: onde ficar

O meu maior dilema no planejamento da viagem para o Parque Tayrona era onde se hospedar. Como passaríamos apenas um fim de semana, estar bem localizado era crucial para aproveitar bem o tempo.

Existem basicamente três opções de hospedagem no Parque, a depender do quanto você pretende gastar e do nível de conforto.

A opção mais em conta é acampar ou dormir nas redes disponíveis nos acampamentos. O acampamento mais popular e mais bem estruturado parece ser o da praia de Cabo San Juan. Essa praia também conta com um restaurante e uma lanchonete com preços mais módicos do que o dos hotéis do Parque. A Luiza Galiza, do Leve na Viagem, se hospedou por lá e tem um relato bem legal da experiência.

A grande vantagem de se hospedar em Cabo San Juan é que a praia, além de linda, é livre para banho. Essa é a vista de um dos redários disponíveis para passar a noite. Imagine só acordar no meio dessa paisagem!

Processed with VSCOcam with c1 preset

Por outro lado, a desvantagem de optar por se hospedar por lá é que você precisa fazer a trilha com a sua bagagem  do estacionamento até a praia, a pé ou a cavalo.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A segunda opção é se hospedar em um hotel dentro do parque, como o Ecohab Tayrona e o Ecohab Arrecifes. Nós optamos por chegar bem cedo ao parque e passar apenas uma noite no Ecohabs Tayrona, assim, teríamos praticamente dois dias inteiros no parque.

O preço dos ecohabs é absolutamente fora do padrão das hospedagens na Colômbia e esse preço não se reflete em grandes luxos, o que pode gerar alguma frustração se você tiver essa expectativa. São acomodações simples, mas muito espaçosas, com ventilador (que não vai dar conta do calor), telas (que não vão dar conta dos mosquitos) e uma televisão (que você não vai usar).

Processed with VSCOcam with c1 preset

O que eu buscava no Ecohab era uma vista privilegiada do mar e do parque e, quanto a isso, fomos plenamente atendidos. Escolhi, inclusive,  uma das cabanas mais alta para garantir a melhor vista possível (o que me rendeu certo arrependimento quando percebi que ia ter que subir horrores toda vez que quisesse ir ao quarto :P)

Processed with VSCOcam with c3 preset

A comida servida no restaurante do Ecohab era muito boa, aproveitamos as opções da culinária local, com peixes frescos e arroz com coco.

34b60b24-6bb6-4e40-b739-668244822107

O Ecohab Tayrona fica localizado na praia de Canaveral, que é proibida para banho, mas, logo ao lado, existe uma praia bem pequena chamada La Piscinita, onde é permitido nadar (não é assim uma piscina de calmaria, mas dá para nadar)

Processed with VSCOcam with c1 preset

A praia conta com um bar do hotel, que serve algumas comidinhas e bebidas.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A terceira opção é se hospedar perto do Parque, mas fora dele. A vantagem dessa escolha são os preços, é possível encontrar boas opções com preços bem mais amigáveis do que o dos ecohabs. Há, inclusive, ecohabs fora do parque, em Taganga e na praia de Los Naranjos.

Eu quase optei por essa opção, pensando inclusive em esticar a viagem até Palomino, cidade do departamento do La Guajira com praias bem bonitas. Porém, como a intenção não era passar apenas um dia no parque, o meu receio era ter que pagar novamente a taxa no segundo dia.

Olhando para trás, o que provavelmente faríamos diferente seria se hospedar em Cabo San Juan ao menos uma noite para poder aproveitar melhor o dia na praia, já que a trilha de ida e volta até lá consome boa parte do dia. Quem sabe não voltamos um dia?

Roteiros

Parque Tayrona: como chegar

No post passado, eu contei um pouco da minha experiência no Parque Nacional Tayrona. Se você pretende incluí-lo no seu roteiro de viagem pela Colômbia, eis aqui algumas dicas práticas para chegar ao Parque:

A cidade mais próxima do Parque Nacional Tayrona é Santa Marta, no departamento de Magdalena. É possível chegar até lá vindo de ônibus (6h horas desde Cartagena) ou de avião. Várias companhias colombianas tem voos para o aeroporto Simón Bolívar, com destaque para a Viva Colombia, a low cost colombiana que tem preços bem acessíveis.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Fizemos o trecho Bogotá/Santa Marta com a companhia e tivemos uma ótima experiência. É preciso apenas ficar atento para não ter gastos desnecessários com adicionais, como a impressão de cartão de embarque e despacho de bagagem (se você não quiser pagar adicional por mala despachada, é bom preparar uma mala/mochila de mão com menos de 6kg).

Chegando em Santa Marta, é possível ir para o Tayrona de várias formas. Uma opção é por via marítima, pegando um barco em Taganga, uma vila próxima de Santa Marta. No blog da Luisa Galiza tem um relato bem detalhado da ida de lancha para o Tayrona.

img_6421

Para aqueles que tem terror e pânico de lanchas e barquinhos –  como é o meu caso, existem ainda outras duas alternativas. A mais econômica é pegar uma van ou ônibus até o parque no terminal de ônibus de Santa Marta. E, caso você esteja no aeroporto, outra opção é pegar um taxi direto para a entrada do parque.

O Parque Tayrona possui várias entradas, nós optamos por entrar pela principal (El Zaino), que fica há 32 km de Santa Marta.

Ao chegar na portaria do Parque, é necessário efetuar o pagamento da entrada e assistir uma breve apresentação sobre orientações gerais de conduta por lá. A entrada custa atualmente $ 42.000,00 pesos colombianos para estrangeiros, cerca de R$ 42,00.

img_6007

Depois disso, é preciso pegar uma van até o último ponto onde é permitido o trânsito de carros. A partir desse ponto, a van ainda pode andar mais 1km até a recepção do Ecohab Tayrona. Para quem não vai se hospedar lá, é preciso seguir à pé ou à cavalo até o próximo Ecohab ou acampamento.

img_6196

Nosso destino era o Ecohab Tayrona, então a van nos levou até a recepção do hotel. Tivemos um pequeno momento de desespero, daqueles que são péssimos de se viver, mas sempre rendem boas histórias. No estacionamento onde a maioria dos visitantes desceram, foram descarregadas todas as bagagens, daí quando desembarcarmos.. tcharaaans! Cadê as mochilas?

img_6194

Lembro que no primeiro desembarque tentei ficar de olho nas nossas mochilas, mas dentro da van não tinha muita visibilidade, então, decidi não descer para não ser control freak demais e me dei mal. Na verdade, dramas à parte, o desespero durou apenas 5 minutos, pois assim que notaram que havia mochilas sobrando, elas foram levadas até o hotel.

Foram poucos minutos, mas suficientes para começar a pensar como passar dois dias no meio do mato sem troca de roupa, sem repelente e o mais importante: sem protetor solar. A pessoa vai até na padaria de protetor solar, imagina o tamanho do desespero de estar nos trópicos sem filtro? É claro que os documentos e dinheiro estavam conosco, senão o desespero seria ainda maior!

As opções da volta são as mesmas. No estacionamento dentro do parque, há opção de pegar uma van até el Zaino e, de lá, pegar um ônibus para Santa Marta. Ou, a opção mais prática é pegar um van direto para Santa Marta (cerca de 15 reais por pessoa).

No próximo post, eu conto mais sobre as opções de hospedagem para conhecer o parque, até lá 🙂

Roteiros, Viagens

Parque Nacional Tayrona: uma jóia no Caribe colombiano

Se eu disser que queria conhecer o Parque Tayrona desde criancinha, estaria mentindo. A primeira vez que eu “ouvi falar” do Parque foi no instagram e, desde então, as fotos de praias paradisíacas banhadas pelo mar do Caribe e rodeadas pela mata e a Serra Nevada não saíram mais da minha cabeça.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Alguns meses depois disso, voávamos de Bogotá para Santa Marta, para passar um fim de semana no Parque. Do aeroporto, pegamos um taxi até El Zaino – a entrada mais conhecida do Tayrona, seguindo por uma rodovia estreita rodeada de comércio popular e vegetação densa, muito calor e umidade.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Durante o caminho, descobri que éramos conduzidos ao parque por um tayrona. O taxista nos contou de sua origem e das lembranças dos fins de semana acampando com a família no parque.

Os tayronas foram um dos povos que os espanhóis encontraram na costa colombiana, quando  estabeleceram assentamentos na região que hoje é a cidade de Santa Marta – a mais antiga cidade espanhola fundada na Colômbia.

Os tayronas viviam nas ladeiras baixas da Serra Nevada de Santa Marta. Devido a limitação geográfica imposta pela Serra, esse povo não se espalhou por outros territórios, ocupando densamente esta região. Realizaram impressionantes trabalhos de engenharia, estradas e pontes, cultivo de alimentos em ladeiras, entre outros.

Durante a estada no parque, é possível conhecer várias praias, fazer trilhas e praticar esportes aquáticos. Entrando por El Zaino, a primeira praia  é La Piscinita, que não chega a ser uma piscininha propriamente, mas é segura para banho e conta com a infraestrutura do bar do Ecohab Tayrona.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Ao lado de La Piscinita fica Cañaveral, proibida para banho.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Aliás, em razão das correntes e recifes, muitas praias no parque são impróprias para banho.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A praia mais badalada é Cabo San Juan,  que é própria para banho. É servida de campings e redários, que permitem aos viajantes pernoitar em um local bastante privilegiado.

Processed with VSCOcam with c1 preset

O acesso às praias é feito por meio de trilhas ou à cavalo.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Além das praias, outro atrativo do parque é conhecer o Pueblito, as ruinas arqueológicas do que foi um dia uma cidade do povo tayrona.

Definitivamente, o Parque Tayrona não é um destino fácil, conhecer as praias requer algumas horas de caminhada e até as acomodações luxuosas tem traços rústicos, quase impossível passar ileso de algum perrengue. Mas, seguramente as paisagens e a energia do lugar compensam todo esse esforço.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Em um lugar que é considerado como o de maior diversidade de pássaros do mundo, basta ficar observando em silêncio pra vê-los e ouvi-los por todas as partes, no meio da vegetação, voando em formação, além muitas borboletas, lagartos, formigas trabalhando, é a natureza em pleno movimento.

Nas próximas semanas, vou postar algumas dicas de transporte e hospedagem. Aguardem 🙂

Comer bem

Comer bem em Bogotá

Comer bem em Bogotá não é nenhum desafio, a cidade conta com opções gastronômicas variadas, que vão da culinária santaferreña à opções internacionais.

Eis aqui os restaurantes, bares e cafés que mais curti:

Wok
Eu sei o quão patético é escrever um post sobre restaurantes em Bogotá e começar falando de um restaurante asiático. Porém, depois que uma amiga colombiana mencionou que o Wok era um dos seus restaurantes favoritos, eu me senti autorizada a dar a ele o seu devido destaque e assumir que ele foi o meu restaurante favorito da viagem.

Mas, ao mesmo tempo, ele atrapalhou minha vida porque eu poderia ter conhecido uns 10 restaurantes diferentes,  e não conheci por que eu tinha que provar todo o menu do Wok.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Antes que vocês se perguntem qual o motivo da fascinação, eu explico: o Wok é uma franquia de comida asiática, presente em vários pontos da cidade. O que o torna especial é a variedade de pratos asiáticos. Além de sushi e os clássicos chineses, tem opções vietinamitas, birmanesas, tailandesas e muito mais. É muita alegria no coração de uma pessoa que mora em uma cidade que sequer tem um restaurante tailandês.

Os ambientes são lindos e o atendimento é excelente (pelo menos nas 1456 vezes que fui assim o foi). E além disso, o custo benefício é excelente, quero dizer, apesar de estar acima da média das refeições populares, o preço dos pratos é bem razoável se comparado com o padrão brasileiro (algo em torno de R$ 25,00 por prato).

San Alejo

Após sobreviver à obsessão Wok e já nos últimos dias de viagem, fui ao San Alejo por indicação de uma amiga para provar o Ajiaco, um dos pratos típicos mais famosos da culinária de Bogotá, uma espécie de sopa feita com frango, batata, milho e especiarias locais, acompanhada de arroz e abacate.

Processed with VSCOcam with c1 preset

O restaurante tem ares de taverna, com um clima muito aconchegante, o que combina muito bem com o friozinho da cidade. Fica próximo à Candelaria, então é perfeito para combinar com um dia de passeios pelo centro histórico.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Começamos pelas empanadas bogotanas, que estavam super crocantes e, depois partimos para o Ajiaco, que me agradou bastante (e olha que eu não sou a maior fã de sopas).

6552c967-1315-474a-8899-69dbf6e5d49c

Gostei tanto de lá que voltei mais uma vez para provar a picada santafereña – uma espécie de tábua de carnes variadas, acompanhadas de mini arepas, mandiocas e batatas.

La Mar

A filial colombiana do premiado chefe peruano Gastón Acurio fica em Usaquén e é uma ótima pedida para um almoço pós feira (leia sobre o mercado de pulgas de Usaquén aqui).

Processed with VSCOcam with c2 preset

Para quem gosta de comida peruana, o La Mar é um paraíso. O menu se concentra em frutos do mar, mas também há opções da culinária peruana sem peixes, crustáceos e afins. Os coquetéis são um capítulo à parte, afinal: tem pisco.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Mercari
Encontrei essa cafeteria/padaria quando estava caminhando pela região do Parque da 93, ao norte do centro de Bogotá. O Mercari tem várias opções de cafés, chás (tem chai!), quitutes doces e salgados. Além da decoração fofinha, a música ainda é super agradável.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Luvina – Esquina cultural
Eu havia lido sobre essa livraria no meu planejamento de viagem, mas Bogotá é uma cidade enorme, então não é fácil ir pingando de um lugar para outro. Mas, num fim de tarde que eu estava andando pelo centro histórico, decidi ir até lá para matar tempo até o trânsito melhorar.

Processed with VSCOcam with c3 preset

A Luvina é uma livraria pequeninha, mas tem um ambiente muito aconchegante, um menu bem enxuto com cafés, chás e vinhos. E música boa! Vale a pena dar um pulo por lá se estiver passeando por Macarena ou pelo centro.

La Plaza de Andrés
O Andres Carne de Res é um restaurante bastante famoso em Bogotá e as suas filiais expressas estão presentes em vários pontos da cidade. O La Plaza de Andres tem uma proposta muito interessante, ocupa uma praça de alimentação inteira no shopping El Retiro e reproduz um mercado tradicional nos mínimos detalhes. Você escolhe uma mesa e pede em cada “quiosque” do mercado o que quiser.

16999a7e-29db-401c-9e34-54789b4c52a2

Provamos arepas bogotanas, empanadas e sucos das frutas diferentes (o de Lulo foi o meu favorito!). Achei uma ótima pedida para provar várias comidas típicas diferentes de uma só vez.

Dos gatos y simone

Queríamos comer algo rápido após o tour de graffiti na Candelaria e esse restaurante me chamou a atenção por motivos de: gatos.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A fachada do Dos Gatos y Simone se camufla no meio das outras paredes grafitadas das ruelas da Candelaria. O interior do restaurante é bastante descontraído e menu tem basicamente opções da culinária mexicana, como essa quesadilha gigante da foto aí debaixo. É uma boa opção para comer durante um passeio na Candelaria.

Processed with VSCOcam with c1 preset

De una travel bar

Esse café/bar fica em uma das esquinas da Candelaria e tem uma pegada bem jovem e mochileira, com uma decoração bem colorida e murais repletos de anúncios de viajantes. O menu contempla desde um café no meio da tarde a refeições completas. Passamos por lá no meio da tarde para tomar um pisco sour (eu sei, essa frase soou meio alcóolatra) e aproveitamos para provar uma versão especial da torta tres leches com café. Afinal, nas férias nada te impede de beber e comer a sobremesa no meio da tarde, né?

Processed with VSCOcam with c1 preset

A torta tres leches é uma das sobremesas mais populares na América Latina e eu não entendo o porquê de uma coisa boa dessas ainda não ter sido difundida por aqui também! Essa versão, além dos três leites levava também café, uma combinação muito gostosa que me lembrou um pouco o tiramisu.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Café Candelaria 

O Cafe Candelaria fica na carrera 7, em uma parte bastante movimentada de lojas e pedestres no centro histórico. Tem muitas opções de café e sobremesas, uma ótima opção de parada após o almoço. É um bom lugar para comprar café em pó ou em grão para levar para a casa.

Processed with VSCOcam with c1 preset

E ai, consegui deixar alguém com fome? 😛

 

Roteiros, Viagens

O que fazer em Bogotá

Dizem que Bogotá parece com São Paulo. De fato, tal como São Paulo, Bogotá é uma cidade enorme, à perder de vista no horizonte, com várias grandes avenidas, viadutos com arte rua, grande fluxo de pessoas e de carros. E muitos contrastes, o que a faz ainda mais familiar para nós, brasileiros.

Com dois ou três dias é possível disfrutar de muitas atrações históricas e culturais na cidade.

Listo abaixo as atrações que eu mais curti nos meus dias por lá:

La Candelaria

A região da Candelaria/Centro Histórico de Bogotá guarda várias obras arquitetônicas do período colonial da Colômbia e foi palco de vários eventos dramáticos da história do país.  Museus como o do Ouro, da Independência e a Casa Museo Jorge Eliecer Gaitán ajudam a recriar um pouco dessa história.

Processed with VSCOcam with c3 preset

Vários prédios públicos do governo colombiano ficam nessa região. A Plaza Bolívar (foto acima),  abriga a estátua do Libertador ao centro, rodeada pela Catedral Primada de Bogotá, o Palácio da Justiça e o Capitolio Nacional.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Além da Catedral Primada, é possível visitar várias igrejas lindas e muito bem preservadas no centro histórico como a Igreja da Candelária e a de São Francisco.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Além dos prédios públicos, a região do centro histórico de Bogotá também agrega várias universidades, havendo um grande fluxo de trabalhadores e estudantes pelas ruas.

Processed with VSCOcam with a5 preset

As casas coloniais coloridas, com suas portas e janelas da época, são uma atração à parte.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Essa região pareceu ser um polo de turismo jovem, vi muitos albergues, bares, cafés e restaurantes, principalmente perto da Plaza del Chorro de Quevedo.

Processed with VSCOcam with c1 preset

As ruas da Candelaria também são um museu de arte de rua a céu aberto.

c5bdb5d5-2231-40c7-b235-d9afd6286412

Na Calle del Embudo é possível encontrar o painel mais icônico da Candelaria, a representação de uma nativa wayuu feita pelo muralista colombiano Carlos Trilleras.

f347be81-2adc-488b-958b-6c4c33c02713

Museu Botero

O Museu Botero fica no bairro da Candelaria, e o edifício colonial que o abriga é uma atração por si só:

Processed with VSCOcam with c1 preset

Fernando Botero é um dos artistas plásticos colombianos mais conhecidos internacionalmente. Natural de Medellín, suas esculturas e pinturas são conhecidas mundo afora pelo volume “rechonchudo” que ele imprime nos corpos e objetos. Além das naturezas mortas e cenas cotidianas, a obra de Botero também é carregada de críticas sociais e políticas.

9b34c1d0-7e8f-4b78-83b0-44eea70535e4

O Museu abriga 208 obras doadas pelo artista, sendo 123 obras de sua autoria, e constitui a segunda maior coleção de obras de Botero, perdendo apenas para o Museu de Antioquia, em Medellín.

Lá, você poderá encontrar a famosa versão boteriana da Monalisa:

b434768a-00c5-45ab-bcbe-748b3c0fcaac
No segundo piso, o museu abriga as esculturas de pequeno e médio porte, feitas em bronze e mármore. Destaque para o gatinho boteriano:

Processed with VSCOcam with c1 preset

Além das obras de Botero, você ainda pode apreciar 85 obras são de artistas internacionais como Dalí, Degas, Ernst, Matisse, Picasso, entre outros. Ah, a entrada é gratuita 🙂

Centro Cultural Gabriel García Marquez

O Centro é um lugar muito gostoso para fazer uma pausa entre as andanças no Centro Histórico. O espaço abriga mostras de filmes e exposições. Quando eu passei por lá, tive a sorte de ver uma exposição de pinturas sobre Frida Kahlo.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Além disso, lá tem uma filial da livraria mexicana do Fondo Economico de Cultura, com acervo literário e acadêmico muito amplo.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Não deixe de aproveitar a vista do último andar do Centro para apreciar as casinhas da Candelaria.

Processed with VSCOcam with c1 preset

E, se tudo isso não for suficiente,  ainda tem uma filial da cafeteria Juan Valdez com mesinhas ao sol, caso tenha sol. Confesso que ficava esperando o meio da tarde, no auge do calorzinho, para tomar uma malteada de coco por lá. Mas não se aflinja, se não tiver sol, você pode tomar algum dos cafés quentinhos do Juan Valdez.

Feira de Usaquén

Usaquén é uma localidade ao norte de Bogotá que ainda preserva muitas de suas construções históricas. No domingo, o mercado de pulgas de Usaquén se espalha pelas ruas próximas à Paróquia de Santa Bárbara e é uma ótima opção para visitar as casas históricas e conhecer o artesanato da região.

10ad152b-44c1-4998-9f1b-59d4e380eb17

E, de forma geral, achei os preços da feira muito bons, principalmente porque existe muita oferta de um mesmo produto e você tem a oportunidade de barganhar. Foi o lugar que eu achei a maior oferta de bolsas wayuu e os melhores preços.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Achei o clima da feira muito gostoso, havia apresentações musicais, algumas barraquinhas de comida, muitos turistas, mas também muitos locais passeando pela feira antes de irem para os seus almoços de domingo. Aliás,  Usaquén é um ótimo lugar para almoçar, tem várias opções de restaurantes por lá. Aguardem o post das comidas!

Bogotá Graffiti Tour

Eu posso dizer sem hesitar que Bogotá foi o lugar com mais arte de rua que eu já visitei. E não só impressão minha, a cidade figura entre as capitais latino-americanas com maior presença de street art, junto com São Paulo e Buenos Aires.

d318744e-53b5-45ef-af7f-48858317770e

Fizemos um tour de street art com a Bogota Graffiti Tours. O passeio sai do Parque de los Periodistas e se concentra em algumas ruas da Candelaria e do centro, com cerca de 2h30 de duração. A contribuição é voluntária, as pessoas doam em média 20 a 30 mil pesos (entre 25 e 30 reais). Para participar, basta fazer a inscrição no site deles.

Processed with VSCOcam with c1 preset

É claro que o tour é uma mostra mínima da variedade de obras que existe na cidade, andando no centro e mesmo no ônibus ou carro é possível notar quão presente é a arte de rua na cidade.

Processed with VSCOcam with c1 preset

O tour foi muito interessante para conhecer melhor as técnicas e os artistas da cidade e a história da arte de rua em Bogotá, além do guia dar noções gerais da história e das principais questões contemporâneas da política colombiana.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Apesar de entender o porquê desse trabalho ser capitaneado por artistas estrangeiros que vivem em Bogotá, achei uma pena não ter a opção de um guia local, como acontece em Medellín por exemplo, certamente ele teria mais propriedade para tratar das questões internas do país.

Cerro Monserrate

O Cerro Monserrate está a 3.152 sobre o nível do mar e é facilmente notado ao passear pelo Centro Histórico da capital. Além da vista panorâmica da cidade, ele abriga também o Santuario del Señor Caído de Monserrate, lugar de peregrinação religiosa.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Para chegar até o topo, basta chegar até a estação de teleféricos e funiculares, comprar o bilhete e subir.

d3e099e2-491c-489d-8a16-01b3f6436d2c
Não tivemos muita sorte no passeio, a chuva que havia sido boazinha nos outros dias de viagem resolveu cair com força naquele dia, transformando a visão panorâmica da cidade em uma visão panorâmica de uma nuvem gigante.

Além de restaurante e lanchonete, lá encima tem uma pequena feira de artesanatos, ótima para comprar souvernirs