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Viagens, Viajando sozinha

Montreal: um post fotográfico

Eu nunca entendi a graça que as pessoas viam em Montreal. Sério mesmo, sempre pensei que se fosse pra ir para algum lugar parecido com a França, iria para a França, se fosse para ir para algum lugar similar aos Estados Unidos, iria pros Estados Unidos.

Até que um  dia, eu comecei a acompanhar o perfil de um fotógrafo no Instagram sobre Montreal ( o Montrealismes, do fotógrafo Vincent Brillant). Aí, pronto, foi pra lista de lugares que eu tinha que conhecer e, de quebra, furou a fila.

Passei apenas dois dias na cidade,  então não tenho a pretensão de relatar tudo de bom que há para fazer por lá, mas sei que quero voltar logo.

Listo abaixo o que mais gostei na cidade:

Casinhas fofas

Não vou negar, eu fui pra Montreal foi pra ver as casinhas fofas. Elas estão por toda a parte, mas se você quiser ir em um lugar que tem uma concentração delas, faça uma caminhada nas ruas do Plateau Mont Royal.

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Overdose de parques 

Montreal tem parques e jardins para todos os gostos. Você pode passar no Parc La Fontaine quando estiver indo ao La Banquise para provar o famose Poutine, prato típico da região.

Esquilo no Parc la Fontaine

 

Pode passar um dia inteiro fazendo uma viagem pelos vários jardins do Jadim Botânico quando for visitar o Parque Olímpico e o Biodôme. Aconselho deixar pelo menos uma manhã/tarde para poder apreciar todos os jardins e espaços que o Jardim Botânico tem a oferecer, porque é realmente muito grande.

Jardim Chinês no Jardim Botânico

Jardim Chinês no Jardim Botânico

 

Campo de Girassóis no Jardim Botânico

Campo de Girassóis no Jardim Botânico

 

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Um dos cantinhos de paz no Jardim Botânico

 

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Pode pegar o metrô até o Parc Jean-Drapeau na Île Sainte Hélène para andar de bicicleta e apreciar uma bela visão de Montreal no entardecer.

Vista de Montreal a partir do Parc Jean-Drapeau

Vista de Montreal a partir do Parc Jean-Drapeau

 

E, claro, pode ir ao Mont Royal e apreciar a vista mais icônica da cidade, o que eu não consegui fazer, porque minhas pernas faliram depois  de andar loucamente em todos os outros parques.

Ciclovias

Eu pedalo igual uma criança de 6 anos, mas isso não me impediu de notar como Montreal parece uma ótima cidade para quem curte pedalar. Além das ciclovias que acompanham as pistas, os parques estavam sempre abarrotados de ciclistas. Próximo ao Parc La Fontaine havia, inclusive, várias lojinhas de apetrechos pra bicletas. O Parc Jean Drapeau foi o que mais me tentou largar de lado a minha paranoia “vou cair, vou me quebrar, estou sozinha” e alugar uma bike. A ilha tem várias trilhas amplas pra bicicleta, com bastante verde e uma vista linda para o rio. Outro lugar bastante popular entre os ciclistas é o Viex Port de Montreal, que beira o rio e fica próximo da cidade velha.

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Comida

A cidade é cheia de bons restaurantes e, devido à grande quantidade de imigrantes, você pode achar comida de todo lugar. Mas o que realmente me chamou a atenção foi a influência da culinária da França, com várias opções de padarias que oferecem croissants e outras delícias francesas. Por ter passado poucos dias, eu acabei não indo na maioria dos restaurantes e cafés que tinha planejado, mas entre os que eu fui eu destaco o La Banquise, que é o lugar para provar o Poutine, prato típico do Quebec. Confesso que cheguei lá com baixas expectativas, primeiro porque como todo mundo fala que o melhor lugar pra provar o Poutine é no La Banquise, imaginei que fosse um restaurante batido e turístico demais. Engano meu, o La Banquise tem um ambiente bem descolado e estava cheio de locais provando as 30 opções de poutines que eles oferecem. Grosseiramente falando, o poutine nada mais é do que uma grande porção de batatas fritas, com queijo salpicado e um molho que me lembra um pouco o barbecue, mas um pouco mais leve. Entre as várias opções, eu escolhi a que vinha com pedacinhos de bacon. Não tem muito como dar errado, né? Pra acompanhar, pedi uma St. Ambroise escura, afinal, para os meus parâmetros, o clima estava friozinho. Não posso dizer que foi o melhor poutine da minha vida, porque foi o único que provei, mas gostei bastante, o único “defeito” é que a porção é grande para uma pessoa.

Outro lugar legal para provar quitutes é o Marché Jean-Talon. Além das barracas de frutas e verduras, o mercado conta com uma pracinha de alimentação com opções tão variadas quanto doces poloneses, crepes franceses e comida libanesa. Se nada disso te agradar, ainda tem a opção de comer em um dos vários restaurantes e cafés que ficam em torno do mercado.

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No Marché Jean-Talon você pode deixar o seu melhor amigo estacionado enquanto vai às compras

Eu tinha acabado de almoçar no mercado e estava caminhando pela Rue Saint-Dennis (que, a propósito, é uma ótima rua para passear), quando vi um gato na janela. Louca por gatos que sou, fui investigar e descobri que era um Café des Chats, um tipo de estabelecimento bastante popular no Japão, no qual os clientes podem tomar um café na companhia de vários bichanos. Os cafés de gatos existem em outras cidades como Paris, e esse é o primeiro do gênero na América do Norte.  É claro que entrei sem hesitar, é claro que aproveitei para tomar um chai latte e comer uma sobremesa e, é claro que tentei agarrar todos os gatos (civilizadamente, por supuesto). Fiquei por um tempo apreciando a companhia dos felinos e cada detalhe do café, que era todo inspirado em gatos, obviamente. Logo na chegada, um funcionário do café te explica todas as regras de convivência no estabelecimento e higieniza as suas mãos, é tudo bem organizadinho e a dona é um amor de pessoa, como todas as pessoas loucas por gatos 🙂

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O gato da janela

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Chats seulement – apenas gatos

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E, não menos importante, os quitutes do Le Café des Chats

Para crianças

Eu não tenho filhos, mas não consegui parar de pensar que Montreal seria uma cidade que eu os levaria se os tivesse, os parques oferecem opções de lazer para crianças, em vários lugares da cidade há mesas para picnics e o Biodôme e o Jardim Botânico são ótimas opções de passeios instrutivos para crianças um pouco maiores. O Biodôme, por exemplo, reproduz vários biomas do planeta, com direito a jacarés e pinguins, tudo muito bem explicadinho. Eu, pessoalmente, não achei o passeio algo imperdível para adultos,  mas acho que para crianças em fase escolar deve ser super interessante.

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Reprodução de uma floresta no Biodômo, com direito a calor tropical e umidade

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Como eu já disse, além dessas atrações, Montreal tem muito mais a oferecer, a cidade velha é uma gracinha e a vida universitária faz a cidade ter uma atmosfera vibrante. Espero poder voltar em breve, de preferência no outono para apreciar os parques com a folhagem avermelhada.

 

Viajando sozinha

As Montanhas Rochosas canadenses: um guia tentativo (parte 4)

Fiquei pensando se fazia sentido escrever sobre o meu quarto dia em Banff, já que o passeio foi quase totalmente frustrado pela fumaça dos incêndios que estavam ocorrendo nos EUA e havia coberto todo o parque.

Já tinha contratado o passeio com a Discover Banff Tours pelos arredores de Banff para o último dia na região antes de retornar à Calgary para pegar meu voo pra Montreal.

A fumaça do incêndio  estava no nível hard nesse dia, bem diferente do dia anterior, então, o passeio foi bastante prejudicado. Digamos que foi preciso usar a imaginação pra ver alguma coisa além de fumaça e neblina.

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Ah, a falta de sol também deu a sensação de que estava ainda mais frio pela manhã.

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  A vista das formações geológicas, os hoodoos

Por causa da fumaça, duas paradas clássicas desse tour não aconteceram, a da gôndola de na Sulphur Mountain, que oferece uma bela vista de Banff, e  o passeio no Lago Minnewanka.

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 Two Jack Lake

Acho que pra compensar um pouco a frustração de não conseguir ver muita coisa, o guia decidiu nos levar em um jardim muito lindo chamado Cascade Gardens. Mesmo com a fumaça, o jardim estava lindo, os canteiros são muito bem cuidados.

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 Cascade Gardens

Eu achava que ia tirar de letra essa fumaça toda, já que moro em Brasília e enfrento queimadas todos os anos na época da seca, mas foi mais difícil que eu pensei, afetou bastante a minha garganta e eu estava aliviada por estar indo embora naquele dia. E mais aliviada ainda de ter pegado três dias bonitos que me renderam ótimos passeios.

E foi justamente por isso que eu decidi escrever sobre esse dia, já que esses imprevistos podem ocorrer em qualquer viagem e a gente tem que aprender a lidar com eles sem ficar muito frustrad@.

Pra compensar o fato de que as atividades externas estavam prejudicadas, decidi aproveitar o tempo para ir em dois museus da cidade: o Banff Park Museum National e ao Whyte Museum of the Canadian Rockies. São uma boa opção para quem tem tempo de sobra e um bom plano B se alguma intempérie frustrar as suas atividades externas.

Não vá esperando nada muito sofisticado, são museus pequenos, que você consegue visitar bem rápido (me lembrou um pouco o museu de Stars Hollo, a cidade de Gilmore Girls hahaha), mas ajudam a entender um pouco a fauna e a história da região.

O Banff Park Museum National me permitiu ver todos os animais (empalhados) que infelizmente – ou,  em alguns casos, felizmente se recusaram a aparecer para mim nos passeios. Serviu também pra aprender o nome de todos os animais que os guias haviam falado todos esses dias e eu não tinha certeza do que se tratava.

Banff Park Museum

  Banff Park Museum

Mas o mais legal mesmo foi o Whyte Museum, que é uma mistura de museu de arte com história, que me ajudou bastante a entender as origens da região, fala sobre os povos nativos (first nations, como eles se referem), dos imigrantes, etc. A entrada custa $ 8,00 dólares canadenses a inteira e $ 4,00 a meia.

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No caminho dos museus, descobri a Bear Street, uma rua bonita, cheia de lojinhas, bares e restaurantes. Aliás, Banff tem várias ruas com nomes da fauna local.

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Por último, antes de pegar o ônibus para o aeroporto de Calgary, almocei em um bar/restaurante chamado Block, que serve petiscos e lanches com uma pegada oriental, pedi um sanduíche de frango empanado com molho oriental que estava muito bom. Recomendo a visita.IMG_2061

Mesmo com o frio que estava fazendo nesse dia, aproveitei também para experimentar o sorvete da COWS. A loja sempre estava abarrotada e eu ficava com preguiça de enfrentar a fila. Não sei se foi o sorvete italiano que me deixou chata, mas achei apenas bom, tem uns sabores bem inusitados, mas não é maravilhoso a ponto de compensar a fila, viu?

 

 

 

 

Viajando sozinha

As Montanhas Rochosas canadenses: um guia tentativo (parte 3)

 No post passado eu contei sobre a minha visita aos lagos mais famosos das Montanhas Rochosas canadenses. Hoje eu vou falar um pouquinho sobre o meu  segundo passeio, que foi para conhecer o Glacial Athabasca. Confesso que estava muito mais interessada no fato de que iríamos percorrer praticamente toda a Icefields Parkway, a estrada que liga Lake Louise à Jasper e é considerada uma das estradas mais bonitas do mundo, do que no glacial de fato. Também estava muito empolgada pela parada no Peyto Lake, que eu já tinha visto fotos lindíssimas.

A primeira parada foi no Fairmont Lake Louise pra pegar alguns hóspedes e tivemos uns 30 minutos por lá. Mesmo sendo pouco tempo, foi ótima a parada, porque o tempo estava mais fechado, então as cores do lago estavam completamente diferentes. Era mais cedo também, então havia menos turistas (menos não significa poucos haha) e água estava mais parada, o que formava reflexos lindos do Glacial Victoria no lago. Havia também muita fumaça, de um incêndio florestal que estava ocorrendo em Washington/EUA e tinha chegado até Alberta.
Lake Louise

Em seguida, pegamos a Icefields Parkway em direção ao Peyto Lake. Foi aí que deu pra sentir o drama dessa fumaça toda nas paisagens, o lago azul turquesa cercado por árvores verdinhas que eu conheci nas fotos simplesmente não estava rolando naquele dia. Tivemos uma visão bem diferente do Peyto Lake, mas ainda sim muito bonita. Mais do que a fumaça, o que realmente atrapalhou foi a quantidade absurda de turistas em um mirante pequeno, não foi fácil conseguir admirar a vista e conseguir boas fotos. Essa, aliás, é uma das grandes desvantagens dos passeios em grupo, você acaba chegando nos lugares junto com todo mundo e vira o caos. Ir de carro, por outro lado, permite escolher horários mais tranquilos pra visitar os lagos.

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Depois dessa parada, fomos em direção à atração principal do dia, o Glacial Athabasca. Para chegar até lá, fomos ao Columbia Icefield Glacier Discovery Centre e, de lá, pegamos um ônibus especial até o Glacial. Lá, é possível descer do veículo e andar no glacial por 15-20 minutos. Lembram quando eu disse que nem estava ligando muito pro glacial? Tudo isso mudou quando o veículo especial foi em direção às montanhas e, de repente, eu me vi no meio de duas montanhas encima de um monte de gelo, vendo a água que dá origem aos rios e lagos derreter em mini cachoeiras. Me senti como se estivesse vendo a origem da vida, quase chorei de emoção hahaha.

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Os guias disseram que podíamos provar a água do glaciar, até rolava um boato de que era uma água rejuvenescedora. Eu, mineira desconfiada que sou, fiquei com medo de ter algum componente químico que me desse um piriri no dia seguinte, então decidi pular essa parte. Daí, quando íamos voltar para o ônibus, uma senhora que eu tinha conhecido no almoço me perguntou se eu não ia provar e eu aceitei, pra evitar ter que elaborar toda uma justificativa para não tomar. Não fiquei mais jovem, mas também não tive piriri.

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Depois o ônibus especial nos levou de volta ao centro de atividades e continuamos o trajeto no ônibus normal. É possível fazer esse mesmo passeio fora da excursão, indo de carro até o centro de atividades e, de lá pegar o ônibus especial até o glacial. Nesse período de verão/férias, observei que a fila pra comprar os ingressos estava grande (não no padrão Cristo Redentor em feriado, maaas..), então talvez valha a pena verificar se é possível comprar com antecedência. Ter preguiça de comprar ingressos e coordenar horários é um sinal explícito de velhice, mas eu, particularmente, achei que foi muito cômodo fazer esse passeio de excursão, já que eles providenciam tudo e você não precisa se preocupar com nada. Além do mais, independentemente de como você chegue ao glacial, o tempo que vai ficar lá em cima será o mesmo. A grande vantagem do carro mesmo é poder parar na Icefields Parkway e tirar um milhão de fotos, o que o ônibus não te permite. E acredite, você vai querer parar um monte de vezes.

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Por último, antes de pegar o caminho de volta para Banff, paramos no Glacier Skywalk, que é uma passarela suspensa em formato circular com o chão transparente, com vista para os glaciares e montanhas. Sinceramente? não achei grande coisa, talvez porque a visibilidade no dia não estava das melhores, acho que quem entende de engenharia/arquitetura curtiria mais a obra arquitetônica.

Para finalizar, duas informações práticas sobre esse passeio. A primeira é que, por óbvio, no glacial faz bastante frio mesmo no verão, então, ainda que o passeio seja curto lá encima (15-20 min) e que não envolva longas caminhadas, vale a pena vestir para a temperatura que vai predominar no dia e levar algumas camadas na mochila para colocar quando chegar lá. As pessoas que moram em lugares frios talvez nem sintam tanta diferença, mas para quem não está acostumado, as mãos e a cabeça sofrem.  É importante também usar sapatos que aqueçam e que não derrapem para evitar acidentes no gelo.  A segunda informação importante é que pela Brewster é possível escolher ir para Jasper no final do dia, após o passeio. Então, uma boa pedida é colocar esse tour no seu último dia em Banff e já ir direto pra Jasper no fim do dia. O ônibus tem espaço para guardar as bagagens, tudo bem organizadinho. Como eu já disse, eu não fui para Jasper, então voltei direto para Banff.

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Chegando em Banff, fui jantar em um lugar que tinha me chamado atenção na noite anterior, o Eddie Burguer Bar. Aproveitei para experimentar uma cerveja local, escolhi a Beavertail Raspberry, e pedi também um hamburguer com fritas. O hamburguer eu achei na média, o grande destaque mesmo foi a cerveja e a batata doce frita, que estava ma-ra-vi-lho-sa! Gostei do ambiente também, é um bar de hamburguer com música boa, vale a visita.

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Viajando sozinha

As Montanhas Rochosas canadenses: um guia tentativo (parte 2)

Nesse post eu vou contar um pouquinho do primeiro passeio que eu fiz quando cheguei em Banff. No primeiro dia, como cheguei no fim da tarde, apenas me ambientei. Fui dar uma volta no centro da cidade, que é tipicamente parecido com essas cidadezinhas de praia e de montanha que recebem vários turistas, bem movimentado, com vários restaurantes, bares, cafés, lojinhas de souvenirs e artigos para atividades nas montanhas. Rola até um engarrafamento de pedestres no verão, principalmente considerando que era um domingo de sol.

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Casinhas lindas em Banff

Como eu havia passado fome o dia inteiro, já que os milhões de voos curtos American Airlines que eu peguei para chegar em Calgary não tinham nada parecido com comida e as conexões foram corridas, a minha primeira providência foi comer qualquer coisa, eu sabia que não podia escolher muito, porque já tinha saído do estágio da fome há muito tempo e podia acabar passando mal. Topei com um café, o Whitebark, e fui lá mesmo. Os muffins estavam deliciosos e o chocolate quente também. Detalhe que todo mundo estava tomando bebidas geladas por ser verão, mas pra mim 15 graus era frio o suficiente pra querer algo bem quentinho.

Em seguida fui na Brewster fechar os meus passeios para os próximos dias. Em Banff tem basicamente duas agências de turismo local, a Brewster e a Discover Banff. Eu já tinha pesquisado extensamente todos os passeios pela internet antes de chegar lá, só não tinha fechado tudo antes porque queria ver a previsão do tempo pra decidir qual passeio faria em qual dia. Hoje eu vejo que foi uma decisão super arriscada, porque no verão lota mesmo, você corre riscos reais de ficar sem passeios. Uma ideia mais inteligente teria sido reservar os passeios online antes e, se fosse o caso, trocar quando chegar lá, já que a política de cancelamento permite que você altere ou cancele até um determinado período. Os passeios que as duas agências oferecem são bem parecidos e os preços também, mas a Brewster me pareceu uma empresa bem maior, eles tem uma mega logística de passeios, um terminal de ônibus próprio, além dos ônibus serem maiores e mais confortáveis do que os da Discover Banff.

Olhar a previsão do tempo foi uma boa ideia, fechei três passeios, os dois primeiros com a Brewster e o terceiro com a Discover Banff. O primeiro dia que tinha maior probabilidade tempo aberto e sol, então decidi fazer os lagos, que eram a minha prioridade. Eu sempre acho que em uma viagem é bom ter uma gradação nas atrações que você vai ver, quer dizer, você começa do mais trivial para o mais fantástico, para não ter aquela sensação de “ah, é só isso”. Mas, no caso dessa viagem, fazer isso podia significar pegar um tempo ruim e não ver o principal, então eu fiz o inverso e comecei pelo o que eu mais queria ver.

Vamos lá. No dia seguinte fiz o primeiro passeio que se chamava “Mountain Lakes and Waterfalls”. O tour começava no Johnston Canyon. Chegando no local, você faz uma pequena trilha até a primeira cachoeira, a trilha tem uma boa infraestrutura e pouca inclinação, então creio que praticamente qualquer pessoa consiga fazer essa caminhada.

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Existe também uma segunda trilha até outra cachoeira, mas o tempo do passeio não permite fazê-la.

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Em seguida, fomos para Lake Louise, o lago de águas esmeraldas que vem do degelo do glaciar Vitoria. Próximo ao lago há um vilarejo com opções de hospedagem e comércio. Agora literalmente na beira do lago fica o Fairmont Chateau Lake Louise, um hotel com vista para o lago, onde chegamos para fazer o passeio. O hotel tem áreas comuns abertas para os turistas, com lojas de souvenirs e alguns restaurantes abertos ao públicos. O lago é simplesmente estonteante, o tempo estava ensolarado então as cores estavam super vivas.

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Em Lake Louise, é possível alugar caiaques para fazer passeios no lago e de lá partem várias trilhas legais, como uma que leva a uma casa de chá na beira do Lake Agnes. A Discover Banff tem um passeio específico para fazer essa trilha, entre outras.

A próxima parada foi no tão esperado Lake Moraine. Existem algumas opções de hospedagem próximas ao lago, mas a estrutura é bem mais enxuta do que a do Lake Louise, o acesso ao lago é mais difícil e durante alguns meses do ano a estrada fica inclusive fechada. Ainda não consegui decidir qual é o mais bonito, vocês conseguem?

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Sobre nadar no lago, digamos que eu não vi muitos registros de pessoas se banhando, apenas algumas crianças entrando no Lake Moraine por alguns minutos e mudando de ideia em seguida. Por mais que a temperatura após o meio dia dia estivesse em torno de 20 graus, a água é beem gelada, algo em torno de 5 graus.

Todas essas atrações ficam no Banff National Park, que é o parque nacional mais antigo do Canadá. Já a atração seguinte ficava no Yoho National Park, que fica na província ao lado, a Colúmbia Britânica. O Yoho tem duas atrações que eu tentei muito ver, mas não consegui passeios, que são o Lake O´Hara e o Emerald Lake, mas esse primeiro tour me permitiu ao menos conhecer um pouquinho do parque e ver Takkakaw Falls, que é uma cachoeira incrível que fica no parque (incrível é, inclusive, o significado de takkakaw em língua nativa).

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O entorno da cachoeira também rendeu umas paisagens bem bonitas.

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E esse foi o final do primeiro dia. Quando você contrata o tour, pode decidir em qual cidade quer terminar o passeio (Banff, Lake Louise, Canmore, Calgary, Jasper). Então, você pode fazer o passeio durante o dia e já ir direto para o destino seguinte no fim da tarde, o que é especialmente conveniente se considerarmos que não há muitas opções de transporte público para as outras cidades e que os taxis são bem caros. Eu acabei não usando essa funcionalidade porque passei todos os dias em Banff.

Pra finalizar o dia, fui jantar em um restaurante balcânico/grego que tinha ouvido falar super bem. Adoro comida grega e não perco a chance de provar quando viajo, o menu era bem tradicional, sem muitas inovações, pedi a moussaka e estava ótima.

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O restaurante também tem um bar e uma carta de coquetéis. O único contra para pessoas que estão viajando sozinhas e, nesse caso, indo jantar sozinhas, é que é um restaurante de familia e de grupos, sabe? então é um salão grande, com várias mesas enormes, cheio de grupos grandes, o que dá aquela sensação de que você fica ilhado entre os grupos. Mas nada que sentar no bar não resolva 😉

E assim terminou a minha segunda-feira.

Roteiros

As Montanhas Rochosas canadenses: um guia tentativo (parte 1)

A seis meses atrás eu nem sabia da existência desse lugar e, depois que descobri, não consegui conviver com o fato de não conhecê-lo. Estava planejando uma viagem para Nova York e Boston nos Estados Unidos e decidi que iria visitar Montreal no Canadá também. Ao pesquisar mais sobre o Canadá, deparei com algumas fotos dos parques das Montanhas Rochosas e fiquei maravilhada com as paisagens compostas de montanhas e lagos azuis e esverdeados, um paraíso para quem gosta de fotografia. Resultado: troquei os dias a mais no Quebec por alguns dias nas rochosas.

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A porção canadense das Montanhas Rochosas abrange uma área de aproximadamente 805 km de largura nas províncias de Colúmbia Britânica e Alberta. Na verdade, essas montanhas fazem parte de uma cadeia ainda maior que atravessa os Estados Unidos e alcança o México.

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Como eu iria viajar no final do verão, seria viável conhecer as montanhas com o tempo ainda agradável. Remanejei alguns dias do meu roteiro para passar 4 dias em Banff, em Alberta.  O problema é que Montreal fica do lado oposto de Aberta, muito, muito longe. Eu sei que essa minha ideia não fazia sentido nenhum olhando por fora. O mais racional seria  fazer uma viagem “apenas” pelo Canadá começando passando por Vancouver, pela região das montanhas rochosas em Alberta e depois por Toronto, Ottawa, Montreal e Quebec (ou o contrário disso).  Mas eu queria muito fazer tudo-isso-ao-mesmo-tempo-agora e, ao mesmo tempo não tinha tanta vontade assim de ir em Vancouver e Toronto (ok, agora que eu voltei do Canadá eu tenho rsrs).

Depois de quase desistir por causa dos preços dos voos, peguei uma promoção maravilhosa da American Airlines e fechei a ida de Brasília para Calgary (o aeroporto mais próximo de Banff) e a volta por Nova York.

Restou então o segundo desafio que era achar um meio barato de fazer o trajeto de Calgary para Montreal e esse jeito não existia. Para o número de dias da minha viagem não iria dar certo pegar um trem ou ônibus. Para aqueles com mais tempo, eu sei que existe a opção do trem, que deve render umas paisagens bem bonitas, muitas horas de leitura e reflexão, além de ter a incrível sensação de praticamente cruzar o Canadá todo em meio terrestre. Sobrou a opção aérea, as duas companhias que fazem o trecho são a Air Canada e a Westjet, que tinha um preço ligeiramente melhor, então fechei com ela um voo noturno, que saía a 1h de Calgary e chegava às 7h30 em Montreal. O horário era perfeito porque economizava uma diária de hospedagem e tempo útil de viagem, já que é um voo longo (além de perder 2 horas com o fuso horário). É claro que no dia seguinte eu estava arrasada, mas tudo valeu a pena para ver as rochosas 🙂

Em geral os roteiros pelas Montanhas Rochosas na parte de Alberta incluem as cidades de Banff e de Jasper. É comum que os viajantes fiquem alguns dias em Banff e, em seguida, partam para Jasper, para já ir de lá para Vancouver.  Como eu tinha apenas 4 dias decidi me hospedar apenas em Banff e, de lá, fazer os passeios pela região, incluindo alguns no Parque Nacional de Jasper e no Parque Nacional de Yoho, que já fica na Colúmbia Britânica.

Calgary é o aeroporto mais próximo de Banff. Ao chegar, é possível contratar um traslado para Banff, que custa em torno de 60 dólares canadenses e dura cerca de 1h30. Para os ônibus que saem do aeroporto não é preciso fazer reserva prévia, apenas fui ao guichê da empresa de turismo, paguei e peguei o ônibus seguinte. Se não me engano, havia pelo menos três opções de empresas, os preços não variavam muito. Optei pela Brewster porque já ia fazer os passeios com eles. O serviço foi muito bom, o ônibus era bem confortável, com wi-fi e eles te deixam na porta do seu hotel/hostel. Antes de chegar em Banff, o ônibus também deixa os passageiros que vão ficar hospedados em Cannmore e Lake Louise.

O passeio pelas montanhas rochosas começa muito antes de você chegar em Banff, já no pouso em Calgary é possível ter uma bela visão da cadeia de montanhas. Em seguida, o traslado para Banff já de dá uma pequena mostra das paisagens que você verá nos dias seguintes….

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