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Roteiros, Viagens, Viajando sozinha

Fazendo nada em Los Angeles

Chegamos, finalmente, ao último post dessa viagem que passou pelo Arizona e por São Francisco e terminou em Los Angeles, de onde partia o meu voo de volta para a casa.

Los Angeles nunca fez parte dos meus sonhos, mas as promoções de passagens não ligam muito pra isso, né não?

As minhas ambições na cidade eram bem modestas: curtir o entardecer na praia em Santa Monica e dar umas voltas por Venice Beach.

Definir o que você quer fazer em Los Angeles é essencial para escolher onde ficar, já que a cidade é enorme, tem um trânsito nada desprezível e um sistema de transporte não tão abrangente. Pra dificultar, os preços dos hotéis são bem salgados, no padrão NYC de ser.

Por estas razões, muita gente aluga um carro para passear por lá. No meu caso, como seria pouco tempo e os meus interesses estavam concentrados em Santa Monica, optei por me hospedar lá  por lá.

Fiquei no Camel by the Sea, um hotel muito bem localizado, confortável, porém caro. Uma opção com uma proposta bem diferente, mas com preços bem módicos é se hospedar no Hostelling International Santa Monica. Era a minha primeira opção, mas esgotou e eu tive que procurar um plano B.

Estava exausta dos últimos dias de viagem e praticamente sem estômago depois da destruição alimentar dos últimos 10 dias, e Santa Monica me pareceu o lugar perfeito para passar esses quase dois dias perambulando pelos boulevares  da região e pela orla da praia.

O meu estômago também ficou bem feliz, já que Santa Monica parece ser o paraíso da comida saudável.

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Almocei no True Foods Kitchen (395, Santa Monica Place) um restaurante com uma proposta de comida saudável, com várias opções vegetarianas e veganas. O menu é bastante abrangente, tem entradinhas saladas, pizzas, bowls, sanduiches, sucos, cervejas, vinhos e coquetéis.

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Eu provei o bowl de Teriyaki Quinoa com frango e estava bom demais, até voltei no dia seguinte para repetir.

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O True Foods é uma rede que tem estabelecimentos em várias cidades, mas o ambiente é tão bonito que ele não tem nada de cara de restaurante de franquia.

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Passei o resto da tarde caminhando pelas ruas de Santa Monica, que tem alguns bulevares para pedestres bem legais.

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No fim do dia, fui caminhar pelo pier de Santa Monica para ver o entardecer e bater algumas fotos.

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O pier tem um parque de diversões, vários restaurantes e lojas e fica lotado de turistas. É lá que fica a famosa placa da Route 66, indicando o término dessa rota histórica que começa em Chicago e tem fim em Santa Monica.

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Comecei o dia seguinte caminhando pelo calçadão de Santa Monica até chegar em Venice Beach

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A caminhada foi super agradável, tecnicamente ainda era inverno, mas a sensação térmica beirava os 20 graus, então havia muita gente se exercitando, levando cachorro pra passear, turistas andando de bicicleta.

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Do outro lado do calçadão era possível encontrar alguns bares e muitas lojas de souvenirs.

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O distrito histórico de Venice, onde fica Venice Beach, é conhecido por ser lugar descolado que abriga várias tribos urbanas, na década de 60 era conhecido com um dos principais centros difusores da beat generation.

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Venice beach tem quadras de esporte, pistas de skate, bares e restaurantes, artistas e músicos vendendo seus trabalhos no calçada e muitas lojas de souvenirs e produtos alternativos.

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Do calçadão, caminhei uns três quarteirões para o interior do bairro para conhecer os famosos canais que dão origem ao nome de Venice, em referência a cidade italiana de Veneza e seus canais.

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Os canais foram construídos em 1905 como parte de um projeto desenvolvido por Abbot Kinney, que tinha a intenção de recriar a aparência da Veneza italiana no sul da Califónia.

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Porém, com o advento do automóvel, os canais caíram em desuso e ficaram sem manutenção por várias décadas até que em 1992 foram finalmente renovados, convertendo essa região da cidade em uma área valorizada para se morar.

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As ruas com os canais são lindinhas, cheias de casas praianas com jardins bem cuidados.

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Quando eu fui estava absolutamente vazio, então foi ótimo para tirar boas fotos.

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Retornei à Santa Monica caminhando pelo calçadão e passei pelo Venice Ale House (2 Rose Ave) e achei que seria uma pena não parar para tomar algo e curtir o clima de praia. Esse bar fica em uma das esquinas do calçadão de Venice e consegue ter, ao mesmo tempo, cara de pub na parte interna e de bar praiano na parte externa, com mesinhas e guarda-sóis na calçada.

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O bar oferece opções para brunch e outros pratos, os ingredientes são orgânicos e locais, com (o que parece ser um mantra nessa região). A carta de bebida compreende vinhos e cervejas artesanais da região, além de coquetéis e sucos naturais.

Eu fui de hambúrguer de peru com batatas rústicas, estava tudo muito bom.

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Antes de ir para o aeroporto, aproveitei o último entardecer no calçadão de Santa Monica para me despedir das férias.

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E o pôr do sol nunca decepciona, né?

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São Francisco caminhando: o circuito turistão

Esse terceiro roteiro à pé por São Francisco compreende alguns dos principais pontos turísticos da cidade. É ideal para o primeiro dia de viagem, para já riscar da listinha os passeios mais clássicos e ficar livre para aproveitar o resto do tempo explorando os  outros pontos de interesse na cidade.

Como nas últimas vezes, a caminhada teve início na Union Square. Segui pela Powell Street passando pelo Nob Hill, um bairro rico que concentra casas, prédios e hotéis elegantes. Prepare-se, pois essa parte do trajeto, apesar de curta, envolve uma subida considerável (afinal, é um hill, né?).

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Logo após a subidona, já era possível visualizar as lanternas de Chinatown, o bairro chinês mais antigo de São Francisco, misturadas com os prédios modernos do distrito financeiro.

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Era domingo de manhã, então Chinatown estava bem tranquila, as lojas começando a abrir e os velhinhos na rua saindo para fazer compras.

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Cheguei na Columbus Avenue e segui até o Washington Square Park, que estava cheio de velhinhos fazendo tai chi chuan e pessoas levando seus cachorros para passear. É la que fica a Saint Peter and Paul Church.

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Continuei pela Columbus Avenue até a Lombard Street, a famosa rua ígreme com trânsito em zig zag.

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Fui fazendo o zig zag pelas calçadas da rua até chegar na sua parte mais alta, que tem uma vista linda de São Francisco. Ainda era cedo então o espaço não estava tão disputado.

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Fiquei pensando que morar por ali deve exigir grandes doses de paciência por conta da quantidade de turistas.

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Segui pela Hyde Street em direção ao Fishermen´s Wharf, bairro queridinho dos turistas, que fica na costa norte de São Francisco.

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Dei uma volta na Ghirardelli Square, que abriga duas lojas enormes da marca homônima de chocolates mais antiga de São Francisco (desde 1850!!). É possível encontrar os chocolates da Ghirardelli em vários lugares na cidade, mas lá a variedade é enorme e ainda tem dois bares de sunday. Desnecessário dizer que eu provei um, né? Além das lojas de chocolate, a Ghirardelli Square também tem restaurantes e outras lojinhas variadas.

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De lá, segui pela Beach Street até chegar ao Pier 39, o mais famoso da cidade, de onde partem passeios de barco pela baía de SF.

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O bairro é cheio de lojas (maior variedade de souvenirs turistões), hotéis e restaurantes (boa pedida pra quem quer comer frutos do mar).

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Essa região tem uma arquitetura bem bonita também, com vários prédios de tijolinhos.

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Passear no bairro durante o entardecer também pode render paisagens bem bonitas.

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Depois dessa longa caminhada, uma opção para retornar ao centro da cidade é utilizar o Cable Car, o bondinho de SF que imita os cable cars históricos que começaram a operar na cidade no final do século XIX.

Existem 2 linhas que passam pela região, com trajetos distintos, a Powell-Hyde que vai até o Aquatic Park perto da Ghirardelli Square e a Powell-Mason que vai até o meio do Fisherman´s Wharf.

Achei o preço beem salgado ($7 o trecho, se você não tiver o passe de transporte), mas como o bondinho é um ícone da cidade e eu precisava de um meio de transporte para retornar à Union Square, achei que seria uma boa oportunidade para experimentá-lo.

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Sinceramente? Achei bem frustrante. As filas são grandes, então você acaba não conseguindo um lugar com uma boa visão e, pra piorar, o sobe-e-desce naquele espaço apertado me deixou meio tonta. Quem me conhece sabe que eu não sou muito de reclamar, mas dessa vez eu achei o custo-benefício bem desfavorável.

Acabei tendo que usar o bondinho uma segunda vez, muito mais por falta de opção do que por vontade, e acabei tendo uma experiência bem melhor, estava praticamente vazio, sentei num lugar legal, aí sim, valeu a pena. Então, a dica é ir bem cedo ou no anoitecer, para tentar evitar os horários super disputados.

Essa caminhada tem cerca de 5 km e durou toda uma manhã, mas dependendo do ritmo e das paradas, pode ser interessante usar o dia inteiro 😉

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São Francisco caminhando: um tour pelo Mission

Uma das minhas prioridades em São Francisco era ir ao Mission District para ver os famosos murais desse bairro latino.

Peguei um taxi na Union Square para o Roxie Theater (3117 16th Street). A taxista me perguntou se eu ia ver um filme e eu disse que não, apenas iria dar uma volta no Mission. E ela fez um “hum”. E eu fiquei me perguntando se isso significava “não tem nada de demais pra ver lá”, “não vá lá porque é perigoso” ou “você é estranha porque ninguém vai andar no Mission sozinha domingo à tarde na chuva”. Cogitei ficar preocupada, mas quando vi, já estava na porta do Roxy Theater.

Ou as minhas hipóteses sobre o “hum” estavam erradas ou a taxista estava errada, pois o Mission é definitivamente um lugar a ser visto e experimentado, inclusive domingo e debaixo de chuva.

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Caminhar pela Mission Street não te deixa dúvidas sobre a identidade latina do bairro: taquerías, mercadinhos de frutas, lojas de 99 cents com piñatas na vitrine, panaderías mexicanas e oficinas mecânicas dividem o espaço em uma das avenidas mais movimentadas do bairro.

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Escolhi a Taquería Cancún (2288, Mission Street) para almoçar. Definitivamente não é só um restaurante de comida mexicana, é um restaurante mexicano. Pedi um burrito que valeu por um prato feito, inclusive era isso mesmo que ele parecia, um prato feito enrolado na massa de burrito. Estava tão bom que nem tirei foto.

Em seguida, comecei a caminhar pelas ruas perpendiculares à Mission Street, que são mais residenciais (alerta de casinhas bonitas) e um pouco menos movimentadas.

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Os murais do Mission são inspirados no movimento muralista mexicano, que tem como um dos seus expoentes o pintor Diego Rivera (popularmente conhecido como o marido da Frida Kahlo rsrs).

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O muralismo mexicano é caracterizado pela sua monumentalidade – As pinturas são enormes, e pelo papel de intervenção social e política por meio da arte. A sua temática principal era o próprio povo mexicano, sua história e seus valores. Era uma forma de tornar a arte acessível às massas em uma linguagem simples.

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Essas influências me pareceram bastante evidentes nos murais do Mission, muitos deles representam momentos históricos de países latino-americanos ou carregam mensagens de cunho político de uma forma geral.

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São mais de 80 murais espalhados pelo bairro, sendo que duas ruas são famosas por concentrar muitos deles. Uma delas é o Balmy Alley, que abriga murais que vem sendo feitos há mais de quatro décadas.

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A outra é a Clarion Alley, outro verdadeiro museu a céu aberto.

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A Precita Eyes Muralists (2981, 24th street) oferece passeios guiados para conhecer os murais e ainda conta com uma lojinha de arte.

Mas o Mission District não é famoso apenas por seus murais. Afetado pela gentrificação, ele vem sendo notícia em razão das tensões entre os seus velhos moradores – famílias de classe trabalhadora de origem latina – e seus novos residentes, em sua maioria jovens que trabalharam para as empresas do Vale do Silício e afins.

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Mesmo sem saber de praticamente nada sobre isso quando caminhei por lá, consegui perceber que o bairro é permeado por contrastes.

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É uma mistura entre pequenos comércios e restaurantes latinos, muitas vezes geridos por gerações de uma mesma família, por um lado e, por outro, bares, cafés e restaurantes descolados, lojas de produtos orgânicos e novos prédios residenciais luxuosos. Um dos lugares que concentra essa face mais descolada (hipster, yuppie e afins) é a Valencia Street, uma rua paralela à Mission Street, mas que pouco tem a ver com ela.

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Outro problema que o Mission tem enfrentado é a proliferação de apartamentos e quartos para alugar no Airbnb. O que a primeira vista não parece ser um problema (para nós, viajantes), tem sido, na verdade, um grande transtorno para os moradores do bairro. O SF Cronicle estimou que o Mission é o bairro com o maior número de anúncios no Airbnb em São Francisco.

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Todos esses fatores tem levado à especulação imobiliária e consequente aumento dos preços dos imóveis e dos aluguéis, que tem forçado muitos habitantes de longa data a se mudar para áreas mais baratas (e distantes) da cidade. E os negócios locais acabam sendo prejudicados não só pelo aumentos dos aluguéis, mas também com a mudança das famílias de origem latina, suas tradicionais consumidoras.

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Um caso bem interessante dos impactos desse processo de valorização imobiliária no bairro é o que aconteceu com a Adobe Books & Arts Coperative (3130, 24th street). Essa livraria era localizada originalmente na 16th street com a Valencia Street até que diante da ameaça de dobrar o aluguel, o estabelecimento quase fechou e só sobreviveu por conta de uma “vaquinha” online. Depois disso se tornou uma livraria cooperativa na 24th Street.

Aí, você se pergunta se eu sabia de tudo isso quando fui visitá-la? É claro que eu não, achei a fachada interessante e resolvi espiar. A Adobe tem um acervo bastante variado e um ambiente muito aconchegante – um desorganizado charmoso –  é como se você estivesse fuçando a estante de livros de um amigo.

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O caso da Adobe Books é bastante emblemático. O próprio “dono” da livraria conta que ela fez parte da primeira onda recente de gentrificação do bairro e, ironicamente, quase foi expulso pelo agravamento desse processo nos anos seguintes. O SF Chronicle fez uma série de reportagens sobre os moradores do bairro e conta com mais detalhes a história da livraria, para ler é só clicar aqui.

Para a visita ficar completa, não deixe de tomar um sorvete na Humphrey Slocombe (2790A, Harrison Street), uma sorveteria com vários sabores excêntricos, que você pode ir provando até escolhar qual comprar.

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O Mission fica relativamente próximo ao centro de São Francisco e é possível chegar lá usando transporte público e a corrida de taxi saindo da Union Square custou cerca de 7 dólares. Espero que tenha batido uma vontade de conhecer (ou revistar) esse bairo tão interessante e cheio de contrastes!

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São Francisco caminhando: da Union Square ao Castro

Ainda não achei forma melhor de conhecer uma cidade do que caminhar freneticamente por ela. É a melhor maneira de descobrir cantinhos desconhecidos e sentir a atmosfera do lugar. De quebra, você acaba se exercitando, coisa que geralmente a gente deixa de lado nas férias.

Apesar das ladeiras, São Francisco é uma cidade plenamente caminhável. Não é tão dispersa – como é o caso de Los Angeles e de outras cidades norte-americanas, e tampouco tem um metrô com tanta capilaridade como Nova York, ou seja, caminhar além de prazer, é também uma necessidade.

Acontece que a chuva insistiu em cair t-o-d-o-s os dias em que eu estive em SF, dificultando um pouco as minhas caminhadas.

Nos quatro dias em que estive pela cidade, fiquei hospedada no Grant Hotel, um local simples, mas relativamente novo e com preço razoável e bem próximo da Union Square, e portanto, de restaurantes e meios de transporte.

Nesse dia, o ponto de partida da caminhada foi a Union Square, passando pela Alamo Square, Haight Ashbury e Castro. Marque no mapa alguns dos pontos de interesse que falo nesse post:


Como eu não havia tomado café da manhã, a primeira parada do roteiro foi a Mr. Holmes Bakehouse, uma pâtisserie bem fofa que eu havia lido a respeito no UASZ. Eu sabia que o espaço era mais para comprar e levar pra casa, e que comer um donut pela manhã não iria exatamente contribuir para a minha segurança alimentar, mas foi o único momento em que daria para encaixar uma visita à Mr Holmes, então eu não hesitei.

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O carro chefe da Mr Holmes é o cruffin – uma mistura de croissant com muffin, mas além dele a casa oferece donuts, croissants, entre outras delícias. Os sabores são bem diferentes e mudam a cada semana. Peguei o meu donut e segui a caminhada com bigode de chocomenta e espalhando açucar pela cidade.

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A Mr Holmes fica na Larkin Street no Tenderloin, uma parte mais decadente do centro de São Francisco, mas que já vem sendo revitalizada.  A  Larkin Street é um tanto peculiar, no mapa era possível ver que essa região do Tenderloin é conhecida como Little Saigon e, de fato, havia algumas lojas vietnamitas e muitas casas de massagem.

Segui pela Larkin Street até o Civic Center,  que abriga teatros, o ballet de SF, o Asian Art Museum e a Biblioteca da cidade. Em seguida, fui conhecer o interior City Hall. A entrada é gratuita e o interior do prédio é muito bonito, vale a visita.

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De lá, segui pela Hayes Street até a Alamo Square. Essa região do Hayes Valley é residencial, cheia de casas bonitas e muito agradável para se caminhar . Foi uma grata surpresa tê-la encontrado no meio da caminho até a Alamo Square.

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A intenção de ir até a Alamo Square era visitar as Painted Ladies, um conjunto de casas vitorianas bonitinhas. A verdade é que toda essa região é cheia de casas fofas, então as ladies foram apenas a cereja do bolo.

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A região da Alamo Square é bem alta, então tem uma vista linda do centro de São Francisco sobre as Painted Ladies. Para ter uma vista ainda mais bonita, o ideal é ir ao fim do dia, para ver o pôr do sol. No meu caso, como sequer havia sol, eu tive que me contentar com o momento em que não estava chovendo.

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De lá, segui rumo ao Haight Ashbury, o bairro conhecido por ser o difusor do movimento hippie e da contracultura na década de 1960 nos EUA.

Continuei caminhando pela Hayes Street  até chegar na Divisadero Street, uma rua mais movimentada que vem do Marina District e vai quase até o Castro. Algumas quadras depois, cheguei na Haight Street e fui caminhando até chegar no cruzamento com a Ashbury Street.

A região tem bastante comércio, bares, restaurantes, estudios de tatuagem, lojas de música, artigos exotérios e toda a sorte de produtos alternativos. Encontrei algumas livrarias bem legais por lá, daquelas pequenas e cheias de personalidade (leia-se, não era mais uma Barnes and Nobles).

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É um bom lugar para fazer compras se você estiver procurando lojas pequenas que não sejam de grandes marcas e brechós.

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E é claro, em Haight Ashbury não poderia faltar as casas fofas e coloridas.

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Parei para almoçar (e para fugir da chuva) no Siam Lotus, um restaurante de comida tailandesa bem simples, mas com comida muito boa.

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De lá, finalizei o meu dia com uma volta pelo Castro, o bairro LGBT de São Francisco e mundialmente conhecido pelo seu histórico de militância e contracultura a partir da década de 1960.

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Voltei à Divisadero St e segui até a Castro St, a avenida principal do Castro. A caminhada envolve algumas subidas (como tudo em SF rs), mas o esforço físico é compensado pela bela vista que se tem dos outros bairros da cidade.

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O caminho pela Castro Steet também é cheio de casas bonitas e ruas arborizadas.

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Mas é logo após cruzar a Market street, uma das mais importante ruas de SF, que a Castro Street se torna mais movimentada, com os vários bares, restaurantes, lojas, o famoso Teatro Castro.

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Após esse longo dia de caminhada, me rendi ao Muni (o transporte subterrâneo de SF) da Market Street para voltar à Union Square e, assim, terminar o roteiro do dia.