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Um roteiro pelo Jalapão

Para mim, metade da graça de viajar é planejar a viagem: passar meses montando o roteiro, pesquisando lugarzinhos. É de se esperar, então, que excursões e pacotes de viagem não sejam o meu forte. Mas é inegável que certos destinos são muito mais práticos (e baratos) assim. O Jalapão é um deles.

Eu sempre quis encaixar uma viagem para o Parque Estadual do Jalapão em um feriado prolongado. Acontece que a maioria das operadoras que fazem expedições para lá trabalham com pacotes de 5 dias ou mais.

Eis que um casal de amigos acabara de voltar de uma viagem de 7 dias pelo parque e me recomendou a Norte Tur, uma empresa que oferece expedições mais curtas pela região, a partir de 3 dias.

Quando você vai fazer uma viagem de 3 dias por um lugar que tem atração para 10 dias, a primeira providência a se tomar é: não ler nada sobre as atrações do local, sob pena que ficar imensamente frustrado.

Confesso que não foi uma tarefa fácil não olhar blogs, fotos e roteiros. Em tempos de instagram, mais difícil ainda foi me despir das expectativas geradas por aquelas fotos oníricas dos fervedouros.

Então fomos. A viagem toda foi uma surpresa – das boas. Que alegria é as vezes simplesmente ser conduzido, sem precisar tomar nenhuma decisão, onde ir, onde comer. A cada parada éramos surpreendidos por uma atração natural mais bonita que a outra, e inédita, sem expectativas prévias.

Saímos de Palmas cedo pela manhã rumo ao leste do Tocantins. Nossa primeira parada foi no município de Novo Acordo – há cerca de 180 km de Palmas.

mapa jalapão

Lá, conhecemos uma das prainhas do Rio do Sono, onde comemos uma daquelas autênticas refeições caseiras do interior.

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De lá, foram longos quilômetros de trepidação pela estrada de chão, com algumas breves paradas: uma delas para conhecer o Morro da Catedral.

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Muitas horas  de trepidação depois, com o sol quase se pondo, chegamos no município de São Félix do Tocantins para conhecer o primeiro fervedouro da viagem.

Os fervedouros do Jalapão são poços de água transparente cercados por uma densa vegetação, geralmente com muitas bananeiras. O fundo dos poços é formado por areias claras, que tem uma consistência que lembra argila.

Os fervedouros são assim chamados pelas pequenas bolhas que brotam nas águas, em razão de um fenômeno chamado ressurgência: abaixo da camada de areia, há um lençol freático e, logo abaixo, uma rocha impermeável. Por causa das rochas, a água do lençol freático jorra com muita pressão, empurrando para cima a areia e criando pequenas bolhas na água. A ressurgência impede que o corpo afunde nas águas do fervedouro.

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À medida que entardecia, era possível contemplar os diferentes tons de azul e verde da água e da vegetação.

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Findo o passeio, seguimos para Mateiros, cidade onde ficaríamos hospedados pelos próximos dias. O município é bastante pequeno, com  poucas pousadas e restaurante, por isso foi bastante prático já ter tudo arranjado pela operadora de turismo.

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O esquema da Norte Tur é familiar, a pousada é da própria empresa, a hospedagem é simples, mas confortável. Os jantares são feitos em restaurantes familiares na cidade, as refeições são caseiras e bem preparadas, apesar das dificuldades logísticas de transporte de alimentos. O pacote também inclui lanches e água durante todo o passeio.

No próximo post, eu conto como foi o segundo dia da expedição. Aguardem 🙂

 

 

 

 

 

 

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Roteiros

Holambra: sobre flores e amizades

Esse final de semana rolou uma mini viagem para conhecer Holambra, cidade de imigração holandesa, localizada no Estado de São Paulo. Eu e duas super amigas estávamos decidindo o destino da nossa viagem para comemorar as nossas bodas de 10 anos de amizade quando veio essa ideia de conhecer a cidade das flores, um destino perfeito para viagem de meninas.

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Casinhas típicas na rua Dória Vasconcelos

Holambra é uma cidade pequeninha, de 12 mil habitantes, a cerca de 40 km de Campinas/SP. Pegamos um voo para o aeroporto de Viracopos e contratamos um transfer até Holambra. As opções de ônibus me pareceram um pouco complicadas, era necessário ir até o centro de Campinas e algumas linhas param fora da cidade. Então, como chegaríamos muito tarde na sexta-feira, o transfer foi a melhor opção.

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Em Holambra, as placas são tulipas

No sábado, fizemos um passeio com a Theos Turismo que incluía um city tour e a visitação de duas plantações de flores. A cidade é responsável por cerca de 40% da produção de flores e plantas ornamentais do país. No começo da primavera, a cidade abriga a Expoflora, a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina.

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As plantações de flores são bucólicas, o degradê de tons e a variedade de formatos das flores é incrível! É claro que aproveitamos e batemos um milhão de fotos por lá.

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Durante o city tour, conhecemos a história da cidade e passamos pelos pontos turísticos. Paramos no Moinho Povos Unidos, que é o maior moinho de vento da América Latina. A visitação dos demais pontos com mais tempo fica a cargo de cada pessoa. Na volta, os guias nos indicaram uma lojinha pra degustar geleia de rosas e hibisco e biscoitos holandeses. Nos esbaldamos 😛

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Moinho Povos Unidos

Terminado o passeio, seguimos a sugestão da Derci, a guia do passeio, e fomos almoçar no Casa Bela, um restaurante/loja enorme, que tem opções a la carte e buffet, além de uma loja de souvenirs.  Optamos pelo buffet, que estava muito bom e variado.

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Visitamos a loja “A Orquídea” para comprar flores

Depois de um breve descanso pra fugir do sol torrante, fomos dar uma volta no Lago Vitória Régia para experimentar os doces e sorvetes da confeitaria tradicional da cidade, a Zoet en Zout, que fica na beira do lago e tem um ambiente muito agradável. É um paraíso para quem curte doces, tive muita dificuldade em escolher o que comer diante das tortas de damasco, creme, amora, morango, cucas, torta holandesa, sorvete e muito mais. Acabei optando pela torta de amora e o sorvete de rosas. A tora estava muito boa, mas o sorvete era doce demais para o meu paladar.

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Vista do Lago Vitória Régia, no caminho para a Zoet en Zout

A noite, fomos na Martim Holandesa, que um restaurante/confeitaria do centro da cidade para provar comidas típicas. Optamos pela pannenkoeken, que é uma panqueca típica holandesa, que nos pareceu uma mistura de panqueca com omelete com o recheio na própria massa. Mas a grande alegria mesmo foi a mostarda, tinha esquecido o quanto gosto de mostarda, agora quero colocar em tudo rs

Holambra é um prato cheio para quem gosta de salsichões, chucrute, embutidos e, é claro, cerveja. Inclusive, a cidade abriga uma unidade da cervejaria Schornstein, de Pomerode em Santa Catarina.

No domingo, aproveitamos para ver com calma os locais que passamos no city tour, alugamos bikes e fomos até o famoso portal da cidade.

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Portal da Cidade de Holambra

Antes de ir para o aeroporto, retornamos ao Casa Bela para almoçar e tivemos a grata surpresa de presenciar um show da banda de jazz Seo Manouche.

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Banda Seo Manouche se apresentando no Casa Bela

Foi um passeio perfeito para um final de semana, é claro que exitem outras opções de turismo rural a serem exploradas nas redondezas, além de outras cidades na região que compõem o circuito das águas, mas ficamos bastante satisfeitas com o que conseguimos ver nesses dois dias.

 

Informações Práticas

Transfer: Soberana Transportes

Passeios e aluguel de bicicletas: Theos Turismo

Hospedagem: Shellter Hotel