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Belo Horizonte e a minha memória afetiva

Eu só fiz nascer em Minas Gerais. Vivi quase a totalidade dos meus 30 anos em Brasília. Ainda assim, creio que todo meu modo de ser é mineiro. Estudos comprovam: nunca perdi um trem (nem ônibus, nem avião – e olha, vocês sabem que eu pego muitos). Sempre acho que a melhor estratégia é comer pelas beiradas. É provável que a minha única falha de currículo seja não gostar de queijo minas, mas aí entram outras questões de cunho palato-textural que realmente aqui não vem ao caso.

Talvez esse modo de ser venha do fato de até os 14 anos o único lugar fora de casa que eu conhecia era basicamente Araguari, minha pequena cidade natal no triângulo mineiro (e, vale dizer, duramente injustiçada pelas piadas das cidades vizinhas).

Com o passar dos anos, o meu mundo ficou maior. Mas, à exceção de um final de semana prolongado em Ouro Preto,  Araguari continuava sendo a minha referência exclusiva de Minas Gerais. Até que ano passado fui a Inhotim e aproveitei o resto do fim de semana para, enfim, conhecer Belo Horizonte.

Como mineira de cidade pequena, sempre associei o sotaque, as expressões, as comidas, o modo de ser mineiro a um lugar interiorano e pequeno. Ir a BH me deu uma sensação muito curiosa de estranhamento de encontrar todas essas referências culturais em uma metrópole.

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O Mercado Central aflorou toda a minha memória afetiva: cheiros, cores e sabores que há tempos eu não revisitava.

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Para continuar a sessão nostalgia, fomos em um lugar que poderia muito bem ser chamado de templo do deus pão de queijo: a Pão de Queijaria. Lá você pode comer sanduíche de pão de queijo com recheios tipicamente mineiros, sorvete com crumble de pão de queijo, milkshake de doce de leite, entre outras maravilhosidades.

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O tempo na cidade foi curto, mas conseguimos visitar outros dois lugares clássicos dos roteiros turísticos por BH. A Praça da Liberdade, que abriga um conjunto de museus em seu entorno: o Museu das Minas e dos Metais, o Espaço do Conhecimento da UFMG, o Centro Cultural do Banco do Brasil – CCBB, entre outros.

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Fizemos uma pausa no CCBB, que além de exposições, ainda tem uma filial do Café com Letras que me fez ter vontade de morar em BH só para curtir a programação cultural.

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E, no fim do dia, fizemos uma última parada para conhecer a Igrejinha da Pampulha, o ícone maior de BH.

Mais do que BH, naquele fim de semana eu visitei a minha própria infância.