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São Francisco caminhando: da Union Square ao Castro

Ainda não achei forma melhor de conhecer uma cidade do que caminhar freneticamente por ela. É a melhor maneira de descobrir cantinhos desconhecidos e sentir a atmosfera do lugar. De quebra, você acaba se exercitando, coisa que geralmente a gente deixa de lado nas férias.

Apesar das ladeiras, São Francisco é uma cidade plenamente caminhável. Não é tão dispersa – como é o caso de Los Angeles e de outras cidades norte-americanas, e tampouco tem um metrô com tanta capilaridade como Nova York, ou seja, caminhar além de prazer, é também uma necessidade.

Acontece que a chuva insistiu em cair t-o-d-o-s os dias em que eu estive em SF, dificultando um pouco as minhas caminhadas.

Nos quatro dias em que estive pela cidade, fiquei hospedada no Grant Hotel, um local simples, mas relativamente novo e com preço razoável e bem próximo da Union Square, e portanto, de restaurantes e meios de transporte.

Nesse dia, o ponto de partida da caminhada foi a Union Square, passando pela Alamo Square, Haight Ashbury e Castro. Marque no mapa alguns dos pontos de interesse que falo nesse post:


Como eu não havia tomado café da manhã, a primeira parada do roteiro foi a Mr. Holmes Bakehouse, uma pâtisserie bem fofa que eu havia lido a respeito no UASZ. Eu sabia que o espaço era mais para comprar e levar pra casa, e que comer um donut pela manhã não iria exatamente contribuir para a minha segurança alimentar, mas foi o único momento em que daria para encaixar uma visita à Mr Holmes, então eu não hesitei.

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O carro chefe da Mr Holmes é o cruffin – uma mistura de croissant com muffin, mas além dele a casa oferece donuts, croissants, entre outras delícias. Os sabores são bem diferentes e mudam a cada semana. Peguei o meu donut e segui a caminhada com bigode de chocomenta e espalhando açucar pela cidade.

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A Mr Holmes fica na Larkin Street no Tenderloin, uma parte mais decadente do centro de São Francisco, mas que já vem sendo revitalizada.  A  Larkin Street é um tanto peculiar, no mapa era possível ver que essa região do Tenderloin é conhecida como Little Saigon e, de fato, havia algumas lojas vietnamitas e muitas casas de massagem.

Segui pela Larkin Street até o Civic Center,  que abriga teatros, o ballet de SF, o Asian Art Museum e a Biblioteca da cidade. Em seguida, fui conhecer o interior City Hall. A entrada é gratuita e o interior do prédio é muito bonito, vale a visita.

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De lá, segui pela Hayes Street até a Alamo Square. Essa região do Hayes Valley é residencial, cheia de casas bonitas e muito agradável para se caminhar . Foi uma grata surpresa tê-la encontrado no meio da caminho até a Alamo Square.

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A intenção de ir até a Alamo Square era visitar as Painted Ladies, um conjunto de casas vitorianas bonitinhas. A verdade é que toda essa região é cheia de casas fofas, então as ladies foram apenas a cereja do bolo.

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A região da Alamo Square é bem alta, então tem uma vista linda do centro de São Francisco sobre as Painted Ladies. Para ter uma vista ainda mais bonita, o ideal é ir ao fim do dia, para ver o pôr do sol. No meu caso, como sequer havia sol, eu tive que me contentar com o momento em que não estava chovendo.

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De lá, segui rumo ao Haight Ashbury, o bairro conhecido por ser o difusor do movimento hippie e da contracultura na década de 1960 nos EUA.

Continuei caminhando pela Hayes Street  até chegar na Divisadero Street, uma rua mais movimentada que vem do Marina District e vai quase até o Castro. Algumas quadras depois, cheguei na Haight Street e fui caminhando até chegar no cruzamento com a Ashbury Street.

A região tem bastante comércio, bares, restaurantes, estudios de tatuagem, lojas de música, artigos exotérios e toda a sorte de produtos alternativos. Encontrei algumas livrarias bem legais por lá, daquelas pequenas e cheias de personalidade (leia-se, não era mais uma Barnes and Nobles).

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É um bom lugar para fazer compras se você estiver procurando lojas pequenas que não sejam de grandes marcas e brechós.

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E é claro, em Haight Ashbury não poderia faltar as casas fofas e coloridas.

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Parei para almoçar (e para fugir da chuva) no Siam Lotus, um restaurante de comida tailandesa bem simples, mas com comida muito boa.

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De lá, finalizei o meu dia com uma volta pelo Castro, o bairro LGBT de São Francisco e mundialmente conhecido pelo seu histórico de militância e contracultura a partir da década de 1960.

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Voltei à Divisadero St e segui até a Castro St, a avenida principal do Castro. A caminhada envolve algumas subidas (como tudo em SF rs), mas o esforço físico é compensado pela bela vista que se tem dos outros bairros da cidade.

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O caminho pela Castro Steet também é cheio de casas bonitas e ruas arborizadas.

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Mas é logo após cruzar a Market street, uma das mais importante ruas de SF, que a Castro Street se torna mais movimentada, com os vários bares, restaurantes, lojas, o famoso Teatro Castro.

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Após esse longo dia de caminhada, me rendi ao Muni (o transporte subterrâneo de SF) da Market Street para voltar à Union Square e, assim, terminar o roteiro do dia.

 

 

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