Roteiros

Santa Marta, uma grata surpresa no caribe colombiano

Santa Marta surgiu no meu roteiro como a porta de entrada para o Parque Tayrona, já que o meu voo de Bogotá era para o aeroporto Simón Bolívar.

Tinha ouvido ótimas referências de lá, mas até chegar não tinha entendido a mágica do lugar. O plano era passar apenas uma noite por lá no caminho para Cartagena, mas a experiência foi tão positiva que acabamos esticando a estada por mais um dia e uma noite na cidade.

Santa Marta foi a primeira cidade espanhola fundada na Colômbia. Seu centro histórico é bem mais modesto se comparado ao de Cartagena, mas a cidade sabe muito bem aproveitar o grande fluxo de turistas que desembarca por lá, seja para conhecer o Parque Tayrona ou para fazer a trilha até a cidade perdida.

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A cidade conta com uma ótima infraestrutura hoteleira. Sério, são tantos hotéis boutique lindos (e com preços de pousada no Brasil) que eu queria passar uma noite lá só para ficar em um deles.

A dúvida foi grande, mas acabei escolhendo o La Casa del Piano, localizado bem próximo da Carrera 5, a avenida comercial da cidade, mas em uma rua de pedestres bem tranquila e super próxima das atrações históricas da cidade e da vida noturna.

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A decoração do hotel é fofíssima, toda inspirada em grandes pianistas.

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O point noturno da cidade é o Parque de Los Novios, uma praça muito bem conservada que é cercada de bares e restaurantes. É uma área bem animada, calçadas abarrotadas mesas com pessoas jantando, bebendo, curtindo a música e as apresentações de artistas de rua.

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Estávamos cansados depois das trilhas do Tayrona e da viagem até Santa Marta, então acatamos a sugestão do hotel e fomos no restaurante do hotel La Casa del Farol.

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O restaurante é recém-inaugurado, então ainda estão fazendo alguns ajustes no menu, mas mesmo assim, foi uma ótima experiência.

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A decoração do hotel é linda, com várias citações do Gabriel García Marquez pelas paredes. O restaurante fica em um pátio ao ar livre, rodeado de plantas, luzinhas e boa música.

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Além do Parque Tayrona e da cidade perdida, Santa Marta é a base ideal para conhecer as vilas de Minca, Taganga e a Quinta de San Pedro Alejandrino, que serão assunto dos próximos posts!

Roteiros

Parque Tayrona: onde ficar

O meu maior dilema no planejamento da viagem para o Parque Tayrona era onde se hospedar. Como passaríamos apenas um fim de semana, estar bem localizado era crucial para aproveitar bem o tempo.

Existem basicamente três opções de hospedagem no Parque, a depender do quanto você pretende gastar e do nível de conforto.

A opção mais em conta é acampar ou dormir nas redes disponíveis nos acampamentos. O acampamento mais popular e mais bem estruturado parece ser o da praia de Cabo San Juan. Essa praia também conta com um restaurante e uma lanchonete com preços mais módicos do que o dos hotéis do Parque. A Luiza Galiza, do Leve na Viagem, se hospedou por lá e tem um relato bem legal da experiência.

A grande vantagem de se hospedar em Cabo San Juan é que a praia, além de linda, é livre para banho. Essa é a vista de um dos redários disponíveis para passar a noite. Imagine só acordar no meio dessa paisagem!

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Por outro lado, a desvantagem de optar por se hospedar por lá é que você precisa fazer a trilha com a sua bagagem  do estacionamento até a praia, a pé ou a cavalo.

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A segunda opção é se hospedar em um hotel dentro do parque, como o Ecohab Tayrona e o Ecohab Arrecifes. Nós optamos por chegar bem cedo ao parque e passar apenas uma noite no Ecohabs Tayrona, assim, teríamos praticamente dois dias inteiros no parque.

O preço dos ecohabs é absolutamente fora do padrão das hospedagens na Colômbia e esse preço não se reflete em grandes luxos, o que pode gerar alguma frustração se você tiver essa expectativa. São acomodações simples, mas muito espaçosas, com ventilador (que não vai dar conta do calor), telas (que não vão dar conta dos mosquitos) e uma televisão (que você não vai usar).

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O que eu buscava no Ecohab era uma vista privilegiada do mar e do parque e, quanto a isso, fomos plenamente atendidos. Escolhi, inclusive,  uma das cabanas mais alta para garantir a melhor vista possível (o que me rendeu certo arrependimento quando percebi que ia ter que subir horrores toda vez que quisesse ir ao quarto :P)

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A comida servida no restaurante do Ecohab era muito boa, aproveitamos as opções da culinária local, com peixes frescos e arroz com coco.

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O Ecohab Tayrona fica localizado na praia de Canaveral, que é proibida para banho, mas, logo ao lado, existe uma praia bem pequena chamada La Piscinita, onde é permitido nadar (não é assim uma piscina de calmaria, mas dá para nadar)

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A praia conta com um bar do hotel, que serve algumas comidinhas e bebidas.

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A terceira opção é se hospedar perto do Parque, mas fora dele. A vantagem dessa escolha são os preços, é possível encontrar boas opções com preços bem mais amigáveis do que o dos ecohabs. Há, inclusive, ecohabs fora do parque, em Taganga e na praia de Los Naranjos.

Eu quase optei por essa opção, pensando inclusive em esticar a viagem até Palomino, cidade do departamento do La Guajira com praias bem bonitas. Porém, como a intenção não era passar apenas um dia no parque, o meu receio era ter que pagar novamente a taxa no segundo dia.

Olhando para trás, o que provavelmente faríamos diferente seria se hospedar em Cabo San Juan ao menos uma noite para poder aproveitar melhor o dia na praia, já que a trilha de ida e volta até lá consome boa parte do dia. Quem sabe não voltamos um dia?

Roteiros

Parque Tayrona: como chegar

No post passado, eu contei um pouco da minha experiência no Parque Nacional Tayrona. Se você pretende incluí-lo no seu roteiro de viagem pela Colômbia, eis aqui algumas dicas práticas para chegar ao Parque:

A cidade mais próxima do Parque Nacional Tayrona é Santa Marta, no departamento de Magdalena. É possível chegar até lá vindo de ônibus (6h horas desde Cartagena) ou de avião. Várias companhias colombianas tem voos para o aeroporto Simón Bolívar, com destaque para a Viva Colombia, a low cost colombiana que tem preços bem acessíveis.

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Fizemos o trecho Bogotá/Santa Marta com a companhia e tivemos uma ótima experiência. É preciso apenas ficar atento para não ter gastos desnecessários com adicionais, como a impressão de cartão de embarque e despacho de bagagem (se você não quiser pagar adicional por mala despachada, é bom preparar uma mala/mochila de mão com menos de 6kg).

Chegando em Santa Marta, é possível ir para o Tayrona de várias formas. Uma opção é por via marítima, pegando um barco em Taganga, uma vila próxima de Santa Marta. No blog da Luisa Galiza tem um relato bem detalhado da ida de lancha para o Tayrona.

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Para aqueles que tem terror e pânico de lanchas e barquinhos –  como é o meu caso, existem ainda outras duas alternativas. A mais econômica é pegar uma van ou ônibus até o parque no terminal de ônibus de Santa Marta. E, caso você esteja no aeroporto, outra opção é pegar um taxi direto para a entrada do parque.

O Parque Tayrona possui várias entradas, nós optamos por entrar pela principal (El Zaino), que fica há 32 km de Santa Marta.

Ao chegar na portaria do Parque, é necessário efetuar o pagamento da entrada e assistir uma breve apresentação sobre orientações gerais de conduta por lá. A entrada custa atualmente $ 42.000,00 pesos colombianos para estrangeiros, cerca de R$ 42,00.

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Depois disso, é preciso pegar uma van até o último ponto onde é permitido o trânsito de carros. A partir desse ponto, a van ainda pode andar mais 1km até a recepção do Ecohab Tayrona. Para quem não vai se hospedar lá, é preciso seguir à pé ou à cavalo até o próximo Ecohab ou acampamento.

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Nosso destino era o Ecohab Tayrona, então a van nos levou até a recepção do hotel. Tivemos um pequeno momento de desespero, daqueles que são péssimos de se viver, mas sempre rendem boas histórias. No estacionamento onde a maioria dos visitantes desceram, foram descarregadas todas as bagagens, daí quando desembarcarmos.. tcharaaans! Cadê as mochilas?

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Lembro que no primeiro desembarque tentei ficar de olho nas nossas mochilas, mas dentro da van não tinha muita visibilidade, então, decidi não descer para não ser control freak demais e me dei mal. Na verdade, dramas à parte, o desespero durou apenas 5 minutos, pois assim que notaram que havia mochilas sobrando, elas foram levadas até o hotel.

Foram poucos minutos, mas suficientes para começar a pensar como passar dois dias no meio do mato sem troca de roupa, sem repelente e o mais importante: sem protetor solar. A pessoa vai até na padaria de protetor solar, imagina o tamanho do desespero de estar nos trópicos sem filtro? É claro que os documentos e dinheiro estavam conosco, senão o desespero seria ainda maior!

As opções da volta são as mesmas. No estacionamento dentro do parque, há opção de pegar uma van até el Zaino e, de lá, pegar um ônibus para Santa Marta. Ou, a opção mais prática é pegar um van direto para Santa Marta (cerca de 15 reais por pessoa).

No próximo post, eu conto mais sobre as opções de hospedagem para conhecer o parque, até lá 🙂

Roteiros, Viagens

Parque Nacional Tayrona: uma jóia no Caribe colombiano

Se eu disser que queria conhecer o Parque Tayrona desde criancinha, estaria mentindo. A primeira vez que eu “ouvi falar” do Parque foi no instagram e, desde então, as fotos de praias paradisíacas banhadas pelo mar do Caribe e rodeadas pela mata e a Serra Nevada não saíram mais da minha cabeça.

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Alguns meses depois disso, voávamos de Bogotá para Santa Marta, para passar um fim de semana no Parque. Do aeroporto, pegamos um taxi até El Zaino – a entrada mais conhecida do Tayrona, seguindo por uma rodovia estreita rodeada de comércio popular e vegetação densa, muito calor e umidade.

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Durante o caminho, descobri que éramos conduzidos ao parque por um tayrona. O taxista nos contou de sua origem e das lembranças dos fins de semana acampando com a família no parque.

Os tayronas foram um dos povos que os espanhóis encontraram na costa colombiana, quando  estabeleceram assentamentos na região que hoje é a cidade de Santa Marta – a mais antiga cidade espanhola fundada na Colômbia.

Os tayronas viviam nas ladeiras baixas da Serra Nevada de Santa Marta. Devido a limitação geográfica imposta pela Serra, esse povo não se espalhou por outros territórios, ocupando densamente esta região. Realizaram impressionantes trabalhos de engenharia, estradas e pontes, cultivo de alimentos em ladeiras, entre outros.

Durante a estada no parque, é possível conhecer várias praias, fazer trilhas e praticar esportes aquáticos. Entrando por El Zaino, a primeira praia  é La Piscinita, que não chega a ser uma piscininha propriamente, mas é segura para banho e conta com a infraestrutura do bar do Ecohab Tayrona.

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Ao lado de La Piscinita fica Cañaveral, proibida para banho.

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Aliás, em razão das correntes e recifes, muitas praias no parque são impróprias para banho.

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A praia mais badalada é Cabo San Juan,  que é própria para banho. É servida de campings e redários, que permitem aos viajantes pernoitar em um local bastante privilegiado.

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O acesso às praias é feito por meio de trilhas ou à cavalo.

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Além das praias, outro atrativo do parque é conhecer o Pueblito, as ruinas arqueológicas do que foi um dia uma cidade do povo tayrona.

Definitivamente, o Parque Tayrona não é um destino fácil, conhecer as praias requer algumas horas de caminhada e até as acomodações luxuosas tem traços rústicos, quase impossível passar ileso de algum perrengue. Mas, seguramente as paisagens e a energia do lugar compensam todo esse esforço.

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Em um lugar que é considerado como o de maior diversidade de pássaros do mundo, basta ficar observando em silêncio pra vê-los e ouvi-los por todas as partes, no meio da vegetação, voando em formação, além muitas borboletas, lagartos, formigas trabalhando, é a natureza em pleno movimento.

Nas próximas semanas, vou postar algumas dicas de transporte e hospedagem. Aguardem 🙂

Viagens

Retrospectiva 2016!

Pensei várias vezes se faria ou não uma retrospectiva viajatória de 2016, afinal, o ano foi tão difícil, em tantos aspectos, que falar de viagem e belas paisagens soa irrelevante.

Mas, já que o blog é para isso mesmo, vamos lá. Se tem uma coisa que me deu alegria esse ano, essa coisa foi viagem. Usei todas as minhas férias acumuladas, conheci lugares que sonhava há tempos, tive a chance de voltar a lugares já visitados, aproveitar a minha própria companhia e  também viajar com pessoas muito queridas.

O ano começou com o já tradicional ano novo em Alto Paraíso de Goiás e, em fevereiro, teve carnaval em SP, com direito a bloquinho, sobrinhos fofos e exposições.

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No fim do mês, embarquei para uma aventura solo pelo Arizona e pela Califórnia, foram 14 dias de paisagens cênicas.

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Em abril teve Curitiba com a mãe e a sogra, passamos o fim de semana entre parques e muita comida boa.

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Em maio realizei um grande sonho: conhecer Cuba! Foi também a primeira vez que coloquei os pezinhos no Caribe.

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Em agosto teve viagem para Alto Paraíso com as amigas, com direito a hospedagem em nave espacial, insetos invasores, cachoeiras e almoço no rancho do seu Waldomiro.

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Em setembro foi a vez de conhecer a Colômbia, foram dias maravilhosos entre metrópoles, cidades históricas, praias, selva e montanha.

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E, no final de outubro, tive a oportunidade de passar o fim de semana prolongado de feriado em Buenos Aires, e levar minha mãe e o meu irmão para conhecer essa cidade que eu tanto amo.

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Em novembro, teve viagem com a amiga pela rota ecológica em Alagoas, Maragogi e Maceió, uma semana de vida difícil tentando decidir qual era a praia mais bonita.

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Já em dezembro, passamos a semana do recesso antes do Natal em Buenos Aires e em duas cidadezinhas bucólicas do Uruguai – Carmelo e Colônia do Sacramento.

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E, para fechar o ano, passei o Natal em Araguari-MG com a família. Dessa vez, aproveitamos para visitar as casinhas remanescentes do centro histórico da cidade.

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E 2017? Devo ter umas 198 ideias de destino na cabeça, mas mais do que muitas viagens, o que eu desejo a mim e a vocês é que 2017 traga muita saúde e paz e que as viagens que aparecerem sejam cheias de significado!

Comer bem

Comer bem em Bogotá

Comer bem em Bogotá não é nenhum desafio, a cidade conta com opções gastronômicas variadas, que vão da culinária santaferreña à opções internacionais.

Eis aqui os restaurantes, bares e cafés que mais curti:

Wok
Eu sei o quão patético é escrever um post sobre restaurantes em Bogotá e começar falando de um restaurante asiático. Porém, depois que uma amiga colombiana mencionou que o Wok era um dos seus restaurantes favoritos, eu me senti autorizada a dar a ele o seu devido destaque e assumir que ele foi o meu restaurante favorito da viagem.

Mas, ao mesmo tempo, ele atrapalhou minha vida porque eu poderia ter conhecido uns 10 restaurantes diferentes,  e não conheci por que eu tinha que provar todo o menu do Wok.

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Antes que vocês se perguntem qual o motivo da fascinação, eu explico: o Wok é uma franquia de comida asiática, presente em vários pontos da cidade. O que o torna especial é a variedade de pratos asiáticos. Além de sushi e os clássicos chineses, tem opções vietinamitas, birmanesas, tailandesas e muito mais. É muita alegria no coração de uma pessoa que mora em uma cidade que sequer tem um restaurante tailandês.

Os ambientes são lindos e o atendimento é excelente (pelo menos nas 1456 vezes que fui assim o foi). E além disso, o custo benefício é excelente, quero dizer, apesar de estar acima da média das refeições populares, o preço dos pratos é bem razoável se comparado com o padrão brasileiro (algo em torno de R$ 25,00 por prato).

San Alejo

Após sobreviver à obsessão Wok e já nos últimos dias de viagem, fui ao San Alejo por indicação de uma amiga para provar o Ajiaco, um dos pratos típicos mais famosos da culinária de Bogotá, uma espécie de sopa feita com frango, batata, milho e especiarias locais, acompanhada de arroz e abacate.

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O restaurante tem ares de taverna, com um clima muito aconchegante, o que combina muito bem com o friozinho da cidade. Fica próximo à Candelaria, então é perfeito para combinar com um dia de passeios pelo centro histórico.

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Começamos pelas empanadas bogotanas, que estavam super crocantes e, depois partimos para o Ajiaco, que me agradou bastante (e olha que eu não sou a maior fã de sopas).

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Gostei tanto de lá que voltei mais uma vez para provar a picada santafereña – uma espécie de tábua de carnes variadas, acompanhadas de mini arepas, mandiocas e batatas.

La Mar

A filial colombiana do premiado chefe peruano Gastón Acurio fica em Usaquén e é uma ótima pedida para um almoço pós feira (leia sobre o mercado de pulgas de Usaquén aqui).

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Para quem gosta de comida peruana, o La Mar é um paraíso. O menu se concentra em frutos do mar, mas também há opções da culinária peruana sem peixes, crustáceos e afins. Os coquetéis são um capítulo à parte, afinal: tem pisco.

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Mercari
Encontrei essa cafeteria/padaria quando estava caminhando pela região do Parque da 93, ao norte do centro de Bogotá. O Mercari tem várias opções de cafés, chás (tem chai!), quitutes doces e salgados. Além da decoração fofinha, a música ainda é super agradável.

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Luvina – Esquina cultural
Eu havia lido sobre essa livraria no meu planejamento de viagem, mas Bogotá é uma cidade enorme, então não é fácil ir pingando de um lugar para outro. Mas, num fim de tarde que eu estava andando pelo centro histórico, decidi ir até lá para matar tempo até o trânsito melhorar.

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A Luvina é uma livraria pequeninha, mas tem um ambiente muito aconchegante, um menu bem enxuto com cafés, chás e vinhos. E música boa! Vale a pena dar um pulo por lá se estiver passeando por Macarena ou pelo centro.

La Plaza de Andrés
O Andres Carne de Res é um restaurante bastante famoso em Bogotá e as suas filiais expressas estão presentes em vários pontos da cidade. O La Plaza de Andres tem uma proposta muito interessante, ocupa uma praça de alimentação inteira no shopping El Retiro e reproduz um mercado tradicional nos mínimos detalhes. Você escolhe uma mesa e pede em cada “quiosque” do mercado o que quiser.

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Provamos arepas bogotanas, empanadas e sucos das frutas diferentes (o de Lulo foi o meu favorito!). Achei uma ótima pedida para provar várias comidas típicas diferentes de uma só vez.

Dos gatos y simone

Queríamos comer algo rápido após o tour de graffiti na Candelaria e esse restaurante me chamou a atenção por motivos de: gatos.

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A fachada do Dos Gatos y Simone se camufla no meio das outras paredes grafitadas das ruelas da Candelaria. O interior do restaurante é bastante descontraído e menu tem basicamente opções da culinária mexicana, como essa quesadilha gigante da foto aí debaixo. É uma boa opção para comer durante um passeio na Candelaria.

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De una travel bar

Esse café/bar fica em uma das esquinas da Candelaria e tem uma pegada bem jovem e mochileira, com uma decoração bem colorida e murais repletos de anúncios de viajantes. O menu contempla desde um café no meio da tarde a refeições completas. Passamos por lá no meio da tarde para tomar um pisco sour (eu sei, essa frase soou meio alcóolatra) e aproveitamos para provar uma versão especial da torta tres leches com café. Afinal, nas férias nada te impede de beber e comer a sobremesa no meio da tarde, né?

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A torta tres leches é uma das sobremesas mais populares na América Latina e eu não entendo o porquê de uma coisa boa dessas ainda não ter sido difundida por aqui também! Essa versão, além dos três leites levava também café, uma combinação muito gostosa que me lembrou um pouco o tiramisu.

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Café Candelaria 

O Cafe Candelaria fica na carrera 7, em uma parte bastante movimentada de lojas e pedestres no centro histórico. Tem muitas opções de café e sobremesas, uma ótima opção de parada após o almoço. É um bom lugar para comprar café em pó ou em grão para levar para a casa.

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E ai, consegui deixar alguém com fome? 😛

 

Roteiros, Viagens

O que fazer em Bogotá

Dizem que Bogotá parece com São Paulo. De fato, tal como São Paulo, Bogotá é uma cidade enorme, à perder de vista no horizonte, com várias grandes avenidas, viadutos com arte rua, grande fluxo de pessoas e de carros. E muitos contrastes, o que a faz ainda mais familiar para nós, brasileiros.

Com dois ou três dias é possível disfrutar de muitas atrações históricas e culturais na cidade.

Listo abaixo as atrações que eu mais curti nos meus dias por lá:

La Candelaria

A região da Candelaria/Centro Histórico de Bogotá guarda várias obras arquitetônicas do período colonial da Colômbia e foi palco de vários eventos dramáticos da história do país.  Museus como o do Ouro, da Independência e a Casa Museo Jorge Eliecer Gaitán ajudam a recriar um pouco dessa história.

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Vários prédios públicos do governo colombiano ficam nessa região. A Plaza Bolívar (foto acima),  abriga a estátua do Libertador ao centro, rodeada pela Catedral Primada de Bogotá, o Palácio da Justiça e o Capitolio Nacional.

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Além da Catedral Primada, é possível visitar várias igrejas lindas e muito bem preservadas no centro histórico como a Igreja da Candelária e a de São Francisco.

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Além dos prédios públicos, a região do centro histórico de Bogotá também agrega várias universidades, havendo um grande fluxo de trabalhadores e estudantes pelas ruas.

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As casas coloniais coloridas, com suas portas e janelas da época, são uma atração à parte.

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Essa região pareceu ser um polo de turismo jovem, vi muitos albergues, bares, cafés e restaurantes, principalmente perto da Plaza del Chorro de Quevedo.

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As ruas da Candelaria também são um museu de arte de rua a céu aberto.

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Na Calle del Embudo é possível encontrar o painel mais icônico da Candelaria, a representação de uma nativa wayuu feita pelo muralista colombiano Carlos Trilleras.

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Museu Botero

O Museu Botero fica no bairro da Candelaria, e o edifício colonial que o abriga é uma atração por si só:

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Fernando Botero é um dos artistas plásticos colombianos mais conhecidos internacionalmente. Natural de Medellín, suas esculturas e pinturas são conhecidas mundo afora pelo volume “rechonchudo” que ele imprime nos corpos e objetos. Além das naturezas mortas e cenas cotidianas, a obra de Botero também é carregada de críticas sociais e políticas.

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O Museu abriga 208 obras doadas pelo artista, sendo 123 obras de sua autoria, e constitui a segunda maior coleção de obras de Botero, perdendo apenas para o Museu de Antioquia, em Medellín.

Lá, você poderá encontrar a famosa versão boteriana da Monalisa:

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No segundo piso, o museu abriga as esculturas de pequeno e médio porte, feitas em bronze e mármore. Destaque para o gatinho boteriano:

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Além das obras de Botero, você ainda pode apreciar 85 obras são de artistas internacionais como Dalí, Degas, Ernst, Matisse, Picasso, entre outros. Ah, a entrada é gratuita 🙂

Centro Cultural Gabriel García Marquez

O Centro é um lugar muito gostoso para fazer uma pausa entre as andanças no Centro Histórico. O espaço abriga mostras de filmes e exposições. Quando eu passei por lá, tive a sorte de ver uma exposição de pinturas sobre Frida Kahlo.

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Além disso, lá tem uma filial da livraria mexicana do Fondo Economico de Cultura, com acervo literário e acadêmico muito amplo.

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Não deixe de aproveitar a vista do último andar do Centro para apreciar as casinhas da Candelaria.

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E, se tudo isso não for suficiente,  ainda tem uma filial da cafeteria Juan Valdez com mesinhas ao sol, caso tenha sol. Confesso que ficava esperando o meio da tarde, no auge do calorzinho, para tomar uma malteada de coco por lá. Mas não se aflinja, se não tiver sol, você pode tomar algum dos cafés quentinhos do Juan Valdez.

Feira de Usaquén

Usaquén é uma localidade ao norte de Bogotá que ainda preserva muitas de suas construções históricas. No domingo, o mercado de pulgas de Usaquén se espalha pelas ruas próximas à Paróquia de Santa Bárbara e é uma ótima opção para visitar as casas históricas e conhecer o artesanato da região.

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E, de forma geral, achei os preços da feira muito bons, principalmente porque existe muita oferta de um mesmo produto e você tem a oportunidade de barganhar. Foi o lugar que eu achei a maior oferta de bolsas wayuu e os melhores preços.

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Achei o clima da feira muito gostoso, havia apresentações musicais, algumas barraquinhas de comida, muitos turistas, mas também muitos locais passeando pela feira antes de irem para os seus almoços de domingo. Aliás,  Usaquén é um ótimo lugar para almoçar, tem várias opções de restaurantes por lá. Aguardem o post das comidas!

Bogotá Graffiti Tour

Eu posso dizer sem hesitar que Bogotá foi o lugar com mais arte de rua que eu já visitei. E não só impressão minha, a cidade figura entre as capitais latino-americanas com maior presença de street art, junto com São Paulo e Buenos Aires.

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Fizemos um tour de street art com a Bogota Graffiti Tours. O passeio sai do Parque de los Periodistas e se concentra em algumas ruas da Candelaria e do centro, com cerca de 2h30 de duração. A contribuição é voluntária, as pessoas doam em média 20 a 30 mil pesos (entre 25 e 30 reais). Para participar, basta fazer a inscrição no site deles.

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É claro que o tour é uma mostra mínima da variedade de obras que existe na cidade, andando no centro e mesmo no ônibus ou carro é possível notar quão presente é a arte de rua na cidade.

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O tour foi muito interessante para conhecer melhor as técnicas e os artistas da cidade e a história da arte de rua em Bogotá, além do guia dar noções gerais da história e das principais questões contemporâneas da política colombiana.

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Apesar de entender o porquê desse trabalho ser capitaneado por artistas estrangeiros que vivem em Bogotá, achei uma pena não ter a opção de um guia local, como acontece em Medellín por exemplo, certamente ele teria mais propriedade para tratar das questões internas do país.

Cerro Monserrate

O Cerro Monserrate está a 3.152 sobre o nível do mar e é facilmente notado ao passear pelo Centro Histórico da capital. Além da vista panorâmica da cidade, ele abriga também o Santuario del Señor Caído de Monserrate, lugar de peregrinação religiosa.

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Para chegar até o topo, basta chegar até a estação de teleféricos e funiculares, comprar o bilhete e subir.

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Não tivemos muita sorte no passeio, a chuva que havia sido boazinha nos outros dias de viagem resolveu cair com força naquele dia, transformando a visão panorâmica da cidade em uma visão panorâmica de uma nuvem gigante.

Além de restaurante e lanchonete, lá encima tem uma pequena feira de artesanatos, ótima para comprar souvernirs

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Roteiros

Trinidad, minha cidade favorita em Cuba

É difícil dar esse veredito, mas posso dizer que Trinidad foi a cidade que eu mais gostei em Cuba, e eu já sabia que ia ser assim antes mesmo de ir.

Pense num lugar onde você encontra casinhas coloniais, ruas de pedra, em um ambiente bucólico quase rural, embalado pela salsa dos bares e, além de tudo isso, a 15 minutos de praias maravilhosas. É isso.

Passei dois dias na cidade e poderia facilmente ter ficado mais.

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Quando chegamos no terminal rodoviário da Viazul fomos prontamente assediados por pessoas oferecendo transporte, hospedagem e restaurantes. Já tínhamos a nossa hospedagem reservada na casa do Pupito e da Carmen, então seguimos adiante.

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Após conhecermos o simpático casal que seria o nosso anfitrião nesses três dias, fomos procurar um lugar para comer e acabamos optando pela Bodeguita del Medio, já que em Havana ela estava sempre lotada, seria uma boa oportunidade de conhecê-la. Pagamos cerca de 10 cucs pela refeição, que estava boa, mas nada de demais, mas valeu a pena para curtir a música ao vivo que estava rolando lá dentro.

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Passamos o resto do dia caminhando com calma pelas ruas da cidade, assistindo aquelas cenas típicas de domingo no interior, quando as pessoas deixam as portas das casas abertas, sentam na calçada, conversam com os vizinhos, as crianças brincam na rua e os cachorros ficam na janela tentando aliviar o calor.

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No domingo, topamos com uma feirinha de artesanato pelas ruas da cidade, com muitos artigos em madeira para vender (e muito assédio, por supuesto)

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À noite, Trinidad é mais incrível ainda,  você caminha pela cidade e vai escutando a música ao vivo dos restaurantes e barzinhos.

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Destaque para o Casa de la Musica, que fica em uma escadaria, rodeada por bares e restaurantes, lotada a noite inteira de turistas e locais dançando salsa, tomando um mojito na calçada, ou simplesmente usando o wi fi, já que esse é um dos pontos de rede da cidade.

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No dia seguinte, pegamos um taxi pela manhã para a Playa Ancón e já combinamos com o taxista um horário para o retorno, já que não sabíamos se ia ter taxi fácil na praia para voltar (e realmente não tinha).

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A Playa Ancón pode até não ter aqueles tons azuis esverdeados a la Caribe (apesar de estar, sim, virada para o mar do Caribe, ao contrário das praias do Cayo Santa María que eu mostrei aqui), mas tem um mar calmo e uma atmosfera bastante tranquila. Mesmo não estando hospedado em nenhum dos hotéis, é possível negociar para alugar um guarda-sol e usufruir do bar e do restaurante.

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É simplesmente perfeita para aliviar o calor de Trinidad durante o dia (à noite, não resta opção senão lidar com ele haha)

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Na beira da praia existem vários hotéis para quem quiser se hospedar pertinho da praia. Mas, sinceramente? Trinidad oferece tanta diversão à noite e fica tão pertinho que nem faz sentido se hospedar na praia.

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Voltamos para Trinidad por volta das 16h e aproveitamos que o sol havia dado uma trégua para terminar de ver a cidade.

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E, à noite, repetimos o mesmo roteiro do dia seguinte: jantar e ficar nas escadarias do Casa de la Musica admirando as pessoas que sabem dançar salsa (o que não era nosso caso).

Por motivos de preguiça optamos por jantar no restaurante que fica aos pés da escadaria, cujo nome eu já me esforcei para lembrar, mas não consegui (isso é que dá esperar 5 meses para escrever o post).

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Mas a localização é inconfundível, o menu era bem variado e tanto os drinks como a massa com frutos do mar estavam ótimos.

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A sensação do jantar foi essa torta de chocolate com coco, o chocolate é produzido em Baracoa, no Oriente do país, e é bem diferente do nosso. Nada melhor para se despedir da cidade que me tratou tão bem, né?

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Roteiros, Viagens

Cayo Santa Maria: um paraíso para chamar de seu

Após alguns dias em Havana, é claro que a ansiedade para conhecer as famosas praias cubanas estava grande. Meu grande sonho dourado era ir para Cayo Largo, já tinha até negociado comigo mesma que valeria a pena enfrentar o meu pânico de voar em avião pequeno para conhecer esse pequeno paraíso. Mas, como os preços das passagens estavam muito caros, optamos por ir para algum cayo por via terrestre mesmo. Escolhemos Cayo Santa María por ser o mais próximo de Havana e, ao mesmo tempo, próximo de Santa Clara, outra cidade que queríamos visitar.

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Organizamos a viagem já em Havana, com uns dois dias antecedência reservamos um pacote com a Cubatur, que incluía o traslado  e 2 duas diárias no Melia las Dunas.

O traslado saiu as 5h da manhã do Hotel Nacional e chegou por volta das 12h no Meliá Las Dunas, com duas paradas no caminho. O ônibus era muito bom, certamente foi o meio mais prático e mais barato de chegar ao cayo. Pelo google maps, eu havia visto que uma espécie de ponte conectava a ilha aos cayos. Na verdade, não é exatamente uma ponte, mas sim uma estrada bem estreita que vai avançando sobre o mar até chegar ao cayo, com vistas lindíssimas.

A minha grande preocupação ao pesquisar os resorts era a alimentação, já que havia lido muitos relatos de pessoas que não gostaram da comida. Mas, como nunca havíamos ficado em  um resort antes, era difícil dizer se as pessoas não gostaram da comida por gosto pessoal ou em comparação à outros resorts mundo afora ou se a comida, de fato, não era boa.

Eu era daquelas que dizia que não via graça em resort, achava um esquema muito parado passar dias na mesma praia só curtindo a infraestrutura do hotel e me empanturrando 24 horas por dia.

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Mas, confesso, que fui obrigada a pagar a língua e rever meus conceitos e, diga-se de passagem, assim que puder ($$$), adoraria voltar a um resort.

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A estrutura do hotel era muito boa, havia uma zona voltada para famílias com crianças e outra para adultos, vários bares e lanchonetes, sorveterias, restaurantes do tipo buffet e alguns restaurantes a la carte.

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A estrutura próxima ao mar também era ótima, nunca tivemos dificuldades em conseguir um bom espaço na faixa de areia e havia opções de bares e lanchonetes próximas.

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Havia também um lojinha com itens de primeira necessidade para emergências, uma agência de turismo e uma banca de artesanato.

A internet funciona da mesma forma que nos outros lugares do país, a propriedade conta com um ponto de wi fi, então você só precisa adquirir o cartão com os dados de login na recepção, que custavam 3 cucs por hora.

Sem contar que os jardins do resort eram uma lindeza.

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Agora vamos a parte controversa, a comida. O buffet, em todas as refeições, era sempre muito variado, peixes, carnes, frango, massas, omeletes, pizzas, frutas e sobremesas. As lanchonetes ainda contavam com outras opções com sanduiches e petiscos. As opções de bebidas alcoólicas e não alcoólicas também eram bem variadas.

Deixamos para última hora então só conseguimos provar um dos restaurantes, a pizzaria a la carte, a comida estava boa, mas nada excepcional. Alguns dos restaurantes à la carte exigem roupa social para entrar, então é bom ficar ligado.

Apesar da variedade, achei a comida muito gordurosa e sem sabor, o que não faz jus de forma alguma à comida cubana, muito provavelmente porque o hotel busca apresentar opções internacionais que agradem os turistas estrangeiros, mas que de forma geral são bem diferentes do paladar brasileiro. Porém, o fato de haver muita variedade facilita bastante, pois você sempre pode achar algo que seja do seu agrado.

De toda forma, isso não atrapalhou de forma nenhuma a experiência, adorei o resort e voltaria com certeza.

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Comer bem

Comer bem em Havana

Se tem uma coisa que não falta em Havana é restaurante. Desde 2012, além dos estabelecimentos estatais, Cuba também conta com os restaurantes privados. São tantos estabelecimentos que o mais complicado é decidir onde comer.

Além das opções da culinária local – que, por sinal, é ótima – em Havana, é possível encontrar vários restaurantes com comida espanhola, italiana, russa e até japonesa.

Os preços também são variados – vão de mais de 30 CUCs nos restaurantes dos hotéis mais chiques a 2 CUCs em alguns restaurantes estatais.

O preço mais comum de um prato principal (ou de um combo prato principal + sobremesa + bebida) nos restaurantes voltados para turistas é 10 CUCs, ou seja, praticamente 10 euros. Acho que por isso ouvi muitos relatos das dificuldades de economizar com as refeições em uma viagem ao país.

No entanto, com um pouco de perspicácia, é possível comer bem e gastando pouco em restaurantes locais, muitas vezes pagando em pesos locais (CUPs). Por exemplo, uma refeição com arroz congri (uma mistura de arroz e feijão típica cubana), com uma fatia de carne de porco e vegetais custa cerca de oito reais em alguns restaurantes locais. O ideal é pedir algumas dicas dos restaurantes locais mais próximos para o seu anfitrião ou hotel.

Além disso, é possível encontrar opções “fast food” como cachorro quente e pizza de rua custando menos de dois reais.

Selecionei as opções que mais gostei em Havana para vocês:

O bom e barato – El Carmelo (Vedado, Calle 23, entre G y F)

É um restaurante estatal que fica em Vedado, a decoração é toda inspirada no cinema clássico. Eles oferecem algumas opções de menu do dia (prato principal + bebida + sobremesa) por menos de 5 CUCs. O prato principal é uma proteína (carne, porco, frango ou peixe), além de outras duas guarnições (em geral, um tipo de arroz, banana frita e salada). A bebida pode ser um refrigerante nacional ou até uma cerveja.

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Além do menu do dia, o restaurante é famoso pela paella e pelos coquetéis (destaque para a jarra de mojito e a piña colada gigante servida no próprio abacaxi 😎)

A melhor vista – Nazdarovie (Malecón, 25)

O Nazdarovie é um restaurante de comida russa – uma espécie de homenagem ao laço cultural entre o povo cubano e soviético – gerido por russos e seus filhos.

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O restaurante é cuidadosamente decorado com peças de propaganda soviética retrô, dá quase para fazer uma viagem no tempo. Até o garçom estava vestido à caráter com uma ushanka, aqueles gorros peludos russos em pleno calor cubano, que dó!

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O cardápio conta com as opções mais icônicas da gastronomia russa (como o strogonoff), mas também tem opções de outros países soviéticos e pratos cubanos.

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Nazdarovie é a expressão utilizada para brindar em russo, que significa “à sua saúde”, nada mais apropriado para o local que tem uma vista privilegiada para o Malecón e é perfeito para tomar uns bons drinks vendo o entardecer. Provei o mojito eslavo, feito com vodca em vez de rum.

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Confesso que quis conhecer o restaurante muito mais pela minha nostalgia eslava do que pelo meu apreço à gastronomia russa, mas a experiência foi super positiva e a comida superou as minhas expectativas.

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Pedi algumas entradinhas, o palmeni (uma espécie de ravióli russo) e umas linguiças típicas. Depois provei o shashlik, uma espécie de churrasquinho de origem geórgia, que também estava muito bom.

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Pratos principais por volta de 10 CUCs por pessoa.

O menu mais variado – La Cocina de Esteban (Vedado, Calle L y 21)

Achei o La Cocina enquanto estava procurando outro restaurante, mas a fome apertou e eu lembrava de ter lido sobre ele em algum lugar. O estabelecimento é bem simples, poucas mesas em um espaço aberto para o jardim da casa.

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À primeira vista fiquei impressionada com a variedade do menu, entradinhas, opções de frutos do mar, carne, porco, frango e vegetarianas.

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Pedi um peixe e uma porção de legumes para acompanhar e fiquei espantada com o tamanho das porções.

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Acabou sendo o restaurante favorito da viagem, voltei várias vezes no jantar e aprendi a não pedir muita coisa pra não morrer de comer. Minha única frustração foi não ter comido a torta tres leches de sobremesa, já que nunca sobrou espaço depois da fartura do jantar.

Pratos por volta de 10 CUCs por pessoa.

Uma ostentação – Bellaciao (Playa, calle 19 y 72)

O bairro de Playa abriga as embaixadas e fica na contramão das atrações turísticas de Havana, mas se estiver passando pelas redondezas, vale a pena provar esse restaurante italiano. O ambiente é bem simples e rústico, com mesas de madeira rodeadas pelo jardim. O menu é composto de massas, carnes e pizzas e tem boas opções de vinhos e coquetéis. Provei o tagliatelle com pesto e camarões e estava sensacional. O serviço é rápido é as porções são generosas.

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O preço é um pouco mais salgado, os pratos custam uma média de 15 CUCs por pessoa, mas comida vale a pena. Difícil mesmo é existir no calor cubano depois de comer uma massa dessas, né não?