Roteiros

Arredores de Santa Marta: Taganga

Taganga é uma pequena vila praiana que fica ao lado de Santa Marta (cerca de 5km). Muitos viajantes passam por lá para pegar o barco para o Parque Tayrona. Eu já contei que tenho terror e pânico de barco-pequeno-chacoalhando, então ir por Taganga nunca foi uma opção. O roteiro de viagem estava apertado para passar um dia por lá, mas só tinha uma coisa que eu fazia muita questão de ver após deparar com um monte de fotos lindas: o pôr do sol na praia.

Como eu contei para vocês nos posts passados, acabamos esticando a nossa estada em Santa Marta para conhecer outras atrações próximas. Logo pela manhã fizemos um passeio em Minca e depois fomos conhecer a Quinta de San Pedro Alejandrino. Com o tempo que sobrou no fim da tarde, decidimos correr para passar o entardecer na praia em Taganga.

Chegar lá é bastante fácil, basta pegar um ônibus no centro de Santa Marta (carrera 5), que leva cerca de 15 minutos para chegar no centro da vila.

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Curtimos as últimas horas de sol e aproveitamos para dar continuidade ao projeto “uma vida baseada em arroz de coco e patacones”. Afinal, quando é que eu ia poder comer essa delícia de novo?

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O tempo nublou no fim do dia, então o pôr do sol não fez jus ao que eu tenho certeza que Taganga é capaz de oferecer.

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Ainda assim foi lindo, um belo encerramento de um dia mega produtivo que começou na Sierra Nevada e terminou no mar. E que viajante compulsivo não adora um dia que rende bastante, hein?

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Respondendo a Tag Wanderlust

A Sophia Catalogne, do Blog Meu mapa-mundi, me desafiou a responder a Tag Wanderlust, (em português – forte desejo/impulso de viajar). Nunca tinha respondido uma tag antes, adorei pensar um pouquinho sobre as minhas preferências de viagem. Aí vão as respostas:

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1) Quando e para onde ia o seu primeiro avião?

Meu primeiro voo foi para Fortaleza, quando eu tinha 14 anos. Foi uma viagem duplamente especial, pois além de voar pela primeira vez, foi a primeira vez que eu vi o mar.

2) Para onde já foi e gostaria de voltar?

Acho que não tem um país que eu tenha ido e esgotado todas as opções, voltaria em todos. Mas, priorizando, eu escolheria a Polônia, lugar onde eu morei por seis meses em 2008 e que, desde então, nunca mais voltei e morro de vontade de revisitar.

3) Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema. Para onde vai?

Passaria 3 meses rodando vários países na África.

4) Método preferido de viagem: avião, trem ou carro?

Trem. Adoro acompanhar as paisagens sem ter que me preocupar com trânsito, estrada, etc. E, além disso, por seu um meio de transporte raro no Brasil, automaticamente já tenho aquela sensação boa de “fora da rotina” ou “estou viajando”.

5) Site preferido de viagem?

São vários. Para roteiros em geral, costumo checar o Viaje na Viagem e o Carpe Mundi. Também consulto sempre as abas de destinos do site da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem para ver o que foi publicado de mais recente sobre o lugar que eu estou planejando ir.

Também tenho os meus queridinhos para roteiros específicos, para Buenos Aires, o Aires Buenos, para o Uruguai, o Viver Uruguay. Nesse momento, estou apaixonada pelo Viver a Viagem, pelas fotos belíssimas e experiências tão profundas em cada país.

6) Para onde viajaria só para comer a comida local?

Eu sou super entusiasta do lado gastronômico das viagens, o número de posts no blog sobre comida comprova isso. Não tem nenhum lugar que eu viajaria apenas pela comida, mas um país que eu superaria todas as barreiras logísticas e linguísticas para provar a comida local é a Geórgia.

7) Você sabe o seu número de passaporte de cabeça?

Eu sabia o do passaporte passado, mas esse atual (que nem é tão atual assim) eu confundo sempre!

8) Você prefere o assento do meio, corredor ou janela?

Janela, sem dúvida! Primeiro porque eu adoro acompanhar pousos e decolagens e, segundo, porque geralmente eu durmo muito durante o voo e não quero impedir ninguém de se levantar.

9) Como você passa o tempo quando está no avião?

Meu método era hibernar, mas com o passar dos anos, essa estratégia não tem funcionado muito bem, então gosto de deixar algumas playlists novas no celular, filmes offline no netflix, ler, escrever um pouco, etc

10) Existe algum lugar para onde você nunca mais voltaria?

Não tem nenhum lugar que eu não voltaria nunca mais, o que tem são lugares que eu jamais voltaria em determinadas circunstâncias, por exemplo, Mendoza na Argentina no verão a 40º e 20% de umidade hehe

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Quinta de San Pedro Alejandrino

No post anterior, eu contei sobre a nossa visita à vila de Minca, próxima à Santa Marta. Como o nosso passeio acabou sendo encurtado pela chuva, decidimos aproveitar o tempo livre para conhecer a Quinta de San Pedro Alejandrino em Santa Marta.

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Fundada em 1608, essa fazenda teve vários donos ao longo de sua história, mas ganhou notoriedade por ser o local onde Simón Bolívar, ator chave nas guerras de independência da América Latina, viveu seus últimos dias antes de falecer.

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O ingresso na Quinta custa 20 mil pesos para estrangeiros (cerca de R$ 20,00). Estudantes ficam à disposição para fazer uma visita guiada no local mediante contribuição voluntária. Além de apoiar o trabalho desses estudantes, a visita foi uma ótima oportunidade para conhecer a história e os detalhes do local.

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A visita começa pela Antigua Hacienda e a Casa Principal, local onde Simón Bolívar viveu os seus últimos dias. É difícil expressar a importância e o simbolismo desse lugar na história da Colômbia. Ao renunciar à Presidência da Gran Colombia, Simón Bolívar foi convidado pelos então donos da Quinta para se hospedar lá.

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Conta-se que durante os quatro primeiros dias, Bolívar percorre toda a Quinta e, em seguida, fica de cama e nunca mais sai de seu quarto até a sua morte em 17 de dezembro de 1830.

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 É do seu quarto na Quinta que Bolívar enviou às recém libertas nações latino-americanas uma mensagem de liberdade, união e fraternidade.
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Além da Hacienda Antigua e da Casa Principal, é possível também visitar o Altar da Patria e o Museo Bolivariano de Arte Contemporanea, que conta com uma coleção permanente de cerca de 200 obras, além das mostras temporárias.

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Os jardins da Quinta são uma atração à parte. É, na verdade, um Jardim Botânico com várias espécies de vegetação típicas do bosque seco tropical.

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Lá é possível contemplar árvores imensas e seus mais ilustres moradores, os iguanas.

Tudo isso faz com que uma passeio pela Quinta de San Pedro Alejandrino seja uma atração imperdível pra quem gosta de história, de arte e de natureza. No final do passeio, agradeci pela chuva de Minca ter nos levado até lá.

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Minca

Como eu contei no post passado, decidimos esticar a nossa estada em Santa Marta para conhecer algumas atrações próximas. Começamos o dia com um passeio até Minca, uma pequena vila localizada aos pés da Sierra Nevada.

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Para chegar até Minca é necessário percorrer uma estrada bem estreita que vai contornando a Serra. À medida que se ganha altitude, o calor da costa vai ficando para atrás e o clima fica cada vez mais fresco. A nossa primeira parada foi na Compañia Cafetera La Victoria, fundada em 1892.

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Lá é possível fazer um tour guiado para conhecer o processo de plantio, colheira e estocagem do café orgânico produzido na Finca. Aprendemos também sobre as diferenças entre o café colombiano e o brasileiro.

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E, como não poderia deixar de ser, no final, é possível provar o café da Finca e comprá-lo para levar para casa.

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Ainda na Finca, começou a chover, o que prejudicou o nosso segundo passeio, que era nas cachoeiras de Minca.

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Seguimos, então, para a vila e ficamos um tempo na pracinha contemplando o cotidiano tranquilo de Minca e morrendo de arrependimento de não reservado alguns dias para ficar por lá.

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Minca tem recebido cada vez mais viajantes (mochileiros principalmente) e conta com bares, restaurantes, hotéis e albergues. Destaque para o albergue Casa Elemento que tem uma rede com a vista mais cobiçada da região.

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Além dessas atividades, é possível também fazer hikings na Sierra Nevada, passeios de bike e observação de pássaros  – existem mais de 300 espécies nativas nessa região!

Roteiros

Santa Marta, uma grata surpresa no caribe colombiano

Santa Marta surgiu no meu roteiro como a porta de entrada para o Parque Tayrona, já que o meu voo de Bogotá era para o aeroporto Simón Bolívar.

Tinha ouvido ótimas referências de lá, mas até chegar não tinha entendido a mágica do lugar. O plano era passar apenas uma noite por lá no caminho para Cartagena, mas a experiência foi tão positiva que acabamos esticando a estada por mais um dia e uma noite na cidade.

Santa Marta foi a primeira cidade espanhola fundada na Colômbia. Seu centro histórico é bem mais modesto se comparado ao de Cartagena, mas a cidade sabe muito bem aproveitar o grande fluxo de turistas que desembarca por lá, seja para conhecer o Parque Tayrona ou para fazer a trilha até a cidade perdida.

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A cidade conta com uma ótima infraestrutura hoteleira. Sério, são tantos hotéis boutique lindos (e com preços de pousada no Brasil) que eu queria passar uma noite lá só para ficar em um deles.

A dúvida foi grande, mas acabei escolhendo o La Casa del Piano, localizado bem próximo da Carrera 5, a avenida comercial da cidade, mas em uma rua de pedestres bem tranquila e super próxima das atrações históricas da cidade e da vida noturna.

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A decoração do hotel é fofíssima, toda inspirada em grandes pianistas.

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O point noturno da cidade é o Parque de Los Novios, uma praça muito bem conservada que é cercada de bares e restaurantes. É uma área bem animada, calçadas abarrotadas mesas com pessoas jantando, bebendo, curtindo a música e as apresentações de artistas de rua.

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Estávamos cansados depois das trilhas do Tayrona e da viagem até Santa Marta, então acatamos a sugestão do hotel e fomos no restaurante do hotel La Casa del Farol.

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O restaurante é recém-inaugurado, então ainda estão fazendo alguns ajustes no menu, mas mesmo assim, foi uma ótima experiência.

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A decoração do hotel é linda, com várias citações do Gabriel García Marquez pelas paredes. O restaurante fica em um pátio ao ar livre, rodeado de plantas, luzinhas e boa música.

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Além do Parque Tayrona e da cidade perdida, Santa Marta é a base ideal para conhecer as vilas de Minca, Taganga e a Quinta de San Pedro Alejandrino, que serão assunto dos próximos posts!

Roteiros

Parque Tayrona: onde ficar

O meu maior dilema no planejamento da viagem para o Parque Tayrona era onde se hospedar. Como passaríamos apenas um fim de semana, estar bem localizado era crucial para aproveitar bem o tempo.

Existem basicamente três opções de hospedagem no Parque, a depender do quanto você pretende gastar e do nível de conforto.

A opção mais em conta é acampar ou dormir nas redes disponíveis nos acampamentos. O acampamento mais popular e mais bem estruturado parece ser o da praia de Cabo San Juan. Essa praia também conta com um restaurante e uma lanchonete com preços mais módicos do que o dos hotéis do Parque. A Luiza Galiza, do Leve na Viagem, se hospedou por lá e tem um relato bem legal da experiência.

A grande vantagem de se hospedar em Cabo San Juan é que a praia, além de linda, é livre para banho. Essa é a vista de um dos redários disponíveis para passar a noite. Imagine só acordar no meio dessa paisagem!

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Por outro lado, a desvantagem de optar por se hospedar por lá é que você precisa fazer a trilha com a sua bagagem  do estacionamento até a praia, a pé ou a cavalo.

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A segunda opção é se hospedar em um hotel dentro do parque, como o Ecohab Tayrona e o Ecohab Arrecifes. Nós optamos por chegar bem cedo ao parque e passar apenas uma noite no Ecohabs Tayrona, assim, teríamos praticamente dois dias inteiros no parque.

O preço dos ecohabs é absolutamente fora do padrão das hospedagens na Colômbia e esse preço não se reflete em grandes luxos, o que pode gerar alguma frustração se você tiver essa expectativa. São acomodações simples, mas muito espaçosas, com ventilador (que não vai dar conta do calor), telas (que não vão dar conta dos mosquitos) e uma televisão (que você não vai usar).

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O que eu buscava no Ecohab era uma vista privilegiada do mar e do parque e, quanto a isso, fomos plenamente atendidos. Escolhi, inclusive,  uma das cabanas mais alta para garantir a melhor vista possível (o que me rendeu certo arrependimento quando percebi que ia ter que subir horrores toda vez que quisesse ir ao quarto :P)

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A comida servida no restaurante do Ecohab era muito boa, aproveitamos as opções da culinária local, com peixes frescos e arroz com coco.

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O Ecohab Tayrona fica localizado na praia de Canaveral, que é proibida para banho, mas, logo ao lado, existe uma praia bem pequena chamada La Piscinita, onde é permitido nadar (não é assim uma piscina de calmaria, mas dá para nadar)

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A praia conta com um bar do hotel, que serve algumas comidinhas e bebidas.

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A terceira opção é se hospedar perto do Parque, mas fora dele. A vantagem dessa escolha são os preços, é possível encontrar boas opções com preços bem mais amigáveis do que o dos ecohabs. Há, inclusive, ecohabs fora do parque, em Taganga e na praia de Los Naranjos.

Eu quase optei por essa opção, pensando inclusive em esticar a viagem até Palomino, cidade do departamento do La Guajira com praias bem bonitas. Porém, como a intenção não era passar apenas um dia no parque, o meu receio era ter que pagar novamente a taxa no segundo dia.

Olhando para trás, o que provavelmente faríamos diferente seria se hospedar em Cabo San Juan ao menos uma noite para poder aproveitar melhor o dia na praia, já que a trilha de ida e volta até lá consome boa parte do dia. Quem sabe não voltamos um dia?

Roteiros

Parque Tayrona: como chegar

No post passado, eu contei um pouco da minha experiência no Parque Nacional Tayrona. Se você pretende incluí-lo no seu roteiro de viagem pela Colômbia, eis aqui algumas dicas práticas para chegar ao Parque:

A cidade mais próxima do Parque Nacional Tayrona é Santa Marta, no departamento de Magdalena. É possível chegar até lá vindo de ônibus (6h horas desde Cartagena) ou de avião. Várias companhias colombianas tem voos para o aeroporto Simón Bolívar, com destaque para a Viva Colombia, a low cost colombiana que tem preços bem acessíveis.

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Fizemos o trecho Bogotá/Santa Marta com a companhia e tivemos uma ótima experiência. É preciso apenas ficar atento para não ter gastos desnecessários com adicionais, como a impressão de cartão de embarque e despacho de bagagem (se você não quiser pagar adicional por mala despachada, é bom preparar uma mala/mochila de mão com menos de 6kg).

Chegando em Santa Marta, é possível ir para o Tayrona de várias formas. Uma opção é por via marítima, pegando um barco em Taganga, uma vila próxima de Santa Marta. No blog da Luisa Galiza tem um relato bem detalhado da ida de lancha para o Tayrona.

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Para aqueles que tem terror e pânico de lanchas e barquinhos –  como é o meu caso, existem ainda outras duas alternativas. A mais econômica é pegar uma van ou ônibus até o parque no terminal de ônibus de Santa Marta. E, caso você esteja no aeroporto, outra opção é pegar um taxi direto para a entrada do parque.

O Parque Tayrona possui várias entradas, nós optamos por entrar pela principal (El Zaino), que fica há 32 km de Santa Marta.

Ao chegar na portaria do Parque, é necessário efetuar o pagamento da entrada e assistir uma breve apresentação sobre orientações gerais de conduta por lá. A entrada custa atualmente $ 42.000,00 pesos colombianos para estrangeiros, cerca de R$ 42,00.

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Depois disso, é preciso pegar uma van até o último ponto onde é permitido o trânsito de carros. A partir desse ponto, a van ainda pode andar mais 1km até a recepção do Ecohab Tayrona. Para quem não vai se hospedar lá, é preciso seguir à pé ou à cavalo até o próximo Ecohab ou acampamento.

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Nosso destino era o Ecohab Tayrona, então a van nos levou até a recepção do hotel. Tivemos um pequeno momento de desespero, daqueles que são péssimos de se viver, mas sempre rendem boas histórias. No estacionamento onde a maioria dos visitantes desceram, foram descarregadas todas as bagagens, daí quando desembarcarmos.. tcharaaans! Cadê as mochilas?

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Lembro que no primeiro desembarque tentei ficar de olho nas nossas mochilas, mas dentro da van não tinha muita visibilidade, então, decidi não descer para não ser control freak demais e me dei mal. Na verdade, dramas à parte, o desespero durou apenas 5 minutos, pois assim que notaram que havia mochilas sobrando, elas foram levadas até o hotel.

Foram poucos minutos, mas suficientes para começar a pensar como passar dois dias no meio do mato sem troca de roupa, sem repelente e o mais importante: sem protetor solar. A pessoa vai até na padaria de protetor solar, imagina o tamanho do desespero de estar nos trópicos sem filtro? É claro que os documentos e dinheiro estavam conosco, senão o desespero seria ainda maior!

As opções da volta são as mesmas. No estacionamento dentro do parque, há opção de pegar uma van até el Zaino e, de lá, pegar um ônibus para Santa Marta. Ou, a opção mais prática é pegar um van direto para Santa Marta (cerca de 15 reais por pessoa).

No próximo post, eu conto mais sobre as opções de hospedagem para conhecer o parque, até lá 🙂

Roteiros, Viagens

Parque Nacional Tayrona: uma jóia no Caribe colombiano

Se eu disser que queria conhecer o Parque Tayrona desde criancinha, estaria mentindo. A primeira vez que eu “ouvi falar” do Parque foi no instagram e, desde então, as fotos de praias paradisíacas banhadas pelo mar do Caribe e rodeadas pela mata e a Serra Nevada não saíram mais da minha cabeça.

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Alguns meses depois disso, voávamos de Bogotá para Santa Marta, para passar um fim de semana no Parque. Do aeroporto, pegamos um taxi até El Zaino – a entrada mais conhecida do Tayrona, seguindo por uma rodovia estreita rodeada de comércio popular e vegetação densa, muito calor e umidade.

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Durante o caminho, descobri que éramos conduzidos ao parque por um tayrona. O taxista nos contou de sua origem e das lembranças dos fins de semana acampando com a família no parque.

Os tayronas foram um dos povos que os espanhóis encontraram na costa colombiana, quando  estabeleceram assentamentos na região que hoje é a cidade de Santa Marta – a mais antiga cidade espanhola fundada na Colômbia.

Os tayronas viviam nas ladeiras baixas da Serra Nevada de Santa Marta. Devido a limitação geográfica imposta pela Serra, esse povo não se espalhou por outros territórios, ocupando densamente esta região. Realizaram impressionantes trabalhos de engenharia, estradas e pontes, cultivo de alimentos em ladeiras, entre outros.

Durante a estada no parque, é possível conhecer várias praias, fazer trilhas e praticar esportes aquáticos. Entrando por El Zaino, a primeira praia  é La Piscinita, que não chega a ser uma piscininha propriamente, mas é segura para banho e conta com a infraestrutura do bar do Ecohab Tayrona.

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Ao lado de La Piscinita fica Cañaveral, proibida para banho.

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Aliás, em razão das correntes e recifes, muitas praias no parque são impróprias para banho.

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A praia mais badalada é Cabo San Juan,  que é própria para banho. É servida de campings e redários, que permitem aos viajantes pernoitar em um local bastante privilegiado.

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O acesso às praias é feito por meio de trilhas ou à cavalo.

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Além das praias, outro atrativo do parque é conhecer o Pueblito, as ruinas arqueológicas do que foi um dia uma cidade do povo tayrona.

Definitivamente, o Parque Tayrona não é um destino fácil, conhecer as praias requer algumas horas de caminhada e até as acomodações luxuosas tem traços rústicos, quase impossível passar ileso de algum perrengue. Mas, seguramente as paisagens e a energia do lugar compensam todo esse esforço.

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Em um lugar que é considerado como o de maior diversidade de pássaros do mundo, basta ficar observando em silêncio pra vê-los e ouvi-los por todas as partes, no meio da vegetação, voando em formação, além muitas borboletas, lagartos, formigas trabalhando, é a natureza em pleno movimento.

Nas próximas semanas, vou postar algumas dicas de transporte e hospedagem. Aguardem 🙂

Viagens

Retrospectiva 2016!

Pensei várias vezes se faria ou não uma retrospectiva viajatória de 2016, afinal, o ano foi tão difícil, em tantos aspectos, que falar de viagem e belas paisagens soa irrelevante.

Mas, já que o blog é para isso mesmo, vamos lá. Se tem uma coisa que me deu alegria esse ano, essa coisa foi viagem. Usei todas as minhas férias acumuladas, conheci lugares que sonhava há tempos, tive a chance de voltar a lugares já visitados, aproveitar a minha própria companhia e  também viajar com pessoas muito queridas.

O ano começou com o já tradicional ano novo em Alto Paraíso de Goiás e, em fevereiro, teve carnaval em SP, com direito a bloquinho, sobrinhos fofos e exposições.

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No fim do mês, embarquei para uma aventura solo pelo Arizona e pela Califórnia, foram 14 dias de paisagens cênicas.

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Em abril teve Curitiba com a mãe e a sogra, passamos o fim de semana entre parques e muita comida boa.

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Em maio realizei um grande sonho: conhecer Cuba! Foi também a primeira vez que coloquei os pezinhos no Caribe.

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Em agosto teve viagem para Alto Paraíso com as amigas, com direito a hospedagem em nave espacial, insetos invasores, cachoeiras e almoço no rancho do seu Waldomiro.

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Em setembro foi a vez de conhecer a Colômbia, foram dias maravilhosos entre metrópoles, cidades históricas, praias, selva e montanha.

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E, no final de outubro, tive a oportunidade de passar o fim de semana prolongado de feriado em Buenos Aires, e levar minha mãe e o meu irmão para conhecer essa cidade que eu tanto amo.

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Em novembro, teve viagem com a amiga pela rota ecológica em Alagoas, Maragogi e Maceió, uma semana de vida difícil tentando decidir qual era a praia mais bonita.

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Já em dezembro, passamos a semana do recesso antes do Natal em Buenos Aires e em duas cidadezinhas bucólicas do Uruguai – Carmelo e Colônia do Sacramento.

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E, para fechar o ano, passei o Natal em Araguari-MG com a família. Dessa vez, aproveitamos para visitar as casinhas remanescentes do centro histórico da cidade.

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E 2017? Devo ter umas 198 ideias de destino na cabeça, mas mais do que muitas viagens, o que eu desejo a mim e a vocês é que 2017 traga muita saúde e paz e que as viagens que aparecerem sejam cheias de significado!

Comer bem

Comer bem em Bogotá

Comer bem em Bogotá não é nenhum desafio, a cidade conta com opções gastronômicas variadas, que vão da culinária santaferreña à opções internacionais.

Eis aqui os restaurantes, bares e cafés que mais curti:

Wok
Eu sei o quão patético é escrever um post sobre restaurantes em Bogotá e começar falando de um restaurante asiático. Porém, depois que uma amiga colombiana mencionou que o Wok era um dos seus restaurantes favoritos, eu me senti autorizada a dar a ele o seu devido destaque e assumir que ele foi o meu restaurante favorito da viagem.

Mas, ao mesmo tempo, ele atrapalhou minha vida porque eu poderia ter conhecido uns 10 restaurantes diferentes,  e não conheci por que eu tinha que provar todo o menu do Wok.

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Antes que vocês se perguntem qual o motivo da fascinação, eu explico: o Wok é uma franquia de comida asiática, presente em vários pontos da cidade. O que o torna especial é a variedade de pratos asiáticos. Além de sushi e os clássicos chineses, tem opções vietinamitas, birmanesas, tailandesas e muito mais. É muita alegria no coração de uma pessoa que mora em uma cidade que sequer tem um restaurante tailandês.

Os ambientes são lindos e o atendimento é excelente (pelo menos nas 1456 vezes que fui assim o foi). E além disso, o custo benefício é excelente, quero dizer, apesar de estar acima da média das refeições populares, o preço dos pratos é bem razoável se comparado com o padrão brasileiro (algo em torno de R$ 25,00 por prato).

San Alejo

Após sobreviver à obsessão Wok e já nos últimos dias de viagem, fui ao San Alejo por indicação de uma amiga para provar o Ajiaco, um dos pratos típicos mais famosos da culinária de Bogotá, uma espécie de sopa feita com frango, batata, milho e especiarias locais, acompanhada de arroz e abacate.

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O restaurante tem ares de taverna, com um clima muito aconchegante, o que combina muito bem com o friozinho da cidade. Fica próximo à Candelaria, então é perfeito para combinar com um dia de passeios pelo centro histórico.

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Começamos pelas empanadas bogotanas, que estavam super crocantes e, depois partimos para o Ajiaco, que me agradou bastante (e olha que eu não sou a maior fã de sopas).

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Gostei tanto de lá que voltei mais uma vez para provar a picada santafereña – uma espécie de tábua de carnes variadas, acompanhadas de mini arepas, mandiocas e batatas.

La Mar

A filial colombiana do premiado chefe peruano Gastón Acurio fica em Usaquén e é uma ótima pedida para um almoço pós feira (leia sobre o mercado de pulgas de Usaquén aqui).

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Para quem gosta de comida peruana, o La Mar é um paraíso. O menu se concentra em frutos do mar, mas também há opções da culinária peruana sem peixes, crustáceos e afins. Os coquetéis são um capítulo à parte, afinal: tem pisco.

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Mercari
Encontrei essa cafeteria/padaria quando estava caminhando pela região do Parque da 93, ao norte do centro de Bogotá. O Mercari tem várias opções de cafés, chás (tem chai!), quitutes doces e salgados. Além da decoração fofinha, a música ainda é super agradável.

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Luvina – Esquina cultural
Eu havia lido sobre essa livraria no meu planejamento de viagem, mas Bogotá é uma cidade enorme, então não é fácil ir pingando de um lugar para outro. Mas, num fim de tarde que eu estava andando pelo centro histórico, decidi ir até lá para matar tempo até o trânsito melhorar.

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A Luvina é uma livraria pequeninha, mas tem um ambiente muito aconchegante, um menu bem enxuto com cafés, chás e vinhos. E música boa! Vale a pena dar um pulo por lá se estiver passeando por Macarena ou pelo centro.

La Plaza de Andrés
O Andres Carne de Res é um restaurante bastante famoso em Bogotá e as suas filiais expressas estão presentes em vários pontos da cidade. O La Plaza de Andres tem uma proposta muito interessante, ocupa uma praça de alimentação inteira no shopping El Retiro e reproduz um mercado tradicional nos mínimos detalhes. Você escolhe uma mesa e pede em cada “quiosque” do mercado o que quiser.

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Provamos arepas bogotanas, empanadas e sucos das frutas diferentes (o de Lulo foi o meu favorito!). Achei uma ótima pedida para provar várias comidas típicas diferentes de uma só vez.

Dos gatos y simone

Queríamos comer algo rápido após o tour de graffiti na Candelaria e esse restaurante me chamou a atenção por motivos de: gatos.

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A fachada do Dos Gatos y Simone se camufla no meio das outras paredes grafitadas das ruelas da Candelaria. O interior do restaurante é bastante descontraído e menu tem basicamente opções da culinária mexicana, como essa quesadilha gigante da foto aí debaixo. É uma boa opção para comer durante um passeio na Candelaria.

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De una travel bar

Esse café/bar fica em uma das esquinas da Candelaria e tem uma pegada bem jovem e mochileira, com uma decoração bem colorida e murais repletos de anúncios de viajantes. O menu contempla desde um café no meio da tarde a refeições completas. Passamos por lá no meio da tarde para tomar um pisco sour (eu sei, essa frase soou meio alcóolatra) e aproveitamos para provar uma versão especial da torta tres leches com café. Afinal, nas férias nada te impede de beber e comer a sobremesa no meio da tarde, né?

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A torta tres leches é uma das sobremesas mais populares na América Latina e eu não entendo o porquê de uma coisa boa dessas ainda não ter sido difundida por aqui também! Essa versão, além dos três leites levava também café, uma combinação muito gostosa que me lembrou um pouco o tiramisu.

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Café Candelaria 

O Cafe Candelaria fica na carrera 7, em uma parte bastante movimentada de lojas e pedestres no centro histórico. Tem muitas opções de café e sobremesas, uma ótima opção de parada após o almoço. É um bom lugar para comprar café em pó ou em grão para levar para a casa.

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E ai, consegui deixar alguém com fome? 😛