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Trastevere: um dos bairros mais lindinhos de Roma

Os outros signos do zodíaco que me desculpem, mas quando Deus fez Roma, meus amigos, ele a fez para os librianos.

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Essa combinação de ruas estreitas e sinuosas, com casinhas em 50 tons de ocre cobertas por plantas é a materialização de tudo que a minha alma libriana sempre quis.

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Tudo bonito, mas com um toque de bagunçadinho – ou bagunçadão, a depender da sua posição no zodíaco.

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E, se tem um lugar em Roma que reúne todas essas qualidades, esse lugar é o Trastevere. O bairro, localizado na margem oeste do rio Tibre, esteve por muito tempo fora dos limites de Roma. Não por acaso, seu nome – Trans Tiberim – significa além do Tibre, em Latim.

Como tudo em Roma, para além da beleza, as ruas sinuosas do Trastevere carregam muita história. O bairro abrigou pescadores, escravos de Roma Antiga recém libertos. Séculos depois, o Trastevere foi habitado pela comunidade síria e por judeus. Posteriormente, a comunidade judaica migrou para a margem leste do Tibre, mais próxima ao centro da cidade. Na década de 1970, marcada pela efervescência cultural e política na Itália, o Trastevere foi morada de escritores, artistas, músicos, ativistas e comunista.

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É talvez desses últimos moradores que o bairro carregue a herança boêmica, sendo hoje conhecido pelos viajantes por abrigar inúmeros restaurantes, cafés e barzinhos descolados.

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A única certeza que eu tinha quando marquei a viagem para Roma é que eu iria me hospedar por lá. Eu não pesquisei transporte, distância das atrações, tudo o que eu queria era acordar e sair por aquelas vielas.

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E nesse aspecto eu fui bem atendida, o nosso hotel ficava numa rua que era praticamente o tipo ideal de rua fofinha em Trastevere e era um prazer acordar todo dia e sair caminhando pelas vielas vazias, ver os cafés e padarias abrindo aos pouquinhos.

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O Trastevere não é um bairro residencial, totalmente local e afastado do boom turístico, mas ele te dá um gostinho local com a conveniência de estar relativamente próximo das atrações, coisa que nenhum hotel na beira da Fontana de Trevi vai te dar, nem se você acordar às 7h da manhã.

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Durante o dia, alguns grupos de turistas e seus guias começam a aparecer, mas é a noite que o bairro parece ganhar mais movimento turístico, quando as pessoas deixam o centro para jantar por lá. Mesmo com o burburinho turístico, você sempre pode encontrar uma ruela tranquila para chamar de sua.

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Eu não sei se o Trastevere é o bairro ideal para você se hospedar em Roma, mas posso garantir que você não pode deixar de visitá-lo!

Roteiros, Viagens

Um roteiro pelo Jalapão: parte 3

Eu contei para vocês nos posts anteriores como foram os primeiros dias da nossa mini mini expedição de 3 dias pelo Jalapão.

Para alguns, o terceiro dia da viagem começou com a subida da Serra do Espírito Santo. Esse é um dos atrativos mais famosos da região, que não estava incluso no passeio de 3 dias, mas foi ofertado como opcional devido à grande demanda do grupo.

Créditos: amigo Vinícius que acordou às 2 AM para ter essa vista

Créditos: amigo Vinícius que acordou às 2 AM para ter essa vista

Para assistir o nascer do sol na Serra, a trilha começa às 3h da manhã. Como íamos ficar sem dormir na noite seguinte por causa do voo de volta para Brasília, optamos por não fazer o passeio. É claro que os amigos apareceram com fotos deslumbrantes da vista da Serra. E é claro que eu me arrependi, né? Mas é fácil se arrepender quando você sabe que vai dormir 8 horas na noite seguinte, né não?

Crédito: Vinícius Amaral

Crédito: Vinícius Amaral

Para os que não subiram a Serra, o primeiro passeio foi visitar a Cachoeira da Velha, que não é uma cachoeira qualquer, mas sim uma meeega cachoeira.

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Lá nos foi ofertada a possibilidade de fazer um rafting pela Novaventura Rafting. Eu nado pouco, morro de medo de barquinhos frágeis sobre águas turbulentas, então nunca fez parte dos meus sonhos fazer um rafting do lado de uma cachoeira gigante. Mentalmente, disse “não, obrigado” e nem escutei o resto das informações.

Mas o nosso grupo se animou e eu me animei, ancorada na ideia de que “se o meu amigo que não sabe nadar vai, eu também posso”, o que racionalmente não faz sentido algum, pois só significa que nos afogaríamos juntos.

A empolgação começou a dar lugar ao pânico quando começaram as instruções de segurança. A frase “o que você deve fazer se você cair do bote” me lembrou que eu poderia, de fato, cair do bote.

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Aprendendo as instruções de segurança. Créditos: Novaventura Rafting

Mais do que isso, me lembrou que além de não saber nadar, eu sou o tipo de pessoa que cai do bote. Ou pior, eu sou tipo de pessoa que bate o remo nos coleguinhas e o derruba o bote.

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Pareço determinada, mas era medo mesmo. Créditos: Novaventura Rafting

Mas não deu tempo de aventar todas as possibilidades de desastres que eu poderia cometer, quando vi já estávamos no bote prontos para começar.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

O prêmio para quem se submete faz o rafting é ver ângulos espetaculares da cacheira do Rio Novo.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Não consigo descrever quão única é a sensação de estar debaixo de uma queda d´água dessas.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Tão emocionante que, por alguns minutos, eu esqueci o que tínhamos pela frente: as corredeiras

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Era hora de colocar em prática todos os códigos e instruções e não cair do barquinho. A sensação de ter uma queda d´água pela frente é desesperadora, mas ao mesmo tempo bem mais segura do que eu imaginava antes de fazer o rafting.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Contrariando todos os meus cenários trágicos, durante a descida das corredeiras,em nenhum momento eu caí ou sequer achei que iria cair. Mal havia tomado gosto pela coisa, já avistamos a prainha do Rio Novo.

Apesar de parecer uma anti-propaganda do rafting ou da empresa, a intenção é justamente o contrário. Só topei fazer porque achei o serviço muito profissional e seguro (e porque eles deram estatísticas de acidentes, e eu sou facilmente impressionada por dados haha) e, ao fazer, confirmei a minha impressão. Recomendo com certeza!

Depois de terminarmos o rafting fizemos um lanche rápido e pegamos à estrada rumo à Palmas. E o resto da história é todo aquele perrengue que não aparece nas fotos:  2 horas de sono, voo promocional de madrugada, correria pra chegar no trabalho. Mas, vai dizer que não vale a pena? 🙂

 

 

 

 

 

Roteiros, Viagens

Parque Nacional Tayrona: uma jóia no Caribe colombiano

Se eu disser que queria conhecer o Parque Tayrona desde criancinha, estaria mentindo. A primeira vez que eu “ouvi falar” do Parque foi no instagram e, desde então, as fotos de praias paradisíacas banhadas pelo mar do Caribe e rodeadas pela mata e a Serra Nevada não saíram mais da minha cabeça.

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Alguns meses depois disso, voávamos de Bogotá para Santa Marta, para passar um fim de semana no Parque. Do aeroporto, pegamos um taxi até El Zaino – a entrada mais conhecida do Tayrona, seguindo por uma rodovia estreita rodeada de comércio popular e vegetação densa, muito calor e umidade.

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Durante o caminho, descobri que éramos conduzidos ao parque por um tayrona. O taxista nos contou de sua origem e das lembranças dos fins de semana acampando com a família no parque.

Os tayronas foram um dos povos que os espanhóis encontraram na costa colombiana, quando  estabeleceram assentamentos na região que hoje é a cidade de Santa Marta – a mais antiga cidade espanhola fundada na Colômbia.

Os tayronas viviam nas ladeiras baixas da Serra Nevada de Santa Marta. Devido a limitação geográfica imposta pela Serra, esse povo não se espalhou por outros territórios, ocupando densamente esta região. Realizaram impressionantes trabalhos de engenharia, estradas e pontes, cultivo de alimentos em ladeiras, entre outros.

Durante a estada no parque, é possível conhecer várias praias, fazer trilhas e praticar esportes aquáticos. Entrando por El Zaino, a primeira praia  é La Piscinita, que não chega a ser uma piscininha propriamente, mas é segura para banho e conta com a infraestrutura do bar do Ecohab Tayrona.

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Ao lado de La Piscinita fica Cañaveral, proibida para banho.

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Aliás, em razão das correntes e recifes, muitas praias no parque são impróprias para banho.

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A praia mais badalada é Cabo San Juan,  que é própria para banho. É servida de campings e redários, que permitem aos viajantes pernoitar em um local bastante privilegiado.

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O acesso às praias é feito por meio de trilhas ou à cavalo.

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Além das praias, outro atrativo do parque é conhecer o Pueblito, as ruinas arqueológicas do que foi um dia uma cidade do povo tayrona.

Definitivamente, o Parque Tayrona não é um destino fácil, conhecer as praias requer algumas horas de caminhada e até as acomodações luxuosas tem traços rústicos, quase impossível passar ileso de algum perrengue. Mas, seguramente as paisagens e a energia do lugar compensam todo esse esforço.

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Em um lugar que é considerado como o de maior diversidade de pássaros do mundo, basta ficar observando em silêncio pra vê-los e ouvi-los por todas as partes, no meio da vegetação, voando em formação, além muitas borboletas, lagartos, formigas trabalhando, é a natureza em pleno movimento.

Nas próximas semanas, vou postar algumas dicas de transporte e hospedagem. Aguardem 🙂

Viagens

Retrospectiva 2016!

Pensei várias vezes se faria ou não uma retrospectiva viajatória de 2016, afinal, o ano foi tão difícil, em tantos aspectos, que falar de viagem e belas paisagens soa irrelevante.

Mas, já que o blog é para isso mesmo, vamos lá. Se tem uma coisa que me deu alegria esse ano, essa coisa foi viagem. Usei todas as minhas férias acumuladas, conheci lugares que sonhava há tempos, tive a chance de voltar a lugares já visitados, aproveitar a minha própria companhia e  também viajar com pessoas muito queridas.

O ano começou com o já tradicional ano novo em Alto Paraíso de Goiás e, em fevereiro, teve carnaval em SP, com direito a bloquinho, sobrinhos fofos e exposições.

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No fim do mês, embarquei para uma aventura solo pelo Arizona e pela Califórnia, foram 14 dias de paisagens cênicas.

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Em abril teve Curitiba com a mãe e a sogra, passamos o fim de semana entre parques e muita comida boa.

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Em maio realizei um grande sonho: conhecer Cuba! Foi também a primeira vez que coloquei os pezinhos no Caribe.

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Em agosto teve viagem para Alto Paraíso com as amigas, com direito a hospedagem em nave espacial, insetos invasores, cachoeiras e almoço no rancho do seu Waldomiro.

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Em setembro foi a vez de conhecer a Colômbia, foram dias maravilhosos entre metrópoles, cidades históricas, praias, selva e montanha.

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E, no final de outubro, tive a oportunidade de passar o fim de semana prolongado de feriado em Buenos Aires, e levar minha mãe e o meu irmão para conhecer essa cidade que eu tanto amo.

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Em novembro, teve viagem com a amiga pela rota ecológica em Alagoas, Maragogi e Maceió, uma semana de vida difícil tentando decidir qual era a praia mais bonita.

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Já em dezembro, passamos a semana do recesso antes do Natal em Buenos Aires e em duas cidadezinhas bucólicas do Uruguai – Carmelo e Colônia do Sacramento.

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E, para fechar o ano, passei o Natal em Araguari-MG com a família. Dessa vez, aproveitamos para visitar as casinhas remanescentes do centro histórico da cidade.

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E 2017? Devo ter umas 198 ideias de destino na cabeça, mas mais do que muitas viagens, o que eu desejo a mim e a vocês é que 2017 traga muita saúde e paz e que as viagens que aparecerem sejam cheias de significado!

Roteiros, Viagens

O que fazer em Bogotá

Dizem que Bogotá parece com São Paulo. De fato, tal como São Paulo, Bogotá é uma cidade enorme, à perder de vista no horizonte, com várias grandes avenidas, viadutos com arte rua, grande fluxo de pessoas e de carros. E muitos contrastes, o que a faz ainda mais familiar para nós, brasileiros.

Com dois ou três dias é possível disfrutar de muitas atrações históricas e culturais na cidade.

Listo abaixo as atrações que eu mais curti nos meus dias por lá:

La Candelaria

A região da Candelaria/Centro Histórico de Bogotá guarda várias obras arquitetônicas do período colonial da Colômbia e foi palco de vários eventos dramáticos da história do país.  Museus como o do Ouro, da Independência e a Casa Museo Jorge Eliecer Gaitán ajudam a recriar um pouco dessa história.

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Vários prédios públicos do governo colombiano ficam nessa região. A Plaza Bolívar (foto acima),  abriga a estátua do Libertador ao centro, rodeada pela Catedral Primada de Bogotá, o Palácio da Justiça e o Capitolio Nacional.

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Além da Catedral Primada, é possível visitar várias igrejas lindas e muito bem preservadas no centro histórico como a Igreja da Candelária e a de São Francisco.

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Além dos prédios públicos, a região do centro histórico de Bogotá também agrega várias universidades, havendo um grande fluxo de trabalhadores e estudantes pelas ruas.

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As casas coloniais coloridas, com suas portas e janelas da época, são uma atração à parte.

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Essa região pareceu ser um polo de turismo jovem, vi muitos albergues, bares, cafés e restaurantes, principalmente perto da Plaza del Chorro de Quevedo.

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As ruas da Candelaria também são um museu de arte de rua a céu aberto.

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Na Calle del Embudo é possível encontrar o painel mais icônico da Candelaria, a representação de uma nativa wayuu feita pelo muralista colombiano Carlos Trilleras.

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Museu Botero

O Museu Botero fica no bairro da Candelaria, e o edifício colonial que o abriga é uma atração por si só:

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Fernando Botero é um dos artistas plásticos colombianos mais conhecidos internacionalmente. Natural de Medellín, suas esculturas e pinturas são conhecidas mundo afora pelo volume “rechonchudo” que ele imprime nos corpos e objetos. Além das naturezas mortas e cenas cotidianas, a obra de Botero também é carregada de críticas sociais e políticas.

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O Museu abriga 208 obras doadas pelo artista, sendo 123 obras de sua autoria, e constitui a segunda maior coleção de obras de Botero, perdendo apenas para o Museu de Antioquia, em Medellín.

Lá, você poderá encontrar a famosa versão boteriana da Monalisa:

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No segundo piso, o museu abriga as esculturas de pequeno e médio porte, feitas em bronze e mármore. Destaque para o gatinho boteriano:

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Além das obras de Botero, você ainda pode apreciar 85 obras são de artistas internacionais como Dalí, Degas, Ernst, Matisse, Picasso, entre outros. Ah, a entrada é gratuita 🙂

Centro Cultural Gabriel García Marquez

O Centro é um lugar muito gostoso para fazer uma pausa entre as andanças no Centro Histórico. O espaço abriga mostras de filmes e exposições. Quando eu passei por lá, tive a sorte de ver uma exposição de pinturas sobre Frida Kahlo.

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Além disso, lá tem uma filial da livraria mexicana do Fondo Economico de Cultura, com acervo literário e acadêmico muito amplo.

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Não deixe de aproveitar a vista do último andar do Centro para apreciar as casinhas da Candelaria.

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E, se tudo isso não for suficiente,  ainda tem uma filial da cafeteria Juan Valdez com mesinhas ao sol, caso tenha sol. Confesso que ficava esperando o meio da tarde, no auge do calorzinho, para tomar uma malteada de coco por lá. Mas não se aflinja, se não tiver sol, você pode tomar algum dos cafés quentinhos do Juan Valdez.

Feira de Usaquén

Usaquén é uma localidade ao norte de Bogotá que ainda preserva muitas de suas construções históricas. No domingo, o mercado de pulgas de Usaquén se espalha pelas ruas próximas à Paróquia de Santa Bárbara e é uma ótima opção para visitar as casas históricas e conhecer o artesanato da região.

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E, de forma geral, achei os preços da feira muito bons, principalmente porque existe muita oferta de um mesmo produto e você tem a oportunidade de barganhar. Foi o lugar que eu achei a maior oferta de bolsas wayuu e os melhores preços.

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Achei o clima da feira muito gostoso, havia apresentações musicais, algumas barraquinhas de comida, muitos turistas, mas também muitos locais passeando pela feira antes de irem para os seus almoços de domingo. Aliás,  Usaquén é um ótimo lugar para almoçar, tem várias opções de restaurantes por lá. Aguardem o post das comidas!

Bogotá Graffiti Tour

Eu posso dizer sem hesitar que Bogotá foi o lugar com mais arte de rua que eu já visitei. E não só impressão minha, a cidade figura entre as capitais latino-americanas com maior presença de street art, junto com São Paulo e Buenos Aires.

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Fizemos um tour de street art com a Bogota Graffiti Tours. O passeio sai do Parque de los Periodistas e se concentra em algumas ruas da Candelaria e do centro, com cerca de 2h30 de duração. A contribuição é voluntária, as pessoas doam em média 20 a 30 mil pesos (entre 25 e 30 reais). Para participar, basta fazer a inscrição no site deles.

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É claro que o tour é uma mostra mínima da variedade de obras que existe na cidade, andando no centro e mesmo no ônibus ou carro é possível notar quão presente é a arte de rua na cidade.

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O tour foi muito interessante para conhecer melhor as técnicas e os artistas da cidade e a história da arte de rua em Bogotá, além do guia dar noções gerais da história e das principais questões contemporâneas da política colombiana.

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Apesar de entender o porquê desse trabalho ser capitaneado por artistas estrangeiros que vivem em Bogotá, achei uma pena não ter a opção de um guia local, como acontece em Medellín por exemplo, certamente ele teria mais propriedade para tratar das questões internas do país.

Cerro Monserrate

O Cerro Monserrate está a 3.152 sobre o nível do mar e é facilmente notado ao passear pelo Centro Histórico da capital. Além da vista panorâmica da cidade, ele abriga também o Santuario del Señor Caído de Monserrate, lugar de peregrinação religiosa.

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Para chegar até o topo, basta chegar até a estação de teleféricos e funiculares, comprar o bilhete e subir.

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Não tivemos muita sorte no passeio, a chuva que havia sido boazinha nos outros dias de viagem resolveu cair com força naquele dia, transformando a visão panorâmica da cidade em uma visão panorâmica de uma nuvem gigante.

Além de restaurante e lanchonete, lá encima tem uma pequena feira de artesanatos, ótima para comprar souvernirs

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Roteiros, Viagens

Cayo Santa Maria: um paraíso para chamar de seu

Após alguns dias em Havana, é claro que a ansiedade para conhecer as famosas praias cubanas estava grande. Meu grande sonho dourado era ir para Cayo Largo, já tinha até negociado comigo mesma que valeria a pena enfrentar o meu pânico de voar em avião pequeno para conhecer esse pequeno paraíso. Mas, como os preços das passagens estavam muito caros, optamos por ir para algum cayo por via terrestre mesmo. Escolhemos Cayo Santa María por ser o mais próximo de Havana e, ao mesmo tempo, próximo de Santa Clara, outra cidade que queríamos visitar.

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Organizamos a viagem já em Havana, com uns dois dias antecedência reservamos um pacote com a Cubatur, que incluía o traslado  e 2 duas diárias no Melia las Dunas.

O traslado saiu as 5h da manhã do Hotel Nacional e chegou por volta das 12h no Meliá Las Dunas, com duas paradas no caminho. O ônibus era muito bom, certamente foi o meio mais prático e mais barato de chegar ao cayo. Pelo google maps, eu havia visto que uma espécie de ponte conectava a ilha aos cayos. Na verdade, não é exatamente uma ponte, mas sim uma estrada bem estreita que vai avançando sobre o mar até chegar ao cayo, com vistas lindíssimas.

A minha grande preocupação ao pesquisar os resorts era a alimentação, já que havia lido muitos relatos de pessoas que não gostaram da comida. Mas, como nunca havíamos ficado em  um resort antes, era difícil dizer se as pessoas não gostaram da comida por gosto pessoal ou em comparação à outros resorts mundo afora ou se a comida, de fato, não era boa.

Eu era daquelas que dizia que não via graça em resort, achava um esquema muito parado passar dias na mesma praia só curtindo a infraestrutura do hotel e me empanturrando 24 horas por dia.

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Mas, confesso, que fui obrigada a pagar a língua e rever meus conceitos e, diga-se de passagem, assim que puder ($$$), adoraria voltar a um resort.

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A estrutura do hotel era muito boa, havia uma zona voltada para famílias com crianças e outra para adultos, vários bares e lanchonetes, sorveterias, restaurantes do tipo buffet e alguns restaurantes a la carte.

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A estrutura próxima ao mar também era ótima, nunca tivemos dificuldades em conseguir um bom espaço na faixa de areia e havia opções de bares e lanchonetes próximas.

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Havia também um lojinha com itens de primeira necessidade para emergências, uma agência de turismo e uma banca de artesanato.

A internet funciona da mesma forma que nos outros lugares do país, a propriedade conta com um ponto de wi fi, então você só precisa adquirir o cartão com os dados de login na recepção, que custavam 3 cucs por hora.

Sem contar que os jardins do resort eram uma lindeza.

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Agora vamos a parte controversa, a comida. O buffet, em todas as refeições, era sempre muito variado, peixes, carnes, frango, massas, omeletes, pizzas, frutas e sobremesas. As lanchonetes ainda contavam com outras opções com sanduiches e petiscos. As opções de bebidas alcoólicas e não alcoólicas também eram bem variadas.

Deixamos para última hora então só conseguimos provar um dos restaurantes, a pizzaria a la carte, a comida estava boa, mas nada excepcional. Alguns dos restaurantes à la carte exigem roupa social para entrar, então é bom ficar ligado.

Apesar da variedade, achei a comida muito gordurosa e sem sabor, o que não faz jus de forma alguma à comida cubana, muito provavelmente porque o hotel busca apresentar opções internacionais que agradem os turistas estrangeiros, mas que de forma geral são bem diferentes do paladar brasileiro. Porém, o fato de haver muita variedade facilita bastante, pois você sempre pode achar algo que seja do seu agrado.

De toda forma, isso não atrapalhou de forma nenhuma a experiência, adorei o resort e voltaria com certeza.

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Roteiros, Viagens

8 coisas imperdíveis para fazer em Havana

1- Flanar por Habana Vieja

Habana Vieja – o centro histórico de Havana – foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1982.

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Nela você encontrará antigas fortalezas, igrejas, palácios e museus. As praças charmosas – algumas delas meticulosamente restauradas, costumam ser ocupadas pelas feirinhas de livros.

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Sugiro aproveitar o final do dia, quando o calor começa a dar trégua e a luz fica mais bonita, e flanar pelas ruelas.

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Parar para tomar um mojito ou um daiquiri em algum dos bares icônicos de Havana, como o La Floridita ou La Bodeguita del Medio, e depois escolher um lugar para jantar.

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Diferente de outras mundo afora, a cidade velha de Havana não é apenas um lugar histórico, mas sim um lugar vivo, onde vários habaneros de fato moram.

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Então você certamente vai encontrar as pessoas voltando do trabalho, comprando frutas ou jogando xadrez nas calçadas.

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2- Ver o pôr do sol no Malecón

O Malecón é provavelmente a avenida mais famosa de Havana, que se estende por 8km da orla da cidade, indo região do portuária até o bairro de Vedado. É nessa avenida  que você vai encontrar vários turistas fazendo passeios em carros antigos – os almendrones.

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Point dos pescadores, no final do dia, as muretas do Malecón ficam cheias de jovens, que se reúnem para beber e conversar. É um ótimo lugar para curtir o pôr do sol depois de caminhar por Habana Vieja.

3- Ir a uma praia

Convenhamos, ainda que não esteja nos seus planos se deslocar até Varadero ou até um dos Cayos, praia é que não pode faltar na ida à Havana. A menos de 1h de distância, as praias do leste (Santa Maria del Mar, Guanabo, entre outras) são uma excelente opção para quem não quer perder a chance de conhecer o litoral cubano.

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É tão pertinho que é possível fazer um bate e volta hospedando em Havana.

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Ou, se quiser passar mais dias, é possível comprar pacotes nas agências de turismo dos hotéis em Havana e até ficar em casa de família.

4- Jazz na Zorra y el Cuervo

Havana é provavelmente um dos lugares mais musicais do mundo, a música está nas ruas, nos restaurantes, é difícil se sentar para tomar algo e não ser agraciado com uma apresentação musical.

Mas, além disso tudo, tem um lugar que é imperdível: La Zorra y el Cuevo. Esse club de jazz, cuja fachada imita um pub inglês, fica no epicentro do burburinho da noite na avenida 23 em Vedado, onde ficam várias casas noturnas e é possível ver aglomerações de jovens fazendo esquenta nas calçadas.

Mas, toda essa atmosfera agitada desaparece quando você desce as escadarias do pub, que é bem pequeninho e te permite acompanhar bem de perto a atração musical. A entrada custa 10 Cucs e te dá direito a duas bebidas.

5- Tomar cerveja no Antiguo Almacén del Tabaco y de la Madera 

A essa altura, você certamente já deve ter provado as cervejas cubanas, a Bucanero – a forte – e a Cristal – a leve. Além dessas opções, um lugar legal para aliviar o calor em Habana Vieja é a Cervecería del Antiguo Almacén del Tabaco y de la Madera. O galpão do antigo armazém deu origem a uma cervejaria com ares modernos na beira da baía de havana. Além das 3 opções de cerveja, é possível beliscar uma parrilha ou um sanduiche.

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Aproveite a visita para conhecer também os Antiguos Almacenes San José, depósito construído em 1885, que hoje abriga a maior feira de artesanato da cidade.

6- Museu da Revolução

Havana tem vários museus, mas certamente o Museu da Revolução é o mais importante para aqueles que querem entender melhor a história do país.

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Localizado no antigo Palácio Presidencial, construído entre 1913 e 1920, e utilizado por vários presidentes Cubanos, o museu conta a partir de fotos, objetos e documentos a história da luta revolucionária contra o governo de Fulgêncio Batista.

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Atrás do Palácio Presidencial, encontra-se o Pavilhão Memorial Granma, sobre o episódio de traslado de Fidel Castro e Che Guevara e outros revolucionários do México para Cuba em 1956.

7- Tomar um batido de helado

Quer desculpa melhor para ingerir 500 calorias de puro açúcar do que esse calor caribenho todo que faz em Havana? Pois então, o batido de helado é uma ótima opção para dar uma refrescada.

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8- Comer arroz moro e chicharrita de plátano

O arroz moro (ou congri) é um tipo de arroz cozido juntamente com o feijão preto, que constitui uma das guarnições mais populares dos pratos cubanos e é simplesmente delicioso.

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Já as chicharritas de plátano são fatias finíssimas de banana frita com sal, que geralmente acompanham o arroz e feijão ou substituem as batatas fritas nos sanduíches. Esbalde-se!

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Roteiros, Viagens, Viajando sozinha

Fazendo nada em Los Angeles

Chegamos, finalmente, ao último post dessa viagem que passou pelo Arizona e por São Francisco e terminou em Los Angeles, de onde partia o meu voo de volta para a casa.

Los Angeles nunca fez parte dos meus sonhos, mas as promoções de passagens não ligam muito pra isso, né não?

As minhas ambições na cidade eram bem modestas: curtir o entardecer na praia em Santa Monica e dar umas voltas por Venice Beach.

Definir o que você quer fazer em Los Angeles é essencial para escolher onde ficar, já que a cidade é enorme, tem um trânsito nada desprezível e um sistema de transporte não tão abrangente. Pra dificultar, os preços dos hotéis são bem salgados, no padrão NYC de ser.

Por estas razões, muita gente aluga um carro para passear por lá. No meu caso, como seria pouco tempo e os meus interesses estavam concentrados em Santa Monica, optei por me hospedar lá  por lá.

Fiquei no Camel by the Sea, um hotel muito bem localizado, confortável, porém caro. Uma opção com uma proposta bem diferente, mas com preços bem módicos é se hospedar no Hostelling International Santa Monica. Era a minha primeira opção, mas esgotou e eu tive que procurar um plano B.

Estava exausta dos últimos dias de viagem e praticamente sem estômago depois da destruição alimentar dos últimos 10 dias, e Santa Monica me pareceu o lugar perfeito para passar esses quase dois dias perambulando pelos boulevares  da região e pela orla da praia.

O meu estômago também ficou bem feliz, já que Santa Monica parece ser o paraíso da comida saudável.

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Almocei no True Foods Kitchen (395, Santa Monica Place) um restaurante com uma proposta de comida saudável, com várias opções vegetarianas e veganas. O menu é bastante abrangente, tem entradinhas saladas, pizzas, bowls, sanduiches, sucos, cervejas, vinhos e coquetéis.

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Eu provei o bowl de Teriyaki Quinoa com frango e estava bom demais, até voltei no dia seguinte para repetir.

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O True Foods é uma rede que tem estabelecimentos em várias cidades, mas o ambiente é tão bonito que ele não tem nada de cara de restaurante de franquia.

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Passei o resto da tarde caminhando pelas ruas de Santa Monica, que tem alguns bulevares para pedestres bem legais.

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No fim do dia, fui caminhar pelo pier de Santa Monica para ver o entardecer e bater algumas fotos.

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O pier tem um parque de diversões, vários restaurantes e lojas e fica lotado de turistas. É lá que fica a famosa placa da Route 66, indicando o término dessa rota histórica que começa em Chicago e tem fim em Santa Monica.

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Comecei o dia seguinte caminhando pelo calçadão de Santa Monica até chegar em Venice Beach

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A caminhada foi super agradável, tecnicamente ainda era inverno, mas a sensação térmica beirava os 20 graus, então havia muita gente se exercitando, levando cachorro pra passear, turistas andando de bicicleta.

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Do outro lado do calçadão era possível encontrar alguns bares e muitas lojas de souvenirs.

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O distrito histórico de Venice, onde fica Venice Beach, é conhecido por ser lugar descolado que abriga várias tribos urbanas, na década de 60 era conhecido com um dos principais centros difusores da beat generation.

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Venice beach tem quadras de esporte, pistas de skate, bares e restaurantes, artistas e músicos vendendo seus trabalhos no calçada e muitas lojas de souvenirs e produtos alternativos.

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Do calçadão, caminhei uns três quarteirões para o interior do bairro para conhecer os famosos canais que dão origem ao nome de Venice, em referência a cidade italiana de Veneza e seus canais.

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Os canais foram construídos em 1905 como parte de um projeto desenvolvido por Abbot Kinney, que tinha a intenção de recriar a aparência da Veneza italiana no sul da Califónia.

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Porém, com o advento do automóvel, os canais caíram em desuso e ficaram sem manutenção por várias décadas até que em 1992 foram finalmente renovados, convertendo essa região da cidade em uma área valorizada para se morar.

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As ruas com os canais são lindinhas, cheias de casas praianas com jardins bem cuidados.

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Quando eu fui estava absolutamente vazio, então foi ótimo para tirar boas fotos.

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Retornei à Santa Monica caminhando pelo calçadão e passei pelo Venice Ale House (2 Rose Ave) e achei que seria uma pena não parar para tomar algo e curtir o clima de praia. Esse bar fica em uma das esquinas do calçadão de Venice e consegue ter, ao mesmo tempo, cara de pub na parte interna e de bar praiano na parte externa, com mesinhas e guarda-sóis na calçada.

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O bar oferece opções para brunch e outros pratos, os ingredientes são orgânicos e locais, com (o que parece ser um mantra nessa região). A carta de bebida compreende vinhos e cervejas artesanais da região, além de coquetéis e sucos naturais.

Eu fui de hambúrguer de peru com batatas rústicas, estava tudo muito bom.

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Antes de ir para o aeroporto, aproveitei o último entardecer no calçadão de Santa Monica para me despedir das férias.

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E o pôr do sol nunca decepciona, né?

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São Francisco caminhando: o circuito turistão

Esse terceiro roteiro à pé por São Francisco compreende alguns dos principais pontos turísticos da cidade. É ideal para o primeiro dia de viagem, para já riscar da listinha os passeios mais clássicos e ficar livre para aproveitar o resto do tempo explorando os  outros pontos de interesse na cidade.

Como nas últimas vezes, a caminhada teve início na Union Square. Segui pela Powell Street passando pelo Nob Hill, um bairro rico que concentra casas, prédios e hotéis elegantes. Prepare-se, pois essa parte do trajeto, apesar de curta, envolve uma subida considerável (afinal, é um hill, né?).

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Logo após a subidona, já era possível visualizar as lanternas de Chinatown, o bairro chinês mais antigo de São Francisco, misturadas com os prédios modernos do distrito financeiro.

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Era domingo de manhã, então Chinatown estava bem tranquila, as lojas começando a abrir e os velhinhos na rua saindo para fazer compras.

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Cheguei na Columbus Avenue e segui até o Washington Square Park, que estava cheio de velhinhos fazendo tai chi chuan e pessoas levando seus cachorros para passear. É la que fica a Saint Peter and Paul Church.

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Continuei pela Columbus Avenue até a Lombard Street, a famosa rua ígreme com trânsito em zig zag.

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Fui fazendo o zig zag pelas calçadas da rua até chegar na sua parte mais alta, que tem uma vista linda de São Francisco. Ainda era cedo então o espaço não estava tão disputado.

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Fiquei pensando que morar por ali deve exigir grandes doses de paciência por conta da quantidade de turistas.

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Segui pela Hyde Street em direção ao Fishermen´s Wharf, bairro queridinho dos turistas, que fica na costa norte de São Francisco.

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Dei uma volta na Ghirardelli Square, que abriga duas lojas enormes da marca homônima de chocolates mais antiga de São Francisco (desde 1850!!). É possível encontrar os chocolates da Ghirardelli em vários lugares na cidade, mas lá a variedade é enorme e ainda tem dois bares de sunday. Desnecessário dizer que eu provei um, né? Além das lojas de chocolate, a Ghirardelli Square também tem restaurantes e outras lojinhas variadas.

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De lá, segui pela Beach Street até chegar ao Pier 39, o mais famoso da cidade, de onde partem passeios de barco pela baía de SF.

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O bairro é cheio de lojas (maior variedade de souvenirs turistões), hotéis e restaurantes (boa pedida pra quem quer comer frutos do mar).

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Essa região tem uma arquitetura bem bonita também, com vários prédios de tijolinhos.

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Passear no bairro durante o entardecer também pode render paisagens bem bonitas.

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Depois dessa longa caminhada, uma opção para retornar ao centro da cidade é utilizar o Cable Car, o bondinho de SF que imita os cable cars históricos que começaram a operar na cidade no final do século XIX.

Existem 2 linhas que passam pela região, com trajetos distintos, a Powell-Hyde que vai até o Aquatic Park perto da Ghirardelli Square e a Powell-Mason que vai até o meio do Fisherman´s Wharf.

Achei o preço beem salgado ($7 o trecho, se você não tiver o passe de transporte), mas como o bondinho é um ícone da cidade e eu precisava de um meio de transporte para retornar à Union Square, achei que seria uma boa oportunidade para experimentá-lo.

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Sinceramente? Achei bem frustrante. As filas são grandes, então você acaba não conseguindo um lugar com uma boa visão e, pra piorar, o sobe-e-desce naquele espaço apertado me deixou meio tonta. Quem me conhece sabe que eu não sou muito de reclamar, mas dessa vez eu achei o custo-benefício bem desfavorável.

Acabei tendo que usar o bondinho uma segunda vez, muito mais por falta de opção do que por vontade, e acabei tendo uma experiência bem melhor, estava praticamente vazio, sentei num lugar legal, aí sim, valeu a pena. Então, a dica é ir bem cedo ou no anoitecer, para tentar evitar os horários super disputados.

Essa caminhada tem cerca de 5 km e durou toda uma manhã, mas dependendo do ritmo e das paradas, pode ser interessante usar o dia inteiro 😉

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São Francisco caminhando: um tour pelo Mission

Uma das minhas prioridades em São Francisco era ir ao Mission District para ver os famosos murais desse bairro latino.

Peguei um taxi na Union Square para o Roxie Theater (3117 16th Street). A taxista me perguntou se eu ia ver um filme e eu disse que não, apenas iria dar uma volta no Mission. E ela fez um “hum”. E eu fiquei me perguntando se isso significava “não tem nada de demais pra ver lá”, “não vá lá porque é perigoso” ou “você é estranha porque ninguém vai andar no Mission sozinha domingo à tarde na chuva”. Cogitei ficar preocupada, mas quando vi, já estava na porta do Roxy Theater.

Ou as minhas hipóteses sobre o “hum” estavam erradas ou a taxista estava errada, pois o Mission é definitivamente um lugar a ser visto e experimentado, inclusive domingo e debaixo de chuva.

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Caminhar pela Mission Street não te deixa dúvidas sobre a identidade latina do bairro: taquerías, mercadinhos de frutas, lojas de 99 cents com piñatas na vitrine, panaderías mexicanas e oficinas mecânicas dividem o espaço em uma das avenidas mais movimentadas do bairro.

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Escolhi a Taquería Cancún (2288, Mission Street) para almoçar. Definitivamente não é só um restaurante de comida mexicana, é um restaurante mexicano. Pedi um burrito que valeu por um prato feito, inclusive era isso mesmo que ele parecia, um prato feito enrolado na massa de burrito. Estava tão bom que nem tirei foto.

Em seguida, comecei a caminhar pelas ruas perpendiculares à Mission Street, que são mais residenciais (alerta de casinhas bonitas) e um pouco menos movimentadas.

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Os murais do Mission são inspirados no movimento muralista mexicano, que tem como um dos seus expoentes o pintor Diego Rivera (popularmente conhecido como o marido da Frida Kahlo rsrs).

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O muralismo mexicano é caracterizado pela sua monumentalidade – As pinturas são enormes, e pelo papel de intervenção social e política por meio da arte. A sua temática principal era o próprio povo mexicano, sua história e seus valores. Era uma forma de tornar a arte acessível às massas em uma linguagem simples.

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Essas influências me pareceram bastante evidentes nos murais do Mission, muitos deles representam momentos históricos de países latino-americanos ou carregam mensagens de cunho político de uma forma geral.

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São mais de 80 murais espalhados pelo bairro, sendo que duas ruas são famosas por concentrar muitos deles. Uma delas é o Balmy Alley, que abriga murais que vem sendo feitos há mais de quatro décadas.

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A outra é a Clarion Alley, outro verdadeiro museu a céu aberto.

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A Precita Eyes Muralists (2981, 24th street) oferece passeios guiados para conhecer os murais e ainda conta com uma lojinha de arte.

Mas o Mission District não é famoso apenas por seus murais. Afetado pela gentrificação, ele vem sendo notícia em razão das tensões entre os seus velhos moradores – famílias de classe trabalhadora de origem latina – e seus novos residentes, em sua maioria jovens que trabalharam para as empresas do Vale do Silício e afins.

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Mesmo sem saber de praticamente nada sobre isso quando caminhei por lá, consegui perceber que o bairro é permeado por contrastes.

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É uma mistura entre pequenos comércios e restaurantes latinos, muitas vezes geridos por gerações de uma mesma família, por um lado e, por outro, bares, cafés e restaurantes descolados, lojas de produtos orgânicos e novos prédios residenciais luxuosos. Um dos lugares que concentra essa face mais descolada (hipster, yuppie e afins) é a Valencia Street, uma rua paralela à Mission Street, mas que pouco tem a ver com ela.

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Outro problema que o Mission tem enfrentado é a proliferação de apartamentos e quartos para alugar no Airbnb. O que a primeira vista não parece ser um problema (para nós, viajantes), tem sido, na verdade, um grande transtorno para os moradores do bairro. O SF Cronicle estimou que o Mission é o bairro com o maior número de anúncios no Airbnb em São Francisco.

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Todos esses fatores tem levado à especulação imobiliária e consequente aumento dos preços dos imóveis e dos aluguéis, que tem forçado muitos habitantes de longa data a se mudar para áreas mais baratas (e distantes) da cidade. E os negócios locais acabam sendo prejudicados não só pelo aumentos dos aluguéis, mas também com a mudança das famílias de origem latina, suas tradicionais consumidoras.

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Um caso bem interessante dos impactos desse processo de valorização imobiliária no bairro é o que aconteceu com a Adobe Books & Arts Coperative (3130, 24th street). Essa livraria era localizada originalmente na 16th street com a Valencia Street até que diante da ameaça de dobrar o aluguel, o estabelecimento quase fechou e só sobreviveu por conta de uma “vaquinha” online. Depois disso se tornou uma livraria cooperativa na 24th Street.

Aí, você se pergunta se eu sabia de tudo isso quando fui visitá-la? É claro que eu não, achei a fachada interessante e resolvi espiar. A Adobe tem um acervo bastante variado e um ambiente muito aconchegante – um desorganizado charmoso –  é como se você estivesse fuçando a estante de livros de um amigo.

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O caso da Adobe Books é bastante emblemático. O próprio “dono” da livraria conta que ela fez parte da primeira onda recente de gentrificação do bairro e, ironicamente, quase foi expulso pelo agravamento desse processo nos anos seguintes. O SF Chronicle fez uma série de reportagens sobre os moradores do bairro e conta com mais detalhes a história da livraria, para ler é só clicar aqui.

Para a visita ficar completa, não deixe de tomar um sorvete na Humphrey Slocombe (2790A, Harrison Street), uma sorveteria com vários sabores excêntricos, que você pode ir provando até escolhar qual comprar.

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O Mission fica relativamente próximo ao centro de São Francisco e é possível chegar lá usando transporte público e a corrida de taxi saindo da Union Square custou cerca de 7 dólares. Espero que tenha batido uma vontade de conhecer (ou revistar) esse bairo tão interessante e cheio de contrastes!