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Planejamento de viagem

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Dicas para programar a sua viagem à Rússia

Dez anos atrás, enquanto fazia intercâmbio universitário na Polônia, estive muito perto de visitar a  Rússia e realizar o  meu sonho infantil de conhecer um pouco do maior país do mundo. Mas não fui porque tive medo: medo de não conseguir ler uma placa na rua, me perder, nunca mais achar meu hotel, não conseguir pedir comida e morrer congelada no banco de uma praça que eu nem iria saber qual era porque não sabia ler #tragica.

Medo bastante potencializado porque precisamente essa era a minha realidade na Polônia. Eu não conseguia ler quase nada – e olha que tudo estava em alfabeto romano.

Em novembro de 2017 consegui finalmente ir a Rússia. Gostaria de chamar isso de coragem, mas talvez o nome adequado seja: smartphone.

Com Google Maps, Duolingo, Google Translator e afins ficou bem mais fácil visitar destinos com idiomas tão diferentes dos nossos. Pensando nisso, reuni aqui algumas dicas para tirar o máximo da tecnologia para planejar a sua viagem à Rússia. E, como bonus, escrevi algumas dicas migratórias também.

Aprenda o alfabeto cirílico

Provavelmente a pergunta que eu mais ouvi ao voltar da Rússia foi: “é possível ir sem falar russo?”. A resposta não é simples e vai sempre envolver um “depende”. Depende de para aonde você vai: Moscou, São Peterbusrgo ou interior da Sibéria?

Como eu só visitei Moscou e São Petersburgo, eu só posso falar da minha experiência nessas duas cidades. São Petersburgo é mais amigável para quem não lê cirílico: as ruas da cidade estão escritas também em alfabeto romano, o metrô é todo traduzido para o inglês e as estações estão escritas com o alfabeto romano também.

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Já Moscou é um pouco diferente. Dentro dos trens, já é possível encontrar os nomes das estações em alfabeto romano e os avisos em inglês. Porém, na estação as informações estão em cirílico e nessas horas não há google maps que te salve.

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A dependência do idioma também varia de acordo com o padrão da sua viagem. Por exemplo, se você pode bancar hotéis de redes internacionais com concierges, transfers e guias turísticos certamente o russo não vai ser uma questão.

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Agora, quanto mais você pretende economizar, fazendo as atividades por conta própria, de transporte público e comendo em restaurantes locais, mais você vai depender de saber um pouco da língua russa.

É por isso que eu sugiro que, se você pretende ter alguma independência na sua viagem e não tem rios de dinheiro para gastar, vale a pena aprender as letras do alfabeto cirílico e algum vocabulário básico de viagem. Você vai ler inúmeros relatos de pessoas que foram à Moscou sem saber uma palavra de russo ou sequer uma letrinha do alfabeto cirílico e sobreviveram. Mas eu ouso dizer que a sua experiência vai ser muito mais suave e bem sucedida se você tirar algumas horas antes da viagem para aprender as letras do alfabeto cirílico e algum vocabulário básico de viagem. A outra opção é inventar formas mirabolantes de memorizar símbolos para ler as estações do metro, o que me parece uma opção muito mais penosa do que aprender as letrinhas do alfabeto de uma vez por todas.

Ative o roaming do seu celular

Com exceção dos hotéis, para acessar o wi-fi público é preciso validar o seu número de celular por meio de um código enviado por mensagem. Então, se o seu celular não estiver com rede, nada de wi-fi. Portanto, não se esqueça de ativar o roaming antes de viajar!

Adquira o chip internacional 

Outra opção para quem não quer depender do wi-fi público é comprar um chip de celular. Nós não compramos, mas conheci alguns brasileiros que compraram um chip com internet antes mesmo de viajar.

Baixe os mapas offline no Google Maps

Essa é uma dica para qualquer viagem, mas se torna ainda mais crucial em países com alfabetos distintos do nosso. Com o mapa offline no celular, a sua chance de ter que perguntar algo para alguém fica bastante reduzida.

Baixe o aplicativo Yandex Metro

Esse é o considerado melhor aplicativo para o Metrô de Moscou e de São Petersburgo. Funciona offline e calcula a melhor rota para você. Disponível na Apple Store e Google Play.

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Compre os seus ingressos online 

Algumas atrações de Moscou e São Petersburgo são bastante disputadas, então vale a pena comprar os ingressos online meses antes da sua viagem. É o caso das apresentações de ballet e ópera nos teatros mais prestigiados dessas duas cidades. Você também pode adquirir os ingressos do Museu Hermitage e evitar filas e as passagens de trem entre Moscou e São Petersburgo.

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Não perca o papel que te dão na alfândega 

Ao entrar em território russo, todo estrangeiro deverá preencher o Cartão Migratório. Esse formulário pode ser distribuído pela companhia de transporte antes do desembarque ou estará disponível no saguão de desembarque.

Em alguns casos, como foi o nosso, o Cartão não é disponibilizado antes e o preenchimento é feito pelo próprio agente de imigração, de maneira informatizada, no momento de passagem pelo Controle de Fronteiras. Nesses casos, o viajante apenas assina o Cartão Migratório no local indicado e o agente de imigração o entrega uma parte do Cartão onde consta o carimbo com a sua data de entrada no território russo.

Agora vem a parte mais importante: as autoridades migratórias russas exigem a devolução do Cartão Migratório no momento da partida do território russo, portanto é necessário mantê-lo até o fim da viagem. A recomendação da Embaixada Brasileira em Moscou é manter consigo o Cartão durante todo o período de permanência em território russo, em caso de requisição pelas autoridades locais. Eu não sei se é a regra, mas nos dois hotéis em que nos hospedamos o Cartão Migratório foi solicitado no check in, então mais um motivo para tê-lo sempre em mãos.

Não se esqueça do Registro Migratório 

De acordo com a Embaixada do Brasil em Moscou, qualquer estrangeiro deve realizar o Registro Migratório junto às autoridades locais russas, dentro de até 7 dias úteis, para cada cidade por onde passar. Se você estiver hospedado em hotel, albergue, pensão ou alojamento, o próprio estabelecimento é responsável pelo seu Registro Migratório. Agora se você estiver hospedado em Airbnb ou com um amigo, é importante assegurar que o anfitrião realize o Registro Migratório.

Os hotéis que ficamos em Moscou e São Petersburgo nos entregaram o comprovante do Registro Migratório e nós guardamos até o final da viagem. Para mais informações, consulte o site da Embaixada do Brasil em Moscou.

Planejamento de viagem, Roteiros

O que você precisa saber para planejar a sua viagem à Cuba

Lembro como se fosse hoje que na véspera do meu embarque para Cuba eu estava sofrendo crises de ansiedade por não ter praticamente nada reservado no país, a exceção da hospedagem em Havana. É claro que eu já havia lido a internet inteira sobre o destino, mas para quem é adepto do overplanning como é o meu caso, não ter tudo certinho gerava uma grande insegurança. No fim das contas, acho que foi um ótimo assim, chegando lá tudo foi resolvido e a viagem foi excelente.

Porém, isso funcionou para mim porque fui ainda na baixa temporada (maio de 2016), sendo assim, reuni algumas dicas gerais para facilitar o planejamento de viagem sobretudo de quem viaja em períodos mais concorridos e precisa garantir hospedagem e transporte com antecedência:

Como ir

Infelizmente ainda não existem voos diretos do Brasil para Havana, mas várias companhias (Avianca, Taca, Latam, Copa Airlines, etc) oferecem esse trajeto com uma ou mais conexões. Eu viajei de Copa Airlines com uma conexão rápida no Panamá e foi super tranquilo.

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Quando ir

De forma geral, faz sol e calor o ano todo, mas para evitar a chuva e o calor extremo,  a melhor época é a estação seca, que vai de dezembro à abril. A estação dos furacões é de junho a novembro. Além disso, o período de julho a setembro coincide com as férias do hemisfério norte e, portanto, com um fluxo maior de turistas. Agosto é o mês de férias em Cuba, então espere praias cheias.  Fui na segunda quinzena de maio e peguei dias muito quentes e algumas chuvas de verão nos últimos dias de viagem.

Precisa de visto?

Sim. Para quem viaja pela Copa Airlines é possível adquirir o visto com a companhia. Para quem quiser antecipar esse processo ou for viajar com outra companhia, é preciso solicitá-lo à Embaixada de Cuba. Clique aqui para saber mais sobre o visto e outros requisitos.

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Como se locomover

De avião

Não se deixe enganar, Cuba é um país relativamente grande, a maior ilha caribenha, então considere utilizar o avião para deslocamentos maiores, como é o caso de uma viagem entre Havana e Santiago de Cuba. Para esses casos, vale a pena conferir os voos oferecidos pela Cubana. Já  se você for ao paradisíaco Cayo Largo, confira o site da Aerogaviota.

Existem muitas opções de destinos no país, mas são poucos voos e nem todos destinos tem voos diários, então é importante comprar com antecedência, sobretudo na alta temporada. Se não conseguir comprar no site das companhias, tente as agências de viagem, como a Cubatur.

Não fiz nenhum deslocamento interno de avião pois o meu itinerário envolvia destinos com distancia média (algo em torno de 6h) de viagem, então julguei que o ônibus saíria mais em conta.

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De ônibus

Os trajetos entre as principais cidades cubanas é feito pela Viazul, que costuma ter um terminal próprio em cada cidades. Os ônibus são confortáveis e o serviço é pontual, mas a compra da passagem pode ser bem cansativa, já que em geral ela só é vendida no dia da viagem com antecedência de 1h. Em alguns casos, é possível reservar a passagem com antecedência e pagar no dia. Fui de Santa Clara até Trinidad de Viazul e, à exceção das complicações para adquirir a passagem, a viagem foi bastante tranquila.

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Outra forma de viajar de ônibus é por meio dos ônibus fretados pelas agências de turismo, como é o caso da Transgaviota, que eu utilizei para ir de Havana até Cayo Santa María.

De taxi

Em Havana, existe taxi para todos os gostos e bolsos, carro novo com ar condicionado, carros antigos, taxis coletivos, coco taxi e até bicitaxi nas distâncias mais curtas. Os preços variam, o importante é já deixar acertada a tarifa no começo da corrida. A corrida do Aeroporto José Marti até Habana Vieja ou Vedado gira em torno de 25 CUCs. Essa foto aí de baixo é com o seu Ávila e o seu Lada, que nos levou para vários lugares em Havana.

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Nas cidades pequenas, em geral, existem menos taxis “tradicionais” e mais taxis alternativos como mototaxi, bicitaxi e os preços são bem melhores.

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Considere utilizar também os taxis para o deslocamento entre as cidades, existe muita oferta e é possível se juntar com outros viajantes e negociar um bom preço. A princípio, pode parecer complicado, mas como existe pouca oferta de horário de ônibus, essa opção se torna bastante atrativa, muitas vezes os motoristas cobram o mesmo preço por pessoa da passagem de ônibus de Viazul. Fizemos isso para voltar de Trinidad para Havana e compensou bastante, já que de carro o tempo de viagem acaba sendo um pouco mais curto.

Aluguel de carro

Sim, é possível alugar carros em Cuba e, não, eu não estou falando de um Lada de 1970. Mas prepare o bolso, não é um serviço muito barato. Faça as cotações nas agências de turismo.

Onde se hospedar

Hotéis/Resorts

O país conta com hotéis/resorts estatais e semi estatais nas suas principais cidades e também em várias praias. É possível fazer a reserva no próprio site do hotel ou por intermédio de agências de viagens, como a Cubanacan e Cubatur.

Fiquei no Melia Las Dunas em Cayo Santa María, fiz a reserva em Havana na Cubatur, localizada no lobby do Hotel Nacional. Vou contar essa experiência nos próximos posts.

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Algumas praias, como é o caso de Cayo Santa María, possuem muitos resorts, então o Tripadvisor é um ótimo aliado para saber como é o hotel antes antes de fechar o seu pacote nas agências de turismo.

Casas particulares

Certamente é um dos meios mais econômicos e interessantes de se hospedar no país. O preço médio da hospedagem em quarto duplo é 25 cucs, o café da manhã (3- 5 cucs) e/ou jantar (10 cucs) é oferecido à parte pela maioria delas.

O serviço é profissional, as casas precisam de licença para funcionar e parecem pequenas pousadas.

Para escolher uma casa, basta olhar as avaliações no Tripadvisor ou em sites como o mycasaparticular.com, cubacasas.net e cuba-particular.com. Alguns deles permitem fazer a reserva e, em alguns casos, será necessário mandar email para a família. É costume também confirmar a reserva com alguns dias de antecedência, para que eles saibam que você não desistiu. Em geral, cada casa dispõe de poucas vagas, mas em compensação, existem muitas casas que ofertam esse serviço.

Eu fiz a reserva por telefone já em Cuba com alguns dias de antecedência, o que eu acho que funciona bem fora da alta temporada. Outra opção é fazer a reserva da casa do seu primeiro destino e pedir uma indicação para a família para o próximo destino ou, ainda, procurar uma casa ao chegar no próximo destino.

Fiquei em casa particular em Santa Clara e Trinidad e ambas foram ótimas experiências, os quartos eram novos, bem equipados e ficavam em uma parte separada da casa, assim, você tem a oportunidade de interagir com os moradores ao mesmo tempo em que mantém a sua privacidade.

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Aluguel de apartamento

Já é possível alugar apartamentos e quartos pelo Airbnb. Em Havana ficamos no apartamento do Aldo e da Vanessa, localizado em Vedado, e tivemos uma ótima experiência, com direito a essa vista aí da foto.

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E o dinheiro?

Cuba tem duas moedas, o Peso Cubano (CUP) – a moeda que a população usa cotidianamente, e o Peso Convertível (CUC), a moeda turística. Muitos estabelecimentos aceitam pagamento nas duas moedas e tem até tabelas de conversão para isso. Alguns serviços podem ter preços diferenciados para locais em CUPs e para turistas em CUCs, como é o caso de alguns museus e cinemas.

Parece complicado, mas não é. O viajante deve levar apenas Euros do Brasil, já que o dólar é taxado para fazer a conversão (é possível trocar reais, mas eu realmente não saberia dizer se compensa). Chegando lá, é necessário converter os Euros em CUCs. A casa de câmbio – a CADECA, é estatal e não tem diferença de cotações. Recomenda-se trocar apenas nesses estabelecimentos oficiais para evitar eventuais fraudes.

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1 Euro equivale a cerca de 1,10 CUCs, então a conversão das transações é fácil – é só pensar em Euro.

Troquei uma pequena quantia em CUPs pois é possível efetuar algumas despesas cotidianas na moeda local, como comprar um lanche em um quiosque, frutas, coisas do tipo.

Não conte de forma nenhuma com o cartão de crédito, pois a quase totalidade dos estabelecimento não aceita esse meio de pagamento.

Existem caixas eletrônicos e consegui efetuar com êxito a retirada de CUCs com o cartão de crédito, mas acredito que as taxas não compensem, seria mais para uma emergência.

Como acessar a internet

O acesso à internet já foi dificultoso na Ilha, mas há cerca de seis meses tudo se tornou bem mais fácil com a criação de zonas de wi-fi nas ruas e praças. Funciona assim: primeiro você compra um cartão de internet (1 h) nas lojas da ETECSA (2 CUCS) ou de ambulantes (3 CUCS). Então, em um desses pontos de wi fi, é só se conectar à rede da ETECSA e logar com a senha e usuário do cartão. Depois é só lembrar de se desconectar da rede para poder usar o resto do tempo em outro momento. Achar um dos pontos de wi fi é muito fácil, nas cidades pequenas eles estão geralmente nas praças principais (ou onde você avistar uma concentração de pessoas com smartfones e laptops hehe).

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Até o momento, não há restaurantes nem hotéis com wi fi grátis. Em geral há pontos de wi fi nos hotéis, mas ainda assim você vai precisar comprar o cartão.

De resto, a internet tem boa velocidade de forma geral e não tive problemas em acessar a maioria dos sites (facebook, instagram, whatsupp, tripadvisor, tudo liberado).

A despeito dessas facilidades, viajar para Cuba te faz desenvolver uma nova relação com a internet, já que não é possível estar conectado a todo tempo. Hoje em dia ficamos muito dependentes do celular para resolver as coisas durante a viagem, então é importante pesquisar os restaurantes e atrações com antecedência, baixar mapas e salvar reservas offline para não passar nenhum aperto.

Espero que tenham curtido as dicas!

 

Planejamento de viagem, Viajando sozinha

Fazendo as malas

Detesto fazer e desfazer mala, exceto por um motivo: fazer mala significa que eu vou viajar.

Depois de algumas experiências acumulada, desenvolvi alguns princípios que eu sempre tento levar em consideração quando estou preparando uma mala:

1) Só leve aquilo que você puder carregar: essa é a regra de ouro da bagagem, gente. Não é fácil fazer uma mala básica, requer um bom nível de desapego, mas com um pouco de disposição, é possível ficar cada vez mais minimalista. Eu aprendi essa lição de uma forma tragicômica, quando estava voltando com um amiga do intercâmbio que fiz em Varsóvia, decidimos fazer um stop em Paris. O problema é que tínhamos uma bagagem imensa e pesada dos seis meses de viagem (eu estava com uma mala de 32 kg, uma mochila de 27 kg, além de uma mochila menor de uns 8 kg) e, ao chegar em Paris, descobrimos que o taxi até o hotel iria custar uma fortuna. Tivemos a não-sábia ideia de ir de metrô até o hotel com os nossos 5748 kg de bagagem. O resultado foi 3 horas de terror no subsolo de Paris, 4 mudanças de linha, subindo e descendo escadas, ficando presa nas catracas, esbarrando em todo mundo e perdendo a alça da mala. Resumindo: não foi bom, os meus ombros levaram dias para se recuperar da maratona de carregar duas mochilas. Então, lembre-se sempre: nunca leve o que você não consegue carregar. E, caso você esteja levando mais do que pode carregar, pague um taxi.

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2) Adapte a sua bagagem ao tipo de viagem que vai fazer: se estiver indo para algum lugar que seja difícil arrastar malas ou se você for passar por várias cidades, talez seja melhor pensar em uma mochila. Quando fui ao Peru e à Bolívia, não estava fazendo propriamente um mochilão, então levei uma mala média que me causou vários arrependimentos quando fomos obrigados por conta de uma greve a cruzar a fronteira a pé entre os dois países carregando uma mala com 24 kg de coisas desnecessárias. Serviu de aprendizado, em Veneza fui com apenas uma bolsa de mão, já prevendo o que seria ter que carregar uma mala gigante naquelas pontes cheias de degraus e no vaporetto. Se for fazer uma viagem de trem, malas grandes e pesadas são uma péssima opção devido à falta de espaço no bagageiro e, lembre-se sempre, no trem quem sobe a mala é você.

3)Só leve aquilo que tem certeza que vai usar: férias podem fazer você pensar que vai virar uma nova pessoa em outro lugar e fazer você sair levando aquela blusa e todos aqueles batons que você não acha jeito de usar no seu dia a dia. Eu já fiz isso inúmeras vezes, já tinha até algumas roupas que eram muito viajadas, mas pouco usadas. Hoje eu tendo a achar que a melhor maneira de arriscar usar algo é em casa mesmo, já que se você levar um monte de coisas e não achar jeito de usar, vai ficar sem opções ou vestindo algo que te deixe desconfortável. Então, se for pra ousar, escolha apenas uma peça e não várias.

4) Sapatos confortáveis, por favor. Se você planeja bater perna compulsivamente, vale a pena investir em algo que deixe os seus pés arejados e confortáveis.

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5) Se tiver que escolher, carregue nas peças que você sabe que não vai conseguir comprar de jeito nenhum no seu lugar de destino, o resto dá-se um jeito. Eu, por exemplo, tenho muita dificuldade de achar calças que me sirvam fora do Brasil, então sempre tenho isso em mente na hora de fazer uma mala.

6) Fique de olho na previsão do tempo: bem óbvio, né? preste atenção também se está indo para algum lugar alto ou com muito vento, o que pode significar mais frio. E cheque a previsão do tempo na véspera. Quando fui à Ouro Preto no ano passado olhei a previsão alguns dias antes e o tempo mudou bruscamente. Resultado: passei frio/usei o mesmo vestido de lã todos os dias.

7) Viaje confortável: ninguém precisa arrasar no aeroporto ou no busão, opte por roupas com tecidos e modelagens conforáveis, que não sujem ou amassem com facilidade e sapatos confortáveis, que te permitam descansar ao longo do trajeto e ter conforto para carregar malas e se deslocar ao chegar no seu destino. Ah, leve um casaco também, em caso de ar condicionado polar.

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8) Opte por peças versáteis: a pior parte de fazer um mala sucinta é a chatice de se sentir vestindo as meeesmas roupas por dias e dias. É por isso que eu tento sempre escolher peças que combinem com pelo menos outras duas peças para ampliar as combinações possíveis, evitando assim, aquela blusinha estampadinha que só dá pra usar com a calça X se o dia estiver ameno.

9) Leve algumas roupas na mala de mão: afinal, nunca se sabe quando a sua mala pode ser extraviada.