Browsing Category

Roteiros

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Taganga

Taganga é uma pequena vila praiana que fica ao lado de Santa Marta (cerca de 5km). Muitos viajantes passam por lá para pegar o barco para o Parque Tayrona. Eu já contei que tenho terror e pânico de barco-pequeno-chacoalhando, então ir por Taganga nunca foi uma opção. O roteiro de viagem estava apertado para passar um dia por lá, mas só tinha uma coisa que eu fazia muita questão de ver após deparar com um monte de fotos lindas: o pôr do sol na praia.

Como eu contei para vocês nos posts passados, acabamos esticando a nossa estada em Santa Marta para conhecer outras atrações próximas. Logo pela manhã fizemos um passeio em Minca e depois fomos conhecer a Quinta de San Pedro Alejandrino. Com o tempo que sobrou no fim da tarde, decidimos correr para passar o entardecer na praia em Taganga.

Chegar lá é bastante fácil, basta pegar um ônibus no centro de Santa Marta (carrera 5), que leva cerca de 15 minutos para chegar no centro da vila.

img_6419
Curtimos as últimas horas de sol e aproveitamos para dar continuidade ao projeto “uma vida baseada em arroz de coco e patacones”. Afinal, quando é que eu ia poder comer essa delícia de novo?

0403ff45-c389-4098-9b72-d8554dee6b9a

O tempo nublou no fim do dia, então o pôr do sol não fez jus ao que eu tenho certeza que Taganga é capaz de oferecer.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Ainda assim foi lindo, um belo encerramento de um dia mega produtivo que começou na Sierra Nevada e terminou no mar. E que viajante compulsivo não adora um dia que rende bastante, hein?

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Quinta de San Pedro Alejandrino

No post anterior, eu contei sobre a nossa visita à vila de Minca, próxima à Santa Marta. Como o nosso passeio acabou sendo encurtado pela chuva, decidimos aproveitar o tempo livre para conhecer a Quinta de San Pedro Alejandrino em Santa Marta.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Fundada em 1608, essa fazenda teve vários donos ao longo de sua história, mas ganhou notoriedade por ser o local onde Simón Bolívar, ator chave nas guerras de independência da América Latina, viveu seus últimos dias antes de falecer.

Processed with VSCOcam with c1 preset

O ingresso na Quinta custa 20 mil pesos para estrangeiros (cerca de R$ 20,00). Estudantes ficam à disposição para fazer uma visita guiada no local mediante contribuição voluntária. Além de apoiar o trabalho desses estudantes, a visita foi uma ótima oportunidade para conhecer a história e os detalhes do local.

Processed with VSCOcam with c3 preset

A visita começa pela Antigua Hacienda e a Casa Principal, local onde Simón Bolívar viveu os seus últimos dias. É difícil expressar a importância e o simbolismo desse lugar na história da Colômbia. Ao renunciar à Presidência da Gran Colombia, Simón Bolívar foi convidado pelos então donos da Quinta para se hospedar lá.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Conta-se que durante os quatro primeiros dias, Bolívar percorre toda a Quinta e, em seguida, fica de cama e nunca mais sai de seu quarto até a sua morte em 17 de dezembro de 1830.

Processed with VSCOcam with c3 preset

 É do seu quarto na Quinta que Bolívar enviou às recém libertas nações latino-americanas uma mensagem de liberdade, união e fraternidade.
Processed with VSCOcam with c1 preset

Além da Hacienda Antigua e da Casa Principal, é possível também visitar o Altar da Patria e o Museo Bolivariano de Arte Contemporanea, que conta com uma coleção permanente de cerca de 200 obras, além das mostras temporárias.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Os jardins da Quinta são uma atração à parte. É, na verdade, um Jardim Botânico com várias espécies de vegetação típicas do bosque seco tropical.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Lá é possível contemplar árvores imensas e seus mais ilustres moradores, os iguanas.

Tudo isso faz com que uma passeio pela Quinta de San Pedro Alejandrino seja uma atração imperdível pra quem gosta de história, de arte e de natureza. No final do passeio, agradeci pela chuva de Minca ter nos levado até lá.

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Minca

Como eu contei no post passado, decidimos esticar a nossa estada em Santa Marta para conhecer algumas atrações próximas. Começamos o dia com um passeio até Minca, uma pequena vila localizada aos pés da Sierra Nevada.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Para chegar até Minca é necessário percorrer uma estrada bem estreita que vai contornando a Serra. À medida que se ganha altitude, o calor da costa vai ficando para atrás e o clima fica cada vez mais fresco. A nossa primeira parada foi na Compañia Cafetera La Victoria, fundada em 1892.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Lá é possível fazer um tour guiado para conhecer o processo de plantio, colheira e estocagem do café orgânico produzido na Finca. Aprendemos também sobre as diferenças entre o café colombiano e o brasileiro.

Processed with VSCOcam with c1 preset

E, como não poderia deixar de ser, no final, é possível provar o café da Finca e comprá-lo para levar para casa.

Processed with VSCOcam with c3 preset

Ainda na Finca, começou a chover, o que prejudicou o nosso segundo passeio, que era nas cachoeiras de Minca.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Seguimos, então, para a vila e ficamos um tempo na pracinha contemplando o cotidiano tranquilo de Minca e morrendo de arrependimento de não reservado alguns dias para ficar por lá.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Minca tem recebido cada vez mais viajantes (mochileiros principalmente) e conta com bares, restaurantes, hotéis e albergues. Destaque para o albergue Casa Elemento que tem uma rede com a vista mais cobiçada da região.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Além dessas atividades, é possível também fazer hikings na Sierra Nevada, passeios de bike e observação de pássaros  – existem mais de 300 espécies nativas nessa região!

Roteiros

Santa Marta, uma grata surpresa no caribe colombiano

Santa Marta surgiu no meu roteiro como a porta de entrada para o Parque Tayrona, já que o meu voo de Bogotá era para o aeroporto Simón Bolívar.

Tinha ouvido ótimas referências de lá, mas até chegar não tinha entendido a mágica do lugar. O plano era passar apenas uma noite por lá no caminho para Cartagena, mas a experiência foi tão positiva que acabamos esticando a estada por mais um dia e uma noite na cidade.

Santa Marta foi a primeira cidade espanhola fundada na Colômbia. Seu centro histórico é bem mais modesto se comparado ao de Cartagena, mas a cidade sabe muito bem aproveitar o grande fluxo de turistas que desembarca por lá, seja para conhecer o Parque Tayrona ou para fazer a trilha até a cidade perdida.

207306e6-a99e-41b0-bab4-b0b6ce70ef0e
A cidade conta com uma ótima infraestrutura hoteleira. Sério, são tantos hotéis boutique lindos (e com preços de pousada no Brasil) que eu queria passar uma noite lá só para ficar em um deles.

A dúvida foi grande, mas acabei escolhendo o La Casa del Piano, localizado bem próximo da Carrera 5, a avenida comercial da cidade, mas em uma rua de pedestres bem tranquila e super próxima das atrações históricas da cidade e da vida noturna.

6c0bb4c2-b119-4a02-b7e2-f0acf118dd15
A decoração do hotel é fofíssima, toda inspirada em grandes pianistas.

Processed with VSCOcam with c2 preset

O point noturno da cidade é o Parque de Los Novios, uma praça muito bem conservada que é cercada de bares e restaurantes. É uma área bem animada, calçadas abarrotadas mesas com pessoas jantando, bebendo, curtindo a música e as apresentações de artistas de rua.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Estávamos cansados depois das trilhas do Tayrona e da viagem até Santa Marta, então acatamos a sugestão do hotel e fomos no restaurante do hotel La Casa del Farol.

Processed with VSCOcam with c2 preset

O restaurante é recém-inaugurado, então ainda estão fazendo alguns ajustes no menu, mas mesmo assim, foi uma ótima experiência.

Processed with VSCOcam with c2 preset

A decoração do hotel é linda, com várias citações do Gabriel García Marquez pelas paredes. O restaurante fica em um pátio ao ar livre, rodeado de plantas, luzinhas e boa música.

Processed with VSCOcam with c3 preset

Além do Parque Tayrona e da cidade perdida, Santa Marta é a base ideal para conhecer as vilas de Minca, Taganga e a Quinta de San Pedro Alejandrino, que serão assunto dos próximos posts!

Roteiros

Parque Tayrona: onde ficar

O meu maior dilema no planejamento da viagem para o Parque Tayrona era onde se hospedar. Como passaríamos apenas um fim de semana, estar bem localizado era crucial para aproveitar bem o tempo.

Existem basicamente três opções de hospedagem no Parque, a depender do quanto você pretende gastar e do nível de conforto.

A opção mais em conta é acampar ou dormir nas redes disponíveis nos acampamentos. O acampamento mais popular e mais bem estruturado parece ser o da praia de Cabo San Juan. Essa praia também conta com um restaurante e uma lanchonete com preços mais módicos do que o dos hotéis do Parque. A Luiza Galiza, do Leve na Viagem, se hospedou por lá e tem um relato bem legal da experiência.

A grande vantagem de se hospedar em Cabo San Juan é que a praia, além de linda, é livre para banho. Essa é a vista de um dos redários disponíveis para passar a noite. Imagine só acordar no meio dessa paisagem!

Processed with VSCOcam with c1 preset

Por outro lado, a desvantagem de optar por se hospedar por lá é que você precisa fazer a trilha com a sua bagagem  do estacionamento até a praia, a pé ou a cavalo.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A segunda opção é se hospedar em um hotel dentro do parque, como o Ecohab Tayrona e o Ecohab Arrecifes. Nós optamos por chegar bem cedo ao parque e passar apenas uma noite no Ecohabs Tayrona, assim, teríamos praticamente dois dias inteiros no parque.

O preço dos ecohabs é absolutamente fora do padrão das hospedagens na Colômbia e esse preço não se reflete em grandes luxos, o que pode gerar alguma frustração se você tiver essa expectativa. São acomodações simples, mas muito espaçosas, com ventilador (que não vai dar conta do calor), telas (que não vão dar conta dos mosquitos) e uma televisão (que você não vai usar).

Processed with VSCOcam with c1 preset

O que eu buscava no Ecohab era uma vista privilegiada do mar e do parque e, quanto a isso, fomos plenamente atendidos. Escolhi, inclusive,  uma das cabanas mais alta para garantir a melhor vista possível (o que me rendeu certo arrependimento quando percebi que ia ter que subir horrores toda vez que quisesse ir ao quarto :P)

Processed with VSCOcam with c3 preset

A comida servida no restaurante do Ecohab era muito boa, aproveitamos as opções da culinária local, com peixes frescos e arroz com coco.

34b60b24-6bb6-4e40-b739-668244822107

O Ecohab Tayrona fica localizado na praia de Canaveral, que é proibida para banho, mas, logo ao lado, existe uma praia bem pequena chamada La Piscinita, onde é permitido nadar (não é assim uma piscina de calmaria, mas dá para nadar)

Processed with VSCOcam with c1 preset

A praia conta com um bar do hotel, que serve algumas comidinhas e bebidas.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A terceira opção é se hospedar perto do Parque, mas fora dele. A vantagem dessa escolha são os preços, é possível encontrar boas opções com preços bem mais amigáveis do que o dos ecohabs. Há, inclusive, ecohabs fora do parque, em Taganga e na praia de Los Naranjos.

Eu quase optei por essa opção, pensando inclusive em esticar a viagem até Palomino, cidade do departamento do La Guajira com praias bem bonitas. Porém, como a intenção não era passar apenas um dia no parque, o meu receio era ter que pagar novamente a taxa no segundo dia.

Olhando para trás, o que provavelmente faríamos diferente seria se hospedar em Cabo San Juan ao menos uma noite para poder aproveitar melhor o dia na praia, já que a trilha de ida e volta até lá consome boa parte do dia. Quem sabe não voltamos um dia?

Roteiros

Parque Tayrona: como chegar

No post passado, eu contei um pouco da minha experiência no Parque Nacional Tayrona. Se você pretende incluí-lo no seu roteiro de viagem pela Colômbia, eis aqui algumas dicas práticas para chegar ao Parque:

A cidade mais próxima do Parque Nacional Tayrona é Santa Marta, no departamento de Magdalena. É possível chegar até lá vindo de ônibus (6h horas desde Cartagena) ou de avião. Várias companhias colombianas tem voos para o aeroporto Simón Bolívar, com destaque para a Viva Colombia, a low cost colombiana que tem preços bem acessíveis.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Fizemos o trecho Bogotá/Santa Marta com a companhia e tivemos uma ótima experiência. É preciso apenas ficar atento para não ter gastos desnecessários com adicionais, como a impressão de cartão de embarque e despacho de bagagem (se você não quiser pagar adicional por mala despachada, é bom preparar uma mala/mochila de mão com menos de 6kg).

Chegando em Santa Marta, é possível ir para o Tayrona de várias formas. Uma opção é por via marítima, pegando um barco em Taganga, uma vila próxima de Santa Marta. No blog da Luisa Galiza tem um relato bem detalhado da ida de lancha para o Tayrona.

img_6421

Para aqueles que tem terror e pânico de lanchas e barquinhos –  como é o meu caso, existem ainda outras duas alternativas. A mais econômica é pegar uma van ou ônibus até o parque no terminal de ônibus de Santa Marta. E, caso você esteja no aeroporto, outra opção é pegar um taxi direto para a entrada do parque.

O Parque Tayrona possui várias entradas, nós optamos por entrar pela principal (El Zaino), que fica há 32 km de Santa Marta.

Ao chegar na portaria do Parque, é necessário efetuar o pagamento da entrada e assistir uma breve apresentação sobre orientações gerais de conduta por lá. A entrada custa atualmente $ 42.000,00 pesos colombianos para estrangeiros, cerca de R$ 42,00.

img_6007

Depois disso, é preciso pegar uma van até o último ponto onde é permitido o trânsito de carros. A partir desse ponto, a van ainda pode andar mais 1km até a recepção do Ecohab Tayrona. Para quem não vai se hospedar lá, é preciso seguir à pé ou à cavalo até o próximo Ecohab ou acampamento.

img_6196

Nosso destino era o Ecohab Tayrona, então a van nos levou até a recepção do hotel. Tivemos um pequeno momento de desespero, daqueles que são péssimos de se viver, mas sempre rendem boas histórias. No estacionamento onde a maioria dos visitantes desceram, foram descarregadas todas as bagagens, daí quando desembarcarmos.. tcharaaans! Cadê as mochilas?

img_6194

Lembro que no primeiro desembarque tentei ficar de olho nas nossas mochilas, mas dentro da van não tinha muita visibilidade, então, decidi não descer para não ser control freak demais e me dei mal. Na verdade, dramas à parte, o desespero durou apenas 5 minutos, pois assim que notaram que havia mochilas sobrando, elas foram levadas até o hotel.

Foram poucos minutos, mas suficientes para começar a pensar como passar dois dias no meio do mato sem troca de roupa, sem repelente e o mais importante: sem protetor solar. A pessoa vai até na padaria de protetor solar, imagina o tamanho do desespero de estar nos trópicos sem filtro? É claro que os documentos e dinheiro estavam conosco, senão o desespero seria ainda maior!

As opções da volta são as mesmas. No estacionamento dentro do parque, há opção de pegar uma van até el Zaino e, de lá, pegar um ônibus para Santa Marta. Ou, a opção mais prática é pegar um van direto para Santa Marta (cerca de 15 reais por pessoa).

No próximo post, eu conto mais sobre as opções de hospedagem para conhecer o parque, até lá 🙂

Roteiros, Viagens

Parque Nacional Tayrona: uma jóia no Caribe colombiano

Se eu disser que queria conhecer o Parque Tayrona desde criancinha, estaria mentindo. A primeira vez que eu “ouvi falar” do Parque foi no instagram e, desde então, as fotos de praias paradisíacas banhadas pelo mar do Caribe e rodeadas pela mata e a Serra Nevada não saíram mais da minha cabeça.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Alguns meses depois disso, voávamos de Bogotá para Santa Marta, para passar um fim de semana no Parque. Do aeroporto, pegamos um taxi até El Zaino – a entrada mais conhecida do Tayrona, seguindo por uma rodovia estreita rodeada de comércio popular e vegetação densa, muito calor e umidade.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Durante o caminho, descobri que éramos conduzidos ao parque por um tayrona. O taxista nos contou de sua origem e das lembranças dos fins de semana acampando com a família no parque.

Os tayronas foram um dos povos que os espanhóis encontraram na costa colombiana, quando  estabeleceram assentamentos na região que hoje é a cidade de Santa Marta – a mais antiga cidade espanhola fundada na Colômbia.

Os tayronas viviam nas ladeiras baixas da Serra Nevada de Santa Marta. Devido a limitação geográfica imposta pela Serra, esse povo não se espalhou por outros territórios, ocupando densamente esta região. Realizaram impressionantes trabalhos de engenharia, estradas e pontes, cultivo de alimentos em ladeiras, entre outros.

Durante a estada no parque, é possível conhecer várias praias, fazer trilhas e praticar esportes aquáticos. Entrando por El Zaino, a primeira praia  é La Piscinita, que não chega a ser uma piscininha propriamente, mas é segura para banho e conta com a infraestrutura do bar do Ecohab Tayrona.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Ao lado de La Piscinita fica Cañaveral, proibida para banho.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Aliás, em razão das correntes e recifes, muitas praias no parque são impróprias para banho.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A praia mais badalada é Cabo San Juan,  que é própria para banho. É servida de campings e redários, que permitem aos viajantes pernoitar em um local bastante privilegiado.

Processed with VSCOcam with c1 preset

O acesso às praias é feito por meio de trilhas ou à cavalo.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Além das praias, outro atrativo do parque é conhecer o Pueblito, as ruinas arqueológicas do que foi um dia uma cidade do povo tayrona.

Definitivamente, o Parque Tayrona não é um destino fácil, conhecer as praias requer algumas horas de caminhada e até as acomodações luxuosas tem traços rústicos, quase impossível passar ileso de algum perrengue. Mas, seguramente as paisagens e a energia do lugar compensam todo esse esforço.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Em um lugar que é considerado como o de maior diversidade de pássaros do mundo, basta ficar observando em silêncio pra vê-los e ouvi-los por todas as partes, no meio da vegetação, voando em formação, além muitas borboletas, lagartos, formigas trabalhando, é a natureza em pleno movimento.

Nas próximas semanas, vou postar algumas dicas de transporte e hospedagem. Aguardem 🙂

Roteiros, Viagens

O que fazer em Bogotá

Dizem que Bogotá parece com São Paulo. De fato, tal como São Paulo, Bogotá é uma cidade enorme, à perder de vista no horizonte, com várias grandes avenidas, viadutos com arte rua, grande fluxo de pessoas e de carros. E muitos contrastes, o que a faz ainda mais familiar para nós, brasileiros.

Com dois ou três dias é possível disfrutar de muitas atrações históricas e culturais na cidade.

Listo abaixo as atrações que eu mais curti nos meus dias por lá:

La Candelaria

A região da Candelaria/Centro Histórico de Bogotá guarda várias obras arquitetônicas do período colonial da Colômbia e foi palco de vários eventos dramáticos da história do país.  Museus como o do Ouro, da Independência e a Casa Museo Jorge Eliecer Gaitán ajudam a recriar um pouco dessa história.

Processed with VSCOcam with c3 preset

Vários prédios públicos do governo colombiano ficam nessa região. A Plaza Bolívar (foto acima),  abriga a estátua do Libertador ao centro, rodeada pela Catedral Primada de Bogotá, o Palácio da Justiça e o Capitolio Nacional.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Além da Catedral Primada, é possível visitar várias igrejas lindas e muito bem preservadas no centro histórico como a Igreja da Candelária e a de São Francisco.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Além dos prédios públicos, a região do centro histórico de Bogotá também agrega várias universidades, havendo um grande fluxo de trabalhadores e estudantes pelas ruas.

Processed with VSCOcam with a5 preset

As casas coloniais coloridas, com suas portas e janelas da época, são uma atração à parte.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Essa região pareceu ser um polo de turismo jovem, vi muitos albergues, bares, cafés e restaurantes, principalmente perto da Plaza del Chorro de Quevedo.

Processed with VSCOcam with c1 preset

As ruas da Candelaria também são um museu de arte de rua a céu aberto.

c5bdb5d5-2231-40c7-b235-d9afd6286412

Na Calle del Embudo é possível encontrar o painel mais icônico da Candelaria, a representação de uma nativa wayuu feita pelo muralista colombiano Carlos Trilleras.

f347be81-2adc-488b-958b-6c4c33c02713

Museu Botero

O Museu Botero fica no bairro da Candelaria, e o edifício colonial que o abriga é uma atração por si só:

Processed with VSCOcam with c1 preset

Fernando Botero é um dos artistas plásticos colombianos mais conhecidos internacionalmente. Natural de Medellín, suas esculturas e pinturas são conhecidas mundo afora pelo volume “rechonchudo” que ele imprime nos corpos e objetos. Além das naturezas mortas e cenas cotidianas, a obra de Botero também é carregada de críticas sociais e políticas.

9b34c1d0-7e8f-4b78-83b0-44eea70535e4

O Museu abriga 208 obras doadas pelo artista, sendo 123 obras de sua autoria, e constitui a segunda maior coleção de obras de Botero, perdendo apenas para o Museu de Antioquia, em Medellín.

Lá, você poderá encontrar a famosa versão boteriana da Monalisa:

b434768a-00c5-45ab-bcbe-748b3c0fcaac
No segundo piso, o museu abriga as esculturas de pequeno e médio porte, feitas em bronze e mármore. Destaque para o gatinho boteriano:

Processed with VSCOcam with c1 preset

Além das obras de Botero, você ainda pode apreciar 85 obras são de artistas internacionais como Dalí, Degas, Ernst, Matisse, Picasso, entre outros. Ah, a entrada é gratuita 🙂

Centro Cultural Gabriel García Marquez

O Centro é um lugar muito gostoso para fazer uma pausa entre as andanças no Centro Histórico. O espaço abriga mostras de filmes e exposições. Quando eu passei por lá, tive a sorte de ver uma exposição de pinturas sobre Frida Kahlo.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Além disso, lá tem uma filial da livraria mexicana do Fondo Economico de Cultura, com acervo literário e acadêmico muito amplo.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Não deixe de aproveitar a vista do último andar do Centro para apreciar as casinhas da Candelaria.

Processed with VSCOcam with c1 preset

E, se tudo isso não for suficiente,  ainda tem uma filial da cafeteria Juan Valdez com mesinhas ao sol, caso tenha sol. Confesso que ficava esperando o meio da tarde, no auge do calorzinho, para tomar uma malteada de coco por lá. Mas não se aflinja, se não tiver sol, você pode tomar algum dos cafés quentinhos do Juan Valdez.

Feira de Usaquén

Usaquén é uma localidade ao norte de Bogotá que ainda preserva muitas de suas construções históricas. No domingo, o mercado de pulgas de Usaquén se espalha pelas ruas próximas à Paróquia de Santa Bárbara e é uma ótima opção para visitar as casas históricas e conhecer o artesanato da região.

10ad152b-44c1-4998-9f1b-59d4e380eb17

E, de forma geral, achei os preços da feira muito bons, principalmente porque existe muita oferta de um mesmo produto e você tem a oportunidade de barganhar. Foi o lugar que eu achei a maior oferta de bolsas wayuu e os melhores preços.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Achei o clima da feira muito gostoso, havia apresentações musicais, algumas barraquinhas de comida, muitos turistas, mas também muitos locais passeando pela feira antes de irem para os seus almoços de domingo. Aliás,  Usaquén é um ótimo lugar para almoçar, tem várias opções de restaurantes por lá. Aguardem o post das comidas!

Bogotá Graffiti Tour

Eu posso dizer sem hesitar que Bogotá foi o lugar com mais arte de rua que eu já visitei. E não só impressão minha, a cidade figura entre as capitais latino-americanas com maior presença de street art, junto com São Paulo e Buenos Aires.

d318744e-53b5-45ef-af7f-48858317770e

Fizemos um tour de street art com a Bogota Graffiti Tours. O passeio sai do Parque de los Periodistas e se concentra em algumas ruas da Candelaria e do centro, com cerca de 2h30 de duração. A contribuição é voluntária, as pessoas doam em média 20 a 30 mil pesos (entre 25 e 30 reais). Para participar, basta fazer a inscrição no site deles.

Processed with VSCOcam with c1 preset

É claro que o tour é uma mostra mínima da variedade de obras que existe na cidade, andando no centro e mesmo no ônibus ou carro é possível notar quão presente é a arte de rua na cidade.

Processed with VSCOcam with c1 preset

O tour foi muito interessante para conhecer melhor as técnicas e os artistas da cidade e a história da arte de rua em Bogotá, além do guia dar noções gerais da história e das principais questões contemporâneas da política colombiana.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Apesar de entender o porquê desse trabalho ser capitaneado por artistas estrangeiros que vivem em Bogotá, achei uma pena não ter a opção de um guia local, como acontece em Medellín por exemplo, certamente ele teria mais propriedade para tratar das questões internas do país.

Cerro Monserrate

O Cerro Monserrate está a 3.152 sobre o nível do mar e é facilmente notado ao passear pelo Centro Histórico da capital. Além da vista panorâmica da cidade, ele abriga também o Santuario del Señor Caído de Monserrate, lugar de peregrinação religiosa.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Para chegar até o topo, basta chegar até a estação de teleféricos e funiculares, comprar o bilhete e subir.

d3e099e2-491c-489d-8a16-01b3f6436d2c
Não tivemos muita sorte no passeio, a chuva que havia sido boazinha nos outros dias de viagem resolveu cair com força naquele dia, transformando a visão panorâmica da cidade em uma visão panorâmica de uma nuvem gigante.

Além de restaurante e lanchonete, lá encima tem uma pequena feira de artesanatos, ótima para comprar souvernirs

Roteiros

Trinidad, minha cidade favorita em Cuba

É difícil dar esse veredito, mas posso dizer que Trinidad foi a cidade que eu mais gostei em Cuba, e eu já sabia que ia ser assim antes mesmo de ir.

Pense num lugar onde você encontra casinhas coloniais, ruas de pedra, em um ambiente bucólico quase rural, embalado pela salsa dos bares e, além de tudo isso, a 15 minutos de praias maravilhosas. É isso.

Passei dois dias na cidade e poderia facilmente ter ficado mais.

img_4645

Quando chegamos no terminal rodoviário da Viazul fomos prontamente assediados por pessoas oferecendo transporte, hospedagem e restaurantes. Já tínhamos a nossa hospedagem reservada na casa do Pupito e da Carmen, então seguimos adiante.

img_4458

Após conhecermos o simpático casal que seria o nosso anfitrião nesses três dias, fomos procurar um lugar para comer e acabamos optando pela Bodeguita del Medio, já que em Havana ela estava sempre lotada, seria uma boa oportunidade de conhecê-la. Pagamos cerca de 10 cucs pela refeição, que estava boa, mas nada de demais, mas valeu a pena para curtir a música ao vivo que estava rolando lá dentro.

Processed with VSCOcam with f1 preset

Passamos o resto do dia caminhando com calma pelas ruas da cidade, assistindo aquelas cenas típicas de domingo no interior, quando as pessoas deixam as portas das casas abertas, sentam na calçada, conversam com os vizinhos, as crianças brincam na rua e os cachorros ficam na janela tentando aliviar o calor.

Processed with VSCOcam with c1 preset

No domingo, topamos com uma feirinha de artesanato pelas ruas da cidade, com muitos artigos em madeira para vender (e muito assédio, por supuesto)

Processed with VSCOcam with c1 preset

À noite, Trinidad é mais incrível ainda,  você caminha pela cidade e vai escutando a música ao vivo dos restaurantes e barzinhos.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Destaque para o Casa de la Musica, que fica em uma escadaria, rodeada por bares e restaurantes, lotada a noite inteira de turistas e locais dançando salsa, tomando um mojito na calçada, ou simplesmente usando o wi fi, já que esse é um dos pontos de rede da cidade.

img_4573

No dia seguinte, pegamos um taxi pela manhã para a Playa Ancón e já combinamos com o taxista um horário para o retorno, já que não sabíamos se ia ter taxi fácil na praia para voltar (e realmente não tinha).

Processed with VSCOcam with c1 preset

A Playa Ancón pode até não ter aqueles tons azuis esverdeados a la Caribe (apesar de estar, sim, virada para o mar do Caribe, ao contrário das praias do Cayo Santa María que eu mostrei aqui), mas tem um mar calmo e uma atmosfera bastante tranquila. Mesmo não estando hospedado em nenhum dos hotéis, é possível negociar para alugar um guarda-sol e usufruir do bar e do restaurante.

Processed with VSCOcam with c1 preset

É simplesmente perfeita para aliviar o calor de Trinidad durante o dia (à noite, não resta opção senão lidar com ele haha)

Processed with VSCOcam with c1 preset

Na beira da praia existem vários hotéis para quem quiser se hospedar pertinho da praia. Mas, sinceramente? Trinidad oferece tanta diversão à noite e fica tão pertinho que nem faz sentido se hospedar na praia.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Voltamos para Trinidad por volta das 16h e aproveitamos que o sol havia dado uma trégua para terminar de ver a cidade.

Processed with VSCOcam with c3 preset

E, à noite, repetimos o mesmo roteiro do dia seguinte: jantar e ficar nas escadarias do Casa de la Musica admirando as pessoas que sabem dançar salsa (o que não era nosso caso).

Por motivos de preguiça optamos por jantar no restaurante que fica aos pés da escadaria, cujo nome eu já me esforcei para lembrar, mas não consegui (isso é que dá esperar 5 meses para escrever o post).

Processed with VSCOcam with c2 preset

Mas a localização é inconfundível, o menu era bem variado e tanto os drinks como a massa com frutos do mar estavam ótimos.

Processed with VSCOcam with c2 preset

A sensação do jantar foi essa torta de chocolate com coco, o chocolate é produzido em Baracoa, no Oriente do país, e é bem diferente do nosso. Nada melhor para se despedir da cidade que me tratou tão bem, né?

Roteiros, Viagens

Cayo Santa Maria: um paraíso para chamar de seu

Após alguns dias em Havana, é claro que a ansiedade para conhecer as famosas praias cubanas estava grande. Meu grande sonho dourado era ir para Cayo Largo, já tinha até negociado comigo mesma que valeria a pena enfrentar o meu pânico de voar em avião pequeno para conhecer esse pequeno paraíso. Mas, como os preços das passagens estavam muito caros, optamos por ir para algum cayo por via terrestre mesmo. Escolhemos Cayo Santa María por ser o mais próximo de Havana e, ao mesmo tempo, próximo de Santa Clara, outra cidade que queríamos visitar.

a9fa9572-703f-49ad-b1a4-09f77d2d371d

Organizamos a viagem já em Havana, com uns dois dias antecedência reservamos um pacote com a Cubatur, que incluía o traslado  e 2 duas diárias no Melia las Dunas.

O traslado saiu as 5h da manhã do Hotel Nacional e chegou por volta das 12h no Meliá Las Dunas, com duas paradas no caminho. O ônibus era muito bom, certamente foi o meio mais prático e mais barato de chegar ao cayo. Pelo google maps, eu havia visto que uma espécie de ponte conectava a ilha aos cayos. Na verdade, não é exatamente uma ponte, mas sim uma estrada bem estreita que vai avançando sobre o mar até chegar ao cayo, com vistas lindíssimas.

A minha grande preocupação ao pesquisar os resorts era a alimentação, já que havia lido muitos relatos de pessoas que não gostaram da comida. Mas, como nunca havíamos ficado em  um resort antes, era difícil dizer se as pessoas não gostaram da comida por gosto pessoal ou em comparação à outros resorts mundo afora ou se a comida, de fato, não era boa.

Eu era daquelas que dizia que não via graça em resort, achava um esquema muito parado passar dias na mesma praia só curtindo a infraestrutura do hotel e me empanturrando 24 horas por dia.

Processed with VSCOcam with c2 preset

Mas, confesso, que fui obrigada a pagar a língua e rever meus conceitos e, diga-se de passagem, assim que puder ($$$), adoraria voltar a um resort.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A estrutura do hotel era muito boa, havia uma zona voltada para famílias com crianças e outra para adultos, vários bares e lanchonetes, sorveterias, restaurantes do tipo buffet e alguns restaurantes a la carte.

Processed with VSCOcam with c1 preset

A estrutura próxima ao mar também era ótima, nunca tivemos dificuldades em conseguir um bom espaço na faixa de areia e havia opções de bares e lanchonetes próximas.

Processed with VSCOcam with c1 preset

Havia também um lojinha com itens de primeira necessidade para emergências, uma agência de turismo e uma banca de artesanato.

A internet funciona da mesma forma que nos outros lugares do país, a propriedade conta com um ponto de wi fi, então você só precisa adquirir o cartão com os dados de login na recepção, que custavam 3 cucs por hora.

Sem contar que os jardins do resort eram uma lindeza.

86ab52fd-ae88-4a29-a6e0-4e089c5fe83d

Agora vamos a parte controversa, a comida. O buffet, em todas as refeições, era sempre muito variado, peixes, carnes, frango, massas, omeletes, pizzas, frutas e sobremesas. As lanchonetes ainda contavam com outras opções com sanduiches e petiscos. As opções de bebidas alcoólicas e não alcoólicas também eram bem variadas.

Deixamos para última hora então só conseguimos provar um dos restaurantes, a pizzaria a la carte, a comida estava boa, mas nada excepcional. Alguns dos restaurantes à la carte exigem roupa social para entrar, então é bom ficar ligado.

Apesar da variedade, achei a comida muito gordurosa e sem sabor, o que não faz jus de forma alguma à comida cubana, muito provavelmente porque o hotel busca apresentar opções internacionais que agradem os turistas estrangeiros, mas que de forma geral são bem diferentes do paladar brasileiro. Porém, o fato de haver muita variedade facilita bastante, pois você sempre pode achar algo que seja do seu agrado.

De toda forma, isso não atrapalhou de forma nenhuma a experiência, adorei o resort e voltaria com certeza.