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O que fazer em Bogotá

Dizem que Bogotá parece com São Paulo. De fato, tal como São Paulo, Bogotá é uma cidade enorme, à perder de vista no horizonte, com várias grandes avenidas, viadutos com arte rua, grande fluxo de pessoas e de carros. E muitos contrastes, o que a faz ainda mais familiar para nós, brasileiros.

Com dois ou três dias é possível disfrutar de muitas atrações históricas e culturais na cidade.

Listo abaixo as atrações que eu mais curti nos meus dias por lá:

La Candelaria

A região da Candelaria/Centro Histórico de Bogotá guarda várias obras arquitetônicas do período colonial da Colômbia e foi palco de vários eventos dramáticos da história do país.  Museus como o do Ouro, da Independência e a Casa Museo Jorge Eliecer Gaitán ajudam a recriar um pouco dessa história.

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Vários prédios públicos do governo colombiano ficam nessa região. A Plaza Bolívar (foto acima),  abriga a estátua do Libertador ao centro, rodeada pela Catedral Primada de Bogotá, o Palácio da Justiça e o Capitolio Nacional.

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Além da Catedral Primada, é possível visitar várias igrejas lindas e muito bem preservadas no centro histórico como a Igreja da Candelária e a de São Francisco.

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Além dos prédios públicos, a região do centro histórico de Bogotá também agrega várias universidades, havendo um grande fluxo de trabalhadores e estudantes pelas ruas.

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As casas coloniais coloridas, com suas portas e janelas da época, são uma atração à parte.

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Essa região pareceu ser um polo de turismo jovem, vi muitos albergues, bares, cafés e restaurantes, principalmente perto da Plaza del Chorro de Quevedo.

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As ruas da Candelaria também são um museu de arte de rua a céu aberto.

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Na Calle del Embudo é possível encontrar o painel mais icônico da Candelaria, a representação de uma nativa wayuu feita pelo muralista colombiano Carlos Trilleras.

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Museu Botero

O Museu Botero fica no bairro da Candelaria, e o edifício colonial que o abriga é uma atração por si só:

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Fernando Botero é um dos artistas plásticos colombianos mais conhecidos internacionalmente. Natural de Medellín, suas esculturas e pinturas são conhecidas mundo afora pelo volume “rechonchudo” que ele imprime nos corpos e objetos. Além das naturezas mortas e cenas cotidianas, a obra de Botero também é carregada de críticas sociais e políticas.

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O Museu abriga 208 obras doadas pelo artista, sendo 123 obras de sua autoria, e constitui a segunda maior coleção de obras de Botero, perdendo apenas para o Museu de Antioquia, em Medellín.

Lá, você poderá encontrar a famosa versão boteriana da Monalisa:

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No segundo piso, o museu abriga as esculturas de pequeno e médio porte, feitas em bronze e mármore. Destaque para o gatinho boteriano:

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Além das obras de Botero, você ainda pode apreciar 85 obras são de artistas internacionais como Dalí, Degas, Ernst, Matisse, Picasso, entre outros. Ah, a entrada é gratuita 🙂

Centro Cultural Gabriel García Marquez

O Centro é um lugar muito gostoso para fazer uma pausa entre as andanças no Centro Histórico. O espaço abriga mostras de filmes e exposições. Quando eu passei por lá, tive a sorte de ver uma exposição de pinturas sobre Frida Kahlo.

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Além disso, lá tem uma filial da livraria mexicana do Fondo Economico de Cultura, com acervo literário e acadêmico muito amplo.

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Não deixe de aproveitar a vista do último andar do Centro para apreciar as casinhas da Candelaria.

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E, se tudo isso não for suficiente,  ainda tem uma filial da cafeteria Juan Valdez com mesinhas ao sol, caso tenha sol. Confesso que ficava esperando o meio da tarde, no auge do calorzinho, para tomar uma malteada de coco por lá. Mas não se aflinja, se não tiver sol, você pode tomar algum dos cafés quentinhos do Juan Valdez.

Feira de Usaquén

Usaquén é uma localidade ao norte de Bogotá que ainda preserva muitas de suas construções históricas. No domingo, o mercado de pulgas de Usaquén se espalha pelas ruas próximas à Paróquia de Santa Bárbara e é uma ótima opção para visitar as casas históricas e conhecer o artesanato da região.

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E, de forma geral, achei os preços da feira muito bons, principalmente porque existe muita oferta de um mesmo produto e você tem a oportunidade de barganhar. Foi o lugar que eu achei a maior oferta de bolsas wayuu e os melhores preços.

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Achei o clima da feira muito gostoso, havia apresentações musicais, algumas barraquinhas de comida, muitos turistas, mas também muitos locais passeando pela feira antes de irem para os seus almoços de domingo. Aliás,  Usaquén é um ótimo lugar para almoçar, tem várias opções de restaurantes por lá. Aguardem o post das comidas!

Bogotá Graffiti Tour

Eu posso dizer sem hesitar que Bogotá foi o lugar com mais arte de rua que eu já visitei. E não só impressão minha, a cidade figura entre as capitais latino-americanas com maior presença de street art, junto com São Paulo e Buenos Aires.

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Fizemos um tour de street art com a Bogota Graffiti Tours. O passeio sai do Parque de los Periodistas e se concentra em algumas ruas da Candelaria e do centro, com cerca de 2h30 de duração. A contribuição é voluntária, as pessoas doam em média 20 a 30 mil pesos (entre 25 e 30 reais). Para participar, basta fazer a inscrição no site deles.

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É claro que o tour é uma mostra mínima da variedade de obras que existe na cidade, andando no centro e mesmo no ônibus ou carro é possível notar quão presente é a arte de rua na cidade.

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O tour foi muito interessante para conhecer melhor as técnicas e os artistas da cidade e a história da arte de rua em Bogotá, além do guia dar noções gerais da história e das principais questões contemporâneas da política colombiana.

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Apesar de entender o porquê desse trabalho ser capitaneado por artistas estrangeiros que vivem em Bogotá, achei uma pena não ter a opção de um guia local, como acontece em Medellín por exemplo, certamente ele teria mais propriedade para tratar das questões internas do país.

Cerro Monserrate

O Cerro Monserrate está a 3.152 sobre o nível do mar e é facilmente notado ao passear pelo Centro Histórico da capital. Além da vista panorâmica da cidade, ele abriga também o Santuario del Señor Caído de Monserrate, lugar de peregrinação religiosa.

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Para chegar até o topo, basta chegar até a estação de teleféricos e funiculares, comprar o bilhete e subir.

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Não tivemos muita sorte no passeio, a chuva que havia sido boazinha nos outros dias de viagem resolveu cair com força naquele dia, transformando a visão panorâmica da cidade em uma visão panorâmica de uma nuvem gigante.

Além de restaurante e lanchonete, lá encima tem uma pequena feira de artesanatos, ótima para comprar souvernirs

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Roteiros

Trinidad, minha cidade favorita em Cuba

É difícil dar esse veredito, mas posso dizer que Trinidad foi a cidade que eu mais gostei em Cuba, e eu já sabia que ia ser assim antes mesmo de ir.

Pense num lugar onde você encontra casinhas coloniais, ruas de pedra, em um ambiente bucólico quase rural, embalado pela salsa dos bares e, além de tudo isso, a 15 minutos de praias maravilhosas. É isso.

Passei dois dias na cidade e poderia facilmente ter ficado mais.

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Quando chegamos no terminal rodoviário da Viazul fomos prontamente assediados por pessoas oferecendo transporte, hospedagem e restaurantes. Já tínhamos a nossa hospedagem reservada na casa do Pupito e da Carmen, então seguimos adiante.

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Após conhecermos o simpático casal que seria o nosso anfitrião nesses três dias, fomos procurar um lugar para comer e acabamos optando pela Bodeguita del Medio, já que em Havana ela estava sempre lotada, seria uma boa oportunidade de conhecê-la. Pagamos cerca de 10 cucs pela refeição, que estava boa, mas nada de demais, mas valeu a pena para curtir a música ao vivo que estava rolando lá dentro.

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Passamos o resto do dia caminhando com calma pelas ruas da cidade, assistindo aquelas cenas típicas de domingo no interior, quando as pessoas deixam as portas das casas abertas, sentam na calçada, conversam com os vizinhos, as crianças brincam na rua e os cachorros ficam na janela tentando aliviar o calor.

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No domingo, topamos com uma feirinha de artesanato pelas ruas da cidade, com muitos artigos em madeira para vender (e muito assédio, por supuesto)

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À noite, Trinidad é mais incrível ainda,  você caminha pela cidade e vai escutando a música ao vivo dos restaurantes e barzinhos.

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Destaque para o Casa de la Musica, que fica em uma escadaria, rodeada por bares e restaurantes, lotada a noite inteira de turistas e locais dançando salsa, tomando um mojito na calçada, ou simplesmente usando o wi fi, já que esse é um dos pontos de rede da cidade.

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No dia seguinte, pegamos um taxi pela manhã para a Playa Ancón e já combinamos com o taxista um horário para o retorno, já que não sabíamos se ia ter taxi fácil na praia para voltar (e realmente não tinha).

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A Playa Ancón pode até não ter aqueles tons azuis esverdeados a la Caribe (apesar de estar, sim, virada para o mar do Caribe, ao contrário das praias do Cayo Santa María que eu mostrei aqui), mas tem um mar calmo e uma atmosfera bastante tranquila. Mesmo não estando hospedado em nenhum dos hotéis, é possível negociar para alugar um guarda-sol e usufruir do bar e do restaurante.

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É simplesmente perfeita para aliviar o calor de Trinidad durante o dia (à noite, não resta opção senão lidar com ele haha)

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Na beira da praia existem vários hotéis para quem quiser se hospedar pertinho da praia. Mas, sinceramente? Trinidad oferece tanta diversão à noite e fica tão pertinho que nem faz sentido se hospedar na praia.

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Voltamos para Trinidad por volta das 16h e aproveitamos que o sol havia dado uma trégua para terminar de ver a cidade.

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E, à noite, repetimos o mesmo roteiro do dia seguinte: jantar e ficar nas escadarias do Casa de la Musica admirando as pessoas que sabem dançar salsa (o que não era nosso caso).

Por motivos de preguiça optamos por jantar no restaurante que fica aos pés da escadaria, cujo nome eu já me esforcei para lembrar, mas não consegui (isso é que dá esperar 5 meses para escrever o post).

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Mas a localização é inconfundível, o menu era bem variado e tanto os drinks como a massa com frutos do mar estavam ótimos.

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A sensação do jantar foi essa torta de chocolate com coco, o chocolate é produzido em Baracoa, no Oriente do país, e é bem diferente do nosso. Nada melhor para se despedir da cidade que me tratou tão bem, né?

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Roteiros, Viagens

Cayo Santa Maria: um paraíso para chamar de seu

Após alguns dias em Havana, é claro que a ansiedade para conhecer as famosas praias cubanas estava grande. Meu grande sonho dourado era ir para Cayo Largo, já tinha até negociado comigo mesma que valeria a pena enfrentar o meu pânico de voar em avião pequeno para conhecer esse pequeno paraíso. Mas, como os preços das passagens estavam muito caros, optamos por ir para algum cayo por via terrestre mesmo. Escolhemos Cayo Santa María por ser o mais próximo de Havana e, ao mesmo tempo, próximo de Santa Clara, outra cidade que queríamos visitar.

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Organizamos a viagem já em Havana, com uns dois dias antecedência reservamos um pacote com a Cubatur, que incluía o traslado  e 2 duas diárias no Melia las Dunas.

O traslado saiu as 5h da manhã do Hotel Nacional e chegou por volta das 12h no Meliá Las Dunas, com duas paradas no caminho. O ônibus era muito bom, certamente foi o meio mais prático e mais barato de chegar ao cayo. Pelo google maps, eu havia visto que uma espécie de ponte conectava a ilha aos cayos. Na verdade, não é exatamente uma ponte, mas sim uma estrada bem estreita que vai avançando sobre o mar até chegar ao cayo, com vistas lindíssimas.

A minha grande preocupação ao pesquisar os resorts era a alimentação, já que havia lido muitos relatos de pessoas que não gostaram da comida. Mas, como nunca havíamos ficado em  um resort antes, era difícil dizer se as pessoas não gostaram da comida por gosto pessoal ou em comparação à outros resorts mundo afora ou se a comida, de fato, não era boa.

Eu era daquelas que dizia que não via graça em resort, achava um esquema muito parado passar dias na mesma praia só curtindo a infraestrutura do hotel e me empanturrando 24 horas por dia.

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Mas, confesso, que fui obrigada a pagar a língua e rever meus conceitos e, diga-se de passagem, assim que puder ($$$), adoraria voltar a um resort.

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A estrutura do hotel era muito boa, havia uma zona voltada para famílias com crianças e outra para adultos, vários bares e lanchonetes, sorveterias, restaurantes do tipo buffet e alguns restaurantes a la carte.

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A estrutura próxima ao mar também era ótima, nunca tivemos dificuldades em conseguir um bom espaço na faixa de areia e havia opções de bares e lanchonetes próximas.

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Havia também um lojinha com itens de primeira necessidade para emergências, uma agência de turismo e uma banca de artesanato.

A internet funciona da mesma forma que nos outros lugares do país, a propriedade conta com um ponto de wi fi, então você só precisa adquirir o cartão com os dados de login na recepção, que custavam 3 cucs por hora.

Sem contar que os jardins do resort eram uma lindeza.

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Agora vamos a parte controversa, a comida. O buffet, em todas as refeições, era sempre muito variado, peixes, carnes, frango, massas, omeletes, pizzas, frutas e sobremesas. As lanchonetes ainda contavam com outras opções com sanduiches e petiscos. As opções de bebidas alcoólicas e não alcoólicas também eram bem variadas.

Deixamos para última hora então só conseguimos provar um dos restaurantes, a pizzaria a la carte, a comida estava boa, mas nada excepcional. Alguns dos restaurantes à la carte exigem roupa social para entrar, então é bom ficar ligado.

Apesar da variedade, achei a comida muito gordurosa e sem sabor, o que não faz jus de forma alguma à comida cubana, muito provavelmente porque o hotel busca apresentar opções internacionais que agradem os turistas estrangeiros, mas que de forma geral são bem diferentes do paladar brasileiro. Porém, o fato de haver muita variedade facilita bastante, pois você sempre pode achar algo que seja do seu agrado.

De toda forma, isso não atrapalhou de forma nenhuma a experiência, adorei o resort e voltaria com certeza.

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Roteiros, Viagens

8 coisas imperdíveis para fazer em Havana

1- Flanar por Habana Vieja

Habana Vieja – o centro histórico de Havana – foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1982.

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Nela você encontrará antigas fortalezas, igrejas, palácios e museus. As praças charmosas – algumas delas meticulosamente restauradas, costumam ser ocupadas pelas feirinhas de livros.

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Sugiro aproveitar o final do dia, quando o calor começa a dar trégua e a luz fica mais bonita, e flanar pelas ruelas.

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Parar para tomar um mojito ou um daiquiri em algum dos bares icônicos de Havana, como o La Floridita ou La Bodeguita del Medio, e depois escolher um lugar para jantar.

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Diferente de outras mundo afora, a cidade velha de Havana não é apenas um lugar histórico, mas sim um lugar vivo, onde vários habaneros de fato moram.

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Então você certamente vai encontrar as pessoas voltando do trabalho, comprando frutas ou jogando xadrez nas calçadas.

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2- Ver o pôr do sol no Malecón

O Malecón é provavelmente a avenida mais famosa de Havana, que se estende por 8km da orla da cidade, indo região do portuária até o bairro de Vedado. É nessa avenida  que você vai encontrar vários turistas fazendo passeios em carros antigos – os almendrones.

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Point dos pescadores, no final do dia, as muretas do Malecón ficam cheias de jovens, que se reúnem para beber e conversar. É um ótimo lugar para curtir o pôr do sol depois de caminhar por Habana Vieja.

3- Ir a uma praia

Convenhamos, ainda que não esteja nos seus planos se deslocar até Varadero ou até um dos Cayos, praia é que não pode faltar na ida à Havana. A menos de 1h de distância, as praias do leste (Santa Maria del Mar, Guanabo, entre outras) são uma excelente opção para quem não quer perder a chance de conhecer o litoral cubano.

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É tão pertinho que é possível fazer um bate e volta hospedando em Havana.

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Ou, se quiser passar mais dias, é possível comprar pacotes nas agências de turismo dos hotéis em Havana e até ficar em casa de família.

4- Jazz na Zorra y el Cuervo

Havana é provavelmente um dos lugares mais musicais do mundo, a música está nas ruas, nos restaurantes, é difícil se sentar para tomar algo e não ser agraciado com uma apresentação musical.

Mas, além disso tudo, tem um lugar que é imperdível: La Zorra y el Cuevo. Esse club de jazz, cuja fachada imita um pub inglês, fica no epicentro do burburinho da noite na avenida 23 em Vedado, onde ficam várias casas noturnas e é possível ver aglomerações de jovens fazendo esquenta nas calçadas.

Mas, toda essa atmosfera agitada desaparece quando você desce as escadarias do pub, que é bem pequeninho e te permite acompanhar bem de perto a atração musical. A entrada custa 10 Cucs e te dá direito a duas bebidas.

5- Tomar cerveja no Antiguo Almacén del Tabaco y de la Madera 

A essa altura, você certamente já deve ter provado as cervejas cubanas, a Bucanero – a forte – e a Cristal – a leve. Além dessas opções, um lugar legal para aliviar o calor em Habana Vieja é a Cervecería del Antiguo Almacén del Tabaco y de la Madera. O galpão do antigo armazém deu origem a uma cervejaria com ares modernos na beira da baía de havana. Além das 3 opções de cerveja, é possível beliscar uma parrilha ou um sanduiche.

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Aproveite a visita para conhecer também os Antiguos Almacenes San José, depósito construído em 1885, que hoje abriga a maior feira de artesanato da cidade.

6- Museu da Revolução

Havana tem vários museus, mas certamente o Museu da Revolução é o mais importante para aqueles que querem entender melhor a história do país.

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Localizado no antigo Palácio Presidencial, construído entre 1913 e 1920, e utilizado por vários presidentes Cubanos, o museu conta a partir de fotos, objetos e documentos a história da luta revolucionária contra o governo de Fulgêncio Batista.

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Atrás do Palácio Presidencial, encontra-se o Pavilhão Memorial Granma, sobre o episódio de traslado de Fidel Castro e Che Guevara e outros revolucionários do México para Cuba em 1956.

7- Tomar um batido de helado

Quer desculpa melhor para ingerir 500 calorias de puro açúcar do que esse calor caribenho todo que faz em Havana? Pois então, o batido de helado é uma ótima opção para dar uma refrescada.

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8- Comer arroz moro e chicharrita de plátano

O arroz moro (ou congri) é um tipo de arroz cozido juntamente com o feijão preto, que constitui uma das guarnições mais populares dos pratos cubanos e é simplesmente delicioso.

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Já as chicharritas de plátano são fatias finíssimas de banana frita com sal, que geralmente acompanham o arroz e feijão ou substituem as batatas fritas nos sanduíches. Esbalde-se!

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Planejamento de viagem, Roteiros

O que você precisa saber para planejar a sua viagem à Cuba

Lembro como se fosse hoje que na véspera do meu embarque para Cuba eu estava sofrendo crises de ansiedade por não ter praticamente nada reservado no país, a exceção da hospedagem em Havana. É claro que eu já havia lido a internet inteira sobre o destino, mas para quem é adepto do overplanning como é o meu caso, não ter tudo certinho gerava uma grande insegurança. No fim das contas, acho que foi um ótimo assim, chegando lá tudo foi resolvido e a viagem foi excelente.

Porém, isso funcionou para mim porque fui ainda na baixa temporada (maio de 2016), sendo assim, reuni algumas dicas gerais para facilitar o planejamento de viagem sobretudo de quem viaja em períodos mais concorridos e precisa garantir hospedagem e transporte com antecedência:

Como ir

Infelizmente ainda não existem voos diretos do Brasil para Havana, mas várias companhias (Avianca, Taca, Latam, Copa Airlines, etc) oferecem esse trajeto com uma ou mais conexões. Eu viajei de Copa Airlines com uma conexão rápida no Panamá e foi super tranquilo.

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Quando ir

De forma geral, faz sol e calor o ano todo, mas para evitar a chuva e o calor extremo,  a melhor época é a estação seca, que vai de dezembro à abril. A estação dos furacões é de junho a novembro. Além disso, o período de julho a setembro coincide com as férias do hemisfério norte e, portanto, com um fluxo maior de turistas. Agosto é o mês de férias em Cuba, então espere praias cheias.  Fui na segunda quinzena de maio e peguei dias muito quentes e algumas chuvas de verão nos últimos dias de viagem.

Precisa de visto?

Sim. Para quem viaja pela Copa Airlines é possível adquirir o visto com a companhia. Para quem quiser antecipar esse processo ou for viajar com outra companhia, é preciso solicitá-lo à Embaixada de Cuba. Clique aqui para saber mais sobre o visto e outros requisitos.

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Como se locomover

De avião

Não se deixe enganar, Cuba é um país relativamente grande, a maior ilha caribenha, então considere utilizar o avião para deslocamentos maiores, como é o caso de uma viagem entre Havana e Santiago de Cuba. Para esses casos, vale a pena conferir os voos oferecidos pela Cubana. Já  se você for ao paradisíaco Cayo Largo, confira o site da Aerogaviota.

Existem muitas opções de destinos no país, mas são poucos voos e nem todos destinos tem voos diários, então é importante comprar com antecedência, sobretudo na alta temporada. Se não conseguir comprar no site das companhias, tente as agências de viagem, como a Cubatur.

Não fiz nenhum deslocamento interno de avião pois o meu itinerário envolvia destinos com distancia média (algo em torno de 6h) de viagem, então julguei que o ônibus saíria mais em conta.

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De ônibus

Os trajetos entre as principais cidades cubanas é feito pela Viazul, que costuma ter um terminal próprio em cada cidades. Os ônibus são confortáveis e o serviço é pontual, mas a compra da passagem pode ser bem cansativa, já que em geral ela só é vendida no dia da viagem com antecedência de 1h. Em alguns casos, é possível reservar a passagem com antecedência e pagar no dia. Fui de Santa Clara até Trinidad de Viazul e, à exceção das complicações para adquirir a passagem, a viagem foi bastante tranquila.

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Outra forma de viajar de ônibus é por meio dos ônibus fretados pelas agências de turismo, como é o caso da Transgaviota, que eu utilizei para ir de Havana até Cayo Santa María.

De taxi

Em Havana, existe taxi para todos os gostos e bolsos, carro novo com ar condicionado, carros antigos, taxis coletivos, coco taxi e até bicitaxi nas distâncias mais curtas. Os preços variam, o importante é já deixar acertada a tarifa no começo da corrida. A corrida do Aeroporto José Marti até Habana Vieja ou Vedado gira em torno de 25 CUCs. Essa foto aí de baixo é com o seu Ávila e o seu Lada, que nos levou para vários lugares em Havana.

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Nas cidades pequenas, em geral, existem menos taxis “tradicionais” e mais taxis alternativos como mototaxi, bicitaxi e os preços são bem melhores.

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Considere utilizar também os taxis para o deslocamento entre as cidades, existe muita oferta e é possível se juntar com outros viajantes e negociar um bom preço. A princípio, pode parecer complicado, mas como existe pouca oferta de horário de ônibus, essa opção se torna bastante atrativa, muitas vezes os motoristas cobram o mesmo preço por pessoa da passagem de ônibus de Viazul. Fizemos isso para voltar de Trinidad para Havana e compensou bastante, já que de carro o tempo de viagem acaba sendo um pouco mais curto.

Aluguel de carro

Sim, é possível alugar carros em Cuba e, não, eu não estou falando de um Lada de 1970. Mas prepare o bolso, não é um serviço muito barato. Faça as cotações nas agências de turismo.

Onde se hospedar

Hotéis/Resorts

O país conta com hotéis/resorts estatais e semi estatais nas suas principais cidades e também em várias praias. É possível fazer a reserva no próprio site do hotel ou por intermédio de agências de viagens, como a Cubanacan e Cubatur.

Fiquei no Melia Las Dunas em Cayo Santa María, fiz a reserva em Havana na Cubatur, localizada no lobby do Hotel Nacional. Vou contar essa experiência nos próximos posts.

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Algumas praias, como é o caso de Cayo Santa María, possuem muitos resorts, então o Tripadvisor é um ótimo aliado para saber como é o hotel antes antes de fechar o seu pacote nas agências de turismo.

Casas particulares

Certamente é um dos meios mais econômicos e interessantes de se hospedar no país. O preço médio da hospedagem em quarto duplo é 25 cucs, o café da manhã (3- 5 cucs) e/ou jantar (10 cucs) é oferecido à parte pela maioria delas.

O serviço é profissional, as casas precisam de licença para funcionar e parecem pequenas pousadas.

Para escolher uma casa, basta olhar as avaliações no Tripadvisor ou em sites como o mycasaparticular.com, cubacasas.net e cuba-particular.com. Alguns deles permitem fazer a reserva e, em alguns casos, será necessário mandar email para a família. É costume também confirmar a reserva com alguns dias de antecedência, para que eles saibam que você não desistiu. Em geral, cada casa dispõe de poucas vagas, mas em compensação, existem muitas casas que ofertam esse serviço.

Eu fiz a reserva por telefone já em Cuba com alguns dias de antecedência, o que eu acho que funciona bem fora da alta temporada. Outra opção é fazer a reserva da casa do seu primeiro destino e pedir uma indicação para a família para o próximo destino ou, ainda, procurar uma casa ao chegar no próximo destino.

Fiquei em casa particular em Santa Clara e Trinidad e ambas foram ótimas experiências, os quartos eram novos, bem equipados e ficavam em uma parte separada da casa, assim, você tem a oportunidade de interagir com os moradores ao mesmo tempo em que mantém a sua privacidade.

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Aluguel de apartamento

Já é possível alugar apartamentos e quartos pelo Airbnb. Em Havana ficamos no apartamento do Aldo e da Vanessa, localizado em Vedado, e tivemos uma ótima experiência, com direito a essa vista aí da foto.

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E o dinheiro?

Cuba tem duas moedas, o Peso Cubano (CUP) – a moeda que a população usa cotidianamente, e o Peso Convertível (CUC), a moeda turística. Muitos estabelecimentos aceitam pagamento nas duas moedas e tem até tabelas de conversão para isso. Alguns serviços podem ter preços diferenciados para locais em CUPs e para turistas em CUCs, como é o caso de alguns museus e cinemas.

Parece complicado, mas não é. O viajante deve levar apenas Euros do Brasil, já que o dólar é taxado para fazer a conversão (é possível trocar reais, mas eu realmente não saberia dizer se compensa). Chegando lá, é necessário converter os Euros em CUCs. A casa de câmbio – a CADECA, é estatal e não tem diferença de cotações. Recomenda-se trocar apenas nesses estabelecimentos oficiais para evitar eventuais fraudes.

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1 Euro equivale a cerca de 1,10 CUCs, então a conversão das transações é fácil – é só pensar em Euro.

Troquei uma pequena quantia em CUPs pois é possível efetuar algumas despesas cotidianas na moeda local, como comprar um lanche em um quiosque, frutas, coisas do tipo.

Não conte de forma nenhuma com o cartão de crédito, pois a quase totalidade dos estabelecimento não aceita esse meio de pagamento.

Existem caixas eletrônicos e consegui efetuar com êxito a retirada de CUCs com o cartão de crédito, mas acredito que as taxas não compensem, seria mais para uma emergência.

Como acessar a internet

O acesso à internet já foi dificultoso na Ilha, mas há cerca de seis meses tudo se tornou bem mais fácil com a criação de zonas de wi-fi nas ruas e praças. Funciona assim: primeiro você compra um cartão de internet (1 h) nas lojas da ETECSA (2 CUCS) ou de ambulantes (3 CUCS). Então, em um desses pontos de wi fi, é só se conectar à rede da ETECSA e logar com a senha e usuário do cartão. Depois é só lembrar de se desconectar da rede para poder usar o resto do tempo em outro momento. Achar um dos pontos de wi fi é muito fácil, nas cidades pequenas eles estão geralmente nas praças principais (ou onde você avistar uma concentração de pessoas com smartfones e laptops hehe).

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Até o momento, não há restaurantes nem hotéis com wi fi grátis. Em geral há pontos de wi fi nos hotéis, mas ainda assim você vai precisar comprar o cartão.

De resto, a internet tem boa velocidade de forma geral e não tive problemas em acessar a maioria dos sites (facebook, instagram, whatsupp, tripadvisor, tudo liberado).

A despeito dessas facilidades, viajar para Cuba te faz desenvolver uma nova relação com a internet, já que não é possível estar conectado a todo tempo. Hoje em dia ficamos muito dependentes do celular para resolver as coisas durante a viagem, então é importante pesquisar os restaurantes e atrações com antecedência, baixar mapas e salvar reservas offline para não passar nenhum aperto.

Espero que tenham curtido as dicas!

 

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Roteiros, Viagens, Viajando sozinha

Fazendo nada em Los Angeles

Chegamos, finalmente, ao último post dessa viagem que passou pelo Arizona e por São Francisco e terminou em Los Angeles, de onde partia o meu voo de volta para a casa.

Los Angeles nunca fez parte dos meus sonhos, mas as promoções de passagens não ligam muito pra isso, né não?

As minhas ambições na cidade eram bem modestas: curtir o entardecer na praia em Santa Monica e dar umas voltas por Venice Beach.

Definir o que você quer fazer em Los Angeles é essencial para escolher onde ficar, já que a cidade é enorme, tem um trânsito nada desprezível e um sistema de transporte não tão abrangente. Pra dificultar, os preços dos hotéis são bem salgados, no padrão NYC de ser.

Por estas razões, muita gente aluga um carro para passear por lá. No meu caso, como seria pouco tempo e os meus interesses estavam concentrados em Santa Monica, optei por me hospedar lá  por lá.

Fiquei no Camel by the Sea, um hotel muito bem localizado, confortável, porém caro. Uma opção com uma proposta bem diferente, mas com preços bem módicos é se hospedar no Hostelling International Santa Monica. Era a minha primeira opção, mas esgotou e eu tive que procurar um plano B.

Estava exausta dos últimos dias de viagem e praticamente sem estômago depois da destruição alimentar dos últimos 10 dias, e Santa Monica me pareceu o lugar perfeito para passar esses quase dois dias perambulando pelos boulevares  da região e pela orla da praia.

O meu estômago também ficou bem feliz, já que Santa Monica parece ser o paraíso da comida saudável.

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Almocei no True Foods Kitchen (395, Santa Monica Place) um restaurante com uma proposta de comida saudável, com várias opções vegetarianas e veganas. O menu é bastante abrangente, tem entradinhas saladas, pizzas, bowls, sanduiches, sucos, cervejas, vinhos e coquetéis.

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Eu provei o bowl de Teriyaki Quinoa com frango e estava bom demais, até voltei no dia seguinte para repetir.

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O True Foods é uma rede que tem estabelecimentos em várias cidades, mas o ambiente é tão bonito que ele não tem nada de cara de restaurante de franquia.

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Passei o resto da tarde caminhando pelas ruas de Santa Monica, que tem alguns bulevares para pedestres bem legais.

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No fim do dia, fui caminhar pelo pier de Santa Monica para ver o entardecer e bater algumas fotos.

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O pier tem um parque de diversões, vários restaurantes e lojas e fica lotado de turistas. É lá que fica a famosa placa da Route 66, indicando o término dessa rota histórica que começa em Chicago e tem fim em Santa Monica.

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Comecei o dia seguinte caminhando pelo calçadão de Santa Monica até chegar em Venice Beach

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A caminhada foi super agradável, tecnicamente ainda era inverno, mas a sensação térmica beirava os 20 graus, então havia muita gente se exercitando, levando cachorro pra passear, turistas andando de bicicleta.

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Do outro lado do calçadão era possível encontrar alguns bares e muitas lojas de souvenirs.

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O distrito histórico de Venice, onde fica Venice Beach, é conhecido por ser lugar descolado que abriga várias tribos urbanas, na década de 60 era conhecido com um dos principais centros difusores da beat generation.

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Venice beach tem quadras de esporte, pistas de skate, bares e restaurantes, artistas e músicos vendendo seus trabalhos no calçada e muitas lojas de souvenirs e produtos alternativos.

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Do calçadão, caminhei uns três quarteirões para o interior do bairro para conhecer os famosos canais que dão origem ao nome de Venice, em referência a cidade italiana de Veneza e seus canais.

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Os canais foram construídos em 1905 como parte de um projeto desenvolvido por Abbot Kinney, que tinha a intenção de recriar a aparência da Veneza italiana no sul da Califónia.

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Porém, com o advento do automóvel, os canais caíram em desuso e ficaram sem manutenção por várias décadas até que em 1992 foram finalmente renovados, convertendo essa região da cidade em uma área valorizada para se morar.

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As ruas com os canais são lindinhas, cheias de casas praianas com jardins bem cuidados.

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Quando eu fui estava absolutamente vazio, então foi ótimo para tirar boas fotos.

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Retornei à Santa Monica caminhando pelo calçadão e passei pelo Venice Ale House (2 Rose Ave) e achei que seria uma pena não parar para tomar algo e curtir o clima de praia. Esse bar fica em uma das esquinas do calçadão de Venice e consegue ter, ao mesmo tempo, cara de pub na parte interna e de bar praiano na parte externa, com mesinhas e guarda-sóis na calçada.

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O bar oferece opções para brunch e outros pratos, os ingredientes são orgânicos e locais, com (o que parece ser um mantra nessa região). A carta de bebida compreende vinhos e cervejas artesanais da região, além de coquetéis e sucos naturais.

Eu fui de hambúrguer de peru com batatas rústicas, estava tudo muito bom.

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Antes de ir para o aeroporto, aproveitei o último entardecer no calçadão de Santa Monica para me despedir das férias.

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E o pôr do sol nunca decepciona, né?

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São Francisco caminhando: o circuito turistão

Esse terceiro roteiro à pé por São Francisco compreende alguns dos principais pontos turísticos da cidade. É ideal para o primeiro dia de viagem, para já riscar da listinha os passeios mais clássicos e ficar livre para aproveitar o resto do tempo explorando os  outros pontos de interesse na cidade.

Como nas últimas vezes, a caminhada teve início na Union Square. Segui pela Powell Street passando pelo Nob Hill, um bairro rico que concentra casas, prédios e hotéis elegantes. Prepare-se, pois essa parte do trajeto, apesar de curta, envolve uma subida considerável (afinal, é um hill, né?).

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Logo após a subidona, já era possível visualizar as lanternas de Chinatown, o bairro chinês mais antigo de São Francisco, misturadas com os prédios modernos do distrito financeiro.

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Era domingo de manhã, então Chinatown estava bem tranquila, as lojas começando a abrir e os velhinhos na rua saindo para fazer compras.

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Cheguei na Columbus Avenue e segui até o Washington Square Park, que estava cheio de velhinhos fazendo tai chi chuan e pessoas levando seus cachorros para passear. É la que fica a Saint Peter and Paul Church.

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Continuei pela Columbus Avenue até a Lombard Street, a famosa rua ígreme com trânsito em zig zag.

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Fui fazendo o zig zag pelas calçadas da rua até chegar na sua parte mais alta, que tem uma vista linda de São Francisco. Ainda era cedo então o espaço não estava tão disputado.

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Fiquei pensando que morar por ali deve exigir grandes doses de paciência por conta da quantidade de turistas.

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Segui pela Hyde Street em direção ao Fishermen´s Wharf, bairro queridinho dos turistas, que fica na costa norte de São Francisco.

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Dei uma volta na Ghirardelli Square, que abriga duas lojas enormes da marca homônima de chocolates mais antiga de São Francisco (desde 1850!!). É possível encontrar os chocolates da Ghirardelli em vários lugares na cidade, mas lá a variedade é enorme e ainda tem dois bares de sunday. Desnecessário dizer que eu provei um, né? Além das lojas de chocolate, a Ghirardelli Square também tem restaurantes e outras lojinhas variadas.

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De lá, segui pela Beach Street até chegar ao Pier 39, o mais famoso da cidade, de onde partem passeios de barco pela baía de SF.

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O bairro é cheio de lojas (maior variedade de souvenirs turistões), hotéis e restaurantes (boa pedida pra quem quer comer frutos do mar).

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Essa região tem uma arquitetura bem bonita também, com vários prédios de tijolinhos.

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Passear no bairro durante o entardecer também pode render paisagens bem bonitas.

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Depois dessa longa caminhada, uma opção para retornar ao centro da cidade é utilizar o Cable Car, o bondinho de SF que imita os cable cars históricos que começaram a operar na cidade no final do século XIX.

Existem 2 linhas que passam pela região, com trajetos distintos, a Powell-Hyde que vai até o Aquatic Park perto da Ghirardelli Square e a Powell-Mason que vai até o meio do Fisherman´s Wharf.

Achei o preço beem salgado ($7 o trecho, se você não tiver o passe de transporte), mas como o bondinho é um ícone da cidade e eu precisava de um meio de transporte para retornar à Union Square, achei que seria uma boa oportunidade para experimentá-lo.

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Sinceramente? Achei bem frustrante. As filas são grandes, então você acaba não conseguindo um lugar com uma boa visão e, pra piorar, o sobe-e-desce naquele espaço apertado me deixou meio tonta. Quem me conhece sabe que eu não sou muito de reclamar, mas dessa vez eu achei o custo-benefício bem desfavorável.

Acabei tendo que usar o bondinho uma segunda vez, muito mais por falta de opção do que por vontade, e acabei tendo uma experiência bem melhor, estava praticamente vazio, sentei num lugar legal, aí sim, valeu a pena. Então, a dica é ir bem cedo ou no anoitecer, para tentar evitar os horários super disputados.

Essa caminhada tem cerca de 5 km e durou toda uma manhã, mas dependendo do ritmo e das paradas, pode ser interessante usar o dia inteiro 😉

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Roteiros, Viagens, Viajando sozinha

São Francisco caminhando: um tour pelo Mission

Uma das minhas prioridades em São Francisco era ir ao Mission District para ver os famosos murais desse bairro latino.

Peguei um taxi na Union Square para o Roxie Theater (3117 16th Street). A taxista me perguntou se eu ia ver um filme e eu disse que não, apenas iria dar uma volta no Mission. E ela fez um “hum”. E eu fiquei me perguntando se isso significava “não tem nada de demais pra ver lá”, “não vá lá porque é perigoso” ou “você é estranha porque ninguém vai andar no Mission sozinha domingo à tarde na chuva”. Cogitei ficar preocupada, mas quando vi, já estava na porta do Roxy Theater.

Ou as minhas hipóteses sobre o “hum” estavam erradas ou a taxista estava errada, pois o Mission é definitivamente um lugar a ser visto e experimentado, inclusive domingo e debaixo de chuva.

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Caminhar pela Mission Street não te deixa dúvidas sobre a identidade latina do bairro: taquerías, mercadinhos de frutas, lojas de 99 cents com piñatas na vitrine, panaderías mexicanas e oficinas mecânicas dividem o espaço em uma das avenidas mais movimentadas do bairro.

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Escolhi a Taquería Cancún (2288, Mission Street) para almoçar. Definitivamente não é só um restaurante de comida mexicana, é um restaurante mexicano. Pedi um burrito que valeu por um prato feito, inclusive era isso mesmo que ele parecia, um prato feito enrolado na massa de burrito. Estava tão bom que nem tirei foto.

Em seguida, comecei a caminhar pelas ruas perpendiculares à Mission Street, que são mais residenciais (alerta de casinhas bonitas) e um pouco menos movimentadas.

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Os murais do Mission são inspirados no movimento muralista mexicano, que tem como um dos seus expoentes o pintor Diego Rivera (popularmente conhecido como o marido da Frida Kahlo rsrs).

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O muralismo mexicano é caracterizado pela sua monumentalidade – As pinturas são enormes, e pelo papel de intervenção social e política por meio da arte. A sua temática principal era o próprio povo mexicano, sua história e seus valores. Era uma forma de tornar a arte acessível às massas em uma linguagem simples.

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Essas influências me pareceram bastante evidentes nos murais do Mission, muitos deles representam momentos históricos de países latino-americanos ou carregam mensagens de cunho político de uma forma geral.

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São mais de 80 murais espalhados pelo bairro, sendo que duas ruas são famosas por concentrar muitos deles. Uma delas é o Balmy Alley, que abriga murais que vem sendo feitos há mais de quatro décadas.

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A outra é a Clarion Alley, outro verdadeiro museu a céu aberto.

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A Precita Eyes Muralists (2981, 24th street) oferece passeios guiados para conhecer os murais e ainda conta com uma lojinha de arte.

Mas o Mission District não é famoso apenas por seus murais. Afetado pela gentrificação, ele vem sendo notícia em razão das tensões entre os seus velhos moradores – famílias de classe trabalhadora de origem latina – e seus novos residentes, em sua maioria jovens que trabalharam para as empresas do Vale do Silício e afins.

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Mesmo sem saber de praticamente nada sobre isso quando caminhei por lá, consegui perceber que o bairro é permeado por contrastes.

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É uma mistura entre pequenos comércios e restaurantes latinos, muitas vezes geridos por gerações de uma mesma família, por um lado e, por outro, bares, cafés e restaurantes descolados, lojas de produtos orgânicos e novos prédios residenciais luxuosos. Um dos lugares que concentra essa face mais descolada (hipster, yuppie e afins) é a Valencia Street, uma rua paralela à Mission Street, mas que pouco tem a ver com ela.

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Outro problema que o Mission tem enfrentado é a proliferação de apartamentos e quartos para alugar no Airbnb. O que a primeira vista não parece ser um problema (para nós, viajantes), tem sido, na verdade, um grande transtorno para os moradores do bairro. O SF Cronicle estimou que o Mission é o bairro com o maior número de anúncios no Airbnb em São Francisco.

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Todos esses fatores tem levado à especulação imobiliária e consequente aumento dos preços dos imóveis e dos aluguéis, que tem forçado muitos habitantes de longa data a se mudar para áreas mais baratas (e distantes) da cidade. E os negócios locais acabam sendo prejudicados não só pelo aumentos dos aluguéis, mas também com a mudança das famílias de origem latina, suas tradicionais consumidoras.

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Um caso bem interessante dos impactos desse processo de valorização imobiliária no bairro é o que aconteceu com a Adobe Books & Arts Coperative (3130, 24th street). Essa livraria era localizada originalmente na 16th street com a Valencia Street até que diante da ameaça de dobrar o aluguel, o estabelecimento quase fechou e só sobreviveu por conta de uma “vaquinha” online. Depois disso se tornou uma livraria cooperativa na 24th Street.

Aí, você se pergunta se eu sabia de tudo isso quando fui visitá-la? É claro que eu não, achei a fachada interessante e resolvi espiar. A Adobe tem um acervo bastante variado e um ambiente muito aconchegante – um desorganizado charmoso –  é como se você estivesse fuçando a estante de livros de um amigo.

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O caso da Adobe Books é bastante emblemático. O próprio “dono” da livraria conta que ela fez parte da primeira onda recente de gentrificação do bairro e, ironicamente, quase foi expulso pelo agravamento desse processo nos anos seguintes. O SF Chronicle fez uma série de reportagens sobre os moradores do bairro e conta com mais detalhes a história da livraria, para ler é só clicar aqui.

Para a visita ficar completa, não deixe de tomar um sorvete na Humphrey Slocombe (2790A, Harrison Street), uma sorveteria com vários sabores excêntricos, que você pode ir provando até escolhar qual comprar.

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O Mission fica relativamente próximo ao centro de São Francisco e é possível chegar lá usando transporte público e a corrida de taxi saindo da Union Square custou cerca de 7 dólares. Espero que tenha batido uma vontade de conhecer (ou revistar) esse bairo tão interessante e cheio de contrastes!

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São Francisco caminhando: da Union Square ao Castro

Ainda não achei forma melhor de conhecer uma cidade do que caminhar freneticamente por ela. É a melhor maneira de descobrir cantinhos desconhecidos e sentir a atmosfera do lugar. De quebra, você acaba se exercitando, coisa que geralmente a gente deixa de lado nas férias.

Apesar das ladeiras, São Francisco é uma cidade plenamente caminhável. Não é tão dispersa – como é o caso de Los Angeles e de outras cidades norte-americanas, e tampouco tem um metrô com tanta capilaridade como Nova York, ou seja, caminhar além de prazer, é também uma necessidade.

Acontece que a chuva insistiu em cair t-o-d-o-s os dias em que eu estive em SF, dificultando um pouco as minhas caminhadas.

Nos quatro dias em que estive pela cidade, fiquei hospedada no Grant Hotel, um local simples, mas relativamente novo e com preço razoável e bem próximo da Union Square, e portanto, de restaurantes e meios de transporte.

Nesse dia, o ponto de partida da caminhada foi a Union Square, passando pela Alamo Square, Haight Ashbury e Castro. Marque no mapa alguns dos pontos de interesse que falo nesse post:


Como eu não havia tomado café da manhã, a primeira parada do roteiro foi a Mr. Holmes Bakehouse, uma pâtisserie bem fofa que eu havia lido a respeito no UASZ. Eu sabia que o espaço era mais para comprar e levar pra casa, e que comer um donut pela manhã não iria exatamente contribuir para a minha segurança alimentar, mas foi o único momento em que daria para encaixar uma visita à Mr Holmes, então eu não hesitei.

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O carro chefe da Mr Holmes é o cruffin – uma mistura de croissant com muffin, mas além dele a casa oferece donuts, croissants, entre outras delícias. Os sabores são bem diferentes e mudam a cada semana. Peguei o meu donut e segui a caminhada com bigode de chocomenta e espalhando açucar pela cidade.

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A Mr Holmes fica na Larkin Street no Tenderloin, uma parte mais decadente do centro de São Francisco, mas que já vem sendo revitalizada.  A  Larkin Street é um tanto peculiar, no mapa era possível ver que essa região do Tenderloin é conhecida como Little Saigon e, de fato, havia algumas lojas vietnamitas e muitas casas de massagem.

Segui pela Larkin Street até o Civic Center,  que abriga teatros, o ballet de SF, o Asian Art Museum e a Biblioteca da cidade. Em seguida, fui conhecer o interior City Hall. A entrada é gratuita e o interior do prédio é muito bonito, vale a visita.

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De lá, segui pela Hayes Street até a Alamo Square. Essa região do Hayes Valley é residencial, cheia de casas bonitas e muito agradável para se caminhar . Foi uma grata surpresa tê-la encontrado no meio da caminho até a Alamo Square.

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A intenção de ir até a Alamo Square era visitar as Painted Ladies, um conjunto de casas vitorianas bonitinhas. A verdade é que toda essa região é cheia de casas fofas, então as ladies foram apenas a cereja do bolo.

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A região da Alamo Square é bem alta, então tem uma vista linda do centro de São Francisco sobre as Painted Ladies. Para ter uma vista ainda mais bonita, o ideal é ir ao fim do dia, para ver o pôr do sol. No meu caso, como sequer havia sol, eu tive que me contentar com o momento em que não estava chovendo.

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De lá, segui rumo ao Haight Ashbury, o bairro conhecido por ser o difusor do movimento hippie e da contracultura na década de 1960 nos EUA.

Continuei caminhando pela Hayes Street  até chegar na Divisadero Street, uma rua mais movimentada que vem do Marina District e vai quase até o Castro. Algumas quadras depois, cheguei na Haight Street e fui caminhando até chegar no cruzamento com a Ashbury Street.

A região tem bastante comércio, bares, restaurantes, estudios de tatuagem, lojas de música, artigos exotérios e toda a sorte de produtos alternativos. Encontrei algumas livrarias bem legais por lá, daquelas pequenas e cheias de personalidade (leia-se, não era mais uma Barnes and Nobles).

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É um bom lugar para fazer compras se você estiver procurando lojas pequenas que não sejam de grandes marcas e brechós.

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E é claro, em Haight Ashbury não poderia faltar as casas fofas e coloridas.

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Parei para almoçar (e para fugir da chuva) no Siam Lotus, um restaurante de comida tailandesa bem simples, mas com comida muito boa.

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De lá, finalizei o meu dia com uma volta pelo Castro, o bairro LGBT de São Francisco e mundialmente conhecido pelo seu histórico de militância e contracultura a partir da década de 1960.

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Voltei à Divisadero St e segui até a Castro St, a avenida principal do Castro. A caminhada envolve algumas subidas (como tudo em SF rs), mas o esforço físico é compensado pela bela vista que se tem dos outros bairros da cidade.

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O caminho pela Castro Steet também é cheio de casas bonitas e ruas arborizadas.

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Mas é logo após cruzar a Market street, uma das mais importante ruas de SF, que a Castro Street se torna mais movimentada, com os vários bares, restaurantes, lojas, o famoso Teatro Castro.

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Após esse longo dia de caminhada, me rendi ao Muni (o transporte subterrâneo de SF) da Market Street para voltar à Union Square e, assim, terminar o roteiro do dia.

 

 

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Arizona dia 1: Sedona

A minha viagem pelo Arizona começou por Sedona, uma cidadezinha que fica ao norte de Phoenix, capital do Estado. Quando comecei a montar o roteiro, percebi que havia uma “disputa” entre Sedona e Flagstaff, algumas pessoas diziam que valia muito a pena montar a base da viagem em Sedona. Já outras  diziam que Sedona era  uma cidade artificial e voltada para um turismo mais luxuoso, ao passo que Flagstaff seria mais histórica e, ao mesmo tempo jovial em razão da Northern Arizona University.


De toda essa discussão, ao menos uma coisa é fato. Em razão da altitude, no inverno Sedona tem temperaturas bem mais agradáveis que Flagstaff e, no verão, ocorre o contrário, Sedona é muito mais quente do que Flagstaff (no Arizona, “mais quente”, leia-se, “muito quente”).

Acabei optando por ficar apenas um dia em Sedona e montar a minha base em Flagstaff. A minha escolha foi motivada por razões práticas: a hospedagem em Sedona era bem mais cara e, ao mesmo tempo, Flagstaff ficava mais próxima dos lugares que eu queria visitar.

Depois de 3 voos e quase 24h de viagem, cheguei ao aeroporto de Phoenix e, de lá, peguei um traslado para Sedona. No site da Arizona Shuttle é possível consultar os horários, preços e fazer a reserva (é possível contratar o serviço na hora também).

Sedona é conhecida pelas red rocks – as formações rochosas avermelhadas. Quando cheguei já era noite, então só consegui reconhecê-las pelos vultos, mas sabia que pela manhã iria acordar cercada por elas. O hotel tinha varanda legal, então é claro que aproveitei para ver no nascer do sol (um ato de heroísmo, considerando as 4 horas de fuso).

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Sedona é pequena, tem apenas cerca de 10 mil habitantes. Apesar de ter sido fundada em 1902, o boom turístico da cidade somente ocorreu em meados dos anos 1980, em função das publicações da física Page Bryant, que caracterizou a cidade como um lugar místico – o chakra central do nosso planeta. A autora também apontou que Sedona possuia um conjunto de vórtices que trariam fontes benefícias de energia.

Atualmente, Sedona é totalmente voltada para o turismo, cheia de hotéis, resorts, lojas e restaurantes. Em função do seu caráter místico, também é possível encontrar cristais à venda, fazer terapias alternativas, aulas de yoga e passeios aos vórtices.

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Muito antes de ser conhecida pelos vórtices de energia, Sedona foi cenário para vários filmes de velho oeste de Hollywood. Para se ter uma ideia, entre 1920 e 1960, mais de vinte filmes foram rodados na região (veja a lista completa aqui).

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A cidade tem regras estritas para os padrões arquitetônicos, que fazem com que as construções se harmonizam com a paisagem rochosa que a circunda. Eu achei bonitinho, mas acredito que essa padronização seja um dos motivos pelos quais a cidade é considerada artificial por algumas pessoas.

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Uma grande desvantagem para quem não está de carro é que, apesar de pequena, a cidade possui duas áreas bem afastadas, o centro e a parte oeste, e o caminho entre essas duas partes não é propriamente caminhável (mas tem ônibus). Já antevendo esse problema, eu me hospedei no centro, perto das agências de turismo e restaurantes.

Como só iria passar um dia, decidi pegar o ônibus turístico para ver o resto da cidade. A passagem pela cidade foi rápida e sem paradas, a parte mais interessante foram as paradas na região as formações rochosas, mas para quem vai fazer um passeio de jipe ou trilha, o roteiro do ônibus acaba sendo redundante, então não recomendo. IMG_6461

Após o passeio, almocei no 89 Agave, um restaurante mexicano bem descolado com várias opções de drinks e cervejas locais.  Foi a minha refeição pseudo saudável de começo de férias, quando você ainda acredita que vai manter a linha.

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Para a tarde, eu havia programado fazer um passeio pelas red rocks. Existe uma série de passeios de jipe pelas formações rochosas da região, com ou sem trilha, com ou sem  emoção. Várias agências oferecem esses serviços, em geral os passeios duram 1-2 horas e existem vários horários disponíveis. Não reservei antes porque era baixa temporada, mas em outras épocas a reserva é recomendável.

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A maioria dos passeios é feita de jipe para que se possa contornar os obstáculos das pedras e ter acessos aos mirantes sem nenhum esforço, então o passeio é tranquilo de ser feito por pessoas de qualquer idade ou condição física. A única ressalva é que balança MUITO, então não é recomendado para grávidas.

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Eu escolhi fazer o passeio pelo Broken Arrow com a Pink Jeep Tours. A princípio tinha achado meio brega o esquema do jipe rosa, me lembrava aqueles carros rosas das vendedoras de Mary Kay. Mas como era a mais famosa, mais antiga (opera desde 1960!), etc, achei que seria bom primar pela tradição, já que sair zanzando de jipe sempre envolve algum risco.

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Mal sabia eu que havia uma história por trás dos jipes rosas, o guia nos contou que originalmente a empresa se chamava Don Pratt Adventures e que, após uma viagem para o Havaí, o então dono mudou o nome da empresa para Pink Jeep Tours em referência ao Royal Hawaiian Hotel, conhecido como Pink Palace of the Pacific.

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O passeio durou cerca de 2h, com várias paradas para explicação e observação. As paisagens são realmente estonteantes, como vocês podem ver pelas fotos.

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E a melhor parte: o jipe faz tudo por você e você ainda pode sair espalhando por aí que andou 10km para chegar nesse mirante e posar de super-aventureiro-hiker-experiente #liveoutdoors

Brincadeiras à parte, a minha conclusão foi que valeu a pena passar em Sedona ao menos  um dia e fazer o passeio de jipe pelas red rocks. Ainda que geograficamente próxima das outras atrações que visitei, as formações rochosas dessa região são únicas e não se sobrepõem a outras atrações do norte do Arizona. É claro que com mais dias, é possível aproveitar para fazer várias trilhas pela região, que é um verdadeiro paraíso para quem gosta desse tipo de atividade.

Para não perder o costume, aproveitei para curtir o pôr do sol antes de ir para Flagstaff. E ele não decepcionou.

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