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Parque Tayrona: onde ficar

O meu maior dilema no planejamento da viagem para o Parque Tayrona era onde se hospedar. Como passaríamos apenas um fim de semana, estar bem localizado era crucial para aproveitar bem o tempo.

Existem basicamente três opções de hospedagem no Parque, a depender do quanto você pretende gastar e do nível de conforto.

A opção mais em conta é acampar ou dormir nas redes disponíveis nos acampamentos. O acampamento mais popular e mais bem estruturado parece ser o da praia de Cabo San Juan. Essa praia também conta com um restaurante e uma lanchonete com preços mais módicos do que o dos hotéis do Parque. A Luiza Galiza, do Leve na Viagem, se hospedou por lá e tem um relato bem legal da experiência.

A grande vantagem de se hospedar em Cabo San Juan é que a praia, além de linda, é livre para banho. Essa é a vista de um dos redários disponíveis para passar a noite. Imagine só acordar no meio dessa paisagem!

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Por outro lado, a desvantagem de optar por se hospedar por lá é que você precisa fazer a trilha com a sua bagagem  do estacionamento até a praia, a pé ou a cavalo.

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A segunda opção é se hospedar em um hotel dentro do parque, como o Ecohab Tayrona e o Ecohab Arrecifes. Nós optamos por chegar bem cedo ao parque e passar apenas uma noite no Ecohabs Tayrona, assim, teríamos praticamente dois dias inteiros no parque.

O preço dos ecohabs é absolutamente fora do padrão das hospedagens na Colômbia e esse preço não se reflete em grandes luxos, o que pode gerar alguma frustração se você tiver essa expectativa. São acomodações simples, mas muito espaçosas, com ventilador (que não vai dar conta do calor), telas (que não vão dar conta dos mosquitos) e uma televisão (que você não vai usar).

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O que eu buscava no Ecohab era uma vista privilegiada do mar e do parque e, quanto a isso, fomos plenamente atendidos. Escolhi, inclusive,  uma das cabanas mais alta para garantir a melhor vista possível (o que me rendeu certo arrependimento quando percebi que ia ter que subir horrores toda vez que quisesse ir ao quarto :P)

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A comida servida no restaurante do Ecohab era muito boa, aproveitamos as opções da culinária local, com peixes frescos e arroz com coco.

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O Ecohab Tayrona fica localizado na praia de Canaveral, que é proibida para banho, mas, logo ao lado, existe uma praia bem pequena chamada La Piscinita, onde é permitido nadar (não é assim uma piscina de calmaria, mas dá para nadar)

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A praia conta com um bar do hotel, que serve algumas comidinhas e bebidas.

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A terceira opção é se hospedar perto do Parque, mas fora dele. A vantagem dessa escolha são os preços, é possível encontrar boas opções com preços bem mais amigáveis do que o dos ecohabs. Há, inclusive, ecohabs fora do parque, em Taganga e na praia de Los Naranjos.

Eu quase optei por essa opção, pensando inclusive em esticar a viagem até Palomino, cidade do departamento do La Guajira com praias bem bonitas. Porém, como a intenção não era passar apenas um dia no parque, o meu receio era ter que pagar novamente a taxa no segundo dia.

Olhando para trás, o que provavelmente faríamos diferente seria se hospedar em Cabo San Juan ao menos uma noite para poder aproveitar melhor o dia na praia, já que a trilha de ida e volta até lá consome boa parte do dia. Quem sabe não voltamos um dia?

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Parque Tayrona: como chegar

No post passado, eu contei um pouco da minha experiência no Parque Nacional Tayrona. Se você pretende incluí-lo no seu roteiro de viagem pela Colômbia, eis aqui algumas dicas práticas para chegar ao Parque:

A cidade mais próxima do Parque Nacional Tayrona é Santa Marta, no departamento de Magdalena. É possível chegar até lá vindo de ônibus (6h horas desde Cartagena) ou de avião. Várias companhias colombianas tem voos para o aeroporto Simón Bolívar, com destaque para a Viva Colombia, a low cost colombiana que tem preços bem acessíveis.

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Fizemos o trecho Bogotá/Santa Marta com a companhia e tivemos uma ótima experiência. É preciso apenas ficar atento para não ter gastos desnecessários com adicionais, como a impressão de cartão de embarque e despacho de bagagem (se você não quiser pagar adicional por mala despachada, é bom preparar uma mala/mochila de mão com menos de 6kg).

Chegando em Santa Marta, é possível ir para o Tayrona de várias formas. Uma opção é por via marítima, pegando um barco em Taganga, uma vila próxima de Santa Marta. No blog da Luisa Galiza tem um relato bem detalhado da ida de lancha para o Tayrona.

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Para aqueles que tem terror e pânico de lanchas e barquinhos –  como é o meu caso, existem ainda outras duas alternativas. A mais econômica é pegar uma van ou ônibus até o parque no terminal de ônibus de Santa Marta. E, caso você esteja no aeroporto, outra opção é pegar um taxi direto para a entrada do parque.

O Parque Tayrona possui várias entradas, nós optamos por entrar pela principal (El Zaino), que fica há 32 km de Santa Marta.

Ao chegar na portaria do Parque, é necessário efetuar o pagamento da entrada e assistir uma breve apresentação sobre orientações gerais de conduta por lá. A entrada custa atualmente $ 42.000,00 pesos colombianos para estrangeiros, cerca de R$ 42,00.

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Depois disso, é preciso pegar uma van até o último ponto onde é permitido o trânsito de carros. A partir desse ponto, a van ainda pode andar mais 1km até a recepção do Ecohab Tayrona. Para quem não vai se hospedar lá, é preciso seguir à pé ou à cavalo até o próximo Ecohab ou acampamento.

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Nosso destino era o Ecohab Tayrona, então a van nos levou até a recepção do hotel. Tivemos um pequeno momento de desespero, daqueles que são péssimos de se viver, mas sempre rendem boas histórias. No estacionamento onde a maioria dos visitantes desceram, foram descarregadas todas as bagagens, daí quando desembarcarmos.. tcharaaans! Cadê as mochilas?

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Lembro que no primeiro desembarque tentei ficar de olho nas nossas mochilas, mas dentro da van não tinha muita visibilidade, então, decidi não descer para não ser control freak demais e me dei mal. Na verdade, dramas à parte, o desespero durou apenas 5 minutos, pois assim que notaram que havia mochilas sobrando, elas foram levadas até o hotel.

Foram poucos minutos, mas suficientes para começar a pensar como passar dois dias no meio do mato sem troca de roupa, sem repelente e o mais importante: sem protetor solar. A pessoa vai até na padaria de protetor solar, imagina o tamanho do desespero de estar nos trópicos sem filtro? É claro que os documentos e dinheiro estavam conosco, senão o desespero seria ainda maior!

As opções da volta são as mesmas. No estacionamento dentro do parque, há opção de pegar uma van até el Zaino e, de lá, pegar um ônibus para Santa Marta. Ou, a opção mais prática é pegar um van direto para Santa Marta (cerca de 15 reais por pessoa).

No próximo post, eu conto mais sobre as opções de hospedagem para conhecer o parque, até lá 🙂

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Parque Nacional Tayrona: uma jóia no Caribe colombiano

Se eu disser que queria conhecer o Parque Tayrona desde criancinha, estaria mentindo. A primeira vez que eu “ouvi falar” do Parque foi no instagram e, desde então, as fotos de praias paradisíacas banhadas pelo mar do Caribe e rodeadas pela mata e a Serra Nevada não saíram mais da minha cabeça.

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Alguns meses depois disso, voávamos de Bogotá para Santa Marta, para passar um fim de semana no Parque. Do aeroporto, pegamos um taxi até El Zaino – a entrada mais conhecida do Tayrona, seguindo por uma rodovia estreita rodeada de comércio popular e vegetação densa, muito calor e umidade.

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Durante o caminho, descobri que éramos conduzidos ao parque por um tayrona. O taxista nos contou de sua origem e das lembranças dos fins de semana acampando com a família no parque.

Os tayronas foram um dos povos que os espanhóis encontraram na costa colombiana, quando  estabeleceram assentamentos na região que hoje é a cidade de Santa Marta – a mais antiga cidade espanhola fundada na Colômbia.

Os tayronas viviam nas ladeiras baixas da Serra Nevada de Santa Marta. Devido a limitação geográfica imposta pela Serra, esse povo não se espalhou por outros territórios, ocupando densamente esta região. Realizaram impressionantes trabalhos de engenharia, estradas e pontes, cultivo de alimentos em ladeiras, entre outros.

Durante a estada no parque, é possível conhecer várias praias, fazer trilhas e praticar esportes aquáticos. Entrando por El Zaino, a primeira praia  é La Piscinita, que não chega a ser uma piscininha propriamente, mas é segura para banho e conta com a infraestrutura do bar do Ecohab Tayrona.

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Ao lado de La Piscinita fica Cañaveral, proibida para banho.

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Aliás, em razão das correntes e recifes, muitas praias no parque são impróprias para banho.

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A praia mais badalada é Cabo San Juan,  que é própria para banho. É servida de campings e redários, que permitem aos viajantes pernoitar em um local bastante privilegiado.

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O acesso às praias é feito por meio de trilhas ou à cavalo.

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Além das praias, outro atrativo do parque é conhecer o Pueblito, as ruinas arqueológicas do que foi um dia uma cidade do povo tayrona.

Definitivamente, o Parque Tayrona não é um destino fácil, conhecer as praias requer algumas horas de caminhada e até as acomodações luxuosas tem traços rústicos, quase impossível passar ileso de algum perrengue. Mas, seguramente as paisagens e a energia do lugar compensam todo esse esforço.

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Em um lugar que é considerado como o de maior diversidade de pássaros do mundo, basta ficar observando em silêncio pra vê-los e ouvi-los por todas as partes, no meio da vegetação, voando em formação, além muitas borboletas, lagartos, formigas trabalhando, é a natureza em pleno movimento.

Nas próximas semanas, vou postar algumas dicas de transporte e hospedagem. Aguardem 🙂

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O que fazer em Bogotá

Dizem que Bogotá parece com São Paulo. De fato, tal como São Paulo, Bogotá é uma cidade enorme, à perder de vista no horizonte, com várias grandes avenidas, viadutos com arte rua, grande fluxo de pessoas e de carros. E muitos contrastes, o que a faz ainda mais familiar para nós, brasileiros.

Com dois ou três dias é possível disfrutar de muitas atrações históricas e culturais na cidade.

Listo abaixo as atrações que eu mais curti nos meus dias por lá:

La Candelaria

A região da Candelaria/Centro Histórico de Bogotá guarda várias obras arquitetônicas do período colonial da Colômbia e foi palco de vários eventos dramáticos da história do país.  Museus como o do Ouro, da Independência e a Casa Museo Jorge Eliecer Gaitán ajudam a recriar um pouco dessa história.

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Vários prédios públicos do governo colombiano ficam nessa região. A Plaza Bolívar (foto acima),  abriga a estátua do Libertador ao centro, rodeada pela Catedral Primada de Bogotá, o Palácio da Justiça e o Capitolio Nacional.

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Além da Catedral Primada, é possível visitar várias igrejas lindas e muito bem preservadas no centro histórico como a Igreja da Candelária e a de São Francisco.

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Além dos prédios públicos, a região do centro histórico de Bogotá também agrega várias universidades, havendo um grande fluxo de trabalhadores e estudantes pelas ruas.

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As casas coloniais coloridas, com suas portas e janelas da época, são uma atração à parte.

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Essa região pareceu ser um polo de turismo jovem, vi muitos albergues, bares, cafés e restaurantes, principalmente perto da Plaza del Chorro de Quevedo.

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As ruas da Candelaria também são um museu de arte de rua a céu aberto.

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Na Calle del Embudo é possível encontrar o painel mais icônico da Candelaria, a representação de uma nativa wayuu feita pelo muralista colombiano Carlos Trilleras.

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Museu Botero

O Museu Botero fica no bairro da Candelaria, e o edifício colonial que o abriga é uma atração por si só:

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Fernando Botero é um dos artistas plásticos colombianos mais conhecidos internacionalmente. Natural de Medellín, suas esculturas e pinturas são conhecidas mundo afora pelo volume “rechonchudo” que ele imprime nos corpos e objetos. Além das naturezas mortas e cenas cotidianas, a obra de Botero também é carregada de críticas sociais e políticas.

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O Museu abriga 208 obras doadas pelo artista, sendo 123 obras de sua autoria, e constitui a segunda maior coleção de obras de Botero, perdendo apenas para o Museu de Antioquia, em Medellín.

Lá, você poderá encontrar a famosa versão boteriana da Monalisa:

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No segundo piso, o museu abriga as esculturas de pequeno e médio porte, feitas em bronze e mármore. Destaque para o gatinho boteriano:

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Além das obras de Botero, você ainda pode apreciar 85 obras são de artistas internacionais como Dalí, Degas, Ernst, Matisse, Picasso, entre outros. Ah, a entrada é gratuita 🙂

Centro Cultural Gabriel García Marquez

O Centro é um lugar muito gostoso para fazer uma pausa entre as andanças no Centro Histórico. O espaço abriga mostras de filmes e exposições. Quando eu passei por lá, tive a sorte de ver uma exposição de pinturas sobre Frida Kahlo.

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Além disso, lá tem uma filial da livraria mexicana do Fondo Economico de Cultura, com acervo literário e acadêmico muito amplo.

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Não deixe de aproveitar a vista do último andar do Centro para apreciar as casinhas da Candelaria.

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E, se tudo isso não for suficiente,  ainda tem uma filial da cafeteria Juan Valdez com mesinhas ao sol, caso tenha sol. Confesso que ficava esperando o meio da tarde, no auge do calorzinho, para tomar uma malteada de coco por lá. Mas não se aflinja, se não tiver sol, você pode tomar algum dos cafés quentinhos do Juan Valdez.

Feira de Usaquén

Usaquén é uma localidade ao norte de Bogotá que ainda preserva muitas de suas construções históricas. No domingo, o mercado de pulgas de Usaquén se espalha pelas ruas próximas à Paróquia de Santa Bárbara e é uma ótima opção para visitar as casas históricas e conhecer o artesanato da região.

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E, de forma geral, achei os preços da feira muito bons, principalmente porque existe muita oferta de um mesmo produto e você tem a oportunidade de barganhar. Foi o lugar que eu achei a maior oferta de bolsas wayuu e os melhores preços.

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Achei o clima da feira muito gostoso, havia apresentações musicais, algumas barraquinhas de comida, muitos turistas, mas também muitos locais passeando pela feira antes de irem para os seus almoços de domingo. Aliás,  Usaquén é um ótimo lugar para almoçar, tem várias opções de restaurantes por lá. Aguardem o post das comidas!

Bogotá Graffiti Tour

Eu posso dizer sem hesitar que Bogotá foi o lugar com mais arte de rua que eu já visitei. E não só impressão minha, a cidade figura entre as capitais latino-americanas com maior presença de street art, junto com São Paulo e Buenos Aires.

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Fizemos um tour de street art com a Bogota Graffiti Tours. O passeio sai do Parque de los Periodistas e se concentra em algumas ruas da Candelaria e do centro, com cerca de 2h30 de duração. A contribuição é voluntária, as pessoas doam em média 20 a 30 mil pesos (entre 25 e 30 reais). Para participar, basta fazer a inscrição no site deles.

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É claro que o tour é uma mostra mínima da variedade de obras que existe na cidade, andando no centro e mesmo no ônibus ou carro é possível notar quão presente é a arte de rua na cidade.

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O tour foi muito interessante para conhecer melhor as técnicas e os artistas da cidade e a história da arte de rua em Bogotá, além do guia dar noções gerais da história e das principais questões contemporâneas da política colombiana.

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Apesar de entender o porquê desse trabalho ser capitaneado por artistas estrangeiros que vivem em Bogotá, achei uma pena não ter a opção de um guia local, como acontece em Medellín por exemplo, certamente ele teria mais propriedade para tratar das questões internas do país.

Cerro Monserrate

O Cerro Monserrate está a 3.152 sobre o nível do mar e é facilmente notado ao passear pelo Centro Histórico da capital. Além da vista panorâmica da cidade, ele abriga também o Santuario del Señor Caído de Monserrate, lugar de peregrinação religiosa.

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Para chegar até o topo, basta chegar até a estação de teleféricos e funiculares, comprar o bilhete e subir.

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Não tivemos muita sorte no passeio, a chuva que havia sido boazinha nos outros dias de viagem resolveu cair com força naquele dia, transformando a visão panorâmica da cidade em uma visão panorâmica de uma nuvem gigante.

Além de restaurante e lanchonete, lá encima tem uma pequena feira de artesanatos, ótima para comprar souvernirs

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Trinidad, minha cidade favorita em Cuba

É difícil dar esse veredito, mas posso dizer que Trinidad foi a cidade que eu mais gostei em Cuba, e eu já sabia que ia ser assim antes mesmo de ir.

Pense num lugar onde você encontra casinhas coloniais, ruas de pedra, em um ambiente bucólico quase rural, embalado pela salsa dos bares e, além de tudo isso, a 15 minutos de praias maravilhosas. É isso.

Passei dois dias na cidade e poderia facilmente ter ficado mais.

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Quando chegamos no terminal rodoviário da Viazul fomos prontamente assediados por pessoas oferecendo transporte, hospedagem e restaurantes. Já tínhamos a nossa hospedagem reservada na casa do Pupito e da Carmen, então seguimos adiante.

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Após conhecermos o simpático casal que seria o nosso anfitrião nesses três dias, fomos procurar um lugar para comer e acabamos optando pela Bodeguita del Medio, já que em Havana ela estava sempre lotada, seria uma boa oportunidade de conhecê-la. Pagamos cerca de 10 cucs pela refeição, que estava boa, mas nada de demais, mas valeu a pena para curtir a música ao vivo que estava rolando lá dentro.

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Passamos o resto do dia caminhando com calma pelas ruas da cidade, assistindo aquelas cenas típicas de domingo no interior, quando as pessoas deixam as portas das casas abertas, sentam na calçada, conversam com os vizinhos, as crianças brincam na rua e os cachorros ficam na janela tentando aliviar o calor.

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No domingo, topamos com uma feirinha de artesanato pelas ruas da cidade, com muitos artigos em madeira para vender (e muito assédio, por supuesto)

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À noite, Trinidad é mais incrível ainda,  você caminha pela cidade e vai escutando a música ao vivo dos restaurantes e barzinhos.

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Destaque para o Casa de la Musica, que fica em uma escadaria, rodeada por bares e restaurantes, lotada a noite inteira de turistas e locais dançando salsa, tomando um mojito na calçada, ou simplesmente usando o wi fi, já que esse é um dos pontos de rede da cidade.

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No dia seguinte, pegamos um taxi pela manhã para a Playa Ancón e já combinamos com o taxista um horário para o retorno, já que não sabíamos se ia ter taxi fácil na praia para voltar (e realmente não tinha).

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A Playa Ancón pode até não ter aqueles tons azuis esverdeados a la Caribe (apesar de estar, sim, virada para o mar do Caribe, ao contrário das praias do Cayo Santa María que eu mostrei aqui), mas tem um mar calmo e uma atmosfera bastante tranquila. Mesmo não estando hospedado em nenhum dos hotéis, é possível negociar para alugar um guarda-sol e usufruir do bar e do restaurante.

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É simplesmente perfeita para aliviar o calor de Trinidad durante o dia (à noite, não resta opção senão lidar com ele haha)

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Na beira da praia existem vários hotéis para quem quiser se hospedar pertinho da praia. Mas, sinceramente? Trinidad oferece tanta diversão à noite e fica tão pertinho que nem faz sentido se hospedar na praia.

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Voltamos para Trinidad por volta das 16h e aproveitamos que o sol havia dado uma trégua para terminar de ver a cidade.

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E, à noite, repetimos o mesmo roteiro do dia seguinte: jantar e ficar nas escadarias do Casa de la Musica admirando as pessoas que sabem dançar salsa (o que não era nosso caso).

Por motivos de preguiça optamos por jantar no restaurante que fica aos pés da escadaria, cujo nome eu já me esforcei para lembrar, mas não consegui (isso é que dá esperar 5 meses para escrever o post).

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Mas a localização é inconfundível, o menu era bem variado e tanto os drinks como a massa com frutos do mar estavam ótimos.

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A sensação do jantar foi essa torta de chocolate com coco, o chocolate é produzido em Baracoa, no Oriente do país, e é bem diferente do nosso. Nada melhor para se despedir da cidade que me tratou tão bem, né?

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Roteiros, Viagens

Cayo Santa Maria: um paraíso para chamar de seu

Após alguns dias em Havana, é claro que a ansiedade para conhecer as famosas praias cubanas estava grande. Meu grande sonho dourado era ir para Cayo Largo, já tinha até negociado comigo mesma que valeria a pena enfrentar o meu pânico de voar em avião pequeno para conhecer esse pequeno paraíso. Mas, como os preços das passagens estavam muito caros, optamos por ir para algum cayo por via terrestre mesmo. Escolhemos Cayo Santa María por ser o mais próximo de Havana e, ao mesmo tempo, próximo de Santa Clara, outra cidade que queríamos visitar.

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Organizamos a viagem já em Havana, com uns dois dias antecedência reservamos um pacote com a Cubatur, que incluía o traslado  e 2 duas diárias no Melia las Dunas.

O traslado saiu as 5h da manhã do Hotel Nacional e chegou por volta das 12h no Meliá Las Dunas, com duas paradas no caminho. O ônibus era muito bom, certamente foi o meio mais prático e mais barato de chegar ao cayo. Pelo google maps, eu havia visto que uma espécie de ponte conectava a ilha aos cayos. Na verdade, não é exatamente uma ponte, mas sim uma estrada bem estreita que vai avançando sobre o mar até chegar ao cayo, com vistas lindíssimas.

A minha grande preocupação ao pesquisar os resorts era a alimentação, já que havia lido muitos relatos de pessoas que não gostaram da comida. Mas, como nunca havíamos ficado em  um resort antes, era difícil dizer se as pessoas não gostaram da comida por gosto pessoal ou em comparação à outros resorts mundo afora ou se a comida, de fato, não era boa.

Eu era daquelas que dizia que não via graça em resort, achava um esquema muito parado passar dias na mesma praia só curtindo a infraestrutura do hotel e me empanturrando 24 horas por dia.

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Mas, confesso, que fui obrigada a pagar a língua e rever meus conceitos e, diga-se de passagem, assim que puder ($$$), adoraria voltar a um resort.

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A estrutura do hotel era muito boa, havia uma zona voltada para famílias com crianças e outra para adultos, vários bares e lanchonetes, sorveterias, restaurantes do tipo buffet e alguns restaurantes a la carte.

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A estrutura próxima ao mar também era ótima, nunca tivemos dificuldades em conseguir um bom espaço na faixa de areia e havia opções de bares e lanchonetes próximas.

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Havia também um lojinha com itens de primeira necessidade para emergências, uma agência de turismo e uma banca de artesanato.

A internet funciona da mesma forma que nos outros lugares do país, a propriedade conta com um ponto de wi fi, então você só precisa adquirir o cartão com os dados de login na recepção, que custavam 3 cucs por hora.

Sem contar que os jardins do resort eram uma lindeza.

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Agora vamos a parte controversa, a comida. O buffet, em todas as refeições, era sempre muito variado, peixes, carnes, frango, massas, omeletes, pizzas, frutas e sobremesas. As lanchonetes ainda contavam com outras opções com sanduiches e petiscos. As opções de bebidas alcoólicas e não alcoólicas também eram bem variadas.

Deixamos para última hora então só conseguimos provar um dos restaurantes, a pizzaria a la carte, a comida estava boa, mas nada excepcional. Alguns dos restaurantes à la carte exigem roupa social para entrar, então é bom ficar ligado.

Apesar da variedade, achei a comida muito gordurosa e sem sabor, o que não faz jus de forma alguma à comida cubana, muito provavelmente porque o hotel busca apresentar opções internacionais que agradem os turistas estrangeiros, mas que de forma geral são bem diferentes do paladar brasileiro. Porém, o fato de haver muita variedade facilita bastante, pois você sempre pode achar algo que seja do seu agrado.

De toda forma, isso não atrapalhou de forma nenhuma a experiência, adorei o resort e voltaria com certeza.

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Roteiros, Viagens

8 coisas imperdíveis para fazer em Havana

1- Flanar por Habana Vieja

Habana Vieja – o centro histórico de Havana – foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1982.

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Nela você encontrará antigas fortalezas, igrejas, palácios e museus. As praças charmosas – algumas delas meticulosamente restauradas, costumam ser ocupadas pelas feirinhas de livros.

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Sugiro aproveitar o final do dia, quando o calor começa a dar trégua e a luz fica mais bonita, e flanar pelas ruelas.

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Parar para tomar um mojito ou um daiquiri em algum dos bares icônicos de Havana, como o La Floridita ou La Bodeguita del Medio, e depois escolher um lugar para jantar.

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Diferente de outras mundo afora, a cidade velha de Havana não é apenas um lugar histórico, mas sim um lugar vivo, onde vários habaneros de fato moram.

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Então você certamente vai encontrar as pessoas voltando do trabalho, comprando frutas ou jogando xadrez nas calçadas.

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2- Ver o pôr do sol no Malecón

O Malecón é provavelmente a avenida mais famosa de Havana, que se estende por 8km da orla da cidade, indo região do portuária até o bairro de Vedado. É nessa avenida  que você vai encontrar vários turistas fazendo passeios em carros antigos – os almendrones.

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Point dos pescadores, no final do dia, as muretas do Malecón ficam cheias de jovens, que se reúnem para beber e conversar. É um ótimo lugar para curtir o pôr do sol depois de caminhar por Habana Vieja.

3- Ir a uma praia

Convenhamos, ainda que não esteja nos seus planos se deslocar até Varadero ou até um dos Cayos, praia é que não pode faltar na ida à Havana. A menos de 1h de distância, as praias do leste (Santa Maria del Mar, Guanabo, entre outras) são uma excelente opção para quem não quer perder a chance de conhecer o litoral cubano.

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É tão pertinho que é possível fazer um bate e volta hospedando em Havana.

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Ou, se quiser passar mais dias, é possível comprar pacotes nas agências de turismo dos hotéis em Havana e até ficar em casa de família.

4- Jazz na Zorra y el Cuervo

Havana é provavelmente um dos lugares mais musicais do mundo, a música está nas ruas, nos restaurantes, é difícil se sentar para tomar algo e não ser agraciado com uma apresentação musical.

Mas, além disso tudo, tem um lugar que é imperdível: La Zorra y el Cuevo. Esse club de jazz, cuja fachada imita um pub inglês, fica no epicentro do burburinho da noite na avenida 23 em Vedado, onde ficam várias casas noturnas e é possível ver aglomerações de jovens fazendo esquenta nas calçadas.

Mas, toda essa atmosfera agitada desaparece quando você desce as escadarias do pub, que é bem pequeninho e te permite acompanhar bem de perto a atração musical. A entrada custa 10 Cucs e te dá direito a duas bebidas.

5- Tomar cerveja no Antiguo Almacén del Tabaco y de la Madera 

A essa altura, você certamente já deve ter provado as cervejas cubanas, a Bucanero – a forte – e a Cristal – a leve. Além dessas opções, um lugar legal para aliviar o calor em Habana Vieja é a Cervecería del Antiguo Almacén del Tabaco y de la Madera. O galpão do antigo armazém deu origem a uma cervejaria com ares modernos na beira da baía de havana. Além das 3 opções de cerveja, é possível beliscar uma parrilha ou um sanduiche.

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Aproveite a visita para conhecer também os Antiguos Almacenes San José, depósito construído em 1885, que hoje abriga a maior feira de artesanato da cidade.

6- Museu da Revolução

Havana tem vários museus, mas certamente o Museu da Revolução é o mais importante para aqueles que querem entender melhor a história do país.

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Localizado no antigo Palácio Presidencial, construído entre 1913 e 1920, e utilizado por vários presidentes Cubanos, o museu conta a partir de fotos, objetos e documentos a história da luta revolucionária contra o governo de Fulgêncio Batista.

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Atrás do Palácio Presidencial, encontra-se o Pavilhão Memorial Granma, sobre o episódio de traslado de Fidel Castro e Che Guevara e outros revolucionários do México para Cuba em 1956.

7- Tomar um batido de helado

Quer desculpa melhor para ingerir 500 calorias de puro açúcar do que esse calor caribenho todo que faz em Havana? Pois então, o batido de helado é uma ótima opção para dar uma refrescada.

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8- Comer arroz moro e chicharrita de plátano

O arroz moro (ou congri) é um tipo de arroz cozido juntamente com o feijão preto, que constitui uma das guarnições mais populares dos pratos cubanos e é simplesmente delicioso.

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Já as chicharritas de plátano são fatias finíssimas de banana frita com sal, que geralmente acompanham o arroz e feijão ou substituem as batatas fritas nos sanduíches. Esbalde-se!

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Planejamento de viagem, Roteiros

O que você precisa saber para planejar a sua viagem à Cuba

Lembro como se fosse hoje que na véspera do meu embarque para Cuba eu estava sofrendo crises de ansiedade por não ter praticamente nada reservado no país, a exceção da hospedagem em Havana. É claro que eu já havia lido a internet inteira sobre o destino, mas para quem é adepto do overplanning como é o meu caso, não ter tudo certinho gerava uma grande insegurança. No fim das contas, acho que foi um ótimo assim, chegando lá tudo foi resolvido e a viagem foi excelente.

Porém, isso funcionou para mim porque fui ainda na baixa temporada (maio de 2016), sendo assim, reuni algumas dicas gerais para facilitar o planejamento de viagem sobretudo de quem viaja em períodos mais concorridos e precisa garantir hospedagem e transporte com antecedência:

Como ir

Infelizmente ainda não existem voos diretos do Brasil para Havana, mas várias companhias (Avianca, Taca, Latam, Copa Airlines, etc) oferecem esse trajeto com uma ou mais conexões. Eu viajei de Copa Airlines com uma conexão rápida no Panamá e foi super tranquilo.

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Quando ir

De forma geral, faz sol e calor o ano todo, mas para evitar a chuva e o calor extremo,  a melhor época é a estação seca, que vai de dezembro à abril. A estação dos furacões é de junho a novembro. Além disso, o período de julho a setembro coincide com as férias do hemisfério norte e, portanto, com um fluxo maior de turistas. Agosto é o mês de férias em Cuba, então espere praias cheias.  Fui na segunda quinzena de maio e peguei dias muito quentes e algumas chuvas de verão nos últimos dias de viagem.

Precisa de visto?

Sim. Para quem viaja pela Copa Airlines é possível adquirir o visto com a companhia. Para quem quiser antecipar esse processo ou for viajar com outra companhia, é preciso solicitá-lo à Embaixada de Cuba. Clique aqui para saber mais sobre o visto e outros requisitos.

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Como se locomover

De avião

Não se deixe enganar, Cuba é um país relativamente grande, a maior ilha caribenha, então considere utilizar o avião para deslocamentos maiores, como é o caso de uma viagem entre Havana e Santiago de Cuba. Para esses casos, vale a pena conferir os voos oferecidos pela Cubana. Já  se você for ao paradisíaco Cayo Largo, confira o site da Aerogaviota.

Existem muitas opções de destinos no país, mas são poucos voos e nem todos destinos tem voos diários, então é importante comprar com antecedência, sobretudo na alta temporada. Se não conseguir comprar no site das companhias, tente as agências de viagem, como a Cubatur.

Não fiz nenhum deslocamento interno de avião pois o meu itinerário envolvia destinos com distancia média (algo em torno de 6h) de viagem, então julguei que o ônibus saíria mais em conta.

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De ônibus

Os trajetos entre as principais cidades cubanas é feito pela Viazul, que costuma ter um terminal próprio em cada cidades. Os ônibus são confortáveis e o serviço é pontual, mas a compra da passagem pode ser bem cansativa, já que em geral ela só é vendida no dia da viagem com antecedência de 1h. Em alguns casos, é possível reservar a passagem com antecedência e pagar no dia. Fui de Santa Clara até Trinidad de Viazul e, à exceção das complicações para adquirir a passagem, a viagem foi bastante tranquila.

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Outra forma de viajar de ônibus é por meio dos ônibus fretados pelas agências de turismo, como é o caso da Transgaviota, que eu utilizei para ir de Havana até Cayo Santa María.

De taxi

Em Havana, existe taxi para todos os gostos e bolsos, carro novo com ar condicionado, carros antigos, taxis coletivos, coco taxi e até bicitaxi nas distâncias mais curtas. Os preços variam, o importante é já deixar acertada a tarifa no começo da corrida. A corrida do Aeroporto José Marti até Habana Vieja ou Vedado gira em torno de 25 CUCs. Essa foto aí de baixo é com o seu Ávila e o seu Lada, que nos levou para vários lugares em Havana.

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Nas cidades pequenas, em geral, existem menos taxis “tradicionais” e mais taxis alternativos como mototaxi, bicitaxi e os preços são bem melhores.

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Considere utilizar também os taxis para o deslocamento entre as cidades, existe muita oferta e é possível se juntar com outros viajantes e negociar um bom preço. A princípio, pode parecer complicado, mas como existe pouca oferta de horário de ônibus, essa opção se torna bastante atrativa, muitas vezes os motoristas cobram o mesmo preço por pessoa da passagem de ônibus de Viazul. Fizemos isso para voltar de Trinidad para Havana e compensou bastante, já que de carro o tempo de viagem acaba sendo um pouco mais curto.

Aluguel de carro

Sim, é possível alugar carros em Cuba e, não, eu não estou falando de um Lada de 1970. Mas prepare o bolso, não é um serviço muito barato. Faça as cotações nas agências de turismo.

Onde se hospedar

Hotéis/Resorts

O país conta com hotéis/resorts estatais e semi estatais nas suas principais cidades e também em várias praias. É possível fazer a reserva no próprio site do hotel ou por intermédio de agências de viagens, como a Cubanacan e Cubatur.

Fiquei no Melia Las Dunas em Cayo Santa María, fiz a reserva em Havana na Cubatur, localizada no lobby do Hotel Nacional. Vou contar essa experiência nos próximos posts.

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Algumas praias, como é o caso de Cayo Santa María, possuem muitos resorts, então o Tripadvisor é um ótimo aliado para saber como é o hotel antes antes de fechar o seu pacote nas agências de turismo.

Casas particulares

Certamente é um dos meios mais econômicos e interessantes de se hospedar no país. O preço médio da hospedagem em quarto duplo é 25 cucs, o café da manhã (3- 5 cucs) e/ou jantar (10 cucs) é oferecido à parte pela maioria delas.

O serviço é profissional, as casas precisam de licença para funcionar e parecem pequenas pousadas.

Para escolher uma casa, basta olhar as avaliações no Tripadvisor ou em sites como o mycasaparticular.com, cubacasas.net e cuba-particular.com. Alguns deles permitem fazer a reserva e, em alguns casos, será necessário mandar email para a família. É costume também confirmar a reserva com alguns dias de antecedência, para que eles saibam que você não desistiu. Em geral, cada casa dispõe de poucas vagas, mas em compensação, existem muitas casas que ofertam esse serviço.

Eu fiz a reserva por telefone já em Cuba com alguns dias de antecedência, o que eu acho que funciona bem fora da alta temporada. Outra opção é fazer a reserva da casa do seu primeiro destino e pedir uma indicação para a família para o próximo destino ou, ainda, procurar uma casa ao chegar no próximo destino.

Fiquei em casa particular em Santa Clara e Trinidad e ambas foram ótimas experiências, os quartos eram novos, bem equipados e ficavam em uma parte separada da casa, assim, você tem a oportunidade de interagir com os moradores ao mesmo tempo em que mantém a sua privacidade.

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Aluguel de apartamento

Já é possível alugar apartamentos e quartos pelo Airbnb. Em Havana ficamos no apartamento do Aldo e da Vanessa, localizado em Vedado, e tivemos uma ótima experiência, com direito a essa vista aí da foto.

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E o dinheiro?

Cuba tem duas moedas, o Peso Cubano (CUP) – a moeda que a população usa cotidianamente, e o Peso Convertível (CUC), a moeda turística. Muitos estabelecimentos aceitam pagamento nas duas moedas e tem até tabelas de conversão para isso. Alguns serviços podem ter preços diferenciados para locais em CUPs e para turistas em CUCs, como é o caso de alguns museus e cinemas.

Parece complicado, mas não é. O viajante deve levar apenas Euros do Brasil, já que o dólar é taxado para fazer a conversão (é possível trocar reais, mas eu realmente não saberia dizer se compensa). Chegando lá, é necessário converter os Euros em CUCs. A casa de câmbio – a CADECA, é estatal e não tem diferença de cotações. Recomenda-se trocar apenas nesses estabelecimentos oficiais para evitar eventuais fraudes.

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1 Euro equivale a cerca de 1,10 CUCs, então a conversão das transações é fácil – é só pensar em Euro.

Troquei uma pequena quantia em CUPs pois é possível efetuar algumas despesas cotidianas na moeda local, como comprar um lanche em um quiosque, frutas, coisas do tipo.

Não conte de forma nenhuma com o cartão de crédito, pois a quase totalidade dos estabelecimento não aceita esse meio de pagamento.

Existem caixas eletrônicos e consegui efetuar com êxito a retirada de CUCs com o cartão de crédito, mas acredito que as taxas não compensem, seria mais para uma emergência.

Como acessar a internet

O acesso à internet já foi dificultoso na Ilha, mas há cerca de seis meses tudo se tornou bem mais fácil com a criação de zonas de wi-fi nas ruas e praças. Funciona assim: primeiro você compra um cartão de internet (1 h) nas lojas da ETECSA (2 CUCS) ou de ambulantes (3 CUCS). Então, em um desses pontos de wi fi, é só se conectar à rede da ETECSA e logar com a senha e usuário do cartão. Depois é só lembrar de se desconectar da rede para poder usar o resto do tempo em outro momento. Achar um dos pontos de wi fi é muito fácil, nas cidades pequenas eles estão geralmente nas praças principais (ou onde você avistar uma concentração de pessoas com smartfones e laptops hehe).

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Até o momento, não há restaurantes nem hotéis com wi fi grátis. Em geral há pontos de wi fi nos hotéis, mas ainda assim você vai precisar comprar o cartão.

De resto, a internet tem boa velocidade de forma geral e não tive problemas em acessar a maioria dos sites (facebook, instagram, whatsupp, tripadvisor, tudo liberado).

A despeito dessas facilidades, viajar para Cuba te faz desenvolver uma nova relação com a internet, já que não é possível estar conectado a todo tempo. Hoje em dia ficamos muito dependentes do celular para resolver as coisas durante a viagem, então é importante pesquisar os restaurantes e atrações com antecedência, baixar mapas e salvar reservas offline para não passar nenhum aperto.

Espero que tenham curtido as dicas!

 

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Roteiros, Viagens, Viajando sozinha

Fazendo nada em Los Angeles

Chegamos, finalmente, ao último post dessa viagem que passou pelo Arizona e por São Francisco e terminou em Los Angeles, de onde partia o meu voo de volta para a casa.

Los Angeles nunca fez parte dos meus sonhos, mas as promoções de passagens não ligam muito pra isso, né não?

As minhas ambições na cidade eram bem modestas: curtir o entardecer na praia em Santa Monica e dar umas voltas por Venice Beach.

Definir o que você quer fazer em Los Angeles é essencial para escolher onde ficar, já que a cidade é enorme, tem um trânsito nada desprezível e um sistema de transporte não tão abrangente. Pra dificultar, os preços dos hotéis são bem salgados, no padrão NYC de ser.

Por estas razões, muita gente aluga um carro para passear por lá. No meu caso, como seria pouco tempo e os meus interesses estavam concentrados em Santa Monica, optei por me hospedar lá  por lá.

Fiquei no Camel by the Sea, um hotel muito bem localizado, confortável, porém caro. Uma opção com uma proposta bem diferente, mas com preços bem módicos é se hospedar no Hostelling International Santa Monica. Era a minha primeira opção, mas esgotou e eu tive que procurar um plano B.

Estava exausta dos últimos dias de viagem e praticamente sem estômago depois da destruição alimentar dos últimos 10 dias, e Santa Monica me pareceu o lugar perfeito para passar esses quase dois dias perambulando pelos boulevares  da região e pela orla da praia.

O meu estômago também ficou bem feliz, já que Santa Monica parece ser o paraíso da comida saudável.

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Almocei no True Foods Kitchen (395, Santa Monica Place) um restaurante com uma proposta de comida saudável, com várias opções vegetarianas e veganas. O menu é bastante abrangente, tem entradinhas saladas, pizzas, bowls, sanduiches, sucos, cervejas, vinhos e coquetéis.

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Eu provei o bowl de Teriyaki Quinoa com frango e estava bom demais, até voltei no dia seguinte para repetir.

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O True Foods é uma rede que tem estabelecimentos em várias cidades, mas o ambiente é tão bonito que ele não tem nada de cara de restaurante de franquia.

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Passei o resto da tarde caminhando pelas ruas de Santa Monica, que tem alguns bulevares para pedestres bem legais.

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No fim do dia, fui caminhar pelo pier de Santa Monica para ver o entardecer e bater algumas fotos.

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O pier tem um parque de diversões, vários restaurantes e lojas e fica lotado de turistas. É lá que fica a famosa placa da Route 66, indicando o término dessa rota histórica que começa em Chicago e tem fim em Santa Monica.

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Comecei o dia seguinte caminhando pelo calçadão de Santa Monica até chegar em Venice Beach

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A caminhada foi super agradável, tecnicamente ainda era inverno, mas a sensação térmica beirava os 20 graus, então havia muita gente se exercitando, levando cachorro pra passear, turistas andando de bicicleta.

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Do outro lado do calçadão era possível encontrar alguns bares e muitas lojas de souvenirs.

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O distrito histórico de Venice, onde fica Venice Beach, é conhecido por ser lugar descolado que abriga várias tribos urbanas, na década de 60 era conhecido com um dos principais centros difusores da beat generation.

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Venice beach tem quadras de esporte, pistas de skate, bares e restaurantes, artistas e músicos vendendo seus trabalhos no calçada e muitas lojas de souvenirs e produtos alternativos.

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Do calçadão, caminhei uns três quarteirões para o interior do bairro para conhecer os famosos canais que dão origem ao nome de Venice, em referência a cidade italiana de Veneza e seus canais.

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Os canais foram construídos em 1905 como parte de um projeto desenvolvido por Abbot Kinney, que tinha a intenção de recriar a aparência da Veneza italiana no sul da Califónia.

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Porém, com o advento do automóvel, os canais caíram em desuso e ficaram sem manutenção por várias décadas até que em 1992 foram finalmente renovados, convertendo essa região da cidade em uma área valorizada para se morar.

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As ruas com os canais são lindinhas, cheias de casas praianas com jardins bem cuidados.

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Quando eu fui estava absolutamente vazio, então foi ótimo para tirar boas fotos.

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Retornei à Santa Monica caminhando pelo calçadão e passei pelo Venice Ale House (2 Rose Ave) e achei que seria uma pena não parar para tomar algo e curtir o clima de praia. Esse bar fica em uma das esquinas do calçadão de Venice e consegue ter, ao mesmo tempo, cara de pub na parte interna e de bar praiano na parte externa, com mesinhas e guarda-sóis na calçada.

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O bar oferece opções para brunch e outros pratos, os ingredientes são orgânicos e locais, com (o que parece ser um mantra nessa região). A carta de bebida compreende vinhos e cervejas artesanais da região, além de coquetéis e sucos naturais.

Eu fui de hambúrguer de peru com batatas rústicas, estava tudo muito bom.

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Antes de ir para o aeroporto, aproveitei o último entardecer no calçadão de Santa Monica para me despedir das férias.

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E o pôr do sol nunca decepciona, né?

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São Francisco caminhando: o circuito turistão

Esse terceiro roteiro à pé por São Francisco compreende alguns dos principais pontos turísticos da cidade. É ideal para o primeiro dia de viagem, para já riscar da listinha os passeios mais clássicos e ficar livre para aproveitar o resto do tempo explorando os  outros pontos de interesse na cidade.

Como nas últimas vezes, a caminhada teve início na Union Square. Segui pela Powell Street passando pelo Nob Hill, um bairro rico que concentra casas, prédios e hotéis elegantes. Prepare-se, pois essa parte do trajeto, apesar de curta, envolve uma subida considerável (afinal, é um hill, né?).

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Logo após a subidona, já era possível visualizar as lanternas de Chinatown, o bairro chinês mais antigo de São Francisco, misturadas com os prédios modernos do distrito financeiro.

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Era domingo de manhã, então Chinatown estava bem tranquila, as lojas começando a abrir e os velhinhos na rua saindo para fazer compras.

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Cheguei na Columbus Avenue e segui até o Washington Square Park, que estava cheio de velhinhos fazendo tai chi chuan e pessoas levando seus cachorros para passear. É la que fica a Saint Peter and Paul Church.

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Continuei pela Columbus Avenue até a Lombard Street, a famosa rua ígreme com trânsito em zig zag.

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Fui fazendo o zig zag pelas calçadas da rua até chegar na sua parte mais alta, que tem uma vista linda de São Francisco. Ainda era cedo então o espaço não estava tão disputado.

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Fiquei pensando que morar por ali deve exigir grandes doses de paciência por conta da quantidade de turistas.

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Segui pela Hyde Street em direção ao Fishermen´s Wharf, bairro queridinho dos turistas, que fica na costa norte de São Francisco.

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Dei uma volta na Ghirardelli Square, que abriga duas lojas enormes da marca homônima de chocolates mais antiga de São Francisco (desde 1850!!). É possível encontrar os chocolates da Ghirardelli em vários lugares na cidade, mas lá a variedade é enorme e ainda tem dois bares de sunday. Desnecessário dizer que eu provei um, né? Além das lojas de chocolate, a Ghirardelli Square também tem restaurantes e outras lojinhas variadas.

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De lá, segui pela Beach Street até chegar ao Pier 39, o mais famoso da cidade, de onde partem passeios de barco pela baía de SF.

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O bairro é cheio de lojas (maior variedade de souvenirs turistões), hotéis e restaurantes (boa pedida pra quem quer comer frutos do mar).

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Essa região tem uma arquitetura bem bonita também, com vários prédios de tijolinhos.

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Passear no bairro durante o entardecer também pode render paisagens bem bonitas.

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Depois dessa longa caminhada, uma opção para retornar ao centro da cidade é utilizar o Cable Car, o bondinho de SF que imita os cable cars históricos que começaram a operar na cidade no final do século XIX.

Existem 2 linhas que passam pela região, com trajetos distintos, a Powell-Hyde que vai até o Aquatic Park perto da Ghirardelli Square e a Powell-Mason que vai até o meio do Fisherman´s Wharf.

Achei o preço beem salgado ($7 o trecho, se você não tiver o passe de transporte), mas como o bondinho é um ícone da cidade e eu precisava de um meio de transporte para retornar à Union Square, achei que seria uma boa oportunidade para experimentá-lo.

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Sinceramente? Achei bem frustrante. As filas são grandes, então você acaba não conseguindo um lugar com uma boa visão e, pra piorar, o sobe-e-desce naquele espaço apertado me deixou meio tonta. Quem me conhece sabe que eu não sou muito de reclamar, mas dessa vez eu achei o custo-benefício bem desfavorável.

Acabei tendo que usar o bondinho uma segunda vez, muito mais por falta de opção do que por vontade, e acabei tendo uma experiência bem melhor, estava praticamente vazio, sentei num lugar legal, aí sim, valeu a pena. Então, a dica é ir bem cedo ou no anoitecer, para tentar evitar os horários super disputados.

Essa caminhada tem cerca de 5 km e durou toda uma manhã, mas dependendo do ritmo e das paradas, pode ser interessante usar o dia inteiro 😉