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Um roteiro pelo Jalapão: parte 3

Eu contei para vocês nos posts anteriores como foram os primeiros dias da nossa mini mini expedição de 3 dias pelo Jalapão.

Para alguns, o terceiro dia da viagem começou com a subida da Serra do Espírito Santo. Esse é um dos atrativos mais famosos da região, que não estava incluso no passeio de 3 dias, mas foi ofertado como opcional devido à grande demanda do grupo.

Créditos: amigo Vinícius que acordou às 2 AM para ter essa vista

Créditos: amigo Vinícius que acordou às 2 AM para ter essa vista

Para assistir o nascer do sol na Serra, a trilha começa às 3h da manhã. Como íamos ficar sem dormir na noite seguinte por causa do voo de volta para Brasília, optamos por não fazer o passeio. É claro que os amigos apareceram com fotos deslumbrantes da vista da Serra. E é claro que eu me arrependi, né? Mas é fácil se arrepender quando você sabe que vai dormir 8 horas na noite seguinte, né não?

Crédito: Vinícius Amaral

Crédito: Vinícius Amaral

Para os que não subiram a Serra, o primeiro passeio foi visitar a Cachoeira da Velha, que não é uma cachoeira qualquer, mas sim uma meeega cachoeira.

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Lá nos foi ofertada a possibilidade de fazer um rafting pela Novaventura Rafting. Eu nado pouco, morro de medo de barquinhos frágeis sobre águas turbulentas, então nunca fez parte dos meus sonhos fazer um rafting do lado de uma cachoeira gigante. Mentalmente, disse “não, obrigado” e nem escutei o resto das informações.

Mas o nosso grupo se animou e eu me animei, ancorada na ideia de que “se o meu amigo que não sabe nadar vai, eu também posso”, o que racionalmente não faz sentido algum, pois só significa que nos afogaríamos juntos.

A empolgação começou a dar lugar ao pânico quando começaram as instruções de segurança. A frase “o que você deve fazer se você cair do bote” me lembrou que eu poderia, de fato, cair do bote.

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Aprendendo as instruções de segurança. Créditos: Novaventura Rafting

Mais do que isso, me lembrou que além de não saber nadar, eu sou o tipo de pessoa que cai do bote. Ou pior, eu sou tipo de pessoa que bate o remo nos coleguinhas e o derruba o bote.

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Pareço determinada, mas era medo mesmo. Créditos: Novaventura Rafting

Mas não deu tempo de aventar todas as possibilidades de desastres que eu poderia cometer, quando vi já estávamos no bote prontos para começar.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

O prêmio para quem se submete faz o rafting é ver ângulos espetaculares da cacheira do Rio Novo.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Não consigo descrever quão única é a sensação de estar debaixo de uma queda d´água dessas.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Tão emocionante que, por alguns minutos, eu esqueci o que tínhamos pela frente: as corredeiras

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Era hora de colocar em prática todos os códigos e instruções e não cair do barquinho. A sensação de ter uma queda d´água pela frente é desesperadora, mas ao mesmo tempo bem mais segura do que eu imaginava antes de fazer o rafting.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Contrariando todos os meus cenários trágicos, durante a descida das corredeiras,em nenhum momento eu caí ou sequer achei que iria cair. Mal havia tomado gosto pela coisa, já avistamos a prainha do Rio Novo.

Apesar de parecer uma anti-propaganda do rafting ou da empresa, a intenção é justamente o contrário. Só topei fazer porque achei o serviço muito profissional e seguro (e porque eles deram estatísticas de acidentes, e eu sou facilmente impressionada por dados haha) e, ao fazer, confirmei a minha impressão. Recomendo com certeza!

Depois de terminarmos o rafting fizemos um lanche rápido e pegamos à estrada rumo à Palmas. E o resto da história é todo aquele perrengue que não aparece nas fotos:  2 horas de sono, voo promocional de madrugada, correria pra chegar no trabalho. Mas, vai dizer que não vale a pena? 🙂

 

 

 

 

 

Roteiros

Um roteiro pelo Jalapão: parte 2

Como eu contei no primeiro post sobre o Jalapão, o nosso primeiro dia de viagem foi bem intenso em horas de trepidação na estrada, intercaladas com paradas para conhecer os atrativos ao longo do caminho.

O segundo dia foi o oposto: bem menos horas de trepidação e mais tempo nos atrativos. Começamos o dia com uma visita ao fervedouro Belavista, que mais parecia uma jacuzzi feita pela natureza (muito melhor do que as jacuzzis feitas pelo homem, não?)

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Fervedouro Belavista

Mas nem tudo na vida pode ser assim tão perfeito, então tinha algumas espécimes humanas com uma caixa de som portátil ouvindo música enquanto curtiam o fervedouro. Eu não preciso dizer o que tocava a caixa de som, porque está implícito o que ouve alguém que carrega uma caixa de som para um fervedouro, não é?

Como o número de banhistas  é limitado, rola uma espécie de rodízio para entrar no fervedouro, então tivemos a nossa chance de curtir o lugar sem música.

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Fervedouro Belavista

O segundo atrativo do dia foi a Cachoeira da Formiga. Certamente é uma das cachoeiras mais lindas em que já estive, fui enfeitiçada pela água esverdeada e transparente e fiz algo que alguém que não sabe nadar nunca faz: entrei sem nem pensar na profundidade e tive que usar todo o meu nado cachorrinho para me segurar em alguma borda.

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Cachoeira da Formiga

Mesmo sendo feriado, as atrações estavam tranquilas. A exceção foi a Cachoeira da Formiga, que estava lotada de locais curtindo o feriado, o que era uma cena alegre de ser ver, os moradores da região curtindo as belezas da sua terra.

Tivemos bastante tempo para curtir a Cachoeira da Formiga porque o nosso ônibus quebrou. Aliás, se tem algo certo em uma viagem para o Jalapão é que o seu ônibus vai quebrar em algum momento – ou em vários momentos. Vai ser o ar condicionado, o pneu, o freio ou todos eles.

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O 4X4 da expedição

Eu mesmo só fiquei sabendo pelos amigos que haviam me indicado a empresa que o ônibus deles tinha quebrado depois de fechar a nossa expedição. Pensei em ficar abalada com a informação, mas a minha amiga foi logo me dizendo que o das outras empresas também quebraram naquele dia e, como um bom ser humano, o fato da tragédia ser compartilhada amenizou a minha própria potencial tragédia, algo do tipo: “se todo mundo está lascado, que mal faz você estar?”

A primeira vez pode ser um pouco chocante, mas as operadoras de turismo costumam estar preparados para esse tipo de ocorrência, já que são realmente muitos quilômetros de estrada de chão e de areia.

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Pneu furado na volta para Palmas

Ainda antes do almoço, fizemos uma parada na comunidade quilombola do Mumbuca. Os quilombolas são descendentes de africanos escravizados que mantém tradições culturais, de subsistência e religiosas ao longo dos séculos. No Brasil, existem cerca de 3 mil comunidades certificadas pela Fundação Palmares e o Mumbuca é uma delas. A comunidade, com cerca de 200 habitantes, é como uma grande família formada por remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região.

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Árvore genealógica da Comunidade do Mumbuca

A Comunidade do Mumbuca vive da agricultura de subsistência e do artesanato feito com capim dourado. Todo ano, em setembro, é realizada a Festa da Colheita do Capim Dourado, promovida pela Associação dos Artesãos Extrativistas do Povoado do Mumbuca. A festa celebra o começo do período de coleta do capim dourado, que somente é autorizada pelos órgãos ambientais entre os dias 20 de setembro e 30 de novembro. Na edição desse ano, os moradores lançaram a marca Mumbuca, agora o artesanato produzido na comunidade poderá ser identificado mundo afora.

É de se esperar, então, que o Mumbuca seja o melhor local para comprar artesanato feito com capim dourado. Além de ter uma grande variedade de peças, você compra diretamente da comunidade, o que é bom para eles e bom para você, já que os preços são bem mais baixos do que os das lojas das cidades.

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Artesanato feito com Capim Dourado na Comunidade do Mumbuca

A forma como é conduzida a visita ao Mumbuca é uma das poucas críticas que eu tenho ao roteiro da expedição. Acho que teria sido muito importante que os organizadores do passeio contassem antes da visita a história do povoado, pois senão a visita ao local se torna uma mera parada para comprar artesanato e os viajantes de várias partes do país que passam diariamente por lá perdem uma valiosa chance de entender o que significa aquele lugar.

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Uma das ruas da Comunidade do Mumbuca

Saindo de lá, partimos para o almoço na propriedade do fervedouro do Buritizinho, onde tivemos mais uma refeição caseira maravilhosa.

Companheiro de almoço

Companheiro de almoço

De quebra, ainda sobrou um tempo para visitar rapidamente o fervedouro, que é lindo e com forma e tonalidade bem diferente dos outros que havíamos visitado.

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De lá, seguimos para mais algumas horas de trepidação rumo às famosas dunas do Parque Estadual do Jalapão para assistirmos o pôr do sol. Antes de chegar às dunas, tivemos uma bela visão da Serra do Espírito Santo, que é também um dos principais atrativos da região (cenas dos próximos capítulos).

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Vista da Serra do Espírito Santo

As dunas fazem todo o seu entorno parecerem um grande oásis no meio de tanta areia. Lá de cima é possível ver a Serra do Espírito Santo de outro ângulo.

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Vista da Serra do Espírito Santo a partir das dunas

Quase sem luz natural, fizemos uma pequena trilha de volta ao carro e retornamos à Mateiros para o jantar e assim terminou o nosso segundo dia 🙂

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No próximo post, eu conto como foi o nosso terceiro e último dia 🙂

Roteiros

Um roteiro pelo Jalapão

Para mim, metade da graça de viajar é planejar a viagem: passar meses montando o roteiro, pesquisando lugarzinhos. É de se esperar, então, que excursões e pacotes de viagem não sejam o meu forte. Mas é inegável que certos destinos são muito mais práticos (e baratos) assim. O Jalapão é um deles.

Eu sempre quis encaixar uma viagem para o Parque Estadual do Jalapão em um feriado prolongado. Acontece que a maioria das operadoras que fazem expedições para lá trabalham com pacotes de 5 dias ou mais.

Eis que um casal de amigos acabara de voltar de uma viagem de 7 dias pelo parque e me recomendou a Norte Tur, uma empresa que oferece expedições mais curtas pela região, a partir de 3 dias.

Quando você vai fazer uma viagem de 3 dias por um lugar que tem atração para 10 dias, a primeira providência a se tomar é: não ler nada sobre as atrações do local, sob pena que ficar imensamente frustrado.

Confesso que não foi uma tarefa fácil não olhar blogs, fotos e roteiros. Em tempos de instagram, mais difícil ainda foi me despir das expectativas geradas por aquelas fotos oníricas dos fervedouros.

Então fomos. A viagem toda foi uma surpresa – das boas. Que alegria é as vezes simplesmente ser conduzido, sem precisar tomar nenhuma decisão, onde ir, onde comer. A cada parada éramos surpreendidos por uma atração natural mais bonita que a outra, e inédita, sem expectativas prévias.

Saímos de Palmas cedo pela manhã rumo ao leste do Tocantins. Nossa primeira parada foi no município de Novo Acordo – há cerca de 180 km de Palmas.

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Lá, conhecemos uma das prainhas do Rio do Sono, onde comemos uma daquelas autênticas refeições caseiras do interior.

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De lá, foram longos quilômetros de trepidação pela estrada de chão, com algumas breves paradas: uma delas para conhecer o Morro da Catedral.

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Muitas horas  de trepidação depois, com o sol quase se pondo, chegamos no município de São Félix do Tocantins para conhecer o primeiro fervedouro da viagem.

Os fervedouros do Jalapão são poços de água transparente cercados por uma densa vegetação, geralmente com muitas bananeiras. O fundo dos poços é formado por areias claras, que tem uma consistência que lembra argila.

Os fervedouros são assim chamados pelas pequenas bolhas que brotam nas águas, em razão de um fenômeno chamado ressurgência: abaixo da camada de areia, há um lençol freático e, logo abaixo, uma rocha impermeável. Por causa das rochas, a água do lençol freático jorra com muita pressão, empurrando para cima a areia e criando pequenas bolhas na água. A ressurgência impede que o corpo afunde nas águas do fervedouro.

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À medida que entardecia, era possível contemplar os diferentes tons de azul e verde da água e da vegetação.

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Findo o passeio, seguimos para Mateiros, cidade onde ficaríamos hospedados pelos próximos dias. O município é bastante pequeno, com  poucas pousadas e restaurante, por isso foi bastante prático já ter tudo arranjado pela operadora de turismo.

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O esquema da Norte Tur é familiar, a pousada é da própria empresa, a hospedagem é simples, mas confortável. Os jantares são feitos em restaurantes familiares na cidade, as refeições são caseiras e bem preparadas, apesar das dificuldades logísticas de transporte de alimentos. O pacote também inclui lanches e água durante todo o passeio.

No próximo post, eu conto como foi o segundo dia da expedição. Aguardem 🙂

 

 

 

 

 

 

Roteiros

A Seul tradicional: os cinco palácios reais  

Logo quando comecei a ler sobre as atrações de Seul, a primeira coisa que me chamou a atenção foram as minuciosas e coloridas pinturas dos palácios reais. A cidade conta com cinco palácios remanescentes do tempo em que Seul foi a capital da dinastia Joseon, entre 1392 e 1910 (e, não, eu não sabia da existência da dinastia Joseon até ir para lá).

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Os palácios são um ótimo lugar para ver os coreanos com as vestimentas tradicionais – o Hanbok, de cores vibrantes e linhas simples. A sua origem remete à dinastia Joseon, quando os plebeus costumavam usar roupas brancas e a nobreza utilizava o hanbok. Atualmente, ele é utilizado em comemorações formais, como formaturas e casamentos.

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Muitas pessoas utilizam também para tirar fotos ambientadas nos palácios. Quando eu estive por lá, havia muita gente fazendo isso, mas curiosamente, a maioria eram turistas estrangeiros (é possível alugar o hanbok por lá).

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No começo, você fica deslumbrado com a beleza dos trajes, quer bater foto de todo mundo, mas no segundo dia eu já estava meio incomodada com as multidões de adolescentes com trajes tradicionais tentando tirar mil fotos e selfies nos monumentos. Mal sabia eu que iria enfrentar o mesmo fenômeno no Japão com as adolescentes de quimono.

Uma opção para quem deseja visitar todos os palácios é comprar o Royal Palace Pass, que custa 10.000 wons (cerca de 10 dólares) e dá acesso aos Palácios Gyeongbokgung, Changdeokgung, Changgyenggung e Deoksugung. A entrada para o Palácio Gyeonghuigung precisa ser adquirida separadamente.

Com a minha sanha de ver tudo, o plano original era visitar com mais calma os Palácios Gyeongbokgung e Changdeokgung e, ao menos, visitar brevemente os outros. Por conta de alguns perrengues, acabei visitando apenas os dois primeiros.

O Palácio Gyeongbokgung foi o primeiro da dinastia Joseon a ser construído, em 1395. Esse belo e sonoro nome significa algo como “palácio abençoado pelo paraíso”. Acreditava-se que as montanhas eram uma fonte de proteção e, por isso, ele foi construído próximo aos monte Namsam e Bugaksan.

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Durante a invasão japonesa de 1592, todos os palácios da cidade foram queimados, e o Gyeongbokgung deixou de ser o palácio principal para ser reconstruído apenas em 1867. Os esforços para recuperar ao menos em parte a sua arquitetura original continuaram até a década de 1990.

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Já o Palácio Changdeokgung foi o segundo a ser construído, em 1405. Era onde os reis e ministros discutiam os assuntos de Estado e também onde vivia a família real.

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Após a invasão japonesa, esse foi o primeiro palácio a ser reconstruído, por volta de 1610, tornando-se o palácio principal do reino.

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O Changdeokgung também é cercado de montanhas e sua arquitetura é reconhecida por prezar a harmonia com a paisagem natural. É o único dos palácio que faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO.

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Além da visita ao Palácio (também tem tour gratuito disponível), é possível fazer uma visita guiada pelo Jardim Secreto, que dura cerca de 1h30.

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É preciso reservar com antecedência no site e retirar o ingresso mediante pagamento e apresentação do voucher na bilheteria. Para quem adquiriu o Royal Palace Pass também é preciso reservar o tour e pagar na bilheteria.

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Como eu visitei Seul em março, portanto, ainda inverno, a visita ao Jardim Secreto ficou aquém das minhas expectativas, porque estava tudo bem sequinho e sem vida ainda, mas dá para notar que durante as outras estações o lugar tem muito potencial para ser bonito.

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E, ai, gostaram? No próximo post tem mais dicas de Seul 😉

 

 

 

Roteiros, Viajando sozinha

Seul: meu primeiro destino asiático

Seul foi o primeiro lugar no continente asiático que eu pus os pés. Isso, por si só, já é suficiente para dar uma ideia da minha empolgação e encantamento ao conhecer a cidade, a todo tempo ficava “me beliscando” para lembrar que estava na Ásia.

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Passei três dias na cidade, mas poderia facilmente ter ficado mais, não só em Seul, mas em outras regiões do país. A Coréia tem várias outras cidades e atrações naturais que merecem ser visitadas e, nesse curto período, fiquei com a sensação de que, nós, brasileiros, ainda não descobrimos quanta coisa bonita tem para ver por lá. A infraestrutura turística é impecável, foi muito fácil se locomover por toda a cidade usando metrô, que tem todas as sinalizações com tradução em inglês.

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A organização das ruas é um tanto complexa, mas o google maps tá aí pra isso, né? Muitos estabelecimentos possuem wi-fi, mas é possível também comprar um simcard ou alugar um wi-fi portátil no aeroporto para ter internet ao longo da viagem. Como ia ficar apenas 3 dias, eu decidi me virar com o wi-fi público e foi super tranquilo.

O clichê de que o país combina modernidade com tradição é apropriado. Em meio aos arranha-céus, a cidade conserva construções com grande importância histórica, como os 5 palácios de Seul (Changgyeong, Gyeongbokgung, Changdeokgung, Deoksugung e Gyeonghuigung), muralhas e templos.

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Além dos palácios e templos, outro lugar que te faz voltar no tempo em Seul é o Bukchon Hanok Village, um bairro que preserva centenas de casas coreanas tradicionais – as hanok. Apesar de parecer cenográfico, o Hanok Village é também um bairro residencial, existem até alguns monitores pelas ruas tentando impedir as hordas de turistas de fazer muito barulho pelas ruas. Nem preciso dizer que não dá muito certo, né?

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O Hanok Village fica próximo dos palácios Gyeongbokgung e Changdeokgung, então uma boa pedida é combinar esses três lugares num dia só.

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Ao lado do Hanok Village, fica Samcheong-dong, um bairro jovem e super descolado, cheio de restaurantes, cafés e lojinhas de moda e design.

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Eu pesquisei diversas opções de hospedagem, desde os hotéis internacionais nos bairros mais turistões até as pousadas tradicionais coreanas em Hanok Village. Acabei optando ficar em em Hongdae, porque queria ficar em uma região menos séria e empresarial, um lugar que tivesse opções para bater perna à noite. Hongdae abriga a Universidade de artes de Hongik e tem uma atmosfera bastante jovem, com muitas opções de restaurantes, cafés, bares e comércio popular voltado para estudantes (leia-se, mais barato). O bairro não é central, mas o metrô de Seul é bastante capilar e eficiente, então foi bem fácil chegar aos pontos turísticos. A vantagem, por outro lado, é que tanto o aeroporto de Gimpo como o de Incheon estão muito próximos de Hongdae.

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Nas próximas semanas vou postar algumas dicas do que fazer na cidade. Aguardem 🙂

 

 

Comer bem, Roteiros

Cartagena: o que fazer na cidade mais colorida da costa colombiana

Cartagena é seguramente um dos destinos mais desejados na Colômbia. E não é para menos, a cidade fortificada é deslumbrante com seus casarões coloridos, igrejas bem conservadas, restaurantes e lojas de artesanato. Tudo isso sem esquecer que muito próximo de lá é possível desfrutar de praias com azul caribenho.

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Mas, por outro lado, ao passar pela cidade, é impossível não reparar como esse cantinho tão bem conservado é, na verdade, apenas uma parte de uma cidade grande e muito desigual.

Definir em qual bairro se hospedar em Cartagena foi fácil, segui prontamente o conselho do Viagem na Viagem, que dizia ser essencial ficar na cidade fortificada. A oferta de estabelecimentos é bem ampla e os preços também são variados. A maioria dos hotéis são casarões coloniais reformados, com quartos com varandas para a rua ou janelas voltadas para o interior do casarão, alguns não tem elevador, então vale observar todos esses detalhes na hora de escolher.

Ficamos no Hotel Casa India Catalina e tivemos uma boa experiência. Era uma das opções mais em conta e, ao mesmo tempo, muito bem avaliada. É um hotel simples, bem localizado na cidade fortificada, mas fica em uma rua tranquila, sem muito barulho à noite. O quarto é básico, mas o ar condicionado era muito bom, o que é fundamental na cidade.

E, sim, hoje posso concordar que ficar na cidade fortificada é o ideal, pois praticamente tudo o que você vai ver em Cartagena está lá e pode ser acessado caminhando, ter que pegar taxi todos os dias torna tudo mais caro e mais demorado. A única exceção seria o bairro de Getsemani, que fica ao lado da cidade fortificada, tem restaurantes, opções noturnas e muitos hotéis e albergues mais em conta.

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Agora vamos a listinha do que  mais curtimos por lá:

Arquitetura

Lembro de tomar conhecimento da existência de Cartagena nos idos de 2012, quando começaram a pipocar pacotes turísticos para lá e, sem dúvida, o que chamou a minha atenção nas fotos foi a arquitetura da cidade, tão colorida e tão preservada.

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Para desfrutá-la, basta apenas andar loucamente pela cidade fortificada, cada esquina é um flash, impossível não voltar com milhares de fotos de fachadas e varandas.

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Tomar sorvete

Certamente é uma das coisas mais apropriadas a se fazer na cidade. Por sorte, a cidade é bem servida de bons sorvetes. Para sabores exóticos, vale a pena conhecer a Gelateria Paradiso, provei o sorvete de hibisco (flor de Jamaica) e de manjericão e estavam ótimos. Agora para tomar um gelato tradicional, a melhor pedida é a Gelateria Tramonti, que ainda por cima fica aberta até 1h, viabilizando aquele sorvete pré balada.

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Comer ceviche

Como não dá para viver só de sorvete, uma boa pedida na cidade é aproveitar a abundância de ceviche da cidade, uma opção fresquinha para dar conta do calor de Cartagena. É possível encontrar restaurante especializados no prato, como é o caso do La Cevicheria. Só não vale deixar de provar também outras delícias da culinária dessa região.

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Visitar o Museo Historico de Cartagena de Indias

Eu confesso, entrei no Museo Historico de Cartagena porque tinha ar condicionado e, graças a isso, fui parar em um ótimo lugar para entender um pouco da história de Cartagena e o seu importante papel na história da Colômbia.

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O Museu está localizado em frente à Plaza Bolívar, no que foi um dia o Palácio da Inquisição, construído no Século XVIII para o funcionamento do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição e recentemente restaurada com a recuperação total de todos os seus valores originais.

O Palácio da Inquisição é considerado o mais importante exemplar da chamada Casa Colonial Cartagenera, na qual se mesclam influências milenares da arquitetura do sul da Espanha com a visão popular dos alarifes colombianos.

Sem dúvida, as salas de exposição mais impactantes são as que mostram o funcionamento do Tribunal do Santo Ofício em Cartagena e contam um pouco da história anônima daqueles tantos “outros” que foram perseguidos e torturados no século XVII por acusações de heresia, bruxaria, etc.

O ingresso custa 19 mil pesos, algo em torno de 19 reais

Conhecer a Igreja e Monastério de San Pedro Claver

A Igreja e o monastério foram construídos no começo do século XVII pelos jesuítas e, posteriormente, foi batizada em homenagem a San Pedro Claver, conhecido pela luta pelos oprimidos, em especial pela liberação dos escravos.

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Além de visitar a Igreja e o Monastério, é possível conferir a exposição que conta a história da vida e da obra de San Pedro Claver.

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O local abriga também exposições temporárias relacionadas ao tema de Direitos Humanos.

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 Dançar Salsa (ou ver os outros dançarem)

O título de capital da salsa é de Cali, mas em Cartagena é possível encontrar vários locais dedicados a esse ritmo musical. Tivemos a ótima experiência de conhecer o Café Havana com o pessoal do Viver Uruguai.

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A casa fica no bairro de Getsemani  e é bastante cheia vale a pena reservar e/ou chegar cedo se quiser uma mesa.

Pegar uma praia

Na cidade de Cartagena as praias não possuem aquele mar azul Caribe, como muitos imaginam. Mas é possível passar o dia em praias próximas da cidade, como é o caso da Playa Blanca. Várias agências oferecem esse passeio, que pode ser feito de barco ou de van. O itinerário dos pacotes é variado, no meu caso, optei por fechar um pacote terrestre direto para a Playa Blanca para poder aproveitar bem o dia por lá, mas existem passeios de barco que passam por outras praias e um aquário antes.

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Ao chegar lá, o guia da agência nos conduziu para uma barraca de praia onde seria servido o almoço. O local é usufruído tanto por turistas como locais. Havia lido relato de muitos ambulantes, mas não achei que prejudicou o passeio.

Fazer um tour de arte de rua em Getsemani

Getsemani é um bairro popular, localizado ao lado da cidade fortificada. Historicamente, foi o local onde moravam as classes populares no período de domínio espanhol, sendo palco de luta pela independência de Cartagena no final do período colonial. Na Plazuela de la Trinidad está localizado o monumento de três estátuas em memória a Pedro Romero, mulato cubano que liderou o movimento de artesãos que lutaram nas primeiras manifestações independentistas de Cartagena.

O desenvolvimento recente do bairro é polêmico, o crescimento turístico e comercial de Getsemani acaba por expulsar para as zonas periféricas os seus antigos moradores. É fácil notal que o bairro parece ser o local preferido dos mochileiros, já que o preço das acomodações é mais em conta do que na cidade fortificada.

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As ruas de Getsemani são cheias de graffitis e arte rua. Aos domingos é possível fazer um tour para conhecer melhor essas obras.

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Nós não fizemos o tour por falta de tempo, mas conseguimos dar uma volta no fim do dia para apreciar alguns dos murais.

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Essas são apenas algumas opções do que se ver e fazer Cartagena. Nessa curta visita não conseguimos visitar o Castillo de San Felipe e o Convento de La Popa, duas atrações muito importantes da cidade. Mas é sempre bom ter uma desculpa para voltar, não é?

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Taganga

Taganga é uma pequena vila praiana que fica ao lado de Santa Marta (cerca de 5km). Muitos viajantes passam por lá para pegar o barco para o Parque Tayrona. Eu já contei que tenho terror e pânico de barco-pequeno-chacoalhando, então ir por Taganga nunca foi uma opção. O roteiro de viagem estava apertado para passar um dia por lá, mas só tinha uma coisa que eu fazia muita questão de ver após deparar com um monte de fotos lindas: o pôr do sol na praia.

Como eu contei para vocês nos posts passados, acabamos esticando a nossa estada em Santa Marta para conhecer outras atrações próximas. Logo pela manhã fizemos um passeio em Minca e depois fomos conhecer a Quinta de San Pedro Alejandrino. Com o tempo que sobrou no fim da tarde, decidimos correr para passar o entardecer na praia em Taganga.

Chegar lá é bastante fácil, basta pegar um ônibus no centro de Santa Marta (carrera 5), que leva cerca de 15 minutos para chegar no centro da vila.

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Curtimos as últimas horas de sol e aproveitamos para dar continuidade ao projeto “uma vida baseada em arroz de coco e patacones”. Afinal, quando é que eu ia poder comer essa delícia de novo?

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O tempo nublou no fim do dia, então o pôr do sol não fez jus ao que eu tenho certeza que Taganga é capaz de oferecer.

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Ainda assim foi lindo, um belo encerramento de um dia mega produtivo que começou na Sierra Nevada e terminou no mar. E que viajante compulsivo não adora um dia que rende bastante, hein?

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Quinta de San Pedro Alejandrino

No post anterior, eu contei sobre a nossa visita à vila de Minca, próxima à Santa Marta. Como o nosso passeio acabou sendo encurtado pela chuva, decidimos aproveitar o tempo livre para conhecer a Quinta de San Pedro Alejandrino em Santa Marta.

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Fundada em 1608, essa fazenda teve vários donos ao longo de sua história, mas ganhou notoriedade por ser o local onde Simón Bolívar, ator chave nas guerras de independência da América Latina, viveu seus últimos dias antes de falecer.

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O ingresso na Quinta custa 20 mil pesos para estrangeiros (cerca de R$ 20,00). Estudantes ficam à disposição para fazer uma visita guiada no local mediante contribuição voluntária. Além de apoiar o trabalho desses estudantes, a visita foi uma ótima oportunidade para conhecer a história e os detalhes do local.

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A visita começa pela Antigua Hacienda e a Casa Principal, local onde Simón Bolívar viveu os seus últimos dias. É difícil expressar a importância e o simbolismo desse lugar na história da Colômbia. Ao renunciar à Presidência da Gran Colombia, Simón Bolívar foi convidado pelos então donos da Quinta para se hospedar lá.

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Conta-se que durante os quatro primeiros dias, Bolívar percorre toda a Quinta e, em seguida, fica de cama e nunca mais sai de seu quarto até a sua morte em 17 de dezembro de 1830.

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 É do seu quarto na Quinta que Bolívar enviou às recém libertas nações latino-americanas uma mensagem de liberdade, união e fraternidade.
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Além da Hacienda Antigua e da Casa Principal, é possível também visitar o Altar da Patria e o Museo Bolivariano de Arte Contemporanea, que conta com uma coleção permanente de cerca de 200 obras, além das mostras temporárias.

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Os jardins da Quinta são uma atração à parte. É, na verdade, um Jardim Botânico com várias espécies de vegetação típicas do bosque seco tropical.

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Lá é possível contemplar árvores imensas e seus mais ilustres moradores, os iguanas.

Tudo isso faz com que uma passeio pela Quinta de San Pedro Alejandrino seja uma atração imperdível pra quem gosta de história, de arte e de natureza. No final do passeio, agradeci pela chuva de Minca ter nos levado até lá.

Roteiros

Arredores de Santa Marta: Minca

Como eu contei no post passado, decidimos esticar a nossa estada em Santa Marta para conhecer algumas atrações próximas. Começamos o dia com um passeio até Minca, uma pequena vila localizada aos pés da Sierra Nevada.

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Para chegar até Minca é necessário percorrer uma estrada bem estreita que vai contornando a Serra. À medida que se ganha altitude, o calor da costa vai ficando para atrás e o clima fica cada vez mais fresco. A nossa primeira parada foi na Compañia Cafetera La Victoria, fundada em 1892.

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Lá é possível fazer um tour guiado para conhecer o processo de plantio, colheira e estocagem do café orgânico produzido na Finca. Aprendemos também sobre as diferenças entre o café colombiano e o brasileiro.

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E, como não poderia deixar de ser, no final, é possível provar o café da Finca e comprá-lo para levar para casa.

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Ainda na Finca, começou a chover, o que prejudicou o nosso segundo passeio, que era nas cachoeiras de Minca.

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Seguimos, então, para a vila e ficamos um tempo na pracinha contemplando o cotidiano tranquilo de Minca e morrendo de arrependimento de não reservado alguns dias para ficar por lá.

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Minca tem recebido cada vez mais viajantes (mochileiros principalmente) e conta com bares, restaurantes, hotéis e albergues. Destaque para o albergue Casa Elemento que tem uma rede com a vista mais cobiçada da região.

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Além dessas atividades, é possível também fazer hikings na Sierra Nevada, passeios de bike e observação de pássaros  – existem mais de 300 espécies nativas nessa região!

Roteiros

Santa Marta, uma grata surpresa no caribe colombiano

Santa Marta surgiu no meu roteiro como a porta de entrada para o Parque Tayrona, já que o meu voo de Bogotá era para o aeroporto Simón Bolívar.

Tinha ouvido ótimas referências de lá, mas até chegar não tinha entendido a mágica do lugar. O plano era passar apenas uma noite por lá no caminho para Cartagena, mas a experiência foi tão positiva que acabamos esticando a estada por mais um dia e uma noite na cidade.

Santa Marta foi a primeira cidade espanhola fundada na Colômbia. Seu centro histórico é bem mais modesto se comparado ao de Cartagena, mas a cidade sabe muito bem aproveitar o grande fluxo de turistas que desembarca por lá, seja para conhecer o Parque Tayrona ou para fazer a trilha até a cidade perdida.

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A cidade conta com uma ótima infraestrutura hoteleira. Sério, são tantos hotéis boutique lindos (e com preços de pousada no Brasil) que eu queria passar uma noite lá só para ficar em um deles.

A dúvida foi grande, mas acabei escolhendo o La Casa del Piano, localizado bem próximo da Carrera 5, a avenida comercial da cidade, mas em uma rua de pedestres bem tranquila e super próxima das atrações históricas da cidade e da vida noturna.

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A decoração do hotel é fofíssima, toda inspirada em grandes pianistas.

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O point noturno da cidade é o Parque de Los Novios, uma praça muito bem conservada que é cercada de bares e restaurantes. É uma área bem animada, calçadas abarrotadas mesas com pessoas jantando, bebendo, curtindo a música e as apresentações de artistas de rua.

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Estávamos cansados depois das trilhas do Tayrona e da viagem até Santa Marta, então acatamos a sugestão do hotel e fomos no restaurante do hotel La Casa del Farol.

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O restaurante é recém-inaugurado, então ainda estão fazendo alguns ajustes no menu, mas mesmo assim, foi uma ótima experiência.

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A decoração do hotel é linda, com várias citações do Gabriel García Marquez pelas paredes. O restaurante fica em um pátio ao ar livre, rodeado de plantas, luzinhas e boa música.

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Além do Parque Tayrona e da cidade perdida, Santa Marta é a base ideal para conhecer as vilas de Minca, Taganga e a Quinta de San Pedro Alejandrino, que serão assunto dos próximos posts!