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Mercados em Seul: a minha experiência no Gwangjang

Desconfio que ainda que você gaste uma semana passeando pelos mercados seulitas, ainda assim não conseguiria ver todos. A cidade abriga inúmeros mercados, que atendem todos os gostos: tem mercado de comidas, de tecidos, de roupas, de eletrônicos, entre outros.

Visitar esses espaços vai muito além do desejo de fazer compras ou não, eles são um componente importante do cotidiano local e o simples ato de flanar por eles já é uma experiência cultural bastante rica.

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Como eu já contei para vocês, a minha estada em Seul foi bem curta – apenas 3 dias – então tive que eleger apenas um mercado e optei pelo Gwangjang.

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O Mercado de Gwangjang tem mais de 100 anos de história e atualmente emprega cerca de 20 mil pessoas, que trabalham com a venda de produtos têxteis e de comida – os dois nichos principais do mercado.

Cheguei no mercado ao fim do dia, quando os vendedores de tecidos já fechavam as suas barracas, mas ainda assim deu para apreciar a variedade de texturas e cores dos tecidos coreanos, a maior parte deles usados para costurar os hanbok, as vestimentas tradicionais coreanas (falo um pouco sobre o hanbok nesse post aqui).

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Mas, se por um lado, quase não havia mais movimento nos corredores de tecido, por outro, a aglomeração nas barracas de comida só estava começando. O mercado parecia um point de happy hour para os coreanos após o trabalho irem petiscar e beber.

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A variedade de pratos e petiscos é impressionante. Dá para começar com opções mais familiares ao nosso paladar como o mayakgimbap – uma espécie de rolinho de arroz, alga e vegetais que parece visualmente o sushi japonês – ou o mandu, que lembra bastante o gyoza chinês ou japonês.

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E depois partir para opções mais ousadas, como os frutos do mar curados e o polvo vivo picadinho. Ou não, né?

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Além disso, o Mercado de Gwangjang é um ótimo lugar para provar o Soju, uma bebida destilada de arroz,  com teor alcoólico e sabores variados (pode ser natural, ou saborizada com limão, maçã, etc). Outra bebida típica é o Makgeolli, uma bebida fermentada de arroz, chamada de cerveja de arroz.

Para quem quiser conhecer melhor as opções de comida de rua de Seul, indico esse texto do Alexandre Disaro, do Viver a Viagem. Aliás, o blog como um todo tem dicas maravilhosas da Coréia.

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Ver´s – Garden Cafe em Seul

A minha lista de lugares legais para comer em Seul era interminável, mas quando eu cheguei em Hongdae, o bairro onde me hospedei, encontrei tantos restaurantes e cafés interessantes, que nem lembrei mais o que tinha planejado.

Cada esquina era uma nova descoberta, e a mais legal de todas foi o Ver´s.

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 A princípio pensei que fosse um bar/restaurante em uma floricultura, algo como a Florería Atlantico em Buenos Aires.

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Mas, na verdade, o Ver´s me pareceu mais um dessert bar – um lugar onde você pode comer sobremesa tomando coquetéis, cafés ou chás. Eu não sei o que vocês pensam, mas eu acho que um lugar que serve açúcar em todos os estados da matéria, seja na forma de tiramisu, cheesecake, vodka ou gin tônica, não tem como ser ruim, né?

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E tudo isso cercado de flores e mais flores. É por isso que o Ver´s também pode ser classificado como um garden cafe – um café dentro de um jardim ou floricultura. Eles, inclusive, vendem arranjos e flores por lá.

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É tudo tão lindo que você entra em uma espécie de epifania no lugar, fiquei boquiaberta por um bom tempo, observado cada detalhe.

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O único defeito desse lugar é que ele fica em Seul, e Seul fica super longe de mim.

 

 

 

 

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Thanks Nature Cafe – o café mais “fofo” de Seul

Antes de viajar, eu sempre varro a internet em busca de restaurantes legais e cafés fofos. No caso da Coréia, o conceito de “fofo” ganhou outras conotações (literais, inclusive): achei um café de ovelhas.

Cafés com bichos não são uma novidade, muito menos na Ásia, onde os cat cafes e dog cafes são tão comuns, mas ovelhas era algo realmente inusitado.

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O Thanks Nature fica em Hongdae, bairro universitário onde me hospedei durante a minha estada em Seul.

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Ao contrário dos cafés com bichos que eu conheço, no Thanks Nature as ovelhas não ficam passeando entre as mesas como a minha fértil imaginação supunha.

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Existem dois espaços, um é o café propriamente dito, que é muito bom, tem várias opções de chás, infusões, cafés, waffles, panquecas e toasts.

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E, do lado de fora, existe um cercadinho para o casal de ovelhas, onde você pode interagir com elas.

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Ah, antes que eu me esqueça, o casalzinho de ovelhas se chama Lala e Lulu e são super bem cuidados pelo dono do café.

E, ai, quem já foi num pet cafe?

 

Comer bem, Roteiros

Cartagena: o que fazer na cidade mais colorida da costa colombiana

Cartagena é seguramente um dos destinos mais desejados na Colômbia. E não é para menos, a cidade fortificada é deslumbrante com seus casarões coloridos, igrejas bem conservadas, restaurantes e lojas de artesanato. Tudo isso sem esquecer que muito próximo de lá é possível desfrutar de praias com azul caribenho.

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Mas, por outro lado, ao passar pela cidade, é impossível não reparar como esse cantinho tão bem conservado é, na verdade, apenas uma parte de uma cidade grande e muito desigual.

Definir em qual bairro se hospedar em Cartagena foi fácil, segui prontamente o conselho do Viagem na Viagem, que dizia ser essencial ficar na cidade fortificada. A oferta de estabelecimentos é bem ampla e os preços também são variados. A maioria dos hotéis são casarões coloniais reformados, com quartos com varandas para a rua ou janelas voltadas para o interior do casarão, alguns não tem elevador, então vale observar todos esses detalhes na hora de escolher.

Ficamos no Hotel Casa India Catalina e tivemos uma boa experiência. Era uma das opções mais em conta e, ao mesmo tempo, muito bem avaliada. É um hotel simples, bem localizado na cidade fortificada, mas fica em uma rua tranquila, sem muito barulho à noite. O quarto é básico, mas o ar condicionado era muito bom, o que é fundamental na cidade.

E, sim, hoje posso concordar que ficar na cidade fortificada é o ideal, pois praticamente tudo o que você vai ver em Cartagena está lá e pode ser acessado caminhando, ter que pegar taxi todos os dias torna tudo mais caro e mais demorado. A única exceção seria o bairro de Getsemani, que fica ao lado da cidade fortificada, tem restaurantes, opções noturnas e muitos hotéis e albergues mais em conta.

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Agora vamos a listinha do que  mais curtimos por lá:

Arquitetura

Lembro de tomar conhecimento da existência de Cartagena nos idos de 2012, quando começaram a pipocar pacotes turísticos para lá e, sem dúvida, o que chamou a minha atenção nas fotos foi a arquitetura da cidade, tão colorida e tão preservada.

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Para desfrutá-la, basta apenas andar loucamente pela cidade fortificada, cada esquina é um flash, impossível não voltar com milhares de fotos de fachadas e varandas.

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Tomar sorvete

Certamente é uma das coisas mais apropriadas a se fazer na cidade. Por sorte, a cidade é bem servida de bons sorvetes. Para sabores exóticos, vale a pena conhecer a Gelateria Paradiso, provei o sorvete de hibisco (flor de Jamaica) e de manjericão e estavam ótimos. Agora para tomar um gelato tradicional, a melhor pedida é a Gelateria Tramonti, que ainda por cima fica aberta até 1h, viabilizando aquele sorvete pré balada.

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Comer ceviche

Como não dá para viver só de sorvete, uma boa pedida na cidade é aproveitar a abundância de ceviche da cidade, uma opção fresquinha para dar conta do calor de Cartagena. É possível encontrar restaurante especializados no prato, como é o caso do La Cevicheria. Só não vale deixar de provar também outras delícias da culinária dessa região.

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Visitar o Museo Historico de Cartagena de Indias

Eu confesso, entrei no Museo Historico de Cartagena porque tinha ar condicionado e, graças a isso, fui parar em um ótimo lugar para entender um pouco da história de Cartagena e o seu importante papel na história da Colômbia.

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O Museu está localizado em frente à Plaza Bolívar, no que foi um dia o Palácio da Inquisição, construído no Século XVIII para o funcionamento do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição e recentemente restaurada com a recuperação total de todos os seus valores originais.

O Palácio da Inquisição é considerado o mais importante exemplar da chamada Casa Colonial Cartagenera, na qual se mesclam influências milenares da arquitetura do sul da Espanha com a visão popular dos alarifes colombianos.

Sem dúvida, as salas de exposição mais impactantes são as que mostram o funcionamento do Tribunal do Santo Ofício em Cartagena e contam um pouco da história anônima daqueles tantos “outros” que foram perseguidos e torturados no século XVII por acusações de heresia, bruxaria, etc.

O ingresso custa 19 mil pesos, algo em torno de 19 reais

Conhecer a Igreja e Monastério de San Pedro Claver

A Igreja e o monastério foram construídos no começo do século XVII pelos jesuítas e, posteriormente, foi batizada em homenagem a San Pedro Claver, conhecido pela luta pelos oprimidos, em especial pela liberação dos escravos.

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Além de visitar a Igreja e o Monastério, é possível conferir a exposição que conta a história da vida e da obra de San Pedro Claver.

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O local abriga também exposições temporárias relacionadas ao tema de Direitos Humanos.

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 Dançar Salsa (ou ver os outros dançarem)

O título de capital da salsa é de Cali, mas em Cartagena é possível encontrar vários locais dedicados a esse ritmo musical. Tivemos a ótima experiência de conhecer o Café Havana com o pessoal do Viver Uruguai.

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A casa fica no bairro de Getsemani  e é bastante cheia vale a pena reservar e/ou chegar cedo se quiser uma mesa.

Pegar uma praia

Na cidade de Cartagena as praias não possuem aquele mar azul Caribe, como muitos imaginam. Mas é possível passar o dia em praias próximas da cidade, como é o caso da Playa Blanca. Várias agências oferecem esse passeio, que pode ser feito de barco ou de van. O itinerário dos pacotes é variado, no meu caso, optei por fechar um pacote terrestre direto para a Playa Blanca para poder aproveitar bem o dia por lá, mas existem passeios de barco que passam por outras praias e um aquário antes.

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Ao chegar lá, o guia da agência nos conduziu para uma barraca de praia onde seria servido o almoço. O local é usufruído tanto por turistas como locais. Havia lido relato de muitos ambulantes, mas não achei que prejudicou o passeio.

Fazer um tour de arte de rua em Getsemani

Getsemani é um bairro popular, localizado ao lado da cidade fortificada. Historicamente, foi o local onde moravam as classes populares no período de domínio espanhol, sendo palco de luta pela independência de Cartagena no final do período colonial. Na Plazuela de la Trinidad está localizado o monumento de três estátuas em memória a Pedro Romero, mulato cubano que liderou o movimento de artesãos que lutaram nas primeiras manifestações independentistas de Cartagena.

O desenvolvimento recente do bairro é polêmico, o crescimento turístico e comercial de Getsemani acaba por expulsar para as zonas periféricas os seus antigos moradores. É fácil notal que o bairro parece ser o local preferido dos mochileiros, já que o preço das acomodações é mais em conta do que na cidade fortificada.

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As ruas de Getsemani são cheias de graffitis e arte rua. Aos domingos é possível fazer um tour para conhecer melhor essas obras.

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Nós não fizemos o tour por falta de tempo, mas conseguimos dar uma volta no fim do dia para apreciar alguns dos murais.

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Essas são apenas algumas opções do que se ver e fazer Cartagena. Nessa curta visita não conseguimos visitar o Castillo de San Felipe e o Convento de La Popa, duas atrações muito importantes da cidade. Mas é sempre bom ter uma desculpa para voltar, não é?

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Comer bem em Bogotá

Comer bem em Bogotá não é nenhum desafio, a cidade conta com opções gastronômicas variadas, que vão da culinária santaferreña à opções internacionais.

Eis aqui os restaurantes, bares e cafés que mais curti:

Wok
Eu sei o quão patético é escrever um post sobre restaurantes em Bogotá e começar falando de um restaurante asiático. Porém, depois que uma amiga colombiana mencionou que o Wok era um dos seus restaurantes favoritos, eu me senti autorizada a dar a ele o seu devido destaque e assumir que ele foi o meu restaurante favorito da viagem.

Mas, ao mesmo tempo, ele atrapalhou minha vida porque eu poderia ter conhecido uns 10 restaurantes diferentes,  e não conheci por que eu tinha que provar todo o menu do Wok.

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Antes que vocês se perguntem qual o motivo da fascinação, eu explico: o Wok é uma franquia de comida asiática, presente em vários pontos da cidade. O que o torna especial é a variedade de pratos asiáticos. Além de sushi e os clássicos chineses, tem opções vietinamitas, birmanesas, tailandesas e muito mais. É muita alegria no coração de uma pessoa que mora em uma cidade que sequer tem um restaurante tailandês.

Os ambientes são lindos e o atendimento é excelente (pelo menos nas 1456 vezes que fui assim o foi). E além disso, o custo benefício é excelente, quero dizer, apesar de estar acima da média das refeições populares, o preço dos pratos é bem razoável se comparado com o padrão brasileiro (algo em torno de R$ 25,00 por prato).

San Alejo

Após sobreviver à obsessão Wok e já nos últimos dias de viagem, fui ao San Alejo por indicação de uma amiga para provar o Ajiaco, um dos pratos típicos mais famosos da culinária de Bogotá, uma espécie de sopa feita com frango, batata, milho e especiarias locais, acompanhada de arroz e abacate.

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O restaurante tem ares de taverna, com um clima muito aconchegante, o que combina muito bem com o friozinho da cidade. Fica próximo à Candelaria, então é perfeito para combinar com um dia de passeios pelo centro histórico.

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Começamos pelas empanadas bogotanas, que estavam super crocantes e, depois partimos para o Ajiaco, que me agradou bastante (e olha que eu não sou a maior fã de sopas).

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Gostei tanto de lá que voltei mais uma vez para provar a picada santafereña – uma espécie de tábua de carnes variadas, acompanhadas de mini arepas, mandiocas e batatas.

La Mar

A filial colombiana do premiado chefe peruano Gastón Acurio fica em Usaquén e é uma ótima pedida para um almoço pós feira (leia sobre o mercado de pulgas de Usaquén aqui).

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Para quem gosta de comida peruana, o La Mar é um paraíso. O menu se concentra em frutos do mar, mas também há opções da culinária peruana sem peixes, crustáceos e afins. Os coquetéis são um capítulo à parte, afinal: tem pisco.

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Mercari
Encontrei essa cafeteria/padaria quando estava caminhando pela região do Parque da 93, ao norte do centro de Bogotá. O Mercari tem várias opções de cafés, chás (tem chai!), quitutes doces e salgados. Além da decoração fofinha, a música ainda é super agradável.

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Luvina – Esquina cultural
Eu havia lido sobre essa livraria no meu planejamento de viagem, mas Bogotá é uma cidade enorme, então não é fácil ir pingando de um lugar para outro. Mas, num fim de tarde que eu estava andando pelo centro histórico, decidi ir até lá para matar tempo até o trânsito melhorar.

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A Luvina é uma livraria pequeninha, mas tem um ambiente muito aconchegante, um menu bem enxuto com cafés, chás e vinhos. E música boa! Vale a pena dar um pulo por lá se estiver passeando por Macarena ou pelo centro.

La Plaza de Andrés
O Andres Carne de Res é um restaurante bastante famoso em Bogotá e as suas filiais expressas estão presentes em vários pontos da cidade. O La Plaza de Andres tem uma proposta muito interessante, ocupa uma praça de alimentação inteira no shopping El Retiro e reproduz um mercado tradicional nos mínimos detalhes. Você escolhe uma mesa e pede em cada “quiosque” do mercado o que quiser.

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Provamos arepas bogotanas, empanadas e sucos das frutas diferentes (o de Lulo foi o meu favorito!). Achei uma ótima pedida para provar várias comidas típicas diferentes de uma só vez.

Dos gatos y simone

Queríamos comer algo rápido após o tour de graffiti na Candelaria e esse restaurante me chamou a atenção por motivos de: gatos.

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A fachada do Dos Gatos y Simone se camufla no meio das outras paredes grafitadas das ruelas da Candelaria. O interior do restaurante é bastante descontraído e menu tem basicamente opções da culinária mexicana, como essa quesadilha gigante da foto aí debaixo. É uma boa opção para comer durante um passeio na Candelaria.

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De una travel bar

Esse café/bar fica em uma das esquinas da Candelaria e tem uma pegada bem jovem e mochileira, com uma decoração bem colorida e murais repletos de anúncios de viajantes. O menu contempla desde um café no meio da tarde a refeições completas. Passamos por lá no meio da tarde para tomar um pisco sour (eu sei, essa frase soou meio alcóolatra) e aproveitamos para provar uma versão especial da torta tres leches com café. Afinal, nas férias nada te impede de beber e comer a sobremesa no meio da tarde, né?

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A torta tres leches é uma das sobremesas mais populares na América Latina e eu não entendo o porquê de uma coisa boa dessas ainda não ter sido difundida por aqui também! Essa versão, além dos três leites levava também café, uma combinação muito gostosa que me lembrou um pouco o tiramisu.

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Café Candelaria 

O Cafe Candelaria fica na carrera 7, em uma parte bastante movimentada de lojas e pedestres no centro histórico. Tem muitas opções de café e sobremesas, uma ótima opção de parada após o almoço. É um bom lugar para comprar café em pó ou em grão para levar para a casa.

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E ai, consegui deixar alguém com fome? 😛

 

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Comer bem

Comer bem em Havana

Se tem uma coisa que não falta em Havana é restaurante. Desde 2012, além dos estabelecimentos estatais, Cuba também conta com os restaurantes privados. São tantos estabelecimentos que o mais complicado é decidir onde comer.

Além das opções da culinária local – que, por sinal, é ótima – em Havana, é possível encontrar vários restaurantes com comida espanhola, italiana, russa e até japonesa.

Os preços também são variados – vão de mais de 30 CUCs nos restaurantes dos hotéis mais chiques a 2 CUCs em alguns restaurantes estatais.

O preço mais comum de um prato principal (ou de um combo prato principal + sobremesa + bebida) nos restaurantes voltados para turistas é 10 CUCs, ou seja, praticamente 10 euros. Acho que por isso ouvi muitos relatos das dificuldades de economizar com as refeições em uma viagem ao país.

No entanto, com um pouco de perspicácia, é possível comer bem e gastando pouco em restaurantes locais, muitas vezes pagando em pesos locais (CUPs). Por exemplo, uma refeição com arroz congri (uma mistura de arroz e feijão típica cubana), com uma fatia de carne de porco e vegetais custa cerca de oito reais em alguns restaurantes locais. O ideal é pedir algumas dicas dos restaurantes locais mais próximos para o seu anfitrião ou hotel.

Além disso, é possível encontrar opções “fast food” como cachorro quente e pizza de rua custando menos de dois reais.

Selecionei as opções que mais gostei em Havana para vocês:

O bom e barato – El Carmelo (Vedado, Calle 23, entre G y F)

É um restaurante estatal que fica em Vedado, a decoração é toda inspirada no cinema clássico. Eles oferecem algumas opções de menu do dia (prato principal + bebida + sobremesa) por menos de 5 CUCs. O prato principal é uma proteína (carne, porco, frango ou peixe), além de outras duas guarnições (em geral, um tipo de arroz, banana frita e salada). A bebida pode ser um refrigerante nacional ou até uma cerveja.

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Além do menu do dia, o restaurante é famoso pela paella e pelos coquetéis (destaque para a jarra de mojito e a piña colada gigante servida no próprio abacaxi 😎)

A melhor vista – Nazdarovie (Malecón, 25)

O Nazdarovie é um restaurante de comida russa – uma espécie de homenagem ao laço cultural entre o povo cubano e soviético – gerido por russos e seus filhos.

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O restaurante é cuidadosamente decorado com peças de propaganda soviética retrô, dá quase para fazer uma viagem no tempo. Até o garçom estava vestido à caráter com uma ushanka, aqueles gorros peludos russos em pleno calor cubano, que dó!

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O cardápio conta com as opções mais icônicas da gastronomia russa (como o strogonoff), mas também tem opções de outros países soviéticos e pratos cubanos.

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Nazdarovie é a expressão utilizada para brindar em russo, que significa “à sua saúde”, nada mais apropriado para o local que tem uma vista privilegiada para o Malecón e é perfeito para tomar uns bons drinks vendo o entardecer. Provei o mojito eslavo, feito com vodca em vez de rum.

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Confesso que quis conhecer o restaurante muito mais pela minha nostalgia eslava do que pelo meu apreço à gastronomia russa, mas a experiência foi super positiva e a comida superou as minhas expectativas.

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Pedi algumas entradinhas, o palmeni (uma espécie de ravióli russo) e umas linguiças típicas. Depois provei o shashlik, uma espécie de churrasquinho de origem geórgia, que também estava muito bom.

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Pratos principais por volta de 10 CUCs por pessoa.

O menu mais variado – La Cocina de Esteban (Vedado, Calle L y 21)

Achei o La Cocina enquanto estava procurando outro restaurante, mas a fome apertou e eu lembrava de ter lido sobre ele em algum lugar. O estabelecimento é bem simples, poucas mesas em um espaço aberto para o jardim da casa.

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À primeira vista fiquei impressionada com a variedade do menu, entradinhas, opções de frutos do mar, carne, porco, frango e vegetarianas.

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Pedi um peixe e uma porção de legumes para acompanhar e fiquei espantada com o tamanho das porções.

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Acabou sendo o restaurante favorito da viagem, voltei várias vezes no jantar e aprendi a não pedir muita coisa pra não morrer de comer. Minha única frustração foi não ter comido a torta tres leches de sobremesa, já que nunca sobrou espaço depois da fartura do jantar.

Pratos por volta de 10 CUCs por pessoa.

Uma ostentação – Bellaciao (Playa, calle 19 y 72)

O bairro de Playa abriga as embaixadas e fica na contramão das atrações turísticas de Havana, mas se estiver passando pelas redondezas, vale a pena provar esse restaurante italiano. O ambiente é bem simples e rústico, com mesas de madeira rodeadas pelo jardim. O menu é composto de massas, carnes e pizzas e tem boas opções de vinhos e coquetéis. Provei o tagliatelle com pesto e camarões e estava sensacional. O serviço é rápido é as porções são generosas.

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O preço é um pouco mais salgado, os pratos custam uma média de 15 CUCs por pessoa, mas comida vale a pena. Difícil mesmo é existir no calor cubano depois de comer uma massa dessas, né não?

Comer bem, Roteiros, Viagens

Comer bem em Santiago

O mundo tem lugares o suficiente para você ser um pouco de tudo.

E Santiago foi o lugar que escolhi para ser repetitiva.

Quando chegamos na cidade pela primeira vez, em 2014, depois de 12 dias perambulando pelo Uruguai e Argentina, decidi que queria pela primeira vez naquela viagem comer algo fácil, que nao tivesse que olhar o tripadvisor, os comentários, o endereço e bláblá… eu queria um Mc Donalds.

Mas por ironia, nao achamos um Mc Donalds espontaneamente (e, se fosse pra pesquisar, perderia todo o propósito).

Mas achamos um restaurante peruano. E adoramos comida peruana. Adoramos talvez seja pouco. Somos obcecados por comida peruana, todas aquelas mil batatas, cebolas, lomos e pisco. O local tinha um ar meio sujinho que fez o meu lado hiponcondriaco pensar por uns instante algo do tipo “ai-Deus-se-eu-pegar-salmonella”, mas estava tão lotado que não podia ser ruim.

Fomos uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Conclusão, eu duas viagens ao Chile almoçamos lá todos os dias.

E, se você me perguntar o que tem demais, eu vou dizer que não tem nada de demais, apenas uma comida peruana muito boa com preços excelentes (ainda que a fama tenha levado a um aumento nos preços nos últimos anos).

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E digo mais, só nao jantamos lá todos os dias porque descobri um outro vício, o bairro Lastarria, que na verdade é um conjunto de ruas com muitas opções de restaurantes, bares e lojinhas, bem próximo ao centro de Santiago.

Uma boa opção para curtir essa região é começar com um passeio pelo Cerro Santa Lucía no fim da tarde, de onde é possível ter uma visão panorâmica do centro da cidade, com a cordilheira ao fundo.

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Depois, dar umas voltas no Parque Florestal, que é um parque pequeninho, mas com uma atmosfera muito gostosa, chão de areia, vários banquinhos para descansar, além de um parquinho para crianças

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Tomar um sorvete na Heladeria Emporio La Rosa, que tem mais de 24 sabores, entre eles os inusitados laranja com gengibre e chá verde com manga, além dos locais como chirimoya e lúcuma.

La Rosa

Desfrutar do sorvete enquanto passeia pela feirinha de rua (de quinta à domingo) e pelas lojas descoladas da região. Uma das lojas que chamou a minha atenção foi a La Tienda Nacional, loja especializada em artigos da industria cultural chilena, com várias opções de livros, CDs, desenhos e souvenirs.

Lastarria

E, por fim, não deixe de jantar ou comer uns petiscos por lá. A região conta com opções da culinária patagônica, como o Sur Patagonico, lugares para degustar vinhos como o Bocanaríz, para encher a cara de Pisco, como o Chipre Libre 0 República Independiente del Pisco e muito mais.

Cultivando a minha falta de originalidade, acabamos indo ao Tambo. Para dizer que inovei um pouquinho, em vez de pedir o Lomo Saltado (prato típico peruano), optamos pelo risoto de lomo saltado, que estava muito bom. Pedi tambem o suspiro a la limeña, uma sobremesa bem comum no Peru.

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Comer bem, Viajando sozinha

Comer bem em Nova York

Nova York é inesgotável. E, no quesito gastronomia, não teria como ser diferente.  Posso dizer que nos cinco dias que passei na cidade, comer bem teve uma importância média nas minhas prioridades. Quero dizer, eu não ia viver a base de cheeseburger do MC Donalds, mas tampouco estava planejando frequentar os restaurantes mais badalados e gastar muito dinheiro me alimentando. Acabei optando por opções intermediárias, algumas delas eu já tinha mapeando antes de viajar e outras eu acabei decidindo na hora.

Um dos restaurantes que eu tinha planejado ir era o Burger Joint, considerado o melhor hamburger de NY várias vezes pelo Zagat – o  badalado guia de restaurantes dos EUA.  A primeira vez que eu ouvi falar dessa hamburgueria foi após ir a um outro estabelecimento também chamado Burger Joint, só que em Buenos Aires (que, até onde sei, apesar de inspirada no Burger Joint estadounidense, nada tem a ver com este).

O Burger Joint fica dentro de um hotel chiquérrimo, meio impossível de achar sem perguntar. Prepare-se para enfrentar filas. Apesar disso, o atendimento é bastante ágil e eles disponibilizam o menu em várias línguas para que você possa simplesmente marcar o que quer e entregar para o caixa. O menu é bem conciso: hamburguer, cheeseburguer e cheeseburguer duplo, batatas, bebidas e milkshake à parte. Pedi um cheeseburger e um milk shake, me valendo do pretexto de que estava fazendo muito calor. Achei apenas bom, a carne é realmente deliciosa, e o cheeseburger é menos básico do que o cheeseburger tradicional, vem com alface, tomate, cebola e picles. Mas, não sei se me disporia a voltar lá e enfrentar a fila por ele.  Talvez no meu caso a “cópia” tenha prejudicado a minha experiência com a obra “original: ainda acho o hamburger do Burguer Joint de Buenos Aires o melhor (e em pesos argentinos, e com batata frita, e com cerveja artesanal). De qualquer forma, se alguém estiver com vontade de conhecê-lo, a boa notícia é que está programada a abertura de uma filial em São Paulo em 2016.

No dia seguinte, fui provar o Republic Thai, uma feliz indicação de uma amiga. Esse tailandês fica bem na Union Square, facinho de combinar com outras atrações na região Optei pelo pad thai de frango acompanhado de um chá de hibisco geladinho. Gostei tanto que quase rolou repeteco.

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Agora a minha paixão mesmo foi o bagel. A variedade é enorme, todo tipo de massa e de recheio. Provei vários e o meu favorito foi o de cream cheese com salmão defumado. De todos, o que eu mais gostei foi o da Black Seed, ótimo para um café da manhã reforçado antes de dar umas voltas por Chinatown e Little Italy, que ficam ali pertinho.bagel

Outro lugar que eu estava muito afim de conhecer era a Artichoke Basile Pizza, que tem uma pizza famosa de alcachofra. A pizzaria tem várias lojas em Manhattan, então fica fácil de encaixar no roteiro. A pizza atendendo às minhas expectativas, o creme de alcachofra é mesmo delicioso e, de quebra, a fatia é monstra.FotorCreated

Para quem curte fazer compras ou apenas visitar mercados gourmet, Nova York também não decepciona. Enquanto estiver passeando por middtown, logo após apreciar o Flatiron Building, você já dá de cara com uma das filiais do mercado gourmet italiano Eataly. Tentei tomar um sorvete, mas a fila desmotivou.  Já nos passeios pelo Chelsea e pelo Meatpacking District é possível conhecer o Chelsea Market e o Gansevoort Market.

Fui ao Chelsea Market no fim de tarde, após passear pelo High Line. Como já estava tarde, acabei não aproveitando muito as lojinhas, mas vi várias opções de lojas de especiarias e outros ingredientes e utensílios de cozinha. Além disso, o mercado também abriga algumas opções de lojas de artesanato e design, como a Artisans and Fleas.  Aproveitei para jantar, escolhi o Takumi, um restaurante japonês/mexicano (?), pedi um bentô – aquelas marmitinhas japas composta arroz com feijão, frango e salada, que foi a minha comfort food após todos esses dias baseados em hamburger e bagel.IMG_5902

Já a visita ao Gansevoort eu encaixei na caminhada pelo Chelsea e pelo Meatpacking District.  O Gansevoort atual remete a um importante mercado ao ar livre criado em 1884 e mantém uma atmosfera meio retrô/industrial bem legal. O galpão é preenchido por vários stands oferecendo comidas variadas. Apesar de ter curtido as opções de comida, a falta de ar condicionado diante do calorão de julho acabou me desmotivando a almoçar lá.

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Já em Williamsburg, outra experiência legal que tive foi almoçar no 12 Chairs, um café/restaurante com pegada do Oriente Médio. Entrei porque precisava de água. E de ar condicionado. Mas acabei ficando pro almoço pra aproveitar um pouco mais o ar condicionado e comi a melhor kafta de cordeiro da vida, até hoje sinto saudades.12chairs

Comer bem

Comer bem em Alto Paraíso

Eu sou uma super fã desses aplicativos que permitem que os usuários avaliem as suas experiências em restaurantes, bares e cafés, sempre utilizo no planejamento das viagens. Mas, às vezes, é bom se deixar ser surpreendido pela viagem e descobrir novas experiências. Em cidades pequenas é mais complicado, você vai acabar parando em locais que já foram conhecidos e avaliados por outros viajantes, mas tem a chance de descobrir outros locais ou pelo menos conhecê-los sem o viés da avaliação de outras pessoas.

A primeira vez que eu me hospedei em Alto Paraíso (GO), na Chapada dos Veadeiros, foi em dezembro de 2014. Desde então, já voltei mais duas vezes. Muito mais por falta de tempo do que por convicção acabamos não pesquisando nada por lá antes de ir e acabamos tendo gratas surpresas.

 Aqui vão algumas dicas de lugares para comer bem na cidade:

Vanila – Café, Chocolate e Decoração

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Esse café é o meu xodó, fomos uma vez e voltamos t-o-d-o-s os dias. O menu conta com cafés, frappés e chás e todos os dias tem opções diferentes de salgados, bolos, tortas e mousses. O queridinho da casa é bolo de lavanda, levinho e suavemente perfumado. As quiches são impecáveis, sempre torço para encontrar a de cebola de novo. O ambiente é cuidadosamente decorado com objetos que estão à venda, incluindo obras de arte de artistas locais. O atendimento é gentil e caloroso,  a dona parece uma fada, prestes a sair voando a qualquer momento de tão fofa.

Endereço: Av. Ary Valadão Filho, 928

Telefone: 062 3446-1483

Quiri Quiri Gourmet Burguer

Quiri Quiri Burger

Quiri Salad Burguer e as famosas batatas. Fonte: Página da Quiri Quiri no Facebook

Essa também foi uma grata surpresa em Alto Paraíso, avistamos essa hamburgueria durante o dia caminhando na cidade e decidimos ir no jantar seguinte. Seguindo a linha dos estabelecimentos com menus minimalistas com algumas opções de combos, eles oferecem a opção de hambúrguer de carne bovina ou vegetariano, no pão tradicional, de abóbora ou de beterraba. O sanduíche também vem com salada de alface e tomate, queijo e um molho da casa muito bom! Os combos vem com refrigerante ou cerveja e acompanham uma porção de batata frita, que é ma-ra-vi-lho-sa, sequinha e com um temperinho secreto ligeiramente apimentado e delicioso. Tudo isso sem falar no ambiente super descontraído, a céu aberto e com boa música ambiente.

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Endereço: Av. Ary Valadão, Quadra 32, Lt 01, Rua Vírgilio Rodrigues

Cantinho das Delícias

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Fica um pouco mais escondido do centro da cidade (leia-se, a rua principal). A pizza assada em forno à lenha é deliciosa e tem bons preços, se comparados ao padrão das grandes cidades. O restaurante também oferece outros pratos, como passas e costelinha suína, que ainda não tivemos a oportunidade de provar, pois eu sempre quero comer a pizza. Tem algumas opções de vinhos e cervejas regionais, como a Aracê, feita em Cavalcante-GO.

Cerveja Aracê, feita em Cavalcante-GO

Cerveja Aracê, feita em Cavalcante-GO

Endereço: Rua 12 de Dezembro 288

Telefone:062 3446-2205

Confraria do Café

Esse café foi a nossa mais recente descoberta, quando conseguimos resistir ao Vanila e testar algo novo (na verdade, o Vanila estava fechado :P). A Confraria do Café fica próxima ao centro, mas sem a agitação da rua principal. O ambiente é todo colorido, com boa música e ainda conta com uma lojinha de roupas e acessórios. Gostamos do café e principalmente do pavê de café com sorvete que pedimos de sobremesa. Agora decidir onde tomar café vai ficar mais difícil!

Tem coisa melhor do que tomar café com uma cachorrinha linda dessas?

Café com pavê com a companhia da cã da proprietária

Endereço: Rua Colete Paulino 570

Feira do Produtor Rural

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Essa pequena feira é um verdadeiro paraíso para quem gosta de mercados locais. Aos sábados e às terças-feiras as barraquinhas dos produtores locais dividem espaço com as bancas de artesanato e de lanches feitos na hora. É um bom local para comprar produtos orgânicos (legumes, verduras e cereais) e tomar um bom café da manhã (com muitas opções vegetarianas e veganas). Destaque para os pães de abóbora e de mandioca vendidos pelo Sr. Barroso, que sempre vem perfumando o meu carro no caminho de volta pra casa.

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Endereço: Rua Zorozmo Barbosa, nº 47

Antes de terminar esse texto, gostaria de fazer a sugestão que eu considero mais importante: Alto Paraíso, assim como outras cidades pequenas, guarda um ritmo próprio, as coisas ficam prontas quando elas ficam prontas e não quando você quer, então, vá com calma, respeite o ritmo local e, em feriados ou datas comemorativas, quando o fluxo de turistas é grande, tente chegar cedo aos locais ou em horários alternativos se não quiser ter problemas em achar lugar ou esperar muito 🙂

 

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Comer bem, Viajando sozinha

O Mercado Central em Florença

Tinha tanta coisa para falar no post sobre a comida italiana que nem sobrou espaço para comentar a minha experiência no Mercado Central em Florença.

Antes de mais nada, eu preciso admitir, tenho uma mania estranha: adoro ir em supermercado em outras cidades, ficar andando nos corredores, vendo os produtos diferentes, comparando preços. Isso mesmo, tipo criança que sempre precisa conhecer o banheiro quando vai em um lugar novo, sabe? Melhor ainda do que ir em supermercado quando estou viajando, é poder ir em um mercado ou feira local e, sabendo da fama gastronômica da Itália, eu já fui com a expectativa de visitar algum.

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Em Florença, a dona da pousada havia me dado algumas dicas de bons lugares para comer e uma delas foi o Mercado Central. Mais do que apenas um mercado local,  ele é uma das atrações turísticas da cidade,  fica próximo aos demais pontos de interesse da cidade e é bem fácil de chegar. Durante o dia, você pode passear pelas bancas de produtos locais, frutas e vegetais frescos, massas, queijos, embutidos, cogumelos, doces, temperos, vinhos e por aí vai. Dá vontade de levar todas as alcachofras e aspargos pra casa, daí você se lembra que não pode e o jeito é só admirar mesmo.  Aproveitei para comprar alguns condimentos, massas e frutas vermelhas desidratadas. Além das bancas de comida, havia algumas que vendiam almoço, mas estavam cheias e o menu do dia não me apeteceu.

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No dia seguinte, um casal de brasileiros que conheci no caminho de San Gimignano também me falou bem dos restaurantes do mercado e eu fiquei intrigada, pois não tinha visto nada que me chamasse tanta atenção. Foi então que me explicaram que, além da parte térrea, o mercado tem um piso superior com vários restaurantes, que inclusive abrem a noite para o jantar. Foi uma ótima notícia, já que era o meu último dia em Florença e não ia dar tempo de passar no mercado no dia seguinte. Fui, então, conhecer a versão noturna do mercado e achei um empreendimento muito legal. O ambiente muda completamente, a parte térrea é fechada, na entrada um recepcionista te encaminha para o piso superior. Nele, encontram-se vários restaurantes e bares, o pedido é feito diretamente no balcão e você pode se acomodar nas mesas e balcões disponíveis. O espaço tem uma cara moderna, uma luz bem legal (nada de luz de geladeira), música ambiente e televisores, inclusive, no dia que eu fui estava sendo transmitida uma partida de futebol e estava um clima super legal. Pelo o que eu vi, são realizados vários eventos nesse espaço, vale a pena conferir a agenda caso esteja com viagem marcada para Florença 🙂

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Também me explicaram que foi feita uma espécie de concurso para selecionar os doze restaurantes que iriam fazer parte da “praça de alimentação” do mercado, que representassem bem a gastronomia local e abrangessem uma variedade de opções de comida, de peixes à street food. Além de tudo isso, o piso superior também tem uma lojinha do Eataly e abriga a Escola de Cozinha Lorenzo de Medici, que é toda de vidro e permite que se veja as pessoas aprendendo a cozinhar. Outra informação importante é que ao lado do mercado tem uma variedade de bancas de artesanatos, souvenirs e produtos em couro (ou não rs).

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E o que eu comi? Nada, era tanta opção boa que eu não consegui decidir, acabei voltando para o meu já tradicional Yellow Bar perto do hotel.

Informações Úteis

Mercato Centrale

Piazza del Mercato Centrale, 50123 Firenze