Viajando sozinha

As Montanhas Rochosas canadenses: um guia tentativo (parte 4)

Fiquei pensando se fazia sentido escrever sobre o meu quarto dia em Banff, já que o passeio foi quase totalmente frustrado pela fumaça dos incêndios que estavam ocorrendo nos EUA e havia coberto todo o parque.

Já tinha contratado o passeio com a Discover Banff Tours pelos arredores de Banff para o último dia na região antes de retornar à Calgary para pegar meu voo pra Montreal.

A fumaça do incêndio  estava no nível hard nesse dia, bem diferente do dia anterior, então, o passeio foi bastante prejudicado. Digamos que foi preciso usar a imaginação pra ver alguma coisa além de fumaça e neblina.

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Ah, a falta de sol também deu a sensação de que estava ainda mais frio pela manhã.

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  A vista das formações geológicas, os hoodoos

Por causa da fumaça, duas paradas clássicas desse tour não aconteceram, a da gôndola de na Sulphur Mountain, que oferece uma bela vista de Banff, e  o passeio no Lago Minnewanka.

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 Two Jack Lake

Acho que pra compensar um pouco a frustração de não conseguir ver muita coisa, o guia decidiu nos levar em um jardim muito lindo chamado Cascade Gardens. Mesmo com a fumaça, o jardim estava lindo, os canteiros são muito bem cuidados.

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 Cascade Gardens

Eu achava que ia tirar de letra essa fumaça toda, já que moro em Brasília e enfrento queimadas todos os anos na época da seca, mas foi mais difícil que eu pensei, afetou bastante a minha garganta e eu estava aliviada por estar indo embora naquele dia. E mais aliviada ainda de ter pegado três dias bonitos que me renderam ótimos passeios.

E foi justamente por isso que eu decidi escrever sobre esse dia, já que esses imprevistos podem ocorrer em qualquer viagem e a gente tem que aprender a lidar com eles sem ficar muito frustrad@.

Pra compensar o fato de que as atividades externas estavam prejudicadas, decidi aproveitar o tempo para ir em dois museus da cidade: o Banff Park Museum National e ao Whyte Museum of the Canadian Rockies. São uma boa opção para quem tem tempo de sobra e um bom plano B se alguma intempérie frustrar as suas atividades externas.

Não vá esperando nada muito sofisticado, são museus pequenos, que você consegue visitar bem rápido (me lembrou um pouco o museu de Stars Hollo, a cidade de Gilmore Girls hahaha), mas ajudam a entender um pouco a fauna e a história da região.

O Banff Park Museum National me permitiu ver todos os animais (empalhados) que infelizmente – ou,  em alguns casos, felizmente se recusaram a aparecer para mim nos passeios. Serviu também pra aprender o nome de todos os animais que os guias haviam falado todos esses dias e eu não tinha certeza do que se tratava.

Banff Park Museum

  Banff Park Museum

Mas o mais legal mesmo foi o Whyte Museum, que é uma mistura de museu de arte com história, que me ajudou bastante a entender as origens da região, fala sobre os povos nativos (first nations, como eles se referem), dos imigrantes, etc. A entrada custa $ 8,00 dólares canadenses a inteira e $ 4,00 a meia.

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No caminho dos museus, descobri a Bear Street, uma rua bonita, cheia de lojinhas, bares e restaurantes. Aliás, Banff tem várias ruas com nomes da fauna local.

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Por último, antes de pegar o ônibus para o aeroporto de Calgary, almocei em um bar/restaurante chamado Block, que serve petiscos e lanches com uma pegada oriental, pedi um sanduíche de frango empanado com molho oriental que estava muito bom. Recomendo a visita.IMG_2061

Mesmo com o frio que estava fazendo nesse dia, aproveitei também para experimentar o sorvete da COWS. A loja sempre estava abarrotada e eu ficava com preguiça de enfrentar a fila. Não sei se foi o sorvete italiano que me deixou chata, mas achei apenas bom, tem uns sabores bem inusitados, mas não é maravilhoso a ponto de compensar a fila, viu?

 

 

 

 

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