Viajando sozinha

As Montanhas Rochosas canadenses: um guia tentativo (parte 3)

 No post passado eu contei sobre a minha visita aos lagos mais famosos das Montanhas Rochosas canadenses. Hoje eu vou falar um pouquinho sobre o meu  segundo passeio, que foi para conhecer o Glacial Athabasca. Confesso que estava muito mais interessada no fato de que iríamos percorrer praticamente toda a Icefields Parkway, a estrada que liga Lake Louise à Jasper e é considerada uma das estradas mais bonitas do mundo, do que no glacial de fato. Também estava muito empolgada pela parada no Peyto Lake, que eu já tinha visto fotos lindíssimas.

A primeira parada foi no Fairmont Lake Louise pra pegar alguns hóspedes e tivemos uns 30 minutos por lá. Mesmo sendo pouco tempo, foi ótima a parada, porque o tempo estava mais fechado, então as cores do lago estavam completamente diferentes. Era mais cedo também, então havia menos turistas (menos não significa poucos haha) e água estava mais parada, o que formava reflexos lindos do Glacial Victoria no lago. Havia também muita fumaça, de um incêndio florestal que estava ocorrendo em Washington/EUA e tinha chegado até Alberta.
Lake Louise

Em seguida, pegamos a Icefields Parkway em direção ao Peyto Lake. Foi aí que deu pra sentir o drama dessa fumaça toda nas paisagens, o lago azul turquesa cercado por árvores verdinhas que eu conheci nas fotos simplesmente não estava rolando naquele dia. Tivemos uma visão bem diferente do Peyto Lake, mas ainda sim muito bonita. Mais do que a fumaça, o que realmente atrapalhou foi a quantidade absurda de turistas em um mirante pequeno, não foi fácil conseguir admirar a vista e conseguir boas fotos. Essa, aliás, é uma das grandes desvantagens dos passeios em grupo, você acaba chegando nos lugares junto com todo mundo e vira o caos. Ir de carro, por outro lado, permite escolher horários mais tranquilos pra visitar os lagos.

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Depois dessa parada, fomos em direção à atração principal do dia, o Glacial Athabasca. Para chegar até lá, fomos ao Columbia Icefield Glacier Discovery Centre e, de lá, pegamos um ônibus especial até o Glacial. Lá, é possível descer do veículo e andar no glacial por 15-20 minutos. Lembram quando eu disse que nem estava ligando muito pro glacial? Tudo isso mudou quando o veículo especial foi em direção às montanhas e, de repente, eu me vi no meio de duas montanhas encima de um monte de gelo, vendo a água que dá origem aos rios e lagos derreter em mini cachoeiras. Me senti como se estivesse vendo a origem da vida, quase chorei de emoção hahaha.

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Os guias disseram que podíamos provar a água do glaciar, até rolava um boato de que era uma água rejuvenescedora. Eu, mineira desconfiada que sou, fiquei com medo de ter algum componente químico que me desse um piriri no dia seguinte, então decidi pular essa parte. Daí, quando íamos voltar para o ônibus, uma senhora que eu tinha conhecido no almoço me perguntou se eu não ia provar e eu aceitei, pra evitar ter que elaborar toda uma justificativa para não tomar. Não fiquei mais jovem, mas também não tive piriri.

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Depois o ônibus especial nos levou de volta ao centro de atividades e continuamos o trajeto no ônibus normal. É possível fazer esse mesmo passeio fora da excursão, indo de carro até o centro de atividades e, de lá pegar o ônibus especial até o glacial. Nesse período de verão/férias, observei que a fila pra comprar os ingressos estava grande (não no padrão Cristo Redentor em feriado, maaas..), então talvez valha a pena verificar se é possível comprar com antecedência. Ter preguiça de comprar ingressos e coordenar horários é um sinal explícito de velhice, mas eu, particularmente, achei que foi muito cômodo fazer esse passeio de excursão, já que eles providenciam tudo e você não precisa se preocupar com nada. Além do mais, independentemente de como você chegue ao glacial, o tempo que vai ficar lá em cima será o mesmo. A grande vantagem do carro mesmo é poder parar na Icefields Parkway e tirar um milhão de fotos, o que o ônibus não te permite. E acredite, você vai querer parar um monte de vezes.

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Por último, antes de pegar o caminho de volta para Banff, paramos no Glacier Skywalk, que é uma passarela suspensa em formato circular com o chão transparente, com vista para os glaciares e montanhas. Sinceramente? não achei grande coisa, talvez porque a visibilidade no dia não estava das melhores, acho que quem entende de engenharia/arquitetura curtiria mais a obra arquitetônica.

Para finalizar, duas informações práticas sobre esse passeio. A primeira é que, por óbvio, no glacial faz bastante frio mesmo no verão, então, ainda que o passeio seja curto lá encima (15-20 min) e que não envolva longas caminhadas, vale a pena vestir para a temperatura que vai predominar no dia e levar algumas camadas na mochila para colocar quando chegar lá. As pessoas que moram em lugares frios talvez nem sintam tanta diferença, mas para quem não está acostumado, as mãos e a cabeça sofrem.  É importante também usar sapatos que aqueçam e que não derrapem para evitar acidentes no gelo.  A segunda informação importante é que pela Brewster é possível escolher ir para Jasper no final do dia, após o passeio. Então, uma boa pedida é colocar esse tour no seu último dia em Banff e já ir direto pra Jasper no fim do dia. O ônibus tem espaço para guardar as bagagens, tudo bem organizadinho. Como eu já disse, eu não fui para Jasper, então voltei direto para Banff.

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Chegando em Banff, fui jantar em um lugar que tinha me chamado atenção na noite anterior, o Eddie Burguer Bar. Aproveitei para experimentar uma cerveja local, escolhi a Beavertail Raspberry, e pedi também um hamburguer com fritas. O hamburguer eu achei na média, o grande destaque mesmo foi a cerveja e a batata doce frita, que estava ma-ra-vi-lho-sa! Gostei do ambiente também, é um bar de hamburguer com música boa, vale a visita.

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