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Arizona: quente e colorido

Eu não sei se vocês são assim, mas eu geralmente começo a planejar uma viagem para um lugar, vou lendo e pesquisando e, de repente, vou parar em outro (foco, não temos).

Foi assim que eu fui parar no Arizona, estado localizado no sudoeste americano.

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Comprei passagens em uma promoção da Copa Airlines para Los Angeles planejando fazer um roteiro pela Califórnia. Porém, depois de algumas leituras, cheguei à conclusão de que 1) precisaria alugar um carro; 2) talvez o inverno chuvoso da California não seria a melhor época para fazer a viagem;  4) 10 dias seria pouco tempo.

Mas eu já  estava sonhando com São Francisco a essa altura, e não estava disposta a deixar para um um futuro incerto. Foi então que decidi que iria passar 4 dias em São Francisco e iria visitar alguns parques e atrações naturais “próximos”. O problema é a melhor cidade para visitar lugares como o Grand Canyon e o Death Valley de bate e volta seria Las Vegas.

E eu achei que seria um tanto bizarro ir para Las Vegas com o objetivo de, na verdade, passar o dia fazendo trilhas na natureza.

Muitas pesquisas depois, eu cheguei à conclusão de que se eu queria ir para o Grand Canyon, eu deveria ir para o estado que o abriga, o Arizona.

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Para isso, eu tive que abdicar do Death Valley, mas em compensação surgiu um leque de atrações que eu sequer havia considerado antes por ser muito longe, como o Monument Valley e o Antelope Canyon.

O Estado do Grand Canyon – como é conhecido o Arizona – é marcado por uma miscelânea de culturas, que dão um caráter único ao Estado. Em sua porção norte, estão as populações remanescentes dos povos nativos como os Navajo, Hopi, Hualapai, Apaches, Havasupai. Apesar de constituírem apenas cerca de 5% da população do Estado, o território dos povos nativo, espalhado em 23 reservas, cobre cerca de 27% do territorio do Arizona.

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 É inegável também a presença cultural da colonização espanhola, presente sobretudo no sul do Estado, onde foram estabelecidas as missões pelos padres espanhóis. Por conta de sua proximidade geográfica e histórica com o México, o Estado conta também com presença massiva de população mexicana. Estima-se que 30% da população atualmente seja de origem hispânica ou latina.

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Mas não podemos esquecer que os espanhóis não foram os únicos colonizadores dessa região, a população de origem anglo-saxã também migrou para o Estado, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial, constituindo atualmente cerca de metade da população do Arizona.

O Estado é bastante conhecido pelos filmes western rodados na região em meados dos anos 1930. E não foram apenas filmes antigos. Você pode até nunca ter ouvido falar no Arizona antes, mas certamente já viu alguma das suas paisagens como cenário de filmes, como é o caso de “Telma e Louise”, “De volta para o futuro 2” e “Forest Gump”.

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Em termos territoriais, o Arizona é o 6º maior Estado norte-americano. Apesar de genericamente parecer um grande deserto – quente e seco – o Estado tem uma topografia bem variada, com diferentes climas e vegetações, que vão desde os cactos do deserto de Sonora na fronteira com o México às montanhas nevadas no norte do Estado.

De toda essa vastidão, eu conheci apenas uma pequena parte – a porção norte do Estado. A base da minha viagem foi Flagstaff, uma cidade universitária cortada pela histórica Rota 66, que fica a cerca de 100 km do Grand Canyon.

Então o meu roteiro ficou assim:

Dia 1 – Sedona e Red Rocks

Dia 2 – Grand Canyon

Dia 3 – Monument Valley

Dia 4 – Horseshoe Bend e Antelope Canyon

Quando ir

De forma geral, o Arizona é quente e seco, tanto é que muitas pessoas vêm de outras partes dos EUA para aproveitar um calorzinho em pleno inverno. Então, as estações mais amenas como o outono e a primavera são as mais recomendadas. No verão, o calor e a baixa umidade podem dificultar bastante as trilhas e passeios, ao passo que no inverno pode nevar bastante nas regiões mais altas, como é o caso de Flagstaff. Eu fui no final do inverno e dei sorte de pegar temperaturas agradáveis, na casa de 15 graus e nada de neve.

Como chegar

Várias cidades norte-americanas tem voos regulares para a capital Phoenix, sendo possível alugar um carro ou contratar um transfer no aeroporto para as outras cidades. Para quem vai visitar o Grand Canyon é possível voar diretamente para Flagstaff pela American Airlines (com conexão em Phoenix). Além disso, é possível achar linhas de ônibus da Greyhound e outras companhias para Phoenix e Flagstaff, sendo que esta última ainda conta com uma estação de trem da Amtrak.

Mais informações

Escritório de Turismo do Arizona

Escritório de Turismo de Sedona

Turismo em Flagstaff

Grand Canyon National Park 

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