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Viagens, Viajando sozinha

Arizona – dia 4: Horseshoe Bend e Antelope Canyon

O quarto e último dia no Arizona foi destinado a conhecer o Antelope Canyon e o Horseshoe Bend.

Fiz o passeio com a Adventure Southwest, a mesma empresa e a mesma guia que havia me levado ao Grand Canyon.

Por ser baixa temporada, todos os passeios que fiz estavam bem vazios, em geral apenas mais 2 pessoas além de mim. E, esse não foi diferente, havia apenas um jornalista indiano e sua amiga, que estavam fazendo uma matéria sobre o Antelope Canyon.  Foi super interessante conhecê-los e, de quebra, convencemos a guia a fazer umas paradas estratégicas para fotografar.

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Fizemos um caminho parecido ao do dia anterior rumo à Nação Navajo, passando por Cameron e Page, para chegar ao Horseshoe Bend, que é uma imensa curva em forma de ferradura executada pelo curso do rio Colorado a poucos quilômetros da cidade de Page no Arizona.

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Do estacionamento até a vista do Horseshoe Bend, é preciso fazer uma caminhada curta, algo em torno de 1km. Era inverno e ainda assim estava quente (e seco), então imagino que no verão esse 1 km deve parecer um pouco mais longo.

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Mas não se preocupe, as rochas esculpidas junto com a paisagem desértica são uma grande distração para essa caminhada.

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Eu confesso que estava muito ansiosa pela vista do Horseshoe Bend e ele é realmente incrível.

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Porém, uma coisa que me chamou a atenção é que, ao menos nesse dia, não havia muita supervisão na área e não há qualquer tipo de cordão de isolamento, então é importante vigiar as crianças e pessoas desastradas.

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Eu, pessoa desastrada, sobrevivi, muito provavelmente porque viajando sozinha tendo a conter o lado desastrado da minha personalidade. Na verdade, pelas fotos, eu até cheguei a pensar que a vista daria um pouco de vertigem por se assemelhar a um penhasco, mas não senti desconforto em andar pelas bordas das pedras.

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Em seguida, fomos em direção ao Lake Powell e a área de recreação do Glen Canyon. Lá, fizemos um piquenique improvisado aproveitando a vista da ponte da barragem do Glen Canyon.

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De lá, seguimos para o Antelope Canyon. Na verdade, existem dois cânions, o Lower e o Upper Antelope Canyon. O Upper é o mais visitado, principalmente em razão do seu fácil acesso, uma vez que a sua entrada está na altura do chão. Já para acessar o Lower Antelope Canyon é preciso descer um rol de escadas, sendo que antes o acesso requeria escalada.

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No meu passeio estava incluso apenas o tour pelo Lower Antelope Canyon, mas acho que, para quem vai por conta própria, vale a pena visitar os dois, já que são próximos.

O tour pelo interior do Canyon é operado pelos Navajos. No meu caso, o ingresso de entrada e o agendamento já haviam sido providenciados pela agência de turismo, mas no caso de ir por conta própria é possível agendar um tour em alguma agência em Page ou diretamente na Dixie Ellis Lower Antelope Canyon Tour.

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O Antelope Canyon é certamente o lugar mais fotogênico em que eu já estive. Pra ser sincera, nem estava dando tanta bola para ele, até chegar lá e deparar com as inúmeras cores e formatos que as rochas esculpidas por água e vento podem assumir a depender da luz.

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Do estacionamento até a descida do cânion, é preciso apenas uma pequena caminhada. A parte mais sensível mesmo são as escadas para descida até o seu interior.

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O nosso grupo era praticamente os BRICS: uma brasileira (eu!),  quatro indianos e um chinês. A guia conduziu a caminhada no interior do cânion e nos contou sobre a sua formação e também algumas curiosidades do local.

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O único defeito do passeio é que ele acaba sendo um pouco corrido, já que os guias controlam o tempo para evitar que os vários grupos se aglomerem entre as paredes estreitas do cânion. E, quanto a isso não tem muito o que fazer, indo por conta própria ou por agência, os passeios são necessariamente feitos em grupo e conduzidos por um guia.

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E isso tem uma explicação. Em agosto 1997, 11 turistas morreram porque a água das chuvas de verão invadiram abruptamente o interior do cânion. Desde então, foram tomadas várias medidas de segurança, entre elas, a obrigatoriedade do guia.

No tour tradicional é proibido utilizar tripé fotográfico, o que faz bastante sentido já que o espaço é estreito e passeio é bastante rápido. Mas isso não impede que você tire ótimas fotos, os guias navajos dão os exatos parâmetros da câmera para bater uma boa foto (e até o melhor filtro da câmera do iphone), além de mostrar os melhores ângulos das paredes do cânion. Ou seja, o mérito das fotos é todo da natureza e dos guias Navajo.

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Para aqueles interessados em um tour ainda mais especializado em fotografia, é possível fazer um tour fotográfico em um grupo menor e com guia especializado, com duração média de 2h.

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