cover grand canyon
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Arizona dia 2: Grand Canyon

Para o segundo dia da viagem pelo norte do Arizona, eu programei a visita ao Grand Canyon.

O Grand Canyon pode ser apreciado sob vários ângulos. Quem vai por Las Vegas, em Nevada, costuma visitar a borda oeste, que fica dentro da reserva da nação Hualapai e, portanto, fora do parque nacional (ainda que dentro do território do Arizona).

A borda norte fica dentro do Parque Nacional, mas tem menos infraestrutura e fica mais distante das cidades (a 200km de Page). Tem altitude mais elevada e, portanto, invernos mais rigorosos e ar mais rarefeito – o que faz com que o seu acesso seja restrito aos meses de maio à outubro.

A vista mais icônica do Grand Canyon é acessível pela borda sul, que fica dentro do Parque Nacional e próxima das cidades de Williams e Flagstaff, e fica aberta o ano todo.

E foi para visitá-la que eu me hospedei em Flagstaff, uma cidade universitária aos pés do Monte Humphrey, recortada pela histórica Rota 66.

Por estar dentro do Parque Nacional, as atividades na borda sul possuem várias restrições. Não é possível, por exemplo, descer de helicóptero no meio das rochas, como é o caso dos passeios da borda oeste vindos de Vegas.

Por outro lado, o parque conta com uma infraestrutura excelente, sendo possível inclusive se hospedar dentro dele, realizar caminhadas entre os mirantes, trilhas no interior do cânion e travessias de barco (obedecidas as regulamentações do parque, obviamente).

O Parque Nacional do Grand Canyon dispõe de 12 mirantes, que podem ser percorridos a pé ou usando o serviço de ônibus gratuito do próprio parque.

Como o tempo no inverno é uma caixinha de surpresas, podendo inclusive nevar, eu decidi não reservar nenhum passeio com trilha. Queria mesmo um passeio que compreendesse o horário do pôr do sol (#aloucadopordosol) mas não consegui encaixar os dias disponíveis com as outras atrações, então foi sem pôr do sol mesmo.

Fiz o passeio com a Adventure Southwest e adorei o serviço, principalmente a guia, a Márcia, uma californiana que mora em Flagstaff há vários anos e nos contou várias histórias da região e da sua experiência nos parques nacionais norte-americanos. Deu ainda mais vontade de conhecer todos os parques.

Leva-se cerca de 1h30 de Flagstaff até o Grand Canyon e a transformação da paisagem ao longo do caminho é incrível. Como Flagstaff fica a 7000 pés do mar, a vegetação é mais densa e composta por coníferas, como ainda era inverno, as árvores estavam bem sequinhas e era possível ver um pouco de neve nos pastos.

paisagens

À medida que se aproxima do Grand Canyon, vai-se perdendo altitude e a vegetação fica cada vez mais esparsa e a terra mais avermelhada, com cara de deserto mesmo (muito parecido com o nosso Cerrado). Com queda de altitude, as temperaturas sobem também, o que é um alívio no inverno (e um pesadelo no verão, imagino eu).

O tour para em vários dos mirantes do Grand Canyon. A grande vantagem de ir na baixa temporada é que eles estavam praticamente vazios, então tive bastante tranquilidade para aproveitar o meu tempo em cada um deles e bater 1546 fotos sem a presença do elemento humano.

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A primeira visão do Grand Canyon é inesquecível, acho que as fotos não dão conta da imensidão do lugar. Pra mim, é como se fosse o mar, não tem fim no horizonte.

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A grandeza do solo esculpido pela erosão é tamanha que o Rio Colorado parece um mero filete de água percorrendo todo aquele solo recortado.

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Em uma das paradas, é possível subir em uma torre que oferece uma vista um pouco mais ampla do cânion, o que torna as suas dimensões ainda mais impressionantes.

torre

A quantidade de tons terrosos também é incrível de se observar.

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Se você tiver sorte, ainda pode encontrar com alguns moradores do parque.

bichinho

O parque tem uma ótima infraestrutura, com banheiro, lanchonetes, estacionamento, hospedagem e, é claro, lojinhas de souvenir.  Aliás, uma coisa que nunca falta nos EUA é a lojinha de souvenir. Lá você pode registrar gratuitamente a sua presença no Grand Canyon com um carimbo no seu passaporte.

Um dos hotéis situados no interior do Parque é o El Tovar,  construído antes mesmo do Grand Canyon se tornar um parque nacional em 1919. O hotel, cuja arquitetura combina influências vitorianas com um estilo naturalista rústico, foi construído para abrigar os ricos viajantes que vinham de trem visitar o Grand Canyon no início do século passado. Atualmente, o El Tovar é um patrimônio histórico nacional.

hotel grand canyon

Outro patrimônio histórico nacional situado no interior do Parque é a Hopi House, inaugurada simultaneamente com o El Tovar em 1905. A  Hopi House foi projetada pela arquiteta Mary Colter, grande admiradora da arquitetura dos povos nativos norte-americanos. A construção foi totalmente inspirada nas casas do povo Hopi. Hoje, a Hopi House é uma loja de artesanato dos povos nativos.

hopi house

Para finalizar o passeio, fizemos um picnic no final do dia aproveitando a paissagem privilegiada do Grand Canyon e, em seguida, retornamos à Flagstaff.

 

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1 Comment

  • Reply Arizona – dia 4: Horseshoe Bend e Antelope Canyon – Dear World, June 11, 2016 at 7:32 pm

    […] Fiz o passeio com a Adventure Southwest, a mesma empresa e a mesma guia que havia me levado ao Grand Canyon. […]

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