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A Seul tradicional: os cinco palácios reais  

Logo quando comecei a ler sobre as atrações de Seul, a primeira coisa que me chamou a atenção foram as minuciosas e coloridas pinturas dos palácios reais. A cidade conta com cinco palácios remanescentes do tempo em que Seul foi a capital da dinastia Joseon, entre 1392 e 1910 (e, não, eu não sabia da existência da dinastia Joseon até ir para lá).

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Os palácios são um ótimo lugar para ver os coreanos com as vestimentas tradicionais – o Hanbok, de cores vibrantes e linhas simples. A sua origem remete à dinastia Joseon, quando os plebeus costumavam usar roupas brancas e a nobreza utilizava o hanbok. Atualmente, ele é utilizado em comemorações formais, como formaturas e casamentos.

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Muitas pessoas utilizam também para tirar fotos ambientadas nos palácios. Quando eu estive por lá, havia muita gente fazendo isso, mas curiosamente, a maioria eram turistas estrangeiros (é possível alugar o hanbok por lá).

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No começo, você fica deslumbrado com a beleza dos trajes, quer bater foto de todo mundo, mas no segundo dia eu já estava meio incomodada com as multidões de adolescentes com trajes tradicionais tentando tirar mil fotos e selfies nos monumentos. Mal sabia eu que iria enfrentar o mesmo fenômeno no Japão com as adolescentes de quimono.

Uma opção para quem deseja visitar todos os palácios é comprar o Royal Palace Pass, que custa 10.000 wons (cerca de 10 dólares) e dá acesso aos Palácios Gyeongbokgung, Changdeokgung, Changgyenggung e Deoksugung. A entrada para o Palácio Gyeonghuigung precisa ser adquirida separadamente.

Com a minha sanha de ver tudo, o plano original era visitar com mais calma os Palácios Gyeongbokgung e Changdeokgung e, ao menos, visitar brevemente os outros. Por conta de alguns perrengues, acabei visitando apenas os dois primeiros.

O Palácio Gyeongbokgung foi o primeiro da dinastia Joseon a ser construído, em 1395. Esse belo e sonoro nome significa algo como “palácio abençoado pelo paraíso”. Acreditava-se que as montanhas eram uma fonte de proteção e, por isso, ele foi construído próximo aos monte Namsam e Bugaksan.

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Durante a invasão japonesa de 1592, todos os palácios da cidade foram queimados, e o Gyeongbokgung deixou de ser o palácio principal para ser reconstruído apenas em 1867. Os esforços para recuperar ao menos em parte a sua arquitetura original continuaram até a década de 1990.

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Já o Palácio Changdeokgung foi o segundo a ser construído, em 1405. Era onde os reis e ministros discutiam os assuntos de Estado e também onde vivia a família real.

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Após a invasão japonesa, esse foi o primeiro palácio a ser reconstruído, por volta de 1610, tornando-se o palácio principal do reino.

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O Changdeokgung também é cercado de montanhas e sua arquitetura é reconhecida por prezar a harmonia com a paisagem natural. É o único dos palácio que faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO.

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Além da visita ao Palácio (também tem tour gratuito disponível), é possível fazer uma visita guiada pelo Jardim Secreto, que dura cerca de 1h30.

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É preciso reservar com antecedência no site e retirar o ingresso mediante pagamento e apresentação do voucher na bilheteria. Para quem adquiriu o Royal Palace Pass também é preciso reservar o tour e pagar na bilheteria.

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Como eu visitei Seul em março, portanto, ainda inverno, a visita ao Jardim Secreto ficou aquém das minhas expectativas, porque estava tudo bem sequinho e sem vida ainda, mas dá para notar que durante as outras estações o lugar tem muito potencial para ser bonito.

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E, ai, gostaram? No próximo post tem mais dicas de Seul 😉

 

 

 

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