Viagens

Trastevere: um dos bairros mais lindinhos de Roma

Os outros signos do zodíaco que me desculpem, mas quando Deus fez Roma, meus amigos, ele a fez para os librianos.

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Essa combinação de ruas estreitas e sinuosas, com casinhas em 50 tons de ocre cobertas por plantas é a materialização de tudo que a minha alma libriana sempre quis.

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Tudo bonito, mas com um toque de bagunçadinho – ou bagunçadão, a depender da sua posição no zodíaco.

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E, se tem um lugar em Roma que reúne todas essas qualidades, esse lugar é o Trastevere. O bairro, localizado na margem oeste do rio Tibre, esteve por muito tempo fora dos limites de Roma. Não por acaso, seu nome – Trans Tiberim – significa além do Tibre, em Latim.

Como tudo em Roma, para além da beleza, as ruas sinuosas do Trastevere carregam muita história. O bairro abrigou pescadores, escravos de Roma Antiga recém libertos. Séculos depois, o Trastevere foi habitado pela comunidade síria e por judeus. Posteriormente, a comunidade judaica migrou para a margem leste do Tibre, mais próxima ao centro da cidade. Na década de 1970, marcada pela efervescência cultural e política na Itália, o Trastevere foi morada de escritores, artistas, músicos, ativistas e comunista.

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É talvez desses últimos moradores que o bairro carregue a herança boêmica, sendo hoje conhecido pelos viajantes por abrigar inúmeros restaurantes, cafés e barzinhos descolados.

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A única certeza que eu tinha quando marquei a viagem para Roma é que eu iria me hospedar por lá. Eu não pesquisei transporte, distância das atrações, tudo o que eu queria era acordar e sair por aquelas vielas.

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E nesse aspecto eu fui bem atendida, o nosso hotel ficava numa rua que era praticamente o tipo ideal de rua fofinha em Trastevere e era um prazer acordar todo dia e sair caminhando pelas vielas vazias, ver os cafés e padarias abrindo aos pouquinhos.

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O Trastevere não é um bairro residencial, totalmente local e afastado do boom turístico, mas ele te dá um gostinho local com a conveniência de estar relativamente próximo das atrações, coisa que nenhum hotel na beira da Fontana de Trevi vai te dar, nem se você acordar às 7h da manhã.

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Durante o dia, alguns grupos de turistas e seus guias começam a aparecer, mas é a noite que o bairro parece ganhar mais movimento turístico, quando as pessoas deixam o centro para jantar por lá. Mesmo com o burburinho turístico, você sempre pode encontrar uma ruela tranquila para chamar de sua.

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Eu não sei se o Trastevere é o bairro ideal para você se hospedar em Roma, mas posso garantir que você não pode deixar de visitá-lo!

Comer bem

Romeow – o bistrô felino de Roma

O Romeow não é o tipo de lugar que você vai encontrar flanando por Roma. Ele fica em Ostiense, uma região residencial um pouco mais afastada do centro e, portanto, menos visitada pelos turistas.

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Li sobre o bistrô no Romeing, um blog bacanérrimo sobre Roma, e fiquei com muita vontade de conhecer. Desde que visitei o meu primeiro cat café, em Montreal (veja o post aqui aqui) estou sempre em busca de novas experiências gastronômico-felinas.

O Romeow tem todas as características que eu imagino em um bistrô: é pequeno, intimista, bem decorado, tem boa música e um menu bem conciso, mas muito criativo. Todas as opções são vegetarianas ou veganas e dá para tomar café, almoçar ou jantar.

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Pad Thai do Romeow

Seis gatos passeiam livremente pelo bistrô, que foi todo construído pensando neles. Há prateleiras, cestos, caixas, tudo para deixar os bichanos à vontade.

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Diferente de outros estabelecimentos com animais, ele não é um lugar que torna os bichos um espetáculo, eles ficam lá, integrados no ambiente, às vezes completamente camuflados.

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Ficamos sozinhas no bistrô por um tempo e, aos poucos, foram chegando outros clientes, a maioria deles estrangeiros, provavelmente atraídos pela experiência de comer em um bistrô de gatos.

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Apesar de ficar um pouco mais afastado do centro, é muito fácil chegar no Romeow. Ele fica próximo à estação de trem Ostiense e do metrô (estação piramide). De quebra, ainda dá para passar no Eataly para sobremesa depois, que fica ali pertinho (e é o maior do mundo :O)

 

 

Comer bem

Onde comer em Roma: massas, cafés, sorvetes e mais

À primeira vista, comer bem na Itália não parece ser uma tarefa complicada, não é? Acontece em cidades com grande fluxo de turistas – como é o caso de Roma,  a proliferação de restaurantes voltados para turista acaba dificultando um pouco essa missão.

Não pretendo dizer que um restaurante turístico é necessariamente ruim, mas em um país com tanta tradição gastronômica, chega a ser um desperdício arriscar não comer bem. Como dizem os próprios italianos:

La vita è troppo breve per mangiare e bere male

E, olha que na maioria dos casos, o menu turístico nem chega a ser mais barato do que o menu de um restaurante comum,  o negócio é realmente pesquisar algumas boas opções próximas dos seus pontos de interesse na cidade e na hora que a fome apertar já saber para aonde ir.

Eis aqui a minha contribuição para a listinha dos futuros visitantes da Cidade Eterna:

Se você estiver perto do Vaticano: La Zanzara Bistrot

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Cacio e Pepe no La Zanzara

O La Zanzara é um restaurante moderninho e descolado no bairro Borgo Vitorio, bem perto do Vaticano. Fica aberto do café da manhã ao jantar. O menu oferece várias opções da gastronomia romana, além de saladas e petiscos. No almoço, fomos de cacio e pepe, uma massa com molho de queijo e pimenta que é típico de Roma.

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Acabamos voltando outro dia para o café, que, aliás, foi o melhor capuccino da viagem.

Se você estiver na Estação Termini: Mercato Centrale

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Café da manhã tipicamente romano: capuccino e cornetto

Descobri o Mercato Centrale pelo Instagram da Giulia (@omgsomuchcaffeine), que aliás, tem dicas gastronômicas ótimas de Roma. O Mercato fica dentro da Estação Termini e oferece opções para tomar café, almoçar, jantar ou beber. Fomos para tomar café da manhã (delícia, por sinal), mas bateu um sério arrependimento de não ter ido almoçar ou jantar, porque as opções pareciam muito boas.

Se você estiver em Campo del Fiori: Obica Mozzarela

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Conheci o Obica por acaso em Milão (veja mais sobre ele aqui). Desde então fiquei com vontade de voltar para provar as tão famosas burratas de lá. Encontrei uma filial do Obica no Campo del Fiori e foi a oportunidade perfeita para provar a burrata e os presuntos e salames da casa. Além dos petiscos, o menu também tem pizzas e outras massas.

Se você estiver em Trastevere: Ristorante Sette Oche in Altalena

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Bom, se você estiver em Trastevere, boas opções de restaurantes e bares não vão faltar. Antes mesmo de eu pesquisar as boas opções por lá, fiz esse achado espontâneo bem próximo ao hotel que ficamos. O Sette Oche in Altalena é um restaurante com opções tradicionais da cozinha romana, mas com um clima mais jovem e descontraído, tem mesinhas na calçada e também um espaço interno, que lembra uma taverninha. Gostei tanto que voltei duas vezes.

Se você estiver na Estação Ostiense: Eataly

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O Eataly (do inglês EAT, comer, e ITALY, Itália) é um grande mercado que reúne alimentos italianos de qualidade, além de utensílios de cozinha, livros e outros artigos relacionados à gastronomia.  Hoje existem 38 filiais do Eataly pelo mundo e a de Roma é simplesmente a maior delas. Além de ser um excelente local para comprar comida italiana para estocar dar de presente, o Eataly também oferece várias opções para almoçar e jantar. O de Roma, por exemplo, tinha restaurantes especializados em massas, peixes, carnes, queijos, além de cervejarias, docerias, sorveterias e por aí vai.

Mas vamos agora ao que realmente importa: o sorvete

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A minha teoria sobre os sorvetes italianos é que eles são muito bons para você desperdiçar seu tempo e dinheiro (e calorias) tomando um sorvete que não seja simplesmente um dos melhores. Veja bem, eu não disse o melhor, porque isso é bem controverso e muito pessoal, se for um dos melhores, já está valendo.

Na minha primeira ida a Itália, gostei muito da gelateria Grom. Dessa vez, acabei encontrando poucas filiais em Roma e nem provei, mas esse é um dos que eu recomendaria. Outra gelateria bem popular é a Venchi, que também tem chocolates e crepes.

Fora estes, li boas recomendações de duas gelaterias:

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A primeira foi a Gelateria del Teatro, onde provamos o sorvete de chocolate branco com manjericão (estranho, mas boom). Uma boa pedida é passar por lá quando estiver indo visitar o castelo e a ponte Sant´ Angelo.

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Provamos também o sorvete do Il Gelato de San Crispino, que ficou especialmente famoso após o livro “Comer, Rezar e Amar” da Elizabeth Gilbert. Além dos sabores tradicionais, lá é possível encontrar opções mais criativas como o gelato de canela com gengibre e o de mel. Gostei dos dois 🙂

 

 

 

 

Roteiros, Viagens

Um roteiro pelo Jalapão: parte 3

Eu contei para vocês nos posts anteriores como foram os primeiros dias da nossa mini mini expedição de 3 dias pelo Jalapão.

Para alguns, o terceiro dia da viagem começou com a subida da Serra do Espírito Santo. Esse é um dos atrativos mais famosos da região, que não estava incluso no passeio de 3 dias, mas foi ofertado como opcional devido à grande demanda do grupo.

Créditos: amigo Vinícius que acordou às 2 AM para ter essa vista

Créditos: amigo Vinícius que acordou às 2 AM para ter essa vista

Para assistir o nascer do sol na Serra, a trilha começa às 3h da manhã. Como íamos ficar sem dormir na noite seguinte por causa do voo de volta para Brasília, optamos por não fazer o passeio. É claro que os amigos apareceram com fotos deslumbrantes da vista da Serra. E é claro que eu me arrependi, né? Mas é fácil se arrepender quando você sabe que vai dormir 8 horas na noite seguinte, né não?

Crédito: Vinícius Amaral

Crédito: Vinícius Amaral

Para os que não subiram a Serra, o primeiro passeio foi visitar a Cachoeira da Velha, que não é uma cachoeira qualquer, mas sim uma meeega cachoeira.

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Lá nos foi ofertada a possibilidade de fazer um rafting pela Novaventura Rafting. Eu nado pouco, morro de medo de barquinhos frágeis sobre águas turbulentas, então nunca fez parte dos meus sonhos fazer um rafting do lado de uma cachoeira gigante. Mentalmente, disse “não, obrigado” e nem escutei o resto das informações.

Mas o nosso grupo se animou e eu me animei, ancorada na ideia de que “se o meu amigo que não sabe nadar vai, eu também posso”, o que racionalmente não faz sentido algum, pois só significa que nos afogaríamos juntos.

A empolgação começou a dar lugar ao pânico quando começaram as instruções de segurança. A frase “o que você deve fazer se você cair do bote” me lembrou que eu poderia, de fato, cair do bote.

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Aprendendo as instruções de segurança. Créditos: Novaventura Rafting

Mais do que isso, me lembrou que além de não saber nadar, eu sou o tipo de pessoa que cai do bote. Ou pior, eu sou tipo de pessoa que bate o remo nos coleguinhas e o derruba o bote.

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Pareço determinada, mas era medo mesmo. Créditos: Novaventura Rafting

Mas não deu tempo de aventar todas as possibilidades de desastres que eu poderia cometer, quando vi já estávamos no bote prontos para começar.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

O prêmio para quem se submete faz o rafting é ver ângulos espetaculares da cacheira do Rio Novo.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Não consigo descrever quão única é a sensação de estar debaixo de uma queda d´água dessas.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Tão emocionante que, por alguns minutos, eu esqueci o que tínhamos pela frente: as corredeiras

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Era hora de colocar em prática todos os códigos e instruções e não cair do barquinho. A sensação de ter uma queda d´água pela frente é desesperadora, mas ao mesmo tempo bem mais segura do que eu imaginava antes de fazer o rafting.

Créditos: Novaventura Rafting

Créditos: Novaventura Rafting

Contrariando todos os meus cenários trágicos, durante a descida das corredeiras,em nenhum momento eu caí ou sequer achei que iria cair. Mal havia tomado gosto pela coisa, já avistamos a prainha do Rio Novo.

Apesar de parecer uma anti-propaganda do rafting ou da empresa, a intenção é justamente o contrário. Só topei fazer porque achei o serviço muito profissional e seguro (e porque eles deram estatísticas de acidentes, e eu sou facilmente impressionada por dados haha) e, ao fazer, confirmei a minha impressão. Recomendo com certeza!

Depois de terminarmos o rafting fizemos um lanche rápido e pegamos à estrada rumo à Palmas. E o resto da história é todo aquele perrengue que não aparece nas fotos:  2 horas de sono, voo promocional de madrugada, correria pra chegar no trabalho. Mas, vai dizer que não vale a pena? 🙂

 

 

 

 

 

Roteiros

Um roteiro pelo Jalapão: parte 2

Como eu contei no primeiro post sobre o Jalapão, o nosso primeiro dia de viagem foi bem intenso em horas de trepidação na estrada, intercaladas com paradas para conhecer os atrativos ao longo do caminho.

O segundo dia foi o oposto: bem menos horas de trepidação e mais tempo nos atrativos. Começamos o dia com uma visita ao fervedouro Belavista, que mais parecia uma jacuzzi feita pela natureza (muito melhor do que as jacuzzis feitas pelo homem, não?)

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Fervedouro Belavista

Mas nem tudo na vida pode ser assim tão perfeito, então tinha algumas espécimes humanas com uma caixa de som portátil ouvindo música enquanto curtiam o fervedouro. Eu não preciso dizer o que tocava a caixa de som, porque está implícito o que ouve alguém que carrega uma caixa de som para um fervedouro, não é?

Como o número de banhistas  é limitado, rola uma espécie de rodízio para entrar no fervedouro, então tivemos a nossa chance de curtir o lugar sem música.

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Fervedouro Belavista

O segundo atrativo do dia foi a Cachoeira da Formiga. Certamente é uma das cachoeiras mais lindas em que já estive, fui enfeitiçada pela água esverdeada e transparente e fiz algo que alguém que não sabe nadar nunca faz: entrei sem nem pensar na profundidade e tive que usar todo o meu nado cachorrinho para me segurar em alguma borda.

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Cachoeira da Formiga

Mesmo sendo feriado, as atrações estavam tranquilas. A exceção foi a Cachoeira da Formiga, que estava lotada de locais curtindo o feriado, o que era uma cena alegre de ser ver, os moradores da região curtindo as belezas da sua terra.

Tivemos bastante tempo para curtir a Cachoeira da Formiga porque o nosso ônibus quebrou. Aliás, se tem algo certo em uma viagem para o Jalapão é que o seu ônibus vai quebrar em algum momento – ou em vários momentos. Vai ser o ar condicionado, o pneu, o freio ou todos eles.

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O 4X4 da expedição

Eu mesmo só fiquei sabendo pelos amigos que haviam me indicado a empresa que o ônibus deles tinha quebrado depois de fechar a nossa expedição. Pensei em ficar abalada com a informação, mas a minha amiga foi logo me dizendo que o das outras empresas também quebraram naquele dia e, como um bom ser humano, o fato da tragédia ser compartilhada amenizou a minha própria potencial tragédia, algo do tipo: “se todo mundo está lascado, que mal faz você estar?”

A primeira vez pode ser um pouco chocante, mas as operadoras de turismo costumam estar preparados para esse tipo de ocorrência, já que são realmente muitos quilômetros de estrada de chão e de areia.

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Pneu furado na volta para Palmas

Ainda antes do almoço, fizemos uma parada na comunidade quilombola do Mumbuca. Os quilombolas são descendentes de africanos escravizados que mantém tradições culturais, de subsistência e religiosas ao longo dos séculos. No Brasil, existem cerca de 3 mil comunidades certificadas pela Fundação Palmares e o Mumbuca é uma delas. A comunidade, com cerca de 200 habitantes, é como uma grande família formada por remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região.

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Árvore genealógica da Comunidade do Mumbuca

A Comunidade do Mumbuca vive da agricultura de subsistência e do artesanato feito com capim dourado. Todo ano, em setembro, é realizada a Festa da Colheita do Capim Dourado, promovida pela Associação dos Artesãos Extrativistas do Povoado do Mumbuca. A festa celebra o começo do período de coleta do capim dourado, que somente é autorizada pelos órgãos ambientais entre os dias 20 de setembro e 30 de novembro. Na edição desse ano, os moradores lançaram a marca Mumbuca, agora o artesanato produzido na comunidade poderá ser identificado mundo afora.

É de se esperar, então, que o Mumbuca seja o melhor local para comprar artesanato feito com capim dourado. Além de ter uma grande variedade de peças, você compra diretamente da comunidade, o que é bom para eles e bom para você, já que os preços são bem mais baixos do que os das lojas das cidades.

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Artesanato feito com Capim Dourado na Comunidade do Mumbuca

A forma como é conduzida a visita ao Mumbuca é uma das poucas críticas que eu tenho ao roteiro da expedição. Acho que teria sido muito importante que os organizadores do passeio contassem antes da visita a história do povoado, pois senão a visita ao local se torna uma mera parada para comprar artesanato e os viajantes de várias partes do país que passam diariamente por lá perdem uma valiosa chance de entender o que significa aquele lugar.

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Uma das ruas da Comunidade do Mumbuca

Saindo de lá, partimos para o almoço na propriedade do fervedouro do Buritizinho, onde tivemos mais uma refeição caseira maravilhosa.

Companheiro de almoço

Companheiro de almoço

De quebra, ainda sobrou um tempo para visitar rapidamente o fervedouro, que é lindo e com forma e tonalidade bem diferente dos outros que havíamos visitado.

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De lá, seguimos para mais algumas horas de trepidação rumo às famosas dunas do Parque Estadual do Jalapão para assistirmos o pôr do sol. Antes de chegar às dunas, tivemos uma bela visão da Serra do Espírito Santo, que é também um dos principais atrativos da região (cenas dos próximos capítulos).

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Vista da Serra do Espírito Santo

As dunas fazem todo o seu entorno parecerem um grande oásis no meio de tanta areia. Lá de cima é possível ver a Serra do Espírito Santo de outro ângulo.

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Vista da Serra do Espírito Santo a partir das dunas

Quase sem luz natural, fizemos uma pequena trilha de volta ao carro e retornamos à Mateiros para o jantar e assim terminou o nosso segundo dia 🙂

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No próximo post, eu conto como foi o nosso terceiro e último dia 🙂

Roteiros

Um roteiro pelo Jalapão

Para mim, metade da graça de viajar é planejar a viagem: passar meses montando o roteiro, pesquisando lugarzinhos. É de se esperar, então, que excursões e pacotes de viagem não sejam o meu forte. Mas é inegável que certos destinos são muito mais práticos (e baratos) assim. O Jalapão é um deles.

Eu sempre quis encaixar uma viagem para o Parque Estadual do Jalapão em um feriado prolongado. Acontece que a maioria das operadoras que fazem expedições para lá trabalham com pacotes de 5 dias ou mais.

Eis que um casal de amigos acabara de voltar de uma viagem de 7 dias pelo parque e me recomendou a Norte Tur, uma empresa que oferece expedições mais curtas pela região, a partir de 3 dias.

Quando você vai fazer uma viagem de 3 dias por um lugar que tem atração para 10 dias, a primeira providência a se tomar é: não ler nada sobre as atrações do local, sob pena que ficar imensamente frustrado.

Confesso que não foi uma tarefa fácil não olhar blogs, fotos e roteiros. Em tempos de instagram, mais difícil ainda foi me despir das expectativas geradas por aquelas fotos oníricas dos fervedouros.

Então fomos. A viagem toda foi uma surpresa – das boas. Que alegria é as vezes simplesmente ser conduzido, sem precisar tomar nenhuma decisão, onde ir, onde comer. A cada parada éramos surpreendidos por uma atração natural mais bonita que a outra, e inédita, sem expectativas prévias.

Saímos de Palmas cedo pela manhã rumo ao leste do Tocantins. Nossa primeira parada foi no município de Novo Acordo – há cerca de 180 km de Palmas.

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Lá, conhecemos uma das prainhas do Rio do Sono, onde comemos uma daquelas autênticas refeições caseiras do interior.

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De lá, foram longos quilômetros de trepidação pela estrada de chão, com algumas breves paradas: uma delas para conhecer o Morro da Catedral.

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Muitas horas  de trepidação depois, com o sol quase se pondo, chegamos no município de São Félix do Tocantins para conhecer o primeiro fervedouro da viagem.

Os fervedouros do Jalapão são poços de água transparente cercados por uma densa vegetação, geralmente com muitas bananeiras. O fundo dos poços é formado por areias claras, que tem uma consistência que lembra argila.

Os fervedouros são assim chamados pelas pequenas bolhas que brotam nas águas, em razão de um fenômeno chamado ressurgência: abaixo da camada de areia, há um lençol freático e, logo abaixo, uma rocha impermeável. Por causa das rochas, a água do lençol freático jorra com muita pressão, empurrando para cima a areia e criando pequenas bolhas na água. A ressurgência impede que o corpo afunde nas águas do fervedouro.

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À medida que entardecia, era possível contemplar os diferentes tons de azul e verde da água e da vegetação.

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Findo o passeio, seguimos para Mateiros, cidade onde ficaríamos hospedados pelos próximos dias. O município é bastante pequeno, com  poucas pousadas e restaurante, por isso foi bastante prático já ter tudo arranjado pela operadora de turismo.

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O esquema da Norte Tur é familiar, a pousada é da própria empresa, a hospedagem é simples, mas confortável. Os jantares são feitos em restaurantes familiares na cidade, as refeições são caseiras e bem preparadas, apesar das dificuldades logísticas de transporte de alimentos. O pacote também inclui lanches e água durante todo o passeio.

No próximo post, eu conto como foi o segundo dia da expedição. Aguardem 🙂

 

 

 

 

 

 

Comer bem

Mercados em Seul: a minha experiência no Gwangjang

Desconfio que ainda que você gaste uma semana passeando pelos mercados seulitas, ainda assim não conseguiria ver todos. A cidade abriga inúmeros mercados, que atendem todos os gostos: tem mercado de comidas, de tecidos, de roupas, de eletrônicos, entre outros.

Visitar esses espaços vai muito além do desejo de fazer compras ou não, eles são um componente importante do cotidiano local e o simples ato de flanar por eles já é uma experiência cultural bastante rica.

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Como eu já contei para vocês, a minha estada em Seul foi bem curta – apenas 3 dias – então tive que eleger apenas um mercado e optei pelo Gwangjang.

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O Mercado de Gwangjang tem mais de 100 anos de história e atualmente emprega cerca de 20 mil pessoas, que trabalham com a venda de produtos têxteis e de comida – os dois nichos principais do mercado.

Cheguei no mercado ao fim do dia, quando os vendedores de tecidos já fechavam as suas barracas, mas ainda assim deu para apreciar a variedade de texturas e cores dos tecidos coreanos, a maior parte deles usados para costurar os hanbok, as vestimentas tradicionais coreanas (falo um pouco sobre o hanbok nesse post aqui).

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Mas, se por um lado, quase não havia mais movimento nos corredores de tecido, por outro, a aglomeração nas barracas de comida só estava começando. O mercado parecia um point de happy hour para os coreanos após o trabalho irem petiscar e beber.

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A variedade de pratos e petiscos é impressionante. Dá para começar com opções mais familiares ao nosso paladar como o mayakgimbap – uma espécie de rolinho de arroz, alga e vegetais que parece visualmente o sushi japonês – ou o mandu, que lembra bastante o gyoza chinês ou japonês.

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E depois partir para opções mais ousadas, como os frutos do mar curados e o polvo vivo picadinho. Ou não, né?

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Além disso, o Mercado de Gwangjang é um ótimo lugar para provar o Soju, uma bebida destilada de arroz,  com teor alcoólico e sabores variados (pode ser natural, ou saborizada com limão, maçã, etc). Outra bebida típica é o Makgeolli, uma bebida fermentada de arroz, chamada de cerveja de arroz.

Para quem quiser conhecer melhor as opções de comida de rua de Seul, indico esse texto do Alexandre Disaro, do Viver a Viagem. Aliás, o blog como um todo tem dicas maravilhosas da Coréia.

Comer bem

Ver´s – Garden Cafe em Seul

A minha lista de lugares legais para comer em Seul era interminável, mas quando eu cheguei em Hongdae, o bairro onde me hospedei, encontrei tantos restaurantes e cafés interessantes, que nem lembrei mais o que tinha planejado.

Cada esquina era uma nova descoberta, e a mais legal de todas foi o Ver´s.

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 A princípio pensei que fosse um bar/restaurante em uma floricultura, algo como a Florería Atlantico em Buenos Aires.

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Mas, na verdade, o Ver´s me pareceu mais um dessert bar – um lugar onde você pode comer sobremesa tomando coquetéis, cafés ou chás. Eu não sei o que vocês pensam, mas eu acho que um lugar que serve açúcar em todos os estados da matéria, seja na forma de tiramisu, cheesecake, vodka ou gin tônica, não tem como ser ruim, né?

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E tudo isso cercado de flores e mais flores. É por isso que o Ver´s também pode ser classificado como um garden cafe – um café dentro de um jardim ou floricultura. Eles, inclusive, vendem arranjos e flores por lá.

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É tudo tão lindo que você entra em uma espécie de epifania no lugar, fiquei boquiaberta por um bom tempo, observado cada detalhe.

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O único defeito desse lugar é que ele fica em Seul, e Seul fica super longe de mim.

 

 

 

 

Comer bem

Thanks Nature Cafe – o café mais “fofo” de Seul

Antes de viajar, eu sempre varro a internet em busca de restaurantes legais e cafés fofos. No caso da Coréia, o conceito de “fofo” ganhou outras conotações (literais, inclusive): achei um café de ovelhas.

Cafés com bichos não são uma novidade, muito menos na Ásia, onde os cat cafes e dog cafes são tão comuns, mas ovelhas era algo realmente inusitado.

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O Thanks Nature fica em Hongdae, bairro universitário onde me hospedei durante a minha estada em Seul.

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Ao contrário dos cafés com bichos que eu conheço, no Thanks Nature as ovelhas não ficam passeando entre as mesas como a minha fértil imaginação supunha.

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Existem dois espaços, um é o café propriamente dito, que é muito bom, tem várias opções de chás, infusões, cafés, waffles, panquecas e toasts.

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E, do lado de fora, existe um cercadinho para o casal de ovelhas, onde você pode interagir com elas.

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Ah, antes que eu me esqueça, o casalzinho de ovelhas se chama Lala e Lulu e são super bem cuidados pelo dono do café.

E, ai, quem já foi num pet cafe?

 

Roteiros

A Seul tradicional: os cinco palácios reais  

Logo quando comecei a ler sobre as atrações de Seul, a primeira coisa que me chamou a atenção foram as minuciosas e coloridas pinturas dos palácios reais. A cidade conta com cinco palácios remanescentes do tempo em que Seul foi a capital da dinastia Joseon, entre 1392 e 1910 (e, não, eu não sabia da existência da dinastia Joseon até ir para lá).

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Os palácios são um ótimo lugar para ver os coreanos com as vestimentas tradicionais – o Hanbok, de cores vibrantes e linhas simples. A sua origem remete à dinastia Joseon, quando os plebeus costumavam usar roupas brancas e a nobreza utilizava o hanbok. Atualmente, ele é utilizado em comemorações formais, como formaturas e casamentos.

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Muitas pessoas utilizam também para tirar fotos ambientadas nos palácios. Quando eu estive por lá, havia muita gente fazendo isso, mas curiosamente, a maioria eram turistas estrangeiros (é possível alugar o hanbok por lá).

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No começo, você fica deslumbrado com a beleza dos trajes, quer bater foto de todo mundo, mas no segundo dia eu já estava meio incomodada com as multidões de adolescentes com trajes tradicionais tentando tirar mil fotos e selfies nos monumentos. Mal sabia eu que iria enfrentar o mesmo fenômeno no Japão com as adolescentes de quimono.

Uma opção para quem deseja visitar todos os palácios é comprar o Royal Palace Pass, que custa 10.000 wons (cerca de 10 dólares) e dá acesso aos Palácios Gyeongbokgung, Changdeokgung, Changgyenggung e Deoksugung. A entrada para o Palácio Gyeonghuigung precisa ser adquirida separadamente.

Com a minha sanha de ver tudo, o plano original era visitar com mais calma os Palácios Gyeongbokgung e Changdeokgung e, ao menos, visitar brevemente os outros. Por conta de alguns perrengues, acabei visitando apenas os dois primeiros.

O Palácio Gyeongbokgung foi o primeiro da dinastia Joseon a ser construído, em 1395. Esse belo e sonoro nome significa algo como “palácio abençoado pelo paraíso”. Acreditava-se que as montanhas eram uma fonte de proteção e, por isso, ele foi construído próximo aos monte Namsam e Bugaksan.

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Durante a invasão japonesa de 1592, todos os palácios da cidade foram queimados, e o Gyeongbokgung deixou de ser o palácio principal para ser reconstruído apenas em 1867. Os esforços para recuperar ao menos em parte a sua arquitetura original continuaram até a década de 1990.

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Já o Palácio Changdeokgung foi o segundo a ser construído, em 1405. Era onde os reis e ministros discutiam os assuntos de Estado e também onde vivia a família real.

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Após a invasão japonesa, esse foi o primeiro palácio a ser reconstruído, por volta de 1610, tornando-se o palácio principal do reino.

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O Changdeokgung também é cercado de montanhas e sua arquitetura é reconhecida por prezar a harmonia com a paisagem natural. É o único dos palácio que faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO.

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Além da visita ao Palácio (também tem tour gratuito disponível), é possível fazer uma visita guiada pelo Jardim Secreto, que dura cerca de 1h30.

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É preciso reservar com antecedência no site e retirar o ingresso mediante pagamento e apresentação do voucher na bilheteria. Para quem adquiriu o Royal Palace Pass também é preciso reservar o tour e pagar na bilheteria.

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Como eu visitei Seul em março, portanto, ainda inverno, a visita ao Jardim Secreto ficou aquém das minhas expectativas, porque estava tudo bem sequinho e sem vida ainda, mas dá para notar que durante as outras estações o lugar tem muito potencial para ser bonito.

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E, ai, gostaram? No próximo post tem mais dicas de Seul 😉